Lady Summer Courtney Dance, Pop, EDM202412 músicas

Rolling Stone 80

Após um longo período longe dos holofotes, a cantora Courtney retorna com seu segundo álbum de estúdio intitulado "Lady Summer" com doze faixas em sua estrutura e parcerias com MOE, Aster Major e BRUCE. "Glow Of Light" faixa introdutória do disco álbum traz a chegada da artista em Las Vegas, onde discorre sobre a felicidade e como se sente, com versos luxuosos e bem estruturados, a faixa é um ponto muito alto para introduzir o disco. "Endless Summer (Kiss Me One More Time)" é uma faixa muito característica e bem feita, marcada pelo uso de metáforas visuais, com um refrão muito impactante a faixa passa bem em inúmeros aspectos, sendo uma ótima faixa em todos os sentidos. "The Eye At Peepshow" terceira faixa do álbum continua a história da faixa anterior, mas aqui Courtney usa a metáfora da atração "Peepshow" para dar volume a música, a faixa possui elementos muitos clichês, que assim, acaba por não passar tão bem em sua forma. "Downtown Fever" fala sobre a busca pelo poder e como as pessoas fazem de tudo por isso, marcado pelo uso de inúmeras referências, a faixa possui versos singulares e bem feitos, principalmente em seu segundo verso e refrão, que elevam indiscutivelmente o status da faixa. "Gibberish" retrata os privilégios da sociedade atual, onde a artista desabafa sobre como pessoas menores e mais influentes são tratadas e vistas sem local de fala por alguns pelo seu status social, a faixa é bastante bem feita e com uma linguagem rebuscada, sendo sem dúvidas um ponto muito forte a ser explorado até então. "Neon Angels On The Road To Ruin" parceria com MOE traz a paixão em primeira como foco em sua letra, as artistas demonstram uma sintonia grande ao passar da canção, onde o verão de MOE é simplesmente a melhor parte da faixa, sendo uma canção com grande potencial para single no futuro. "Ecstasy" apresenta o desespero de querer conquistar tudo ao mesmo tempo, com uma lírica muito bem feita, a faixa é uma das melhores canções do disco até aqui, fugindo totalmente dos clichês e indo direto ao ponto. "Bubblegum Pop" faz homenagem ao gênero de mesmo nome, onde a artista discorre sobre o amor e felicidade, apresentando uma pegada clichê, a faixa não se aprofunda tão bem como faixas anteriores em geral. "Eat Your Heart" com BRUCE e Aster Major traz aspectos mais agressivos em sua letra, ligando a indignação de ver o amor partir em sua frente, a faixa traz versos muito bem construídos como um todo, com ênfase para o verso de Aster. "You Started It" décima faixa do disco continua a mesma intensidade da faixa anterior, com uma letra mais ácida, a cantora do reflete sobre seu ex parceiro, no qual não demonstrou a mesma intensidade de amor pela mesma, a canção apresenta uma estrutura lírica muito bem estruturada e idealizada, com seus primeiros versos sendo os melhores até então. "A Noise Breakdown" é uma canção longa e com elementos bem usados em sua estrutura, mas aqui, Courtney nos apresenta uma faixa confusa e desconexa em alguns pontos, apesar de possuir um primeiro verso louvável. "Divine" encerra o disco de forma muito exemplar, com uma letra rebuscada e bem pensada, onde a cantora explora caminhos que não explorou como um todo no disco, possuindo claras referências a Las Vegas. O visual do projeto é um ponto essencial para o disco, apesar de ser simples, consegue cumprir totalmente com o que é proposto, com cores bem usadas e que combinam totalmente com as letras do disco em si. Em suma, Courtney nos apresenta um disco que apesar de algumas canções clichês, consegue cumprir com seus objetivos como um todo, sendo um álbum bom, que com um pouco mais de polimento, se tornaria ótimo, ainda sim, não deixando de provar o quanto o legado da artista dance ainda continua.



