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Sputnikmusic publicou uma avaliação em 25/03/2026: 89
Em seu terceiro álbum de estúdio, Rubia consolida sua identidade artística ao convidar o ouvinte para uma travessia etérea em busca de um paraíso particular. Shangri-La não é apenas um título; é o conceito que amarra 10 faixas em uma produção meticulosa que transita organicamente entre a Bossa Nova, o Dream Pop e o Pop Latino, com incursões maduras pelo jazz e até pelo reggaeton. O álbum é dividido em dois atos bem definidos (Lado A e Lado B), que funcionam como o amadurecimento de uma jornada emocional. No Lado A, a artista lida com a vulnerabilidade. A abertura com "Amor Fati" estabelece um tom de aceitação radical, onde a autocrítica se transforma em manifesto. Destaca-se também "La Sirena", uma peça simbólica onde Rubia subverte o mito da sedutora para narrar uma história de resistência contra o ressentimento alheio. O encerramento da primeira metade com "Onsra" é, sem dúvida, um dos pontos altos do disco, evocando a nostalgia da infância como um refúgio contra a passagem do tempo. No Lado B, o trabalho se expande para uma sonoridade mais mística e libertadora. Canções como "Reflejo En Cielo" e "Clave De Éter" mostram uma Rubia que encontrou paz na autonomia, tratando o amor como uma escolha livre e não como uma dependência. A colaboração com LASHAE em "Flirtation" traz um frescor sensorial necessário, enquanto o encerramento com "Bambi" amarra a narrativa com uma metáfora potente sobre o renascimento e a descoberta do prazer de existir. Shangri-La é um álbum que prefere o sussurro à grandiosidade épica, e é justamente nessa delicadeza que reside sua força. A obra entrega coesão no cenário pop latino.

The Guardian publicou uma avaliação em 18/03/2026: 94
Em seu terceiro álbum de estúdio a cantora Rubia convida sua legião de ouvintes para uma viagem etérea para o paraíso utópico e sublime de Shangri-La. O LP funciona como uma travessia íntima em busca de paz, onde bossa nova, dream pop e pop latino se misturam de forma orgânica, criando uma atmosfera onírica e contemplativa. A jornada começa com “Amor Fati”, também novo single do projeto, que estabelece o tom do disco ao transformar insegurança e autocrítica em um gesto de aceitação radical. A suavidade da bossa nova contrasta com a franqueza da letra, fazendo da abertura um manifesto silencioso sobre seguir em frente sem garantias. “Si Abro Los Ojos No Es Real” aprofunda o disco ao tratar da perda de identidade após a queda de uma idealização, enquanto “Bohemia”, em parceria com o cantor argentino Alex Fleming, surge como um momento de afeto leve e consciente, tratando o amor como descoberta leve e consciente, sem promessas grandiosas ou dependência emocional. A atmosfera se torna mais densa em “La Sirena”, uma das faixas mais simbólicas do disco. Aqui, Rubia assume o papel da figura inalcançável, transformando perseguição e frustração alheia em narrativa de resistência e poder silencioso. O lado A se encerra com “Onsra”, uma canção profundamente nostálgica que revisita a casa da infância como último refúgio emocional, usando simplicidade e memória como formas de proteção contra o tempo, finalizando a primeira metade do disco com maestria ao trazer uma faixa que se destaca como a mais bonita do Shangri-La. No lado B, Shangri-La se expande para um território mais místico, “Reflejo En Cielo” expressa o desejo de fuga do mundo moderno, “Clave de Éter” redefine o amor como escolha livre, devolvendo calor ao projeto ao apresentar uma visão madura do amor, vivida como escolha e presença, não como necessidade. Já “Gypsy Song” é o momento mais direto de libertação, incorporando elementos do reggaeton para celebrar o nomadismo emocional e o rompimento definitivo com vínculos limitantes, mais uma vez apresentando Rubia como uma das melhores intérpretes da música urbana latina, trazendo o ritmo clássico e marcante do reggaeton de forma autêntica e fora da curva. A próxima faixa, “Flirtation”, colaborativa com a fenomenal LASHAE, funciona como um interlúdio sensorial, capturando o instante do encantamento inicial, quando o corpo reage antes da razão e a vida volta a pulsar. Destaque para o trecho “Faz tanto tempo que esqueci como é ser cuidada” da participação da cantora inglesa, que sintetiza com delicadeza o espírito da faixa: vulnerabilidade sem dramatização, amarrando perfeitamente a temática da canção. O encerramento com “Bambi” amarra o disco com ternura e renascimento, usando a metáfora da liberdade para falar de feminilidade, autonomia e redescoberta do prazer de existir. Shangri-La é um álbum que prefere o sussurro ao impacto imediato. A estética do disco, assinada por MOE em uma parceria que vem de tempos, aposta na delicadeza, na luz difusa e em uma Rubia quase suspensa no tempo, em meio à natureza como quem acaba de encontrar um lugar seguro, seduzindo pela suavidade e pela coerência com o que o álbum propõe: um espaço de reconexão e contemplação. Ao invés de buscar grandiosidade estética e lírica, Rubia encontra potência na coerência e na sensibilidade, oferecendo um refúgio emocional e criativo para os apreciadores de um mercado fonográfico latino vazio e desanimador.

