
The Boston Globe 85
Noan Ray abre as asas e se joga no abismo com Chaos Angel, seu álbum mais íntimo, visceral e maduro até aqui. A jornada começa com “Rebirth Creature // INtRº”, uma introdução poética, quase bíblica, onde ele já se reconhece como o próprio Ícaro — não apenas caindo, mas tentando se remontar depois da queda. “Besieged City” transforma a cidade onde cresceu em um personagem sufocante, que espreme suas memórias com angústia e rancor. A faixa-título, “Chaos Angel”, é um autorretrato cru de alguém que se sabota ao mesmo tempo em que anseia por redenção, misturando beleza e autodestruição de forma quase dolorosa. “¿Happiness” já chega chutando as portas da ideia de felicidade como farsa social, como se dissesse: “se é isso que vocês chamam de felicidade, prefiro o caos mesmo”. Em “Bad Phase”, Noan dá um passo pra dentro de si, em um interlúdio quase sussurrado, que parece existir só pra deixar a gente com um nó na garganta. “Lethal”, com Alex Fleming, traz um pouco mais de teatralidade e ironia, como se os dois estivessem conscientes de que são veneno puro — e adorassem isso. “Immortal Mortality” é talvez o ponto mais vulnerável do álbum, onde ele expõe sua existência como um corpo vivo com uma alma em luto permanente. “Destroy ME, Please!” é claustrofóbica e desesperadora, um pedido de rendição que não pede ajuda, só silêncio. “Opium” mergulha numa relação intoxicante, daquelas que você sabe que te matam, mas mesmo assim volta — e volta — e volta. Já “Anti-Hero” é o momento de lucidez, onde Noan olha no espelho e entende que talvez tenha sido o vilão da própria história. E então vem o fim com “Is My Fault?”, que fecha o disco como uma última pergunta deixada no ar, sem resposta, porque talvez ela nunca exista mesmo. Chaos Angel é sobre viver em carne viva, cantar de dentro do colapso e ainda assim transformar isso em arte. A estética do álbum é forte, coesa, cheia de imagens potentes, mesmo que a finalização gráfica em alguns momentos pudesse ser mais refinada. Mas nada disso tira o peso de um álbum que não foi feito pra consolar ninguém, e sim pra expor a alma com todas as rachaduras à mostra — e isso, Noan faz com uma coragem quase desconfortável.
TIME 86
O quarto álbum de estúdio do cantor Noan Ray, Chaos Angel, é sua obra mais pessoal em termos líricos, onde as faixas refletem as agonias e tristezas de sua vida. Essas canções ganham seu próprio cenário dentro de uma produção eletrônica, de estética esotérica e tom obscuro. O projeto conta com 11 faixas que, segundo o próprio artista, servem para concretizar sua proposta de um trabalho complexo e vulnerável. Entre elas, Noan Ray colabora com Alex Fleming em uma das composições. O disco se inicia com Rebirth Creature // INtRº, uma faixa onde Noan aborda a necessidade de parar antes que chegue ao próprio fim. A canção mistura um imaginário simbólico e faz referência direta ao mito grego de Ícaro. Aqui, Ray é explícito ao dizer que seu principal problema é a própria sanidade, que o induz à tortura, mas, ao mesmo tempo, ele mantém sua consciência e percebe que precisa frear. Esta introdução conecta o ouvinte de forma imediata à angústia do cantor. As faixas seguintes aprofundam essa inquietação e abordam questões cruciais da jornada emocional proposta. Besieged City, Chaos Angel e ¿Happiness são pontos-chave da narrativa. Em Besieged City, o artista constrói um manifesto sobre não pertencer, explorando o desgaste emocional causado pelo lugar que ele mesmo descreve como seu berço. Já em Chaos Angel, ele questiona os costumes e estruturas da vida, expondo como tudo funciona como um mecanismo que sustenta uma grande farsa. Essa linha de pensamento se conecta diretamente à faixa seguinte, ¿Happiness, onde Ray discute a falsa ideia de felicidade e como ela é socialmente forçada. Aqui, ele confessa não saber onde ou como encontrar essa paz que tanto lhe cobram. Essas quatro primeiras faixas formam o alicerce do álbum, marcando seu desenvolvimento inicial de forma intensa e reflexiva. O interlúdio Bad Phase traz Noan Ray em um momento de lucidez amarga, reconhecendo que essa fase de profunda angústia pode ser passageira, ainda que pareça interminável. Na sequência, surge Lethal, sua colaboração com Alex Fleming, uma canção que combina tom informativo e