The Line Of Best Fit 83

Após uma notória quantidade de anos vivendo de forma discreta no meio musical, Courtney retorna à cena da forma mais grandiosa que ela encontrou para se reencontrar na indústria: por meio de seu novo álbum de estúdio, “Lady Summer”, descrito como uma jornada psicodélica e pessoal ao som da dance music, que tem conduzido a carreira da artista há um bom tempo. Tal jornada deixada de forma explícita em seu encarte começa na faixa “Glow of Light”; abraçando a ideia de ser uma faixa introdutória com sua própria força, aborda as expectativas da artista ao chegar em uma Las Vegas convidativa à perdição, ao prazer da noite e ao prazer de ser feliz consigo mesma. “Endless Summer (Kiss Me One More Time)”, previamente lançada como o primeiro single da era, apresenta oficialmente o alterego homônimo do álbum, onde Courtney veste a personalidade de Lady Summer, uma pessoa que praticamente incorpora os trejeitos de Vegas em si no modo como é chamativa como tem que ser ao seu ouvinte, tentando trazê-lo ao hedonismo de um verão que pode, ela promete, ser inesquecível. Sendo uma faixa bastante nostálgica em sua sonoridade, na letra e no modo como foi lembrada em sua época original, é uma adição valiosa ao projeto. Em “The Eye at Peepshow”, a artista se utiliza do imaginário de observar um show por meio de um olho mágico para continuar na sua proposta de atiçar o ouvinte dentro da experiência de tentar descobrir o que pode acontecer na jornada referente, sendo uma composição leve e um tanto quanto divertida dentro de seu entretenimento, sem jamais perder a pose que coloca em si mesma. “Downtown Fever”, quarta canção do CD, explora de forma mais afiada algumas das pistas deixadas na faixa anterior quanto a significados mais profundos que Las Vegas pode possuir em suas entrelinhas; Courtney fala de vícios, consequências de se ter um poder exacerbado e os efeitos que a ganância da cidade pode ter em seus transeuntes, trazendo um tom mais sério ao disco até aqui. “Gibberish”, em seguida, é, talvez, a faixa que mais se distancia da proposta inicial do disco até aqui, mostrando um lado mais crítico de Courtney perante os privilégios e as corrupções dentro de um ambiente onde ela se considerava bem-vinda até perceber um nível que ela considera ser de falsas aparências; é uma canção bem escrita, e que por mais que soe desconexa em alguns momentos, não deixa de ser uma entrada essencial no álbum. “Neon Angels on the Road to Ruin” é uma faixa colaborativa com MOE, também conhecida por seus passos na música eletrônica nos últimos anos, e descreve as sensações estonteantes de se envolver em uma paixão que parece ser temporária pelo momento em que as artistas permanecem na cidade da perdição, mas que, durante o tempo em que vivem o romance, tudo parece ser eterno. É uma ótima canção para seu tema e um dos pontos mais altos do projeto como um todo pela química entre os versos de ambas as artistas envolvidas. Em “Ecstasy”, Courtney assume o controle sobre sua própria falta de controle quando decide viver o melhor de sua vida em um verão que parece ser cruel aos seus sentimentos, mas não ao seu corpo; a atitude mais imposta da cantora na faixa de número 7 do álbum a eleva a manter a linha de alta energia presente na atmosfera. “Bubblegum Pop” é uma homenagem ao gênero descrito em seu título, conforme apontado por Courtney no encarte do CD; sendo uma imersão completa na experiência de um pop chiclete, também apresenta algumas das letras menos profundas do “Lady Summer” no modo como a artista valoriza o momento de viver a noite, explorando os clichês que o pop americano permite, mas sem abusá-los a ponto de parecer superficial, já que não parece ser o seu objetivo. “Eat Your Heart” se porta como uma faixa que encaminha a narrativa para sua metade final; em colaboração com BRUCE e Aster Major, Courtney descreve os sentimentos mais raivosos em uma relação, romântica ou não, que os cantores envolvidos sentem no momento em que estão expondo suas vulnerabilidades e jurando serem mais impenetráveis do futuro em diante. O teor colaborativo e o entrosamento entre os três artistas torna a canção um potencial para futuro single nas pistas de dança. “You Started It” inicia a tríade de faixas finais do “Lady Summer”; ainda trazendo um tom mais ácido como em “Eat Your Heart” e “Gibberish”, ela abraça o conceito de faixas dançantes com letras sobre decepções, sejam elas amorosas ou não, enquanto Courtney coloca a culpa dos problemas da relação na outra parte da história. “A Noise Breakdown”, penúltima faixa do disco, traz a estrutura menos ortodoxa dentre as composições. Courtney foca mais nos detalhes do iminente fim da selvageria de Las Vegas para expandir sua mensagem, e soa como uma adição bem-vinda ao álbum por tal razão, especialmente pela fluidez dos versos. “Divine”, canção final do CD, é, também, a mais introspectiva. A artista foca em suas emoções e em lições que quer deixar após todas as experiências vividas nas faixas anteriores, apontando as derrocadas emocionais e celebrando a divindade de sua situação resultante de todas elas. Courtney se permite ser mais vulnerável do que nunca, enquanto fortalece o ouvinte em um dos pontos mais positivos do disco. Após o fim da jornada de ouvir e ver “Lady Summer” — cuja produção visual, assinada por BRUCE junto a Tammy no HTML, celebra o amarelo do veraneio junto a fotografias coladas com um estilo que lembra a estética retrô de álbuns mais urbanos —, tem-se a impressão de que Courtney tomou seu tempo na concepção lírica de uma alusão a pausas de verão para viver intensamente, entender as consequências e se retrair a uma versão de si mesma que una as duas facetas apresentadas.



