
76
Asha é uma grande aposta no mundo da música, seu novo trabalho "No Euphemism" é um álbum que nos mostra a grande versatilidade da artista e em como ela tem a capacidade de compor de forma coerente com cada instrumental, o álbum se caracteriza majoritariamente na música EDM, mas vemos o contraste com baladas de um tipo de rock pop meio dance que casam bem no que é proposto. A faixa Weak Heart + Hard Scars é bonita e forte, Fucking With The Devil e Inside Your Heart também são faixas muito boas e nos mostram a essência do que é "No Euphemism". Visualmente não é um álbum muito agradável, talvez seja um pouco exagerado mas nada que possa baixar muito a qualidade entregue nesse disco.

90
O ousado álbum de Asha veio para mostrar o quão forte pode ser a verdade, conseguindo ligar a ousadia de seu discurso com uma mensagem forte e que os jovens precisam ouvir. Nesse sentido, o conteúdo lírico do álbum é um grande responsável para essa interpretação, tendo como ponto alto as letras de "EGOSlayer" e "FAME", que criticam tanto a sociedade quanto a indústria fonográfica. Já quanto ao visual, o encarte é pouco convidativo pelo exagero de cores e do contraste com o fundo, no entanto, as capas que o acompanham compensam esse problema. Quanto a coesão, o maior problema do álbum é o fato do prelúdio da faixa "FAME" fechar o álbum, isso confunde bastante quem está acompanhando o andamento da trama do álbum, além disso, a transição das faixas "High Princess" e "Weak Heart + Hard Scars" poderia ter sido melhor pensada e se fosse o caso poderia ser introduzida uma interlude entre elas. Portanto, um dos melhores álbuns lançados na indústria teve seu ápice com seu conceito grandioso e nas faixas "EGOSlayer", "FAME" e "High Princess". Coesão: 85 Abordagem temática: 90 Conteúdo lírico: 95 Conteúdo visual: 85 Média: 90
85
Asha faz um grande retorno com o seu mais recente álbum “No Euphemism”, onde a cantora fala que o conceito do álbum é sobre a saúde mental de um artista, uma saúde que muitos artistas deixam de ter por conta do sucesso e números. A indústria do mesmo jeito que faz um artista subir aos topos das paradas pode ser muito cruel e te fazer nunca mais ser reconhecido. Asha diz que o álbum foi escrito por ela, enquanto cantora se encontrava internada. O álbum já começa com o hit “egoSLAYER” , uma faixa ótima para nos mostrar como o álbum vai vir pela frente. Asha soube trabalhar muito bem em cada detalhe do seu grande retorno e faz com que a artista cresça e nos mostre do que é capaz. No encarte do álbum, vemos algo que nos deixa de olhos abertos a tudo, porque ele chama bastante atenção, visualmente muito bonito e com ótimas cores. Asha deveria ser uma grande estrela, cheia de prémios e conquistas e esperamos que com esse grande trabalho, ela consiga chegar ao topo, sem se perder no mundo da fama!

80
Indo direto ao ponto, “No Euphemism” é prova clara de que Asha sabe como idealizar um conceito e trabalha-lo com maestria. De cara, a canção EgoSLAYER, carro chefe deste álbum, mostra que a cantora está preparada para se destacar entre os demais artistas do gênero. Tendo como foco abordar e criticar diversas situações, o material é um livro aberto para discussão de diversos assuntos sejam eles voltados a fama ou ao sexismo enraizado na sociedade. A produção é bem concisa e acerta em cheio em diversos momentos, as cadências melódicas eletrônicas são bem executadas, apesar de que gostaríamos de mais “ tracks válvula de escape” como “Weaks Heart + Hard Scars” que é uma balada e que nos desprende um pouco das batidas massivas e insistentes EDM mesmo que elas sejam boas, colocar apenas uma soa como uma desconexão linear da melodia. As letras são recheadas de referências, sejam com metáforas pessoais, sarcasmos ou indagações inteligentes, podemos caracterizar uma boa construção lírica, apesar de algumas controvérsias ao ponto central da obra. “High Princess”, “Inside Your Heart” e “EgoSLAYER” são as melhores faixas do álbum. De modo visual, foi muito bem empregado o uso de características e associações ao psicodélico no encarte, reforça o discurso inicial apresentado, porém a escolha de fonte dificulta a leitura de muitos trechos. Asha se propõe a abordar diversas temáticas e podemos afirmar que no âmbito em que ela está localizada esta crítica social é necessária, No Euphemism é um dos grandes destaques do gênero neste ano.

