Amazing Kaleb Woodbane Pop, Dance, House20239 músicas

Los Angeles Times 90

De volta com seu nono álbum de estúdio, o artista Kaleb Woodbane sai do alternativo e entra para a música dance disco, no seu novo álbum intitulado "Amazing". O projeto inicia com seu lead single, a faixa "Intimacy" que é muito bem escrita e descreve uma relação diferente das outras de uma forma muito bem pensada. Sendo um ótimo início para o disco. A faixa-título vem logo em seguida, descrevendo um pós término, onde o eu-lírico começa a se redescobrir e perceber que está muito bem. A canção tem metáforas muito bem colocadas e versos claros e bem estruturados, sendo um grande destaque do projeto. Na primeira parcela do álbum, Kaleb se junta a diva Marie Vaccari na canção "Universe", uma canção extremamente pop e divertida, tendo versos bem interessantes e a mistura do italiano moldou toda a atmosfera da música, sendo uma canção muito boa. "Narcissus" continua o disco, sendo uma canção de amor próprio e valorização de si mesmo. A referência a história da mitologia grega, de Narciso, foi muito bem colocada na canção e trouxe uma riqueza muito grande a narrativa da canção. Assim, consideramos ela como uma das melhores canções de todo o projeto. Na segunda e última parceria do álbum, "Fantasy" traz a cantora canadense Colen em uma canção divertida e sofisticada, trazendo uma sedução muito envolvente ao ouvinte. A canção tem versos muito bem escritos e metáforas extraordinárias, sendo essa a melhor canção do projeto no quesito lírico. No segundo single do projeto, "Glasshouse", Kaleb descreve uma relação que já está no seu fim e todos conseguem ver, menos o outro parceiro da relação. A canção é bem divertida e bem escrita, mas acaba se tornando inferior as canções anteriores do projeto. O conceito é muito bom, mas faltou um aprofundamento melhor como um todo. Mas ainda sim, consegue ser uma boa faixa. "Blur" e "Do Me Wrong" são canções bem interessantes dentro do trabalho do artista, mas acabam sendo canções "fracas", em comparação com o álbum. A escrita é muito boa e bem estruturada, mas o compositor poderia ter utilizado recursos mais leves e utilizar metáforas mais complexas, tornando elas canções extraordinárias dentro do disco. A última faixa do álbum é "Lucky", que funciona como uma reprise da faixa-título. A canção é extremamente divertida e calorosa, encerrando o álbum de uma forma incrível e positiva. A escrita é muito bem pensada e as referências a todo o projeto funcionam de forma magnífica. Visualmente, o projeto é belíssimo e contém referências a Pop Art. Kaleb Woodbane já é um artista extremamente conhecido por trazer inúmeras referências em seus trabalhos na parte visual e dessa vez não foi diferente, as páginas do encarte são coloridas e vibrantes, trazendo toda essa atmosfera do álbum, fazendo o ouvinte se sentir realmente dentro do universo criado pelo artista. Tudo foi muito bem pensado e organizado, sendo esse um dos grandes concorrentes as categorias visuais de premiações futuras. "Amazing" é recheado de composições brilhantes e sofisticadas do artista, nesse trabalho Kaleb mostra o porque foi honrado como um dos compositores da década pelo SCAD Awards, as metáforas são inteligentes e a estruturação das canções são o ponto alto do projeto. Kaleb Woodbane continua se renovando cada vez mais na indústria musical e mantém a qualidade como sempre, sendo "Amazing" um grande trabalho do mesmo.