The Boston Globe 77

No segundo álbum de estúdio da cantora australiana, Courtney abraça o Dance Pop em Lady Summer e expande os horizontes para algo além do “verão” e suas altas temperaturas. O disco se inicia com “Glow of Light”, uma faixa bem animada e que consegue trazer essa energia de começo. Um álbum com o tema veranesco iniciar com uma canção que diz sobre o brilho da luz – que se interliga bastante com a felicidade – foi uma “jogada” bem pensada. “Endless Summer (Kiss Me One More Time)” já começa a abordar um outro tipo de calor… A letra seduz o leitor e consegue manter uma boa conexão com o instrumental. O primeiro single é estável e bem colocado. “The Eye At Peepshow” estrutura uma crítica à exposição que a indústria musical causa em seus artistas e ironiza essa necessidade desenfreada de se mostrar a qualquer custo, como uma atração de uma caixa de perspectivas. A quarta faixa continua com essa mesma temática de questionar os métodos midiáticos da atualidade, “Downtown Fever” introduz uma canção mais sombria em seu instrumental, mas que ainda tem um quê de sensualidade e força. De “Gibberish” até “Ecstasy”, temos uma sequência de três faixas bem poderosas, que conseguem encerrar essa primeira etapa do álbum. E, a partir de “Bubblegum Pop”, já vemos um Dance Pop bem mais presente e intenso, trazendo uma ótima energia para o disco e perdendo um pouco daquela “seriedade” que estava no início. “You Started It” tem uma das melhores letras do disco, mostrando essa energia mais feroz e cheia de atitude do alter ego, destacando o trecho “I threw myself in Hades' cradle, and I launched myself into the summer again” como um dos mais divertidos e potentes. E finalizando o disco com uma vertente mais ligado ao Hyper-Pop, as últimas faixas, mesmo que eletricas e animadas, conseguem transmitir essa energia de encerramento de um álbum. Lady Summers é um álbum bem escrito e que consegue abordar diversas perspectivas, sendo complementadas com os seus instrumentais, que também são coesos e bem diversificados.