quase romântico. Juntos, os artistas dividem os vocais para cantar um aviso: eles são letais à saúde, mantendo o imaginário sombrio e recheado de referências. A essa altura, é possível concluir que todas as faixas são verdadeiros destaques. Cada uma interpola as experiências de uma alma perturbada, que vive em constante conflito interno — uma prisão emocional composta de fatos cruciais, que, aos poucos, apontam para um possível colapso. Entre questionamentos sobre ter sido suficiente em um relacionamento e a culpa por antecipar o próprio fim, Noan Ray entrega um disco profundamente sentimental e visceral. O projeto é rico e complexo liricamente, abordando com sensibilidade uma narrativa pessoal, capaz de gerar identificação no ouvinte. Visualmente, o álbum mistura tons de preto, verde e sépia — uma escolha estética específica que dialoga diretamente com o lirismo das canções, especialmente nas referências recorrentes ao envenenamento, ao desgaste e à radiação, simbolizados na paleta esverdeada. O único deslize fica por conta do encarte: apesar de ousado, sua execução visual soa um pouco frágil quando comparada à densidade e qualidade lírica do álbum. Em suma, Chaos Angel é uma viagem transcendental pelos sentimentos de Noan Ray. Aqui, seus dramas tomam uma forma tão precisa que, quem ouve, ultrapassa o campo da empatia e alcança uma conexão íntima, real e poderosa com o artista.

Spin 81
'Chaos Angel' é o mais recente disco do astro canadense Noan Ray, composto e produzido pelo mesmo e conta com onze faixas; sendo uma delas em parceria com seu grande amigo e colaborador Alex Fleming. Noan aqui se aventura, mais uma vez, pelas batidas da música eletrônica, mas agora vai mais fundo do que fora feito no antecessos 'AKIRA'. O disco que visa tratar de questões pessoais do artistas tem a sua abertura feita pela canção 'Rebirth Creature', uma introdução visceral e existencialista. Que varia de uma poesia obscura a um desabafo mental, apostando numa metáfora de reconstrução pessoal, como se fosse o manifesto de uma mente colapsando e tentando se regenerar. 'Besieged City' vem em sequência e ilustra a sensação de ser um convidado indesejado em sua própria mente e corpo. As duas dão um pontapé em alto estilo, entregando a já marcante e conhecida melancolia de Noan. A brutalmente honesta faixa homonima, primeiro single e terceira canção do registro, traz como pauta a autossabotagem. Nela o artista abre o seu diário para a gente e compartilha o suplício silencioso de uma mente autossabotadora. Sendo o primeiro grande destaque presente aqui. '¿Happiness', segundo single, vem logo em sequência e chega com tudo ao fazer uma crítica necessária a positividade tóxica; sendo um retrato honesto e dolorido de uma alma vazia e incerta que se vê forçada a fingir uma felicidade pela sociedade ao seu redor. 'Bad Phase' e 'Lethal' avançam este trabalho. A primeira trata-se de um interlúdio, onde de forma inegavelmente sincera, o artista racionaliza a sua dor; numa tentativa de diminui-la, ele a reduz a uma fase ruim. Já a segunda é o anteriormente mencionado dueto com Alex Fleming, ambos os artistas brilham igualmente aqui em uma canção sobre duas pessoas destrutivas e conscientes de seu poder de destruição. 'Immortal Mortality' prossegue com o trabalho. A música soa como um grito silencioso de alguém tentando dar sentido ao próprio sofrimento, enquanto lida com traumas antigos, rejeição social e a constante sensação de inadequação. 'Destroy ME, Please' é o clamor pela extinção – o fim, de uma mente exausta, instável e pesadamente autocrítica. 'Opium' traz o relato de uma relação amorosa desbalanceada, com uma dose de dependência emocional e afetiva que é liricamente ilustrada pela referência ao uso de ópio. 'Anti Hero' e 'is my fault?' marcam o desfecho da obra. 'Anti Hero' é uma canção sobre autorrealização, é o lírico compreendendo que ele, de fato, é o seu maior antagonista. 'Chaos Angel' é um material denso, desconfortável, machucado e triste. É o ensaio de uma alma angustiada e que traz o Noan em seu melhor como compositor, abrindo para o mundo o seu coração da forma mais sincera possível. Entretanto acaba pecando um pouco por seu visual um tanto quanto desleixado, descompromissado, que em nada casa com este lançamento magnífico.