AllMusic 86

Kaleb Woodbane é um artista com um catálogo imenso já em sua carreira, e 'Amazing ' é o mais novo acréscimo a carreira extensa do cantor. Entretanto, seu nono disco mostra muito bem que o cantor entende como ninguém quando o assunto é fazer música boa, adentraremos nisso mais tarde. Se aventurando no Eurodance e Europop, o artista pegou todos de surpresa com o seu lançamento, ainda mais após o seu aclamado oitavo álbum "Pure Feeling" ter sido lançado a menos de um ano O visual do disco, sem surpresas nenhuma, foi feito pelo próprio cantor, que nos traz um visual muito colorido e bem feito. A escolha da paleta de cores e as espirais, são muito prazerosas aos olhos. Um fator muito legal a se comentar são os elementos interativos do disco, em que quando você passa o mouse, ele gira e revela a informação, é um elemento simples mas muito bem realizado, adicionando um charme ao álbum. Woodbane continua mostrando que é um produtor exemplar e que sempre sabe como se inovar para uma nova geração que tende a amar cada vez mais esses aspectos interativos. O seu conteúdo lírico também não fica pra trás. O trabalho tem 9 faixas, todas escritas pelo cantor, com 2 colaborações escolhidas a dedos. Inclusive, já falando sobre essas, temos "Universe" com Marie Vaccari e "Fantay" com Colen, ambas são ótimas canções de amor, com a última sendo bem mais sensual e provocante, mostrando um lado que Kaleb não costuma mostrar com frequência e a adição das cantoras foram muito bem vindas. O álbum atualmente conta com 4 singles sendo eles as faixas 'Intimacy', 'Glasshouse', 'Narcissus' e 'Blur', e foram escolhas inteligentes e certeiras pois essas são as 4 melhores faixas do disco sem sombra de dúvidas. Woodbane se destaca muito em suas faixas mais sentimentais e pessoais, com um grande destaque para 'Glasshouse' uma faixa adulta sobre um relacionamento em caída muito bem escrita. Entretanto, as faixas "Amazing" e "Do Me Wrong" acabam por não se destacarem no meio de tantas canções fortes, chegando até mesmo a parecerem somente faixas fillers. Kaleb Woodbane em seu nono álbum de estúdio mostra que ainda sabe como se manter fresh para um novo público, e que não é somente um grande produtor, mas também um ótimo compositor que ealmente te deixa falando "Amazing" ao chegar no final do disco.



Billboard 96

Logo após o lançamento do seu último projeto de cunho alternativo, a antecipação e ansiedade para a volta de Kaleb ao Pop/Dance foi enorme. Amazing marca esse retorno ao estilo tão marcante de Woodbane, de forma surpresa. O seu nono álbum de estúdio traz uma mistura de ritmos de Eurodance e Europop. \\\"Intimacy"\\\ é o primeiro single e também sua faixa de abertura. This won't be a love song /(If you don't want it to be), com um deleite nos primeiros versos, já nos deixa entusiasmados para o que está por vir. Um lançamento fantástico e enriquecido em detalhes, Kaleb nos fala sobre uma relação amorosa, diferente das comuns e rotineiras, existe alto intrínseco e misterioso por trás daquela união que nos deixa de certa forma intrigados. Terminamos a música talvez não entendo o verdadeiro significado daquela única relação mas cada palavra dita entrega uma profundidade em sua temática que envolve o que está subentedido. \\\"Amazing"\\\, a title é escolhida como a segunda música do projeto, a faixa tem como temática a redescoberta de si próprio após um término, talvez aqueles em que foi uma relação complicada e de certa forma tóxica, Kaleb comemora e se vangloria cada novo passo que dá, seja do amor próprio ou da recuperação do que foi perdido nesse período. Uma canção muito bem estruturada e que nos anima sobre a continuação do projeto. A colaboração com Marie,\\\"Universe"\\\, é talvez uma das mais simplórias em termos de composição do álbum, mas traz em si o melhor do POP, com letras muito bem acompanhadas, é o tipo de canção que permanece na cabeça por horas. O verso de Marie em italiano é uma adição fantástica, deixando o todo muito mais interessante e trazendo uma grande sensualidade em sua estruturação.\\\"Narcissus"\\\ é o terceiro single do projeto e é sobre autoconfiança, que muitas vezes tem nuances e doses de arrogância, Kaleb se mostrar extremamente em sua fase completa de amor próprio, o que de certa forma o deixa livre. Isso acaba de certa forma desestabilizando a sua relação, o que parece não atingir o espírito do cantor. É uma faixa que se assemelha a \\\"Amazing"\\\ mas em uma forma divertida e exagerada, entregando a base de uma música Pop bem estruturada mas ao mesmo tempo livre de amarras. A segunda colaboração presente no projeto é \\\"Fantasy"\\\ com Colen, com um conceito utópico, a fuga da realidade e a monotonia presente incomoda e a busca por esse mundo fantasioso é presente nos versos da canção. Uma das melhores e mais coerentes, com frases diversas e muito bem escritas, o tipo de faixa que nos transporta para outra dimensão e consegue passar todo o significado produzido e dedicado a ela. \\\"Glasshouse"\\\ é a primeira escrita melancólica, mas de tamanha inteligência por Kaleb que consegue trazer a canção para o universo fantástico de amazing. A música tem a temática de um relacionamento conturbado, na qual um deles não consegue enxergar as verdades que estão expostas na relação. Woodbane a compôs com tamanha maestria, que nos deixa fascinado com cada detalhe e paixão presente nas estrofes da canção. O midtempo é definitivamente um dos destaques do projeto. Em \\\"Blur"\\\ Kaleb trás a tona o muro de proteção que criou acerca de situações e pessoas que o machucam, é outra canção que reforça o conceito de amor próprio do álbum mas nela vemos uma composição com mais detalhes, na qual o cantor fala mais sobre esse processo de aceitação, mostrando as etapas e como se blinda. Uma das mais bem escritas e uma ótima sequência com \\\"Glasshouse"\\\, representando uma evolução de percepção. Uma das mais identificáveis.\\\"Do Me Wrong"\\\ é a penúltima do projeto, e Kaleb traz uma vulnerabilidade ainda não vista, em uma temática romântica, o cantor insiste para que sua relação continue e não seja abandonado. Apesar de trazer uma temática distante do conceito em si do projeto, é uma faixa que adiciona e eleva ao todo pois apresenta uma diversificação e Woodbane consegue a transformar em algo que casa ao todo. É tocante e muito bem desenvolvida, tendo seu ponto alto na ponte em que mostra de certa forma um desespero por esse amor. \\\"Lucky (Amazing - Reprise)"\\\ é a última faixa do amazing e ela consegue resumir todo o significado do projeto: o amor próprio e a autodescoberta de Kaleb. Uma canção com escrita com base total no POP/Dance, leve e totalmente despretensiosa. Kaleb consegue trazer o oposto do Pure Feeling, seu antecessor, mostrando a genialidade e o grande camaleão que é como artista. Esteticamente, amazing, é um dos melhores projetos lançados recente, com referências óbvias a Pop Art, Kaleb consegue se divertir e não só trazer um encarte único e brilhante mas como um HTML imergente e diferenciado, que é o que se espera de um dos melhores produtos já visto. O projeto é uma alegria no coração e acalanto para os fãs do Pop, algo totalmente fora da curva do que vem sendo produzido, leve, divertido e irreverente, bem marcante a memória.