TIME 84

Após um tempo afastada dos holofotes desde o lançamento de seu EP “Mistaken Identity”, Courtney agora está entre nós com o seu segundo disco de estúdio “Lady Summer”, voltado para o mercado dance e que é descrito como uma viagem pelos sonhos e pensamentos da artista. O LP se inicia com “Glow of Light”, onde o tema principal está implícito pela serenidade da jovialidade e seus reflexos positivos, sendo uma faixa refrescante para iniciar o disco. “Endless Summer (Kiss Me One More Time)”, é o grande hit do álbum e de uma certa forma, traz a nostalgia para o projeto a medida que resgata a faixa, desenvolvendo um grande pico de serotonina logo no começo da tracklist. “The Eye At Peepshow”, “Downtown Fever” e “Gibberish” são as três faixas subsequentes e, aqui cada uma apresenta uma atmosfera diferente, mas ainda sim, se entrelaçam de maneira interessante ao ponto de formarem uma trilogia importante para o disco, viajando de melancolia na pista de dança até apontamentos sociais. “Neon Angels On The Road To Ruin” encaminha o LP para uma reflexão sobre seu primeiro contato com o amor e todas as suas emoções e vertentes, ainda tendo a presença de MOE para a solidificação da faixa. “Ecstasy” ainda segue na atmosfera da faixa anterior, mas dessa vez com a percepção do vazio, metaforizando a substância com o que poderia ser feito para preencher esse “sentimento”. “Bubblegum Pop” é uma faixa sobre realização e autoaceitação, enquanto “Eat Your Heart” relata o fim de uma história a medida da rotina, trazendo Aster Major e BRUCE para a faixa, a fazendo um outro grande destaque. “You Started It” é sobre reciprocidade em um relacionamento, mesmo que não apresente grandes novidades para o escopo geral. “A Noise Breakdown" é o tipo de canção que divide raiva e leveza a medida que sua aura de certa forma psicodélica explora sua independência sublime, trazendo o sentimentalismo para um holofote principal e de destaque merecido. “Divine” é a última faixa do projeto e, simboliza o final e o recomeço de um ciclo, possuindo uma assinatura autoral de grande peso para o disco, finalizando a trajetória de “Lady Summer” de maneira majestosa. Um belo acerto. A parte visual ficou a cargo de BRUCE e Tammy e, apresenta bem a ideia de verão e epifania do projeto. O disco apresenta alguns deslizes visuais, mas de modo geral, é um disco coeso e competente ao que se propõe. Desse modo, “Lady Summer” é o tipo de disco que mesmo que não apresente uma megalomania implícita, tem seu charme e sua importância dentro da carreira de Courtney e, seu espaço na indústria. Sem sombra de dúvidas a artista irá fincar seu nome no mundo dance, possuindo uma trajetória muito promissora pela frente.



Los Angeles Times 83

Courtney retorna aos holofotes com seu mais novo álbum, "Lady Summer", apresentando um alter-ego devaneador, que se opõe à sua personalidade ordinária. "Glow Of Light" abre a obra, uma faixa nuclear do disco, apresentando a nova persona. Seus versos são divertidos, lineares e bem construídos na totalidade. Seguimos com "Endless Summer (Kiss Me One More Time)", um hino caloroso que envolve o ouvinte na premissa, servindo também como um apêndice da primeira faixa. Em uma reviravolta, a música "The Eye At Peepshow" traz uma versão insegura da nova personalidade de Courtney, uma mudança repentina; aqui, a abordagem soa prematura. "Downtown Fever" é um dos pontos altos da obra, destacando-se pelo seu apelo sensual e animado, sua presença enfraquece ainda mais a sua antecessora. "Gibberish: Gibberish" mantém o nível de "Downtown Fever", sendo a melhor sequência do conjunto. Em "Neon Angels On The Road To Ruin", faixa com participação de MOE, retoma às raízes do início do álbum, ambas as artistas conseguem cativar em seus versos e gerar uma química agradável. "Ecstasy" e "Bubblegum Pop" são faixas consideradas experimentais, com uma lírica mais hesitante em comparação com as outras, mas ainda sólido e cumprem seu papel de ser mais descontraídas. O destaque de "Eat Your Heart" é a participação de Aster Major e BRUCE, que estouraram a boca do balão! A música apresenta outra reviravolta no disco, o que deixa um gosto meio amargo no ambiente; seria mesmo necessário essa virada constante de direcionamento? Mas, os versos dos rapazes dão uma amenizada, tornando a canção agridoce. "You Started It" explora outro lado do alter-ego e funciona de maneira ok, sem muitos destaques. Na totalidade, "Lady Summer" explora todas as facetas de Courtney de maneira direta, às vezes não tão simples. Talvez o maior defeito seja ter sido abordado com uma narrativa linear; é possível que um potencial maior teria sido alcançado se Courtney tivesse fugido do óbvio na concepção do disco. Ou, em outra hipótese, deixar menos evidente a presença de uma história. Em questões visuais, o álbum está em uma gangorra, alguns momentos são bonitos e bem executados, como a capa, divina. Outros momentos ela cai no amadorismo. Não seria cobrado tanto do design se os artistas envolvidos, Bruce e Tammy, não tivessem um portfólio rico e conhecido. Aliás, Tammy precisa ficar atenta na escolha de tipografia das suas produções. Em suma, onde as competências de Courtney podem alcançar, ela brilha. O álbum é bem escrito, e o conceito é bem explorado, mas poderia ser melhor caso a abordagem fosse menos narrativa e mais ampla, para curar algumas feridas causadas pela incoerência.



