
71
Após o grande sucesso do “But Did We Kill Him?”, RAWAK retorna com o lançamento da segunda parte da trilogia do projeto “He’s Dead”, a conhecida “fallen angels”. O álbum é baseado na teologia protestante e católica sobre os anjos caídos, onde em cada faixa o cantor representa um anjo que foi expulso do céu por se entregar ao pecado. Começamos com a primeira faixa sendo uma introdução ao projeto, onde vários sons são emitidos em representação a entrada do anjo caído ao inferno, o que foi uma ótima escolha para iniciar o projeto. Seguindo a reprodução, ressaltamos as canções “WOMAN”, “ANYTHING FOR YOU” e “HE LIKES EVERYBODY” como as melhores canções do projeto. Embora o projeto tenha sido algo bem pensado, ao mesmo tempo, vimos um nível inferior em comparação a primeira parte da trilogia, em todos os quesitos. Analisando a coesão do projeto, vimos algo coeso até, porém a faixa “HE LIKES EVERYBODY” acaba destronando esse sentimento, ela se torna aleatória e não necessária aqui. Embora ela represente bem “o seu anjo”, ela não está condizente com o restante do disco, que aborda um relacionamento abusivo. Isso porque a canção aborda um lado mais raivoso e não direcionado a relacionamentos, e sim, a algum tipo de ataque que o cantor sofreu. Continuando, vale ressaltar o quesito de maior pontuação aqui, a criatividade. O artista buscou algo excelente para ser abordado no disco e sem dúvidas, foi algo muito inteligente e bem pensado. Seguindo ao lado visual, deparamos com algo simples, que novamente vale ressaltar a superioridade do encarte que foi apresentado no disco anterior. Como dica, falamos sobre a necessidade de algo exploratório, ainda mais com um conceito que acaba lhe permitindo vários caminhos para seguir. Após finalizarmos a reprodução do projeto de RAWAK, nós apenas encerramos com uma certa ansiedade para a parte final dessa trilogia. E esperamos que o artista traga algo excêntrico e diferente para finalizar com chave de ouro e, com tranquilidade, aguardaremos por isso, pois acreditamos no potencial do cantor que vem se destacando cada vez mais. COMPOSIÇÃO: 20 / COESÃO: 16 / CRIATIVIDADE: 18 / VISUAL: 17.

63
Em mais um projeto, Rawak nos apresenta “He’s Dead Part II: Fallen Angels” seu mais novo lançamento. Mesmo que com um título similar ao de seu álbum antecessor, o artista se distância das temáticas outrora trabalhadas, adentrando em uma mistura de misticismo e realidade envolvendo anjos caídos e relações amorosas. De fato, esse é um conceito interessante a ser conduzido, mas nesse álbum ele soa mais como um plano de fundo, não possui uma conexão incisiva, obviamente em alguns contextos as simbologias são utilizadas como base para o que a canção irá descrever, mas no geral ela soa mais como uma tentativa de tornar mais profundo e acaba por soar um tanto pitoresco e confuso; Cada faixa representa um anjo caído e a partir dele uma história se desenrola, o que soa um pouco cansativo e pouco atrativo, talvez se ele tivesse englobado o conceito geral e a partir dele ter tido substrato para desenvolver uma narrativa mais unilateral essa sensação teria diminuído; Um exemplo mais claro dessa divisão irregular é que sem a descrição em cada música não há como saber que a história se baseia em um conto místico, então ele funciona mais como uma ideia central do que como componente do álbum em si, caracterizando esse aspecto como desnecessário. As composições são boas, mas Rawak nos parece voltar uma ou duas casas nesse aspecto, se comparado a seus outros álbuns e EPs, não há tantas referências na estrutura das letras e elas pouco se desenvolvem, tendo como exemplo claro “Devil Tonight” e “He Likes Everybody”, a última é quase que descartável no álbum e pouco influencia em seu fechamento. A melhor canção é “Entire Arsenal”, a sua subjetividade em construir uma referência e uma expressão do contexto em que o eu-lírico se insere foi bem realizada e essa faixa se consagra como a melhor do álbum. A produção melódica é eclética, indo do R&B ao Alternativo e Hip Hop, mas sempre mantendo uma base mais contemporânea que uma esses três aspectos, foi uma opção interessante em seu condicionamento, com uso de 808’s em diversas músicas elas se tornam bem peculiares e conexas. Os visuais são polidos e simples, eles contam com o fundo em cor verde e recortes de fotos que nos agradaram, o encarte pouco nos remete ao álbum e possui poucos artifícios, porém nos cativa pela sua simplicidade, ele não soa mal elaborado. Rawak é sem dúvidas um nome de destaque, talvez essa velocidade em seus lançamentos atrapalhe um pouco o seu norteamento artístico, as vezes algo que pensamos que está bom no momento pode ser amplamente melhorado se observamos um tempo depois, então esperamos que ele consiga repensar um pouco sua cronologia e dedique seu empenho em uma base mais sólida (do que a que observamos aqui) em seu próximo projeto, sabemos que ele conseguirá, visto que já o fez diversas vezes. Composição: 20 Criatividade: 14 Coesão: 12 Visual: 17

