
88
O mais recente álbum de Kaleb é, indubitavelmente, o mais arriscado de sua carreira por conter uma temática polêmica. Indo de drogas até desarmamento e passando por desilusões amorosas, o artista se propôs a discutir e expor opiniões que precisam ser ouvidas. Infelizmente, essas ideias não foram tão bem organizadas na tracklist do disco, os temas são desenvolvidos de forma que não haja uma certa ligação entre as faixas, e deixe músicas muito bem escritas como \"heartbroken\" completamente desconexas de todo o CD. Outro exemplo disso é o fato da interlude \"old friends\" vir depois de \"it\'s okay\" quando ela poderia facilmente introduzir a canção. Liricamente o álbum é de um altíssimo nível, mesmo tendo alguns aspectos pouco compreensíveis na faixa \"guns\", os quais são solucionáveis pelo texto introdutório apresentado antes da canção. Já no aspecto visual, o artista reafirma sua excelência nas edições de trabalhos trazendo um encarte muito bem feito em aspectos técnicos, mas o único ponto a ser levantado é a ligação dele com as ideias apresentadas durante as faixas, parece que esse elo não existe em alguns momentos. Portanto, é louvável a posição social do artista, mas existem certos aspectos a serem melhorados. Abordagem temática: 80 Coesão: 70 Conteúdo Lírico: 96 (x2) Conteúdo Visual: 95 Média: 88

83
“wonderful life” é político e apocalíptico, enquanto, ao mesmo tempo, é pessoal e esperançoso. Kaleb nos mostra, com sucesso, como mesclar assuntos difíceis de forma agradável e bela. O artista acerta em seus pontos mais fortes, a composição e o visual. Somos levados a conhecer lados de Kaleb, que nos entrega canções fortes e dominadas de raiva, como “kids”, e outras recheadas de dor e, ao mesmo tempo, esperança, como “heartbroken” e a faixa-título “wonderful life”. O artista é um compositor genial, que utiliza de metáforas inteligentes, nos deixando sem palavras enquanto absorvemos o conteúdo de suas músicas. O visual tem aquele toque característico do mesmo, que de bater o olho, reconhecemos a sua identidade artística. É lindo e coeso, mesmo que já seja algo esperado do cantor, que utilizou dessa “fórmula” em trabalhos anteriores. Ainda assim, Gostaríamos de ver o artista explorando novos ares e arriscando mais em seus próximos trabalhos, que sempre nos deixam ansiosos para o próximo.

82
Em seu quinto álbum de estúdio, Kaleb apresenta uma peça bem contida, com apenas 9 faixas. Ao mesmo tempo, se debruça sobre diversos temas, desde sua vida amorosa a problemas sociais e dominação alienígena na Terra. É um trabalho muito promissor, pois, por ser sucinto, tem poucas chances de se perder - apesar disso, poderia ser um pouco mais enxuto ainda. O visual do trabalho é muito bem executado, ousado e cheio de elementos criativos - e aqui não há grandes surpresas, visto que se trata de uma produção do já bem estabelecido Kaleb. Mas, ao passo que o encarte é grandioso, ele também passa uma sensação de conflito e bagunça que traz um amargor contrastante com o minimalismo doce da capa. Partindo para a parte lírica, pode-se dizer que Kaleb nunca esteve tão maduro como compositor. As faixas são lindamente escritas, sérias e impactantes. Talvez nós só tivéssemos isso para falar, se não fosse por \'mothership\'... a faixa está longe de ser mal feita, mas depois de ter passado por temas tão delicados e sóbrios abordados em \'yes\' e \'kids\', ela soa completamente deslocada e tola. Essa canção tem profundidade e está passível a interpretações, mas o seu momento no álbum não é bem colocado, não há uma transição suave antes nem depois. Na contramão, \'it\'s okay\' e \'heartbroken\' trazem contextos mais intimistas de forma bem situada, sendo pontos fortes do álbum. \'guns\' e \'wonderful life\' são dois opostos perfeitos, enquanto uma é forte e dura como aço, a outra propõe uma perspectiva mais esperançosa e plena, mesmo que melancólica, e traz leveza e claridade a um álbum que possui alguns pontos bastante sombrios e pesados. Não há o que se apontar de fatal em wonderful life. É claro que o álbum teria seu ciclo fechado de forma muito melhor apenas com 6 faixas, excluindo-se \'mothership\' e \'old friends\', mas não é por isso que ele deixa de ser uma obra magnânima. Ao fim de tudo, wonderful life representa um Kaleb ponderador, mais consciente e afiado. APRESENTAÇÃO DO CONCEITO: 82; COESÃO GERAL: 77; PRODUÇÃO LÍRICA: 91; PRODUÇÃO VISUAL (×0,5): 80; NOTA FINAL= TOTAL/3,5: 82