American Songwriter 75

Depois de muito tempo de espera, a cantora Courtney está de volta com o seu álbum de studio. O projeto "Lady Summer", que trás uma viagem da artista dentro de seus sonhos e desejos, sendo uma visão direta da cantora sobre o que queremos falar e fazer. Além de trazer novamente ao público o seu alter ego de mesmo nome do álbum "Lady Summer. Courtney leva o seu ouvinte a uma viagem em sons electro-pop com bastante influências oitentistas e dance-pop. /"Glow Of Light"/ foi a escolhida pela a artista para abrir o álbum, a canção retrata a chegada de Lady Summer a Las Vegas, prometendo mostrar ao ouvinte, a artista explorando sua liberdade, amor e juventude ao máximo. A canção não cumpre muito bem o que se promete a fazer. Aqui temos um exemplo onde se promete muito e por fim não vemos em prática tudo daquilo que foi prometido, como uma faixa introdutória e com uma conceito tão entusiasmante. O ouvinte espera uma clássica música pop, onde será verdadeiramente introduzido no conceito do álbum, e infelizmente não é isso que acontece nessa faixa. Em seguida temos a canção que foi o carro chefe do álbum /"Endless Summer (Kiss Me On More Time)"/. Aqui temos finalmente uma canção onde podemos ver o conceito do álbum refletido em sua lírica, a canção é uma verdadeira música pop, feita para a pista de dança. A artista consegue fazer com que o ouvinte sinta vontade de sair dançando ao ouvir essa canção, com uma composição mais simples, Courtney consegue aqui entregar o conceito prometido para o álbum e introduzir o ouvinte ao seu mundo sonhos e desejos. Seguindo com /"The Eyes At Peepshow"/, Courtney nos trás uma canção sobre a indústria da música e seus defeitos, sendo uma analogia da artista sobre o real e o imaginário. Apesar de ser uma das melhores composições presentes no álbum, a canção é desconecta com o que foi visto até aqui, ela parece flutuar para fora do que foi dito sobre o conceito do álbum, fazendo com que o ouvinte não entenda muito bem em qual parte do conceito a canção se encaixa, fazendo com que ela fique perdida dentro da tracklist. A próxima faixa /"Downtown Fever"/ assim como a sua música anterior, também trás a artista falando sobre a indústria musical, questionando a busca incessante por poder. Aqui Courtney tenta pelo menos fazer uma referência ao conceito das duas primeiras canções, trazendo um pouco do desejo de poder e toda a paixão por Las Vegas. Mas mais uma vez nos é apresentado uma canção não tão conecta com o conceito do álbum, onde se parece que foi colocada na tracklist apenas para ter mais volume. O álbum segue com as canções /"Gibberish" e "Neon Angels On The Road To Ruin"/ sendo a segunda em parceria com a cantora MOE. As canções que são definitivamente dois dos pontos altos do álbum, trazem de volta o conceito em suas letras, bom pelo menos uma delas. A canção "Gibberish" apesar de muito bem escrita ainda tenta aos poucos se conectar com o propósito do álbum, sendo ainda fraca nesse ponto. Já a sua sucessora, faz isso com êxito, e trás para o ouvinte um suco pop de duas grandes mulheres da indústria, trazendo de volta o conceito de Lady Summer para o ouvinte. Courtney então nos leva para uma bela viagem contra o tempo com a faixa /"Ecstasy"/ que é uma bela canção e que trás consigo uma composição muito boa e bem pensada, se encaixando muito bem dentro do conceito. O álbum segue com a faixa /"Bubblegum Pop"/ sendo uma homenagem ao gênero de mesmo nome, a canção nos apresenta uma Lady Summer feliz consigo mesma e com muito amor para dar ao ser par romântico. Sendo assim não é uma canção tão chamativa dentro do álbum, mas também cumpre seu papel e faz com que ouvinte sinta a essência do alter ego dentro da canção. Então o ouvinte é jogado para a melhor canção dentro do álbum. /"Eat Your Heart"/ uma parceria impecável entre Courtney, Aster Major e BRUCE. A canção trás a maior e melhor composição do álbum, sendo uma canção raivosa e muito bem escrita. Trás uma Courtney traída que sem dúvidas soube muito bem fazer uma música sobre. A canção é um grande feat pop que é sem dúvidas uma das melhores músicas do ano12. Em seguida temos a canção /"You Started It"/ um dos singles promocionais do álbum, que dentro da tracklist serve como uma continuação para a canção anterior, e mostra a artista mais vulnerável e pensativa sobre todo o acontecido, mas ainda com raiva de seu ex parceiro. O álbum então se encerra com as canções /"A Noice Breakdown" e "Divine"/ duas ótimas canções que se encaixam perfeitamente em suas posições dentro da tracklist, com duas ótimas composições, as canções servem para encerrar perfeitamente o álbum, e dar um fim grandioso ao segundo álbum da artista. O visual assinado pelos artistas BRUCE e Tammy, apesar de muito clean e até um pouco simples, trás visualmente o que é cantado e descrito no álbum. As cores muito quentes, e bem chamativas fazem com que o álbum se pareça um álbum oitentistas e mostre todo o seu conceito apenas olhando para o encarte, sem ouvir as músicas. Por fim, após um longo tempo de espera. Courtney nos apresenta um álbum pop, com algumas músicas que não precisavam estar dentro do álbum, com composições não tão conectas ao conceito prometido, mas um álbum que faz com que o ouvinte dance, pense e sinta as suas canções. Courtney mostra que é uma ótima artista, e que pode evoluir cada vez mais seu trabalho dentro da música, assim como fez de seu ultimo álbum para esse.