The Boston Globe 88

Em seu nono álbum de Kaleb Woodbane, o artista usa da música dance disco como sua principal influência para ditar os rumos de relacionamentos amorosos e consigo mesmo. O álbum carrega em todas as músicas um ar descontraído e sedutor, ao mesmo tempo que em algumas músicas podemos sentir uma história a mais sendo contada. Com um refrão sensual, frágil e envolvente, Kaleb inicia o álbum pela música "Intimacy", que não peca em mostrar seu lado mais romântico ao mesmo tempo que seus versos demonstram uma vulnerabilidade sensual e mística, através de uma composição bem conduzida. "Amazing" se mostra uma excelente música para pista de dança, com uma composição despretensiosa, que faz o ouvinte se conectar em momentos de descontração; embora seja um tanto fraca para ser uma faixa título. Em "Universe", a química entre os dois artistas flui bem e a faixa funciona, com os versos ardentes de Vaccari dando um diferencial necessário para a música crescer. "Narcissus" mostra um Woodbane mais auto suficiente, em uma composição envolvente sobre amar a si mesmo antes de tudo, com um belo tom de egocentrismo. "Fantasy", em parceria com Colen, é rica em metáforas e é criada em uma atmosfera mágica de sedução, fazendo que a música crie um vínculo sensual com quem a escuta. A música se destaca como uma das melhores do álbum, e embora os versos de Colen não soem tão exuberantes quanto os de Kaleb, juntos se completam. Em "Glasshouse", Kaleb ganha pontos pela composição mais complexa e mais profunda ao apresentar os fatos da canção, sendo uma imersão dentro dos seus sentimentos, principalmente em seu refrão. "Blur" e "Do Me Wrong" são composições mais lineares, mas que entregam boas linhas na composição, com a primeira se destacando mais por ser mais intensa e incisiva nos seus versos. "Lucky" encerra o álbum de forma auto astral, sendo uma reprise da faixa título. Diferente da faixa título, "Lucky" parece ser mais cativante em alguns momentos e encerra o projeto de forma modesta e elegante. Visualmente, Kaleb sempre soube como chamar a atenção e não "Amazing" não é diferente; seu visual é chamativo e atraente, com cores vivas e alegres ao mesmo tempo que trás tons mais cinzas, combinando com a proposta e tornando a experiência visual em algo agradável. O "Amazing" é repleto de composições despretensiosas e descontraídas, e faz jus ao cenário da música dance quando tocados em uma pista de dança, porque sabemos que iremos dançar. Em suma, "Amazing" não é o melhor álbum de Kaleb, mas ainda assim é um trabalho harmonioso e incrivelmente bem roteirizado.