81
Após um longo tempo fora da mídia, Kaleb retorna ao mundo da música com o ótimo \"Wonderful Life\". Lançado pelo selo da \"Eagle Records\", o LP vem com 9 faixas produzidas e compostas por Kaleb que falam sobre suas reflexões sobre o mundo ao seu redor. Abrindo o álbum em Yes, o cantor assume o papel de alguém que está num novo caminho e que vê os outros o julgando. Passando uma mensagem clara, a faixa, apesar de curta é bem montada. Em Kids, no entanto, Kaleb não se aprofunda muito no conceito proposto e a faixa parece rasa pelo que propõe. Seguindo para Mothership, a letra apresenta muitas repetições, em alguns momentos não é muito clara no que se propõe, mas tem uma boa estrutura. Guns segue a mesma linha, porém ao começar de uma maneira promissora, ela acaba se perdendo um pouco. Mudando o foco agora para algo mais pessoal, em It\'s Okay, Kaleb nos entrega mais uma faixa de alto nível onde podemos sentir sinceridade no autor. Old Friends é uma interlude ok, mas não foi levada em consideração na avaliação. Novamente em Heartbroken, o cantor nos parece bem sincero, a faixa é bem estruturada e passa uma mensagem clara. Levitate, por outro lado, é a faixa mais fraca até agora pois carece de profundidade. Fechando o álbum com a Title track Wonderful Life, que vem com uma mensagem libertadora sobre viver a vida sem se importar com o julgamento alheio. Em \"Wonderful Life\", Kaleb nos mostra que seu maior talento está na composição, ele só precisa melhorar a profundidade com que aborda alguns assuntos, pois em algumas faixas soa raso. O encarte no entanto é a parte mais fraca, pois apesar de ser bonita, contém certa poluição visual.

79
Kaleb regressa com mais um álbum de estúdio, após o seu aclamado projeto anterior, ele lança “Wonderful Life”. Abordando uma série de temáticas, o artista comenta sobre questões sociais e questões mais intrínsecas. Talvez as críticas feitas neste álbum tenham o propósito de expressar essas problemáticas com o intuito de encontrar uma Wonderful Life, um momento de paz de espírito ou de anseio por achar esse sentimento, mas não é algo que fica claro durante a trajetória lírica. O conceito é bem diversificado, talvez esse seja o maior problema deste álbum, as canções atiram para todos os lados, isoladamente elas são boas, mas olhando o contexto geral elas não se conectam entre si, não há uma linha narrativa que consiga unificar a canção “Heartbroken” e a faixa “Guns”, por exemplo; essa conexão não é facilitada pelo cantor. O lirismo é espetacular, Kaleb sabe como nos capturar em seus versos, fazendo alusões inteligentes, jogo de palavras e rimas que eclodem em canções poderosas, esse á sem dúvidas um prato cheio de experiências que nos elevam a reflexão. A produção melódica é bem elaborada e bem executada, ela permeia o gênero alternativo e traz à tona elementos eletônicos e mais synthpop, elas realizam suas transições com uma grande facilidade e de forma palatável. As melhores faixas são nossa escolha de Best New Track “yes” e a canção “Guns” elas são virtuosas em letra e melodia e possuem grande teor de qualidade. Os visuais são agradáveis e bem elaborados, talvez as medidas em forma de encarte devessem ser melhor organizadas, porém o formato em banner caiu bem. Não está claro o porquê do uso do braile, porém achamos que deu um toque a mais nos visuais, talvez eles devessem se menores e/ou justapostos aos títulos, seria mais soft. De modo geral, Kaleb nos entrega um trabalho honesto e com alto potencial lírico, porém ele se perde em não conseguir unificar o seu conteúdo, as tracks isoladamente são excelentes, mas quando unidas em um conglomerado elas necessitam de uma conexão e isso foi pouco ou quase nada visto. O artista permanece atraindo nossos olhares e se posicionando como um dos melhores de seu gênero.

100
A nata da música pop!