Spin 83

Após uma longa espera, Courtney finalmente lança seu tão aguardado álbum "Lady Summer". Com um alter-ego que reflete a essência da obra coesa de Dance, Pop e Euro Dance Music, a artista explora novos horizontes de forma inédita, narrando seus devaneios intensos e profundos com base no forte conceito de verão de seu alter-ego, Lady Summer. As canções do disco são ricamente detalhadas e desenvolvidas, enriquecendo a personalidade ousada e marcante de Lady Summer, que busca viver intensamente, mas também revela sua vulnerabilidade emocional, como na canção promocional "You Started It". O álbum se mantém fiel ao seu conceito principal, mas apresenta alguns tropeços, como as faixas "The Eye At Peepshow" e "Gibberish", que não se encaixam perfeitamente na narrativa do alter-ego Lady Summer, embora sejam críticas pertinentes à indústria musical. No entanto, essas faixas não comprometem o brilho geral do disco, que destaca a genialidade de Courtney em suas composições e sua versatilidade artística. A produção visual minimalista e calorosa do álbum, a cargo de Bruce e Tammy, complementa de forma eficaz a essência única e marcante presente nas músicas, proporcionando uma experiência festiva de Las Vegas ao ouvinte. Destacam-se as faixas "Endless Summer (Kiss Me One More Time)" e "A Noise Breakdown" como os pontos altos da obra, com conceitos únicos e conteúdo lírico incrível que capturam a essência de Lady Summer. Apesar de alguns deslizes como as faixas mencionadas anteriormente, "Gibberish" e "The Eye At Peepshow", "Lady Summer" é um disco notável que consolida Courtney como uma artista versátil nos gêneros presentes na obra musical. Em resumo, o álbum é uma experiência que pode ser resumida em total êxtase, e claro, contendo decepções emocionais como qualquer outro ser humano. A artista deixa apenas falhas minuciosas que podem ser ajustadas em futuros lançamentos, se atentando ao foco principal do projeto, no entanto, ainda sendo um famigerado disco que renderá incríveis frutos para a atual era de Courtney.



