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Um dos mais fortes nomes do seu gênero, LUCX volta a indústria com seu segundo álbum de estúdio ‘psycho’ um projeto que tem como objetivo um desabafo do cantor através de versos e rimas bem colocadas. Com ‘into the chaos’ é dado o pontapé sobre suas inseguranças e pensamentos obscuros que soa um tanto como superficial, apesar dos versos bem escritos, os refrões deixam a desejar por serem repetitivos até dentro da bridge, pode ser posicionada como uma faixa decepcionante para abrir o álbum, se estivesse dentro das demais, poderia parecer melhor. A verdadeira introdução do álbum ‘cruel youth (잔인한 청소년)’ engloba o conceito que o artista propôs para o álbum perfeitamente. ‘TNT (Try Not To)’ e ’psycho’ moldam o lírico agressivo e direto, apesar de serem facilmente confundidas, não as tornam descartáveis, mas poderiam ter dado um impulso criativo maior para que não soassem parecidas. As faixas que se destacam dentro do álbum são ‘feelin\' xtra’ e ‘prayin\' on the disco’, mostrando um lado mais descontraído e menos agressivo do cantor com versos bem escritos e rimas inteligentes. ‘psycho’ falha em nos mostrar o excêntrico nas diversas faixas, que poderiam ser exploradas de forma mais polida e bem colocadas, mas não deixa de ser um álbum bom. O visual é cativante de imediato, desde o minimalismo da capa até os pequenos detalhes encontrados no visual, encaixando perfeitamente com o conceito do álbum. Em um apanhado geral, ‘psycho’ é um projeto que poderia ser muito melhor explorado, desde o conceito até a produção como um todo, sabemos da capacidade de LUCX de apresentar um ótimo álbum, mas há lacunas que devem ser preenchidas como a polidez na composição e norteamento das faixas que podem se perder facilmente. De fato, não é um projeto visionário, mas também não pode ser caracterizado como um conjunto de trapos, apenas requer um pouco mais de atenção nos detalhes. COMPOSIÇÃO: 20 / CRIATIVIDADE: 14 / COESÃO: 14 / VISUAL:23.

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Após uma grande divulgação de seus últimos singles, o coreano LUCX lança seu aguardado segundo álbum, o intitulado “psycho”. O disco conta com 12 faixas, incluindo os hits “cruel youth (잔인한 청소년)”, “feelin’ xtra” e “TNT”. Servindo como um desabafo do cantor sobre sua vida confusa e caótica, o trabalho não apresenta um conceito fixo como de costume. No fundo, nós ficamos ansiosos com a forma em que o artista se expôs para narrar sua pessoalidade. Porém, nós também ficamos nos indagando diante de algumas canções, sobre seus versos simples, clichês e fracos. Detalhes que acabaram nos deixando sem dúvidas sobre “into the chaos”, “cruel youth (잔인한 청소년)” e “prayin’ on the disco” sendo as melhores do disco. Logo após, nós fomos avaliar a coesão do projeto e, nesse momento onde a maior falha aparece. Nós estamos diante de algo com muitas misturas de sentimentos e, literalmente, uma bagunça em sua tracklist. O disco infelizmente, apresenta uma ordem de faixas, onde várias músicas aparentam estar distantes do “conceito” que o artista propôs e, claro, nenhuma (ou raramente) está se conectando com sua sucessora/antecessora. Sem ao menos um norte fornecido por um “TBT”, isso acaba deixando a dedução a escolha do avaliador. Se sua tracklist fosse melhor organizada e com uma apresentação – podendo ser até simples, apenas para situar o leitor – das faixas, o disco soaria de fácil entendimento e, atualmente, nós descartaríamos diversas canções baseadas na descrição da página do trabalho. Seguindo para a criatividade, nós não podemos dizer muito. Esse quesito não houve um diferencial tão grande, apenas destacamos o ganho de pontos pelas expressões usadas em algumas canções, como “feelin’ xtra” e “TNT”. Já quando analisamos o visual, nós percebemos que esse é o maior ponto do álbum, inclusive, foi algo certeiro e bem trabalhado e, sem qualquer dúvida, atingiu a nota máxima. Embora pontuamos muitos pontos negativos de seu álbum, nós acreditamos no talento do artista. LUCX é um ótimo compositor e já vimos outros trabalhos incríveis dele, incluindo canções desse próprio álbum. Apenas situamos esses erros para incentivá-lo a trabalhar sobre eles, para que em seu próximo projeto alcance a nota máxima em todos os quesitos. Isso o tornará cada vez maior em seu próprio gênero, como no geral. COMPOSIÇÃO: 20 / COESÃO: 13 / CRIATIVIDADE: 13 / VISUAL: 25