AllMusic 78
Munido de uma vulnerabilidade emocional documentada como inédita na carreira, Noan Ray retorna, sem aviso prévio, à cena musical com “Chaos Angel”, seu quarto álbum de estúdio, desenvolvido logo após o lançamento de “Akira”, seu LP anterior, mas com mais segredos ao seu redor. O artista se propõe despir de suas máscaras emocionais para revelar todos os seus medos da forma mais crua que conseguia durante o processo criativo do álbum. As intenções se escancaram já na faixa introdutória, “Rebirth Creature”, onde o eu lírico anseia por mudanças em sua vida — algo que seria semelhante ao seu renascimento enquanto criatura habitante da Terra, por assim dizer. Entretanto, a ideia, que apesar de não ser mais inédita no entretenimento, ainda rende boas reviravoltas quando bem desenvolvidas, acaba caindo no seu próprio conceito aqui, por repetir sua necessidade apenas em metáforas que não variam ao longo da faixa. “Besieged City” segue uma narrativa mais clara, de rejeição mútua entre Noan e uma cidade que representa todos os hábitos dos quais ele quer se livrar a fim de recomeçar sua vida. A luta em rejeitar o novo em favor do que ele já conhece também é uma das dualidades que enriquecem a faixa, que recupera o timing perdido da intro. A title track prossegue a lista de faixas; aqui, Ray coloca a si mesmo na posição de um anjo caótico, ou seja, que enxerga o bom de sua vida, mas imediatamente trabalha de forma subconsciente para nunca alcançar o que realmente quer, dominado por seus medos interiores. A composição explora elementos já vistos em seu álbum “Akira” de forma mais crua, casando com a proposta do álbum. Em “¿Happiness”, o artista contrasta as expectativas para aceitar momentos felizes em sua vida com os seus questionamentos sobre o que, de fato, é felicidade para si, em uma reflexão interessante e cujo desenvolvimento se encontra no tamanho ideal para não se tornar exaustivo. Na interlude “Bad Phase”, Noan se imerge em doses de autocrítica, de cinismo e de esperanças quanto a todos os seus momentos de fragilidade e de possível mágoa atirada em pessoas próximas; o frágil estado de saúde mental é bem retratado em seus poucos versos sem rodeios. “Lethal” trata-se de uma colaboração com seu amigo de longa data, Alex Fleming; os dois compositores alertam seu ouvinte para que procurem outra companhia se o objetivo não é mergulhar em uma pessoa letal como os cantores. O alerta, escrito com boas intenções, beira, também, o repetitivo em alguns momentos, mas a sintonia entre os artistas é o que salva o conjunto geral. “Immoral Mortality” traz o lado mais sensível de Noan apresentado no álbum até aqui; com lembranças específicas de momentos que o fizeram questionar sua existência e anseios que perduraram por todo esse tempo até a sua atualidade, forma-se uma das faixas mais bem construídas do projeto. “Destroy ME, Please!”, assim como a tipografia de seu título, demonstra o desespero do eu lírico. Mantendo a sensibilidade da faixa anterior e expandindo-a para atos que vão além de palavras e demonstram a agonia emocional e física de seu autor em sair da situação em que se encontra, é o momento-chave para uma possível redenção em maturidade de Noan dentro da narrativa apresentada. “Opium” redireciona os momentos vulneráveis de Noan a um interesse romântico que parou de correspondê-lo após conseguir saciar as necessidades físicas e sexuais que buscava no eu lírico; sua ponte, a parte que mais funciona na faixa, é uma das mais cortantes do álbum e isolam todo o sentimento sem precisar exauri-lo de descrições. “Anti-Hero” traz um nível maior de claridade aos pensamentos de Ray, quase que como um diagnóstico feito em si mesmo quanto a todos os problemas que o assolaram durante o tempo passado, e é esse clarão de pensamentos que torna a faixa grandiosa. Liricamente, o álbum se encerra com “Is My Fault?”, que traz um encerramento mais obscuro do que o esperado após as faixas que se passaram. Noan coloca-se novamente em situação de culpabilização pelos acontecimentos em sua vida, mas se isentando parcialmente da possibilidade de tudo ter sido culpa de seus próprios medos, em uma abordagem interessante e que acaba por soar não superficial, mas como uma massagem no próprio ego em vez de sentimental. O pacote visual do projeto de “Chaos Angel”, mais uma vez assinado pelo próprio Noan Ray, é caótico como sua proposta pede, e seus tons de cinza e verde permeiam todo o encarte com uma coesão singular, ainda que sua capa oficial seja a finalização menos atraente em todo o visual. No fim, o que se tira da experiência do álbum é exatamente o que seu título expressa: trata-se de um caos, desorganizado em alguns momentos na busca pela sinceridade mais crua possível, mas elegante quando os sentimentos se acalmam e optam por refletir de forma mais quieta e fluida.