Billboard 87

Em seu retorno a indústria após o EP “Mistaken Identity”, Courtney lança o seu disco “Lady Summer” — projeto que se desenvolve sobre os sonhos e desejos mais variados e profundos da artista. Começando por “Glow of Light”, essa que aborda a juventude e a felicidade num geral com uma aura mais leve e esperançosa, a canção é realmente bem forte e com um conteúdo muito bom, mas seus versos possuem uma densidade acima do necessário para o que a artista parece querer transmitir, com linhas muito extensas. Num geral, é o tipo de faixa que a artista mostra, mesmo com isso, um bom domínio. “Endless Summer (Kiss Me One More Time)”, co-composta por MOE, explora o verão e uma paixão fervorosa juntamente a uma batida Dance. A letra é muito bem escrita, e a densidade excessiva é pouco vista nela. “The Eye At Peepshow” é uma canção direcionada a indústria musical e todos os seus maus-bocados. A canção possui uma boa condução e uma boa lírica, mas seu primeiro verso soa medianamente mal conectado com o restante da canção, talvez até por não dar tanta informação necessária para o entendimento do restante. “Downtown Fever” cita a ambição e o poder como seus maiores enfoques, aqui no background de Las Vegas. Ela segue a lógica da anterior, junto ao paralelo com a indústria musical, e bem… essa faixa é muito bem dosada e sua totalidade é um destaque na tracklist, sendo melhor até mesmo que a faixa anterior citada. “Gibberish” é uma crítica a sociedade e aos seus comportamentos, aqui centrados em pessoas menores e mais influenciáveis, e fazendo um paralelo com a carreira da artista. É uma boa faixa, mas não há tanta novidade no seu conteúdo lírico. Entretanto, é um bom ponto a ser citado no disco. “Neon Angels On The Road To Ruin” fala sobre a primeira paixão, e aquela conexão instantânea e marcante vivida pela artista, assim como as ilusões e todos os acontecimentos desse e relacionados esse a sentimento. Aqui, em colaboração com MOE, Courtney entrega uma canção muito harmônica e que combina palavras mais atuais com expressões bem específicas, sendo um highlight. “Ecstasy” traz de volta a juventude, mas com a parte mais desesperadora e com um sentimento de certo vazio. Uma faixa que fala bastante sobre se entregar e sobre viver as coisas em si, possui uma composição bem feita, mas poderia ser melhor conduzida e melhor explorada pela artista. “Bubblegum Pop” fala sobre realização própria, romance, felicidade e traz uma mensagem muito importante para incentivar a busca da conexão do ouvinte consigo mesmo. É uma canção bem melódica e resumitiva, e isso funciona muito bem com seu momento no disco e com sua posição no repertório da artista. “Eat Your Heart” descreve um fim de uma relação “diante os seus próprios olhos” e como a entrega nessa relação foi em vão e agora traduzida em dor, com participações de Aster Major e BRUCE, produtor principal do disco. É uma canção bem escrita e bem estruturas, e os versos dos artistas convidados entregam suas características eventuais dos seus projetos, algo interessante e que funciona na canção. “You Started It” lida com a reciprocidade e a falta dela com a pessoa que a artista amava, deixando-a extremamente vulnerável. Continuando de certa forma o raciocínio da anterior, é uma canção interessante em certos momentos, mas num geral não faria diferença se não estivesse no disco, por já dizer pouco a mais do que a anterior já disse. “A Noise Breakdown" é o fim do julgamento e de finalmente se liberar dessas dores mostradas no disco para um novo lugar, uma nova perspectiva. A canção mostra muito bem o que foi proposto pela artista, se destacando ainda por mesclar a raiva e a aura dançante com um toque sentimental bem diferente do que era esperado. “Divine” marca o fim do verão da Lady Summer, o alter-ego usado pela artista por todo o disco, e marca também o início de algo novo e significativo para ela. Aqui ela perdoa tudo, dialogando sobre como sua plenitude e sua felicidade deve ser algo maior do que conflitos, e também amarra o disco com uma mensagem de recomeço. É muito bem escrita e muito biográfica, sendo um destaque do disco. O visual, produzido por BRUCE e Tammy, possui uma edição bem conduzida e uma fotografia muito condizente com o projeto. Entretanto, a edição relacionada ao processamento das imagens e até mesmo recursos mais “imersivos” nas páginas do encarte faltam, como texturas e um contraste num geral. Assim sendo, “Lady Summer” é um projeto que mostra que Courtney é uma artista comprometida com o gênero Dance e Pop e todas as suas especificidades, devendo apenas se atentar a detalhes da densidade de algumas letras. É um projeto, com certeza, muito promissor.