Variety 92

Kaleb Woodbane brilha mais uma vez com seu nono álbum de estúdio, "Amazing". Após o sucesso de "Pure Feeling", este novo trabalho marca uma mudança de direção, mergulhando de cabeça no mundo do pop e do dance. O álbum se inicia com a envolvente "Intimacy", uma exploração da conexão emocional que vai além das palavras, focando nos momentos de intimidade verdadeira. A simplicidade da letra se torna sua força, tornando-a uma excelente faixa de abertura. "Amazing", a faixa-título, assume uma postura empoderada pós-término de relacionamento, com Woodbane deixando claro que quem perdeu foi quem o deixou para trás. O clichê é inteligentemente abordado aqui, com uma letra fresca e um refrão poderoso. "Universe", em colaboração com Marie Vaccari, traz um amor sem limites, com a canção alternando entre inglês e italiano de forma envolvente. "Narcissus" se apropria do mito de Narciso para transmitir a ideia de que o eu-lírico é a força motriz em qualquer relação. Esta faixa se destaca pela sinceridade de seu egoísmo bem-humorado. "Fantasy", com Colen, é uma faixa densa que explora a dualidade entre fantasias mentais e o uso de substâncias para alterar a realidade, oferecendo uma visão intrigante sobre o tema. "Glasshouse" pode parecer um pouco desconectada do restante do álbum, abordando um relacionamento marcado por segredos e melancolia. No entanto, sua sonoridade renovada e estética revigorante elevam a performance de Woodbane. "Blur" segue essa linha, explorando a visão turva causada pela desilusão amorosa, com momentos de agressividade e dor. "Do Me Wrong" traz de volta a mensagem de amor próprio, destacando-se pelo seu refrão cativante e mensagem empoderadora. A reprise de "Amazing" em "Lucky" fecha o álbum de forma inteligente, amarrando a ideia central com maestria. Visualmente, "Amazing" é um espetáculo de cores, design e estética gráfica. O encarte, com seu uso ousado de gradientes e elementos pop, complementa perfeitamente a música, transmitindo uma sensação de orgulho e amor próprio. Em resumo, "Amazing" é um álbum que destaca o crescimento de Kaleb Woodbane como artista, explorando novos gêneros com sucesso. Apesar de algumas faixas que podem parecer desconectadas, o conjunto da obra é uma celebração do orgulho e amor próprio, envolto em uma estética visual deslumbrante. Woodbane continua a mostrar sua versatilidade e criatividade, e embora possa haver singelos deslizes, seu talento é inegável.