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Sendo ele um dos maiores representantes do gênero Dance e Region, LUCX retorna com “psycho - the second album”. Nas palavras do artista, esse álbum é um desabafo, não cabível de intensa elaboração de conceito mas um simples processo de sublimação diante dos desafios da vida adulta. Olhando do todo, o álbum trabalha diversos aspectos da vida do eu lírico, desde o sofrimento psíquico, perpassando o romance e os conflitos entre suas relações dentro e fora do mundo da fama, não havendo nenhum compromisso com a coesão e linearidade entre as faixas. Começando por “into the chaos”, o artista expõe suas inseguranças sobre a dificuldade de lidar com o sofrimento, já começamos no ápice da proposta do disco e esta é certamente uma faixa de grandes potencialidades. A seguir, em “cruel youth” temos o que parece ser uma rememoração entre a transição da vida adolescente para a adulta, e os transtornos que são geradas pelas responsabilidades quando tomadas como um peso, onde o eu lírico proclama então “viver sem um plano”. A seguir temos a primeira reviravolta do álbum, a passagem das últimas músicas citadas com “TNT (Try Not To)” e “psycho”, ambas as canções são bem escritas e estruturadas, apresentam grande excelência para versos principalmente trazendo musicalidade a elas, mas o posicionamento de ambas cria contradições evidentes entre a nova posição de antagonista, que poderia talvez ser evitada com uma distância gradual dessas faixas. A seguir temos a inserção de faixas menos agressivas como “lotter”, parceria com o cantor Austin Thomas, a canção é um romance clichê que se expressa agradavelmente para o ouvinte, mas a melhor faixa do disco vem após esse movimento, com a balada dance “prayin’ on the disco”, é provavelmente o maior destaque do álbum, nessa faixa o autor explora tudo o que se pode imaginar sobre o “desabafo” ao que se refere na breve apresentação a princípio, sobretudo na relação fama e solidão. Transitando agora para a esfera propriamente festiva, temos a multiplatinada “feelin’ xtra” como referências, além da parceria com Naomi em “versace” que explora toda a luxúria e poder de grandes estrelas pop como ambos artistas ocupam. No geral, LUCX entrega composições bem formadas e nos chamam mais a atenção onde ele decide expor suas vulnerabilidades. O encarte do trabalho é trabalhado em escolha de fotografias futuristas, não há elementos que nos remetem ao conteúdo das faixas, mas é um trabalho devidamente simples e polido. Em suma, percebemos que o presente álbum poderia ser melhor explorado em alguns aspectos, mas em qualquer caminho que o artista opte por seguir, suas faixas são sempre potenciais hits e esperamos que o cantor as explore de melhor forma. Composição: 27 Criatividade: 12 Coesão: 17 Visual: 20

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Em um novo álbum onde o artista impõe não seguir um conceito claro durante um álbum, é notório a criação de um durante o lp. Seu foco aqui é um desabafo pessoal como artista durante todas as faixas, e sim, esse é o conceito. Conceitos nem sempre precisam ser coisas mirabolantes totalmente fora da caixa para apresentar uma grande obra, apenas precisa ser um projeto fiel a sua proposta, e nesse caso, ‘psycho’ é fiel a sua proposta de desabafo. Todas as faixas seguem essa linha, de certa forma. Começando pela faixa ‘into the caos’, é uma faixa interessante e tem uma composição fiel ao seu propósito. ‘Cruel Youth’ é uma faixa intrigante, com letras depressivas e um som mais alto-astral, que nesse caso, encaixou bem com a música pelo som contagiante, sendo apenas um pouco repetitiva. ‘Try Not To’ tem um título criativo em relação ao ideal da música, mas é a pior faixa do álbum por não ter uma composição cativante e apresentar versos fracos, que poderiam ser melhores trabalhados e direcionados. ‘Psycho’ e ‘Lotter’ são faixas medianas, que não são ruins, mas também não são algo de fato surpreendente, mas mesmo assim, ‘psycho’ acrescenta. ‘Prayin on the Disco’ e ‘Body Talk’ são as melhores faixas do projeto por motivos distintos. A primeira apresenta uma