Every Girl Penelope Pop, Electronic • 2026



Sua crítica será publicada em nome de uma revista, logo sua identidade não será revelada.




EXCLAIM! publicou uma avaliação em 13/09/2026: 91

“Every Girl” apresenta uma composição bastante coerente com a proposta de possibilidade defendida pela era "LIFE IS AN EMERGENCY", transformando a realidade virtual em um espaço onde a identidade deixa de ser fixa e pode ser experimentada. Penelope acerta na simplicidade com que conduz essa ideia, sem tentar tornar o conceito maior do que ele precisa ser. O refrão é o grande acerto da faixa, e a repetição de “posso ser qualquer garota” reforça justamente essa sensação de liberdade que percorre a canção. “Eu sinto a fama mesmo que ilusória” também merece destaque por traduzir muito bem essa vontade de viver algo que, mesmo não sendo real, ainda consegue provocar uma sensação verdadeira. Mas é na bridge que a composição encontra seu momento mais interessante, principalmente em “eu ainda sou a filha da minha mãe, mas isso só do lado de fora”, um contraste simples, porém muito bem colocado, que dá uma dimensão mais pessoal para tudo aquilo que veio antes. O visual do single amarra toda a narrativa das letras. Em uma produção gráfica brilhante, inteligente e divertida, Penelope chama a atenção ao recriar capas de lançamentos de artistas femininas que admira dentro do banner da canção. Apesar de não apostar em uma escrita particularmente rebuscada, “Every Girl” demonstra segurança em sua proposta e sabe exatamente o quanto precisa dizer para sustentá-la. Alguns versos poderiam ganhar construções mais elaboradas, principalmente quando a faixa se aproxima de ideias que já foram apresentadas anteriormente, mas isso não chega a comprometer o resultado. Penelope consegue transformar uma premissa que poderia facilmente se tornar distante em algo acessível e genuinamente pop, onde a possibilidade de ser qualquer garota funciona tanto como fantasia quanto como uma forma de descobrir quem se quer ser. É uma letra que encontra sua força justamente nessa liberdade, sem precisar complicá-la para fazer com que ela funcione.



The Guardian publicou uma avaliação em 07/09/2026: 93

Aparentemente Penelope encontrou a resposta para a corrente filosófica do existencialismo de Jean Paul Sartre em um simulador e ela está extremamente fascinada em meio à tantas variedades de opções. 'Every Girl', novo single da louvada era 'LIFE IS AN EMERGENCY' celebra o quão pura é a satisfação que temos quando temos total liberdade para sermos quem queremos ser, sem amarras, sem limitações ou qualquer tipo de fronteira, a cantora encontrou em uma realidade virtual o segredo da expressão e uma verdadeira forma de escapismo. O encanto da faixa vem pela riqueza da analogia, uma temática que por diversas vezes já foi discorrida ainda assim consegue ser cativante e relativamente criativa bem trabalhada. Os visuais roubam toda a cena da materialização da ideia, e se falamos em criatividade, a sacada de literalmente "se transformar" nas maiores estrelas da indústrias deve ser celebrada e a ótima execução de Penelope para tal invenção também. 'Every Girl' é um ótimo seguimento para a era 'LIFE IS AN EMERGENCY' e consegue encontrar dentro de um álbum tão harmonioso, uma identidade própria, conceito interessante e visuais muito marcantes.



Clash publicou uma avaliação em 05/07/2026: 88

Penelope entrega uma de suas obras mais divertidas e, ao mesmo tempo, mais conscientes de sua própria dimensão em "Every Girl", uma faixa onde o eu lírico basicamente adentra uma realidade no estilo The Matrix e se permite ficar encantado com a diversidade de possibilidades para o que ele mesmo pode se tornar sem as amarras de uma sociedade com regras implícitas, como a nossa. Apesar de pouco explorar essas possibilidades em letra, Penelope aceita que, só de ter a oportunidade de fazer isso, já se sente infinitamente mais livre do que nunca - e explica bem esse sentimento nos versos e principalmente em seu refrão, bem conciso e finalizado. Visualmente, o single expande o que não havia no conceito lírico, que eram exatamente os exemplos de outras personalidades a serem adotadas; a artista faz homenagem a visuais de outras artistas femininas contemporâneas da indústria, e ao fazer isso, entrega também uma produção interessante e que deveria ser mais celebrada.