85
Aqui vemos uma identidade, desde o seu visual até suas letras, é um álbum impactante e realmente marcante. Seu encarte não segue uma repetição, é totalmente alternado e bem feito, cada página é algo novo, com atrativos diferentes, simplesmente majestoso. O disco é todo diverso em si, e demonstra isso na transição de gêneros, nele encontramos Dance, Pop, EDM, Rap e até Rock, é incrível como a cantora consegue transitar tão bem entre esses segmentos, ao mesmo tempo em que tudo permanece conectado e coerente. O grande destaque desta obra é "High-Low Society", com nomes renomados quando se trata de composição como Leonardo Davi e J.Olly, é uma faixa que qualquer amante de música boa gosta, beira a perfeição. É um álbum intrigante, profundo e que nos faz refletir, a temática de explorar os sentimentos serviu muito bem. Possui um visual belo, composições boas e uma temática agradável, um verdadeiro trabalho bem feito e executado.
83
Causar impacto é inegavelmente a forma mais clara e sucinta de redistribuir todo um ideal em torno de um trabalho, e em "No Euphemism" percebe-se de início que seu visual já diz a que veio. Atraindo de forma contundente a atenção por seu visual psicodélico que conversa com a temática das canções apresentadas, Asha entrega um trabalho acima do nível, envolvendo necessárias críticas a indústria com pitadas de ironia que engradecem o lirismo proposto. Há certas contraposições entre o single "High-Low Society" e faixas como "egoSLAYER" e sua melhor produção "Disturbed" por apresentarem profundos pontos de discordância de ideais, porém não causando grandes abalos ao conjunto da obra. Utilizando-se de múltiplos gêneros e com concretas concepções que conseguiram desenvolver-se de forma efetiva, "No Euphemism" mostra-se como genuinamente de qualidade.

90
No Euphemism é um álbum forte, Asha trás seu lado mais agressivo e sincero. Asha mergulha para o pior lado do ser humano, ela mostra suas fraquezas para chegar em sua força interior, que ajudou ela sobre todo esse caminho sujo e injusto que é a fama, a artista não tem medo de explorar assuntos polêmicos, ela dá sua cara para o tapa, ela vive sua arte que é o que à glorifica. Asha nos trás um álbum profundo com batidas eletrizantes, você pode não perceber ao ser envolvido pelas batidas elétricas que rolam pelo álbum, mas Asha está expondo o que acha e o que sente com esse trabalho. VISUAL:75|LETRAS:90|CONCEITO:85|NOTA FINAL: 90
82
Em um visual psicodélico e neon, Asha nos mostra sua critica a mídia em No Euphemism. Ao longo de nove faixas, a artista relata sobre os pontos obscuros da indústria e como ela foi afetada por eles. Logo na primeira faixa, egoSLAYER, Asha aborda o apelo sexual da mídia, principalmente pela figura feminina. Na faixa, ela coloca em seu lugar um homem que manipulou seus sentimentos para um bem maior. Destacamos esta faixa não somente por ser a de maior qualidade dentre as nove, mas também de ser a mais impactante diante o cenário atual da música. Também damos destaque para Holy Savior, faixa que usa referências do Éden para dizer que irá se safar de todos os problemas, sem necessitar de outros. O visual, eletrônico e totalmente compatível com as letras, nos leva para um túnel psicodélico e profundo, por conta do preto. É o necessário para querermos mais do álbum, que acaba sendo curto para trabalhos de ótima qualidade. Gostaríamos de ver um próximo trabalho com mais coesão entre as faixas, que se contradizem em alguns momentos, além de um visual impecável e um assunto simples porém que necessita de muito mais atenção.
86
Asha volta de seu hiatus com um grande aprendizado: a fama é perigosa. Em "No Euphemism" a cantora volta de sua reabilitação e usa de seu álbum como porta-voz de seus pensamentos e larga a figura de linguagem, trazendo à tona todos os seus pensamentos mais verdadeiros. Com apenas 9 músicas, Asha explora as fases da fama e como todas a influenciaram de certa forma em toda a sua carreira. "egoSLAYER", carro-chefe do álbum representa da melhor forma os pensamentos de uma mulher que sofre com o sexismo da indústria. Seguido de "FAME", segundo single do álbum que abre mais ainda as discussões acerca do mundo da fama e o perigo de estar inserido nele e o quão tóxico pode se tornar enquanto dinheiro, sexo e glamour se tornam tudo para as pessoas. A trindade de melhores composições se encerra com "High Princess", música que relata o abuso no uso de drogas da cantora e como essas a afetavam de forma mista. Decepcionante olhar as letras de "High-Low Society" e perceber erros que contradizem a cantora que critica a mídia no prelúdio "Inside Your Head", que relata o quanto as pessoas mudam e fazem as coisas para seu bem e em "HLS" ela questiona se pode ter um cartão de livre entrada na galáxia (que seria a galáxia dessa alta sociedade que manipula tudo?). Mas ao contrário de suas canções, Asha consegue entregar um visual que combina perfeitamente com o tema do álbum e instrumentais que conseguem de forma muito clara amarrar as canções, o visual e seu conceito. Asha entrega seu melhor trabalho até então e confirma a tese de que nem sempre se precisa ter um conceito complexo para se produzir um bom álbum, mesmo contendo erros. Conceito: 85 | Composição: 85 | Visual: 90

77
Asha está de volta ao mundo da música com um álbum que promete falar a indústria como ela realmente é, sem suavizar nada, "No Euphemism" é um bom álbum com algumas faixas confusas mas que mostram que a cantora tem um grande potencial pela frente. As composições do álbum em sua grande maioria são boas e Asha realmente se mantém no tema proposto, porém temos algumas poucas faixas um pouco confusas com muita informação que as tornam díficil de entender tirando um pouco do brilho do álbum. Já o visual é um dos pontos fortes do álbum, que remete a uma estética realmente de um álbum dance, algo meio psicodélico, a cantora acertou no visual e principalmente na capa que se destaca facilmente em qualquer lugar. "No Euphemism" é um bom retorno para Asha e que apesar de alguns problemas nas composições a cantora entrega o que realmente promete um álbum POP/Dance e sem papas na língua para falar da indústria. Melhores Faixas: High Princess, Weak Heart + Hard Scars, High-Low Society