Spin publicou uma avaliação em 08/02/2026: 88
Shangri-La é um álbum que entende liberdade como processo interno, ao longo de dez faixas, Rubia constrói um álbum voltado para a experiência interna, onde liberdade, espiritualidade e afeto são tratados como processos contínuos, inspirado no conceito do paraíso oculto descrito por James Hilton. Musicalmente, Shangri-La transita entre bossa nova, dream pop, latin pop, jazz e momentos mais rítmicos, a produção privilegia textura, leveza e espaço, reforçando a sensação de suspensão que o conceito pede. A abertura acontece com 'Amor Fati', um ínicio que parte da dúvida, desalinhamento e da sensação de inadequação. O segundo verso: “Pensé en ser la mejor cantante, / pero no tengo el alcance vocal para eso”, é um dos mais importantes da faixa por sua clareza desconfortável, a simplicidade lírica soa menos poética do que em singles anteriores do projeto, mas a faixa cumpre bem seu papel como abertura do disco. Em 'Si Abro Los Ojos No Es Real', segunda track do disco, a artista aprofunda essa crise ao desmontar uma identidade construída pela idolatração e pela idealização, a perda do “outro divino” provoca não apenas dor, mas também um vazio identitário. A terceira faixa é 'Bohemia', parceria com Alex Fleming e representa a primeira inflexão emocional real do projeto, apresentando uma forma de amar mais leve, baseada na redescoberta, a metáfora do brechó é muito bem sustentada pela artista: “Escolhendo um souvenir em brechós empoeirados / Lá estava o meu bem mais raro”. Em seguida temos 'La Sirena', a canção se constrói como uma fábula, mas aqui a sereia não é a sedutora clássica que leva homens a ruína, ela é alguém que existe e por isso se torna alvo, o "caçador" não age por desejo mas por ressentimento, essa é a melhor faixa até aqui, o uso da ideia da sereia é inteligente assim como a clareza temática. O Side A se encerra com 'Onsra', uma das faixas mais sensíveis do disco, ao revisitar a casa da infância como símbolo de proteção e origem, Rubia encontra no passado não um lugar para retornar mas uma base emocional que sustenta o presente. O Side B inicia com, 'Reflejo En Cielo' sexta faixa do disco, aqui a artista desloca a busca do passado para o futuro, introduzindo um desejo de transcendência espiritual e ruptura com a vida urbana, percebida como superficial e exaustiva: “Todas las leyes modernas de afuera suenan limitantes”. Em seguida, 'Clave De Éter' e 'Gypsy Song' traduzem essa libertação em experiências concretas através de o amor vivido sem dependência e a afirmação do nomadismo emocional como escolha de identidade, as faixas apresentam menos sutileza lírica em comparação com letras do SIDE A, apesar disso as letras são mais claras e afirmativas. 'Flirtation' em parceria com Lashae é a nona track do disco e funciona como um momento de renascimento no qual o flerte é utilizado como metáfora para o primeiro contato com a vida após um período de estagnação, a parceria amplia essa sensação de descoberta, Rubia traduz esse despertar em sensações físicas muito diretas: “Siento el anhelo en la boca de mis pulmones” “Me siento tan bien, estoy viva”. O encerramento do trabalho chega com a aclamada 'Bambi' que sintetiza o projeto ao propor um retorno a essência com leveza e a curiosidade vividas sem culpa e sem promessas absolutas, as linhas: “Cuando vi a Bambi brincando por los bosques / Sentí que algo en mí había regresado”, compacta bem a ideia da faixa. Musicalmente, Shangri-La transita com segurança entre gêneros, privilegiando textura, suavidade e atmosfera, com uma escolha musical elegante e consistente, ainda que em alguns momentos, essas escolha resultem em redução do contraste interno do álbum e tornando sua cadência previsível, o visual e clean e simples mas condizente com o seu conceito, outro limite está no uso recorrente de uma espiritualidade mais estética do que experiencial, além disso, o arco final se estabilize cedo demais, optando pela permanência em vez do risco narrativo. Ainda assim, esses limites não comprometem a força do projeto, Rubia não constrói um paraíso inalcançável, e sim ensina a reconhecê-lo.