Pitchfork 85

Em pouco mais de um ano pós o lançamento de Pure Feeling, que marcou um retorno de Kaleb Woodbane à seara alternativa que o consagrou em seus primeiros projetos, o astro inglês retorna com Amazing, seu nono álbum de estúdio, que explora o dance em vertentes variadas e em cores vívidas. O novo disco é aberto com "Intimacy", um dos mais recentes hits no. 1 de Woodbane, que encara uma relação que não precisa de rótulos, apenas o sentimento e o pertencimento. O artista delimita que a emoção é muito mais verdadeira quando acontece por acontecer, quando a intimidade se faz presente sem subterfúgios. É uma canção bonita, com uma singularidade muito notável. O artista jamais recorre às mais homéricas metáforas para cantar sobre o que sente, o que se torna ainda mais íntimo de fato para o ouvinte. Na faixa-título, "Amazing" cumpre um papel importante de assumir a postura empoderada pós fim de relacionamento. Aqui, Kaleb mostra que a única pessoa quem perdeu algo foi quem lhe deixou, e agora, corre atrás com seu arrependimento. Mesmo sendo o tipo de clichê delicioso, ele consegue cumprir bem o seu papel e mostra que há personalidade de sobra em seu conteúdo, com uma letra fresh e bem montada, e um refrão poderoso. Em "Universe", Kaleb se junta à Marie Vaccari para discorrer sobre um amor sem limites, ou melhor dizendo, do tamanho do universo. É interessante observar a construção dessa canção, que é bilíngue, apresentando o inglês e o italiano em uma pluralidade envolvente. Marie está mais sexy e confiante do que nunca, vindo de uma bonança em sua vindoura carreira; era mais que esperado que dois astros da músicas do calibre de Woodbane e Vaccari colaborassem em um bop enérgico e doce como este. Na quarta faixa "Narcissus", o eu-lírico se apropria do mito e da lenda de Narciso para anunciar que há apenas diferença para quem cruza seu caminho, pois ele sempre será a força motriz da relação. Em um jogo egocêntrico com ótimas sacadas, Kaleb dá um verdadeiro 'olé', em um destaque ímpar no disco que brilha por sua acidez sincera. No meio de Amazing, Colen surge para "Fantasy", última parceria do projeto. Juntos, os artistas parecem ter o sentimento mútuo das vibrações mais caóticas e surrealistas do amor, mas estruturalmente, há uma certa pompa dispensável na lírica. Colen gosta de exagero, letras com muitas palavras, uma boca cheia e voraz para discorrer, enquanto Kaleb costuma ser mais contido e cínico. Existe um contraste interessante, mas em alguns momentos, é muito mais lúdico a imaginação correr livre com indícios do que entregar tudo com seus discursos como a canção produz. No segundo single do álbum e sexta faixa, "Glasshouse" conversa bem com a canção homônima do álbum, que reflete sobre um relacionamento arruinado pela terceira pessoa, aqui, com uma visão periférica para a falta de amor. Sob a metáfora da cada de vidro, completamente transparente e visível, Kaleb parece atirar a primeira pedra sobre a redoma em uma explosão madura. Cheia de dúvidas, e vazio de amor, como canta na canção, é mais um desabafo com um emprego ótimo de metáforas bem trabalhadas. "Blur" segue neste dilema onde a visão turva se faz presente pela desilusão amorosa. Há uma linha tênue entre a dor e a agressividade, principalmente ao fim da canção onde o artista expurga o borrão, que enxerga quando se machuca com alguém. A continuação tem sua sutileza, e alguns momentos bons, mas caminha um pouco discreta perto de outros highlights mais intensos do projeto. "Do Me Wrong" traz a emancipação mais uma vez à mesa, em uma letra que se vende como simples, mas tal simplicidade se torna a chave para ser memorável. Com um ótimo refrão e uma construção cheia de bons instintos, o amor próprio do eu-lírico chega com um punch e se consolida. Como por exemplo na primeira canção, aqui, Kaleb não precisou recorrer a nenhum artifício para entregar sua mensagem e fazer o recado mais afiado. É uma maneira e tanto para encerrar um disco. Em "Lucky", reprise de "Amazing", o artista retoma a ideia do amor sobre um paradoxo de amadurecimento. Aqui, ele e a pessoa que ele ama se vêem novamente sobre a paixão, e ele consegue ver um crescimento espiritual não só dela, como de si mesmo. Todo o álbum passeia por um trajeto que culmina aqui, em uma bem escrita faixa que é suave, delicada, e que amarra a ideia central de uma forma deliciosa. Ao se tratar do visual do disco, Kaleb nunca desaponta em entregar em sua estética toda a essência do que canta, mostrando que há uma espécie de sinestesia quando une a produção criativa com o seu trabalho. É piegas dizer que o maior artista visual de todos os tempos continua a marcar sua trajetória com um projeto singular, simples mas cheio de um significado próprio. Amazing não tem a intenção de ser o magnum opus de Kaleb Woodbane, e não procura chocar o ouvido desavisado com inovações ou monstruosidades. Sendo quem é, não existe algo que ele não consiga fazer, ou algo que ele precise provar. Um dos maiores artistas da história da música parece viver sua melhor fase fazendo algo que gosta, irradiando criatividade através da leveza de ser e se divertir, o que faz com que seu nono álbum de estúdio seja um orgasmo sonoro intenso, vivaz e potente.