Billboard 95
Descrito por Noan Ray como um "Medo, um medo bruto, degradante. Infitamente dilerante." e "Com certeza extremamente pessoal", \"Chaos Angel"\ é o quarto álbum de estúdio do cantor-compositor e produtor canadense. Concebido durante um período de reclusão nas Ilhas Faroe, o disco nasce do frio literal, resultando em um trabalho onde a escuridão não é apenas um tema, ou uma sonoridade de texturas obscuras do dark-pop, explorando o Alternative e Electronic, mas também a linguagem de suas faixas. A faixa introdutória do álbum, \"Rebirth Creature // INtRº"\ é confessional, sombria e emotiva, uma introdução poética e perspicaz ao pessimismo e ruína interna que permeia o álbum. Na faixa seguinte, Noan expressa um desejo urgente de escapar de um lugar que o sufoca, \"Besieged City"\ funciona como uma aposta visceral, onde a imagem devastadora de deslocamento tem uma excelente conversa com a proposta do álbum. A faixa-título \"Chaos Angel"\ é uma expressão crua e direta da luta interna do artista. Noan transmite a intensidade de um sofrimento constante e a desconexão entre o exterior contra o que realmente se passa no interior. Esse contraste é bem capturado, tornando a música envolvente, e uma ótima escolha de single. \"¿Happiness"\ é mais um ponto alto do álbum, uma sequência direta à faixa-título, aprofundando o sentimento de confusão emocional do artista. As suas reflexões marcantes sobre o que significa buscar felicidade em meio ao caos são coesas, transmitindo bem a sua mensagem. \"Bad Phase \Interlude/"\ cumpre bem seu papel como ponte emocional entre \"¿Happiness"\ e \"Lethal"\. A transição funciona, pois a faixa mergulha em reflexões cruas sobre culpa e confusão mental, sendo uma conexão natural que prepara o terreno para o peso emocional e a toxicidade explícita da faixa seguinte. Um dueto com o cantor Alex Fleming funciona muito bem em \"Lethal"\; a participação de Alex soma intensidade e identidade à faixa. A letra é direta e marcante, traduzindo um sentimento de culpa e autopreservação diante de uma relação que faz mal — um destaque no álbum, e um single em potencial. \"Immoral Mortality"\ e \"Destroy ME, please!"\ aprofundam o mergulho existencial e evitam tornar o álbum repetitivo com proeza. A primeira traz uma confissão melancólica marcada por lembranças de exclusão e tentativas falhas de encontrar redenção, enquanto a segunda eleva a intensidade emocional ao expor um desejo direto de aniquilação como alívio. \"Opium"\ usa a metáfora do ópio para representar a entrega a um amor que deixa feridas profundas. A música mantém o tom confessional do álbum, mas traz uma carga mais nostálgica e introspectiva, o que contribui bem para a coesão do projeto sem soar repetitiva. \"Anti-Hero"\ possui o cuidado para não parecer um cansaço da autodepreciação presente no álbum, girando em torno do impulso autodestrutivo e refletindo o ápice do conflito interno do eu-lírico. \"Is My Fault?"\ encerra o álbum com intensidade emocional e coerência temática, aprofundando o sentimento de culpa e exaustão já presente nas faixas anteriores. Apesar de ecoar ideias recorrentes, evita soar redundante ao trazer um desfecho honesto e cru, que reforça o tom sombrio do projeto. O visual do álbum é marcado por uma paleta que usa tons de verde e preto dominando a palidez de sua fotografia. O encarte é agradável, apesar de que poderia ter o mesmo cuidado e profundidade que o álbum, mas é original ao ser inteiramente produzido por Noan Ray, que também compôs todas as faixas do álbum, acertando em cheio na sua proposta de ser pessoal. Entre o delírio, a degradação e a beleza da melancolia, \"Chaos Angel"\ apresenta-se como o trabalho mais vulnerável de Noan até aqui, um álbum esotérico e brutal, em que cada faixa transborda um sentimento "gelado" e visceralmente humano.