The Boston Globe publicou uma avaliação em 01/02/2026: 96
Rubia deixa as cores intensas e um pouco do seu ego de lado e se entrega a outro sentido no seu novo álbum, “Shangri La”. Composto por 10 faixas e dividido entre os lados A e B, o disco se inicia em “Amor Fati” — uma canção de partir o coração, onde a artista se vê perdida diante como seguir e de seu valor. É uma música linda, bem escrita e que não precisa de grandes artefatos líricos para ser bela. “Si Abro Los Ojos No Es Real” passeia sobre e diante o passado de Rubia, por trás de sua carcaça e diante as suas decisões mais adversas. É uma canção carregada e guiada pela angústia e pelo medo de deixar o passado definir ou até mesmo afetar as decisões de seu presente e futuro. “Bohemia”, parceria com Alex Fleming, serve para dar um sentimento de calmaria ao projeto, sendo uma composição sobre uma amizade que se torna ou parece se tornar um pouco mais do que é nas visões de Rubia. Essa quebra de expectativa é interessante para dar um certo fôlego ao projeto. “La Sirena” volta um pouco ao sentido mais angustiante do projeto, aqui usando da figura de uma sereia para narrar um conto de obsessão e de pensamentos mais dolorosos, mas, no final, o eu-lírico consegue passar por cima disso. Finalizando o primeiro lado do projeto, temos “Onsra” — canção mais resumitiva e mais sintetizada, que fala sobre um lugar o qual Rubia sempre volta mentalmente falando como forma de refúgio, de escapismo. É uma canção bonita e simples com uma atmosfera interessante a qual está inserida. Iniciando o lado B, temos “Reflejo En Cielo” — a qual aborda o escapismo da música anterior de certo modo, mas aqui dando um sentido de ser maior do que o lugar a qual ela está inserida. É um grande destaque nesse projeto. “Clave De Éter” traz o sentimento puro do amor como algo que acrescenta, e não como dependência ou algo do tipo. É uma canção que soa interessante aqui por abordar, além do amor por outra pessoa, o amor a si próprio — num sentido de se colocar em primeiro lugar, sem anular querer estar com outro alguém. “Gypsy Song” mistura o cunho mais alternativo das faixas anteriores numa roupagem Pop junto ao Reggaeton. É uma boa jogada na tracklist, como foi na quebra de expectativa anteriormente, e traz um pouco da antiga Rubia para jogo. “Flirtation”, com a cantora LASHAE, traz uma atmosfera inteligente e palpável junto a artefatos lírico bem concisos. É um destaque por soar bem diferente e ao mesmo tempo se assimilar com a energia das duas artistas. O disco se encerra no carro-chefe, “Bambi”. É a canção perfeita para encerrar toda essa narrativa: Rubia está e é livre, sem mais, nem menos. O visual, produzido por MOE e Rubia, surpreende. Particularmente porque, lendo o projeto, você vai imaginando justamente algo esotérico, místico, natural… e quando você enxerga o encarte, você vê tudo que imaginava de uma forma ainda mais interessante. MOE e Rubia souberam dosar as fotos usadas junto a dons gráficos muito interessantes. Em síntese, “Shangri La” se destaca na discografia de Rubia por soar 100% seu; seja pelas suas letras que sempre soam próprias de si, seja por expressões que flertam justamente com tudo que ela promete, seja por mostrar ao ouvinte alguém que conquistou de vez o poder da sua narrativa.
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