Pitchfork 75

cantora australiana retorna com seu mais recente álbum, "Lady Summer", apresentando um novo alter-ego imerso em sonhos e desejos, dentro de uma sonoridade dance-pop e electro-pop que remete às influências da dance music oitentista. Iniciando o album com a faixa "Glow Of Light", Courtney descobre Lady Summer dentro de sí, há um anseio por liberdade e uma nova jornada bem trabalhadas nos versos, sendo uma canção muito bem colocada pra abertura; Em seguida com "Endless Summer (Kiss Me One More Time)", se faz jus ao "Summer" que o alter-ego leva em seu nome, uma celebração ao verão e uma nova persona mais estabilizada. No entanto, em uma reviravolta brusca, a canção "The Eye At Peepshow" traz um lado introspectivo e inseguro, sendo bem estranho colocada após canções que mostraram uma ascensão confiante. Sendo o destaque do disco até então, "Downtown Fever" é sensual, é cativante e provocativo, tendo sua ligação com o clima de verão e uma canção que parece definir o conceito do disco; "Gibberish: Gibberish" é uma letra confusa que demostra seu potencial, porém não obtém um resultado interessante e cativante como as anteriores; Todavia, em "Neon Angels On The Road To Ruin ", faixa com participação da cantora MOE, é uma volta aos eixos e traz uma narrativa pra Lady Summer em sintonia com o amor, com versos muito bem feitos e uma participação de MOE que impacta, também um dos destaques do disco. "Ecstasy" soa como repetitiva em seus versos, apesar de estar em ressonância com o album, os versos são fracos e não desperta um entusiasmo; Com "Bubblegum Pop", a cantora explora o hyperpop, um gênero que ainda não é muito explorado na indústria, aqui Courtney faz com maestria e, assim com já diz no título, é uma canção pop chiclete. Em seguida, temos a "Eat Your Heart", com participação dos talentosos Aster Major e BRUCE, que vem como uma premissa 'reviravolta' no disco, apesar desta já vir com canções anteriores que quebram o caminho trilhado; É uma canção que possui uma estrutura muito diferente das demais, que apesar de um resultado muito interessante, parece destoada. "You Started It" representa uma verdadeira reviravolta, explorando outro aspecto do alter-ego com uma lírica que aborda suas limitações. No entanto, sua posição na setlist parece inadequada. "A Noise Breakdown" reflete um arrependimento e a luta contra limitações, embora contradiga a exploração dessas limitações em faixas anteriores. "Divine" encerra o disco como uma reflexão sobre os momentos que foi passado durante o projeto, apesar deles parecerem confusos na sua parte final, a reflexão é cativante. Com o visual produzido por Tammy e BRUCE, o resultado vem predominantemente com paleta amarela pra simbolizar o verão, no entanto, não há muito a ser explorado de diferencial em suas páginas, repetindo a mesma estrutura bem simples em todas elas, mudando apenas o símbolo de Courtney/Lady Summer com poses diferentes. Por fim, "Lady Summer" é um álbum cativante, destacando-se na primeira metade ao explorar a liberdade e sensualidade em consonância com o verão. Entretanto, peca na segunda metade ao abordar as limitações do alter-ego. Apesar de um visual simples, é um projeto que será apreciado, embora não demonstre completamente o potencial da cantora.