64
Em mais um projeto, Rawak nos apresenta “He’s Dead Part II: Fallen Angels” seu mais novo lançamento. Mesmo que com um título similar ao de seu álbum antecessor, o artista se distância das temáticas outrora trabalhadas, adentrando em uma mistura de misticismo e realidade envolvendo anjos caídos e relações amorosas. De fato, esse é um conceito interessante a ser conduzido, mas nesse álbum ele soa mais como um plano de fundo, não possui uma conexão incisiva, obviamente em alguns contextos as simbologias são utilizadas como base para o que a canção irá descrever, mas no geral ela soa mais como uma tentativa de tornar mais profundo e acaba por soar um tanto pitoresco e confuso; Cada faixa representa um anjo caído e a partir dele uma história se desenrola, o que soa um pouco cansativo e pouco atrativo, talvez se ele tivesse englobado o conceito geral e a partir dele ter tido substrato para desenvolver uma narrativa mais unilateral essa sensação teria diminuído; Um exemplo mais claro dessa divisão irregular é que sem a descrição em cada música não há como saber que a história se baseia em um conto místico, então ele funciona mais como uma ideia central do que como componente do álbum em si, caracterizando esse aspecto como desnecessário. As composições são boas, mas Rawak nos parece voltar uma ou duas casas nesse aspecto, se comparado a seus outros álbuns e EPs, não há tantas referências na estrutura das letras e elas pouco se desenvolvem, tendo como exemplo claro “Devil Tonight” e “He Likes Everybody”, a última é quase que descartável no álbum e pouco influencia em seu fechamento. A melhor canção é “Entire Arsenal”, a sua subjetividade em construir uma referência e uma expressão do contexto em que o eu-lírico se insere foi bem realizada e essa faixa se consagra como a melhor do álbum. A produção melódica é eclética, indo do R&B ao Alternativo e Hip Hop, mas sempre mantendo uma base mais contemporânea que uma esses três aspectos, foi uma opção interessante em seu condicionamento, com uso de 808’s em diversas músicas elas se tornam bem peculiares e conexas. Os visuais são polidos e simples, eles contam com o fundo em cor verde e recortes de fotos que nos agradaram, o encarte pouco nos remete ao álbum e possui poucos artifícios, porém nos cativa pela sua simplicidade, ele não soa mal elaborado. Rawak é sem dúvidas um nome de destaque, talvez essa velocidade em seus lançamentos atrapalhe um pouco o seu norteamento artístico, as vezes algo que pensamos que está bom no momento pode ser amplamente melhorado se observamos um tempo depois, então esperamos que ele consiga repensar um pouco sua cronologia e dedique seu empenho em uma base mais sólida (do que a que observamos aqui) em seu próximo projeto, sabemos que ele conseguirá, visto que já o fez diversas vezes. Composição: 20 Criatividade: 14 Coesão: 12 Visual: 17

73
Rawak lança \"HE\'S DEAD PART II: FALLEN ANGELS\" seu quarto álbum, uma extensão de seu terceiro. Nele o cantor aborda diversos assuntos introspectivos misturados com um conceito um tanto ousado. Caindo na Terra das composições de \"FALLEN ANGELS\", já somos apresentadas a uma introdução bastante sútil, denominada de \"INTRO\" que revela um caráter sonoro bastante sombrio ao disco. Destaca-se o melhor momento, a faixa \"WE BUILD\", ela se consolida com o maior trabalho lírico de toda carreira do cantor, também possui uma dose apreciável de maturidade. Temos \"ENTIRE ARSENAL\", que talvez pela letra ser muito boa e envolvente, a canção traz um certo desconforto, que remete, indiretamente ou não, à violência física. \"DEVIL TONIGHT\" é definitivamente a pior de todo disco, o desenvolvimento lírico é muito fraco em comparação com as faixas em que o cantor manteve-se na média. Todas as outras canções conteem os mesmos erros e acertos, principalmente os problemas com refrões e pontes pouco — ou até nada — desenvolvidas. O conceito é interessante, porém parece ter sido introduzido de última hora, com Rawak contendo as faixas prontas e sem uma idéia profunda para aplicar. Até surgir os anjos caídos. Isso porque pouquíssimas músicas se encaixam com seus demônios conceituais. \"ANYTHING FOR YOU\", \"DEVIL TONIGHT\" e até mesmo \"ENTIRE ARSENAL\" são as únicas que beiram a relação com os seres sobrenaturais, mas ainda deixam a desejar. Visualmente é agradável, o tom de verde radioativo mortal prepara o ouvinte para uma deliciosa viagem ao inferno. Com um disco que poderia ter tomado diversas direções, o intérprete decide se manter na clássica pegada romântica que estamos cansados de ouvir. É admirável que o cantor tenha composto e produzido tudo por conta própria, um grandíssimo destaque. Aqui, Rawak apresenta uma tremenda evolução artística. Mesmo com seus defeitos, \"HE\'S DEAD PART II: FALLEN ANGELS\" é uma obra de qualidade. Composição: 17 | Visual: 19 | Criatividade: 25 | Coesão: 12