TIME 88

“Amazing” é o novo álbum de Kaleb Woodbane. Bem diferente do seu antecessor, o disco explora temas como amor, amor próprio e todos os assuntos relacionados a ambos. “Intimacy” inicia o disco de forma nostálgica e sexy, mas com um ar apaixonante e se entregando então ao clichê de uma forma inteligente, sendo uma excelente faixa de abertura. “Amazing” intensifica o amor próprio ao ouvinte de uma forma também inteligente, com uma canção Pop e Disco trazendo a sua imagem com uma força própria depois do fim de uma relação. “Universe” com Marie Vaccari explora uma paixão expressiva e a necessidade pela pessoa amada acompanhada a uma esfera apaixonante, sendo o italiano na canção um acerto. “Narcissus” é uma ótima faixa, entretanto sua repetitividade causa uma certa estranheza e sentimento de não ser necessário tal número de repetições em si. “Fantasy” com Colen entrega ao disco uma faixa robusta e com uma excelente condução, sendo um destaque, até mesmo relembrando de forma positiva a primeira faixa do disco. “Glasshouse” é também ótima, porém acaba sendo um pouco descartável se comparada às faixas anteriores por soar, por certos momentos, um pouco superficial demais. “Blur” traz a sua angústia até a pista de dança com esperteza, sendo interessante a forma simples e despretensiosa que se trata uma ferida certamente aberta. “Do Me Wrong” busca a simplicidade como sua melhor amiga para transmitir o seu sentimento de solitude, soando verdadeira e autêntica. “Lucky” finaliza o disco de modo digno, mesclando as faixas anteriores a uma mensagem final interessante, sem soar, então, inacabada. Visualmente, o disco surpreende pela sua simplicidade de início, mas o simples se torna extravagante com seus recursos de manipulação e um encarte que traz a extravagância ao seu plano máximo, com uma edição excelente e cores que casam a todos os elementos presentes, transmitindo o lírico ao visual com excelência. Em síntese, “Amazing” soa como um novo ar na carreira de Woodbane, trazendo seu talento lírico e visual a um disco que necessita disso em integridade. Por mais que hajam alguns deslizes em suas letras e poucos detalhes que pecam no seu visual, não se pode negar sua exuberância como um todo.



American Songwriter 82

Pouco tempo depois do aclamado “Pure Felling”, Kaleb Woodbane lança seu nono álbum de estúdio intitulado “Amazing”. Trazendo uma era totalmente diferente da anterior, Woodbane passeia pelo dance e pelo pop trazendo um trabalho mais comercial do que seus últimos lançamentos. A primeira das noves faixas do projeto é “Intimacy”. O britânico retrata na faixa o prazer de ter uma grande intimidade com alguém, não necessariamente um relacionamento amoroso. Com uma lírica dinâmica e inteligente a música conquista o ouvinte sendo uma ótima abertura para o álbum. Com uma verdadeira canção chiclete e pop, damos continuidade ao projeto. “Amazing” traz uma vibe totalmente diferente da faixa anterior, trazendo uma letra certeira e de emponderamento. Kaleb utiliza nessa canção uma lírica simples, mas que transpassa perfeitamente o sentimento envolvido na canção. A terceira faixa do complicado é a colaboração com uma das maiores artistas dance de todos os tempos, Marie Vaccari. A faixa “Universo” é cantada em dois idiomas, e fala sobre um amor de forma intensa, onde os dois aristas tentam viver em um mundo onde o sentimento existente entre eles sejam infinitos. Outra grande colaboração é “Fantasy”. Faixa que traz também um grande nome da indústria, a renomada Colen. Com uma lírica extremamente bem executada, a canção eleva o nível pensante do ouvinte e traz ótimas analogia em cima do conceito. Colen em seu verso eleva a canção que facilmente poderia ser uma escolha para um futuro single. As faixas “Glasshouse” e “Blur” se completam, mas são desconectadas de todo o álbum até aqui. Com uma lírica diferente e melancólica, as canções falam sobre um relacionamento fracassado e os danos causados por ele. “Do me Wrong” traz de volta o que estávamos nos aprofundando antes das suas faixa anteriores, Kaleb traz novamente uma letra simples que nós conta sobre a felicidade encontrada mesmo que estejamos sozinhos, e com isso a sensação empoderadora da liberdade. O complicado termina com “Lucky”, uma faixa que utiliza de versos de “Intimacy”, assim nos dando uma reprise do que foi nos mostrado no começo de tudo com novos elementos, fazendo o álbum terminar de forma divertida e inteligente, por mais que tenha seus erros. O visual do projeto é divertido, inteligente e super dinâmico. Kaleb que é um grande produtor, entrega mais uma vez algo visualmente polido e principalmente Pop e Dance. Acertando novamente em suas produções destinadas aos seus próprios trabalhos. “Amazing” é um álbum divertido e até despretensioso na carreira do Kaleb Woodbane, trazendo novamente o britânico para o gênero que o consagrou na indústria, assim nós fazendo ter carinho pelo projeto. Entretanto, o complicado de 9 faixas não consegue escalar e tomar espaço entre os melhores álbuns do artista. “Amazing” tem grandes acertos, mas tem erros notáveis, trazendo um certo desconforto ao pensar que algumas faixas poderiam ser descartadas facilmente.



