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The Boston Globe publicou uma avaliação em 04/01/2026: 90

Após cinco anos de hiatus, a cantora australiana Mushroom realiza um retorno grandioso com a igualmente imponente "The Crown". Definida como uma canção pop rock que aborda a relação da artista com a arte, a faixa se destaca ao apresentar um eu-lírico marcado por desilusões, que tenta incessantemente se reencontrar em meio às adversidades. Trata-se de uma composição ampla, que consegue conciliar ironia e melancolia de forma equilibrada. No entanto, Mushroom vai além ao construir em seus versos uma atmosfera que remete à Idade Média. Há um misticismo em sua estrutura, evocando o céu, a natureza e o sacrifício. A narrativa assume um tom bucólico e é rica em referências, ao mesmo tempo em que preserva um caráter profundamente pessoal. A arte dialoga intensamente com a sensação de estar perdida e com a busca por tudo aquilo que foi deixado para trás, especialmente a liberdade artística, resgatada das mais diversas formas. O visual acompanha essa proposta com uma estética polida e minimalista. O uso do vermelho, aliado à figura do corvo, enriquece a visão artística apresentada, reforçando a atmosfera obscura que o single pretende transmitir. Por fim, Mushroom constrói uma perspectiva única sobre sua relação com a arte e sobre a liberdade que ela carrega. Trata-se de um retorno triunfante à indústria e assim como sua música, evidencia que sua expressão artística não pode ser trancafiada.



slant publicou uma avaliação em 30/11/2025: 88

Após dez anos fora dos holofotes, Mushroom reaparece com a produção pop-rock intitulada de "The Crow". A canção que marca o retorno da australiana traz em sua abordagem a relação da artista com a arte e todos seus nuances emocionais envolvidos nisso. "The Crow" tem em seu primeiro verso uma certa melancolia expressada em metáforas inteligentes e que chegam a soar em nossos ouvidos com leveza, mesmo não tendo leveza no que é construído nesse verso, essa forma da artista expressar algo assim é extremamente interessante e curioso. O eu-lírico expressa todo seu descontentamento com seus caminhos artísticos, e como isso o deixa preso em uma atmosfera de derrota e fracasso. Mushroom, usa de metáforas bem elaboradas nos fazendo mergulhar em sua canção. O refrão da canção tem uma natureza dual. Por mais que ele seja extremamente polido e acrescente um poderoso ponto em toda narrativa da canção, sendo positivo ao expressar totalmente os sentimentos e a ideia de como a música pode ser libertadora que Mushroom queria mostrar nesse seu retorno. Ele também nos deixa com a sensação que acabou rápido demais, já que é tão precioso que poderia ser um pouco mais extenso. No verso seguinte, temos também frases estruturadas e ditas de forma certeira. Nos fazendo ouvir atentamente cada palavra que sai pela boca da australiana em cima dessa melodia envolvente. A ponte e o outro, encerram a canção de forma coesa. Terminando a narrativa com uma ambientação ambígua, entre a tristeza e a esperança. O visual da canção é singelo, mas bem agradável a quem analisa-lo. A estética é graciosa e a combinação de cores combinam com a narrativa lírica da canção. Por fim, "The Crow" é um grande retorno. Mush mostra que mesmo distante da música por esses longos 10 anos, não perdeu sua habilidade lírica. E respondendo à indagação final do refrão, fica claro que a arte é a chave de ouro da australiana.