peculiaridade entre a tristeza a discoteca, já a segunda é mais sexy e envolvente, sem perder a intensidade. ‘Feelin xtra’ é uma faixa divertida e entre as parcerias do álbum, foi a que mais funcionou. ‘Try Not To’ em versão solo é um erro, já que dito anteriormente como a faixa mais fraca do álbum, colocar uma segunda versão da mesma não adiciona em nada. Encerrando com ‘versace’: não é a melhor faixa do álbum e está longe de ser a pior, contém versos aceitáveis e sua agressividade em ambos artistas é um fator positivo. Em seu visual, LUCX apresenta algo peculiar e bonito, com poucos detalhes, mas causando uma harmonia visual. LUCX parece ter iniciado esse projeto com receio de rotular o álbum com um conceito principal, e mesmo entre erros e acertos dentro do álbum, ‘psycho’ está longe de ser um álbum negativo, apenas precisa de alguns ajustes necessários. Composição: 23 / Visual: 21 / Coesão: 19 / Criatividade: 15

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O último álbum do mestre do K-pop é um projeto dinâmico e revelador. Ainda que exista uma nítida falta de progressão, Lucx entrega as suas melhores composições. Em um trabalho que da uma ênfase no rap, o cantor experimenta em Psycho – the second álbum, um novo estilo ao desenvolver músicas que seguem diferentes nuances e sonoridade. O disco que foi lançado a um pouco mais de um mês, possui 10 faixas e conta com a produção de Moe & Zoe IO. Além de composições de Rawak, Thithi & ZOE IO. Como um todo, Lucx mostra o quão determinado está em transformar este álbum em uma experiência única para seus fãs, uma vez que as composições estão nuas e cruas como nunca visto em outro trabalho do cantor. O álbum aborda temas como escuridão, amor, ódio e luz. Onde esses temas recorrentes mostram a dualidade que cercam a vida do cantor, transformando a sua psiquê. Psycho não é um disco ambicioso & tampouco apresenta um conceito mirabolante que te fará encher os olhos, ou bocejar de tédio. E é exatamente por isso que o disco é tão especial, Lucx foge da previsibilidade, ainda que tenha entregue um álbum relativamente simples. Simples em sua temática e complexo em sua narrativa, essa é a melhor definição para o álbum. Há aqui momentos equilibrados e com uma coesão agradável. A primeira parte de PSYCHO, entrega uma sonoridade linear e com composições que se complementam. Essa progressão que permanece até a faixa 4, é mais perfeita do trabalho. Sem nuances ou quedas bruscas, o disco se apresenta de maneira madura. A faixa de abertura “Into The Chaos”, foi a melhor escolha para apresentar o disco. A música que apresenta uma composição pessoal, demonstra a vulnerabilidade do cantor, ao mesmo tempo que o instrumental pesado mostre a sua força. O álbum todo segue essa sensação agridoce, onde vemos o cantor perdido e sofrendo, ao mesmo tempo que constantemente se ergue de todas as suas quedas. Conforme o álbum avança, é perceptível a mudança de sonoridade e instrumentais que parecem não funcionar no projeto, no entanto, as suas composições demonstram exatamente o porquê de a música estrar presente aqui. Como é o caso de “Felling’ Xtra”, uma das melhores músicas do álbum, e ao mesmo tempo uma das mais diferentes. Lucx ao lado de Zoe e Thithi, entregam tudo aquilo que está sentindo, mas de um outro ponto de vista e singularidade. Os outros destaques ficam por conta de TNT (Try Not To) feat. Rawak & #Party2U, a segunda em nossa opinião deveria se tornar um single. O visual de Psycho segue uma linha bem coesa, com páginas bem detalhadas e nítidas. O photoshoot escolhido demonstra uma vulnerabilidade e sensualidade do cantor, assim como as composições aqui presentes. De certa maneira amarrando o conceito estético ao sonoro, criando uma harmonia bem desenvolvida. ZOE e Moe mais uma vez demonstram suas habilidades como produtoras. Em Psycho, apesar de Lucx não criar um conceito definido, e ter pecado na progressão do disco. É inegável o seu talento como compositor, não há aqui nenhuma faixa ruim ou descartável, o cantor conseguiu abordar temas complexos de forma muito madura e consciente. Esperamos que no próximo disco de Lucx, o cantor escolha uma direção e nos mostre novamente o seu dom como compositor. NOTAS: (COMPOSIÇÃO - 27) – (VISUAL 26) – (COESÃO 10) – CRIATIVIDADE (15)