The Line Of Best Fit 80

Kaleb Woodbane é um nome que carrega peso para si em todos os lugares. Após o lançamento e repercussão positiva de 'Pure Feeling', álbum lançado no fim do ano 9 e que rendeu mais uma leva de prêmios honrosos para a estante pessoal do artista, ele retorna quase que de surpresa com 'Amazing', seu nono disco e uma mudança completa em relação à sua era anterior. Onde morava a cena alternativa, agora vive uma sonoridade totalmente inspirada pelo eurodance e europop. O disco começa com 'Intimacy', lead single da era lançado alguns meses antes e uma ode a relações mais carnais do que emocionais, a urgência por uma intimidade não por meio de palavras, mas sim por toques que duram uma noite inteira e não sobrevivem à manhã seguinte. A sua simplicidade nas letras pode surpreender aos saudosistas de álbuns anteriores do artista, mas é um refrescamento bem-vindo e uma nova nuance do que Woodbane pensa sobre relacionamentos, desta vez, sendo uma visão quase hedonista, e que se concretiza em faixas futuras. 'Amazing', faixa-título que segue logo após, eleva os níveis de serotonina pela sonoridade puramente dance-pop e logo em seguida demonstra uma habilidade peculiar do artista em contar a seu ex-cônjuge que se encontra totalmente bem sem o amor que achava precisar; ainda que seja uma faixa menos estelar do que a anterior em sua letra, cujas descrições não chegam à altura dos BPM, ainda surpreende pela performance vocal. 'Universe', faixa número 3 e uma colaboração com a renomada cantora de dance music Marie Vaccari, é um convite em inglês e italiano a transformar um novo relacionamento em um mundo onde só eles conseguem se comunicar; é uma faixa que rapidamente retoma as energias perdidas na anterior e entrega uma química inigualável entre os cantores. 'Narcissus', por sua vez, descreve um conceito de se apaixonar por uma pessoa, bom, narcisista, e que sempre irá se amar mais do que a qualquer outra pessoa, como ele diz no refrão: "nós podemos ser bons juntos, mas sozinho eu sou melhor", sendo um dos destaques do álbum por sua sinceridade em lidar com algo que chega mais próximo de um vício do que de uma virtude. 'Fantasy' segue a tracklist; uma colaboração com Colen, sendo uma faixa mais densa que as demais apresentadas até aqui devido ao seu conteúdo lírico, que toma o tempo necessário para desenhar comparações entre o que uma fantasia faz pelas mentes e o que uma droga faz nos mesmos efeitos, sendo um ótimo potencial para single de divulgação. 'Glasshouse', segundo single oficial do álbum, volta a diminuir as expectativas em temas que já foram trabalhados não só no showbiz em si como também em projetos anteriores de Kaleb, mas sua sonoridade e estética revigoradas eleva a performance do artista em sua declaração de conflitos em um relacionamento já instável e marcado por segredos. É uma canção curiosa dentro de 'Amazing' como um álbum: comenta sobre segredos, quando o projeto inteiro é sem segredos — Kaleb lança seu álbum mais comercial em um longo tempo na sua carreira, que não surpreende em seus temas, mas que revigora a força do artista no gênero que o consagrou anteriormente.