Pitchfork 87
Após inúmeros discos muito bem construídos e de sucesso, Noan Ray nos apresenta seu quarto álbum de estúdio, intitulado "Chaos Angel", com doze faixas que exploram os gêneros Alternative e Eletronic. "Rebirth Creature // INtRº", faixa de abertura do álbum, faz uma reflexão acerca da luta interna que o artista vivencia ao tentar se libertar daquilo que o machuca, trazendo metáforas muito bem colocadas, como um todo, na canção. "Besieged City" traz uma escrita mais visceral e impactante, onde Noan entrega versos longos e articulados, em linhas que expressam o desejo do artista em sair de um lugar que lhe faz mal, marcado por dores que jamais irão sarar. "Chaos Angel", faixa título do disco, fala como o cantor se sente em relação a sua vida atual, onde muitas vezes implementa uma realidade que não existe para conseguir ficar bem, trazendo uma impactante composição. "¿Happiness" traz uma continuação da faixa título do disco, mas aqui Ray mergulha em dúvidas que o levam a busca por um ideal inalcançável, com destaque para forma direta que o artista expõe suas feridas. "Bad Phase \Interlude/" abre um novo caminho no projeto, servindo como uma interlúdio que desabafa sobre tudo aquilo que o artista vivenciou em fases anteriores de sua vida, funcionando também como um resumo sobre as faixas anteriores. "Lethal", colaboração com Alex Fleming, se destaca por sua composição limpa e direta, com versos emocionantes que demonstram a ideia de que o autor é "perigoso" para seu parceiro, que, muitas vezes, acaba fazendo aquilo que não deve, usando metáforas visuais que adicionam muita qualidade a leitura da faixa. "Immoral Mortality" é uma canção crua e o pessoal, com Noan revelando lutas internas com memórias antigas, onde tenta encontrar sentido em tantas derrotas enfrentadas, em ênfase para seu refrão, que aprofunda mais ainda tais sentimentos. "Destroy ME, please!" segue a ideia da faixa anterior, mas aqui, o artista reforça o desejo pelo alívio, mesmo que ele venha acompanhado pela destruição, encarando a realidade e aceitando aquilo que tem vivido. "Opium" explora a ideia de um parceiro que usou o autor apenas quando lhe era conveniente, com uma metáfora em torno do ópio, trazendo assim, a atmosfera em torno do vício que isso o causava, adicionando profundidade na estrutura da canção. "Anti-Hero" faz Noan se sentir o vilão de sua história, manchando tudo aquilo que ama e acabando com caminhos que levem a felicidade, funcionando muito bem até aqui. "Is My Fault?" finaliza o disco com muita maestria, em versos que captam muito bem aquilo que foi explorado pelas músicas do disco, tornando-se um canção com muito potencial para de tornar single no futuro. O visual do disco, assinado pelo próprio Noan, possui cores que contrastam muito bem com o conteúdo do álbum, porém, conta com um encarte simples, que não impacta tanto quanto as onze faixas do disco. Em geral, Noan Ray nos entrega um álbum muito bem escrito e idealizado, sendo um dos melhores do ano, com faixas que demonstram fielmente os sentimentos do cantor, apesar de um visual que não acompanha o mesmo cuidado com as letras.