Billboard 88

Lançado dia 13 de Junho, kaleb Woodbane presenteia o mundo da música com o seu nono álbum de estúdio chamado "Amazing". Ambientado nos gêneros Pop e Dance, o nome sugestivo cria expectativa de algo feito para as pistas, ao mesmo tempo que pode ser uma grande ironia. A faixa que abre o disco, "Intimacy", serve como a ampliação do significando da palavra além do sexo, mas sim, da conexão. No lead-single do disco, Woodbane canta em seus versos o prazer de estar junto de alguém simplesmente pela harmonia, por estar a toa, pela energia, como diz no refrão. Na segunda faixa, algo inesperado acontece, como um plot-twist em 10 minutos de narrativa, Kaleb está totalmente despreocupado, dando adeus a atmosfera romântica, por que ele está se sentindo incrível por estar sendo a sua melhor versão, é o que diz em "Amazing". A faixa é um hino chiclete e empoderador que usa da simplicidade lírica para entregar o melhor do europop. Essa deliciosa vibe positivamente egoísta perdura em "Narcissus", quarta faixa do projeto. A canção que se apodera da lendo de Narciso pouco esbanja inteligência, mas ainda está no nível de uma dançante faixa que sustenta um amor próprio exacerbado com o trecho icônico: "I'm in love with me before you". Uma das faixas mais divertidas do disco é a colaboração com Colen, chamada "Fantasy". Brincando com a ideia de uma fantasia te levar as alturas, sendo uma pessoas ou um entorpecente, Kaleb parece estar incrível no que se diz respeito ao seu bem estar. A todo o momento ele só pensa em si e em como ele pode se tornar ainda melhor pra si mesmo, nem que ele tenha que usar outras pessoas ao seu favor, ou uma droga ao seu favor. Kaleb Woodbane e Colen estão numa sinergia estratosférica na que chamamos de melhor colaboração do projeto, pois não se perde em sua história e mantém numa euforia deliciosa. Apesar de ter uma produção boa, "Glasshouse" distoa do toda e é a única faixa filler presente no "Amazing". Em meio de tanto poder, Glasshouse une sinismo, leve melancolia e descompaixão, nada a ver com o que foi proposto até aqui. Fazendo uma analogia com a primeira faixa, que também usa do amor como artefato, em "Glasshouse" a conceitualização não faz sentido pois "Intimacy" é uma alegoria para o seu próprio bem estar, mas a caixa de vidro, neste caso, é um copo de acrílico barato que aparece na tracklist como se ninguém fosse perceber. A letra não é ruim, mas no contexto, não era pra estar aqui. "Do Me Wrong" provoca um misto de sensações. A faixa é o retorno de Woodbane as pistas da autoestima utilizando do autoconhecimento para guiar a si, ao mesmo tempo que desenvolve um relacionamento. O que incomoda aqui é um pré-refrão um tanto confuso. Rimando descontroladamente como num eurodance comercial, a cada oração que Kaleb rima com -ed, nada soa coerente. São frases jogadas fora. A reprise de uma das faixas mais divertidas do projeto encerra o álbum num tom de positividade. Kaleb está hipnotizado por sua própria persona, ou subentende-se que ele está conectado com outra pessoa, mas isso não significa que ele se perdeu ao seu ego. A faixa conclui que se for para caracterizar o disco com duas palavras seria orgulho e amor próprio. A produção do disco é uma aula de estética gráfica e design, já que a escola de Bauhaus voltou com tudo não só neste álbum, mas em outras vertentes do entretenimento. O encarte é carregado das mais variadas cores, exagerando nos gradientes e adicionando elementos pop, como na maravilhosa página de "Universe". Claro que em determinados momentos do booklet há uma exagero no emprego das ideias do produtor, como na adição de eclipses em 3D que não deveriam estar ali, mas de resto, é tudo muito bem articulado. O conjunto da obra é um culto a si próprio, passeando por nuances que te levam a isso, sejam essas nuances pessoas, coisas, relacionamentos ou sentimentos. Os pontos que não levam o disco a perfeição são os mesmos que sustentam sua graça, já que se Kaleb Woodbane projetasse um álbum cujo enredo fosse super coerente, todas as faixas conversassem entre si e a capa transparecesse a alegria e o amor próprio de Woodbane, sem dúvidas esta resenha ganharia avaliação máxima. O fato de ter uma ou outra faixa que some na mistura de cores líricas do projeto, como "Glasshouse", mostra que até lendas da música estão aptos a errar, e como num álbum de amor próprio, podemos considerar o erro como uma atitude em se arriscar - mesmo que definitivamente não funcione por aqui.