
Variety 82
Penelope que estreou na indústria com uma imagem pop muito bem inusitada, seu primeiro disco \"BOMBSHELL\" teve um impacto no cenário de uma forma surpreende, visto como uma cantora que ainda tinha pouco tempo de carreira entregando um projeto de personalidade. Após fim da divulgação desse grande sucesso, a cantora lançou alguns projetos mais voltados por Rock, onde foi dito pela cantora ser seu novo seguimento na indústria, porém, após alguns lançamentos, Penelope decidiu que p Pop deveria ser o seu caminho de fato, algo como instintivo. Com isso, lançando o seu terceiro disco \"NIGHTMUSIC\", onde explora a vida da cantora nos ultimos anos com um encargo sobre energia, aventuras em noites insanas e até mesmo um sentimentos ao que condiz cordialidade. O disco, ao contrário do seu antecessor, mergulha mais na musica Dance com mais convicção e o Pop acaba ficando com um subgênero em grande maioria das canções. Com uma abertura bem convidativa, a faixa \"Dors Are Open\" convida o ouvinte pra uma grande festa; A festa em sí, em grande parte é monótona, apesar da entusiástica introdução, grande parte das canções estão a abordar temáticas sobre festejar, dançar e sobre a música que transcende durante o ambiente, como \"Divine Pop Music\", \"Folie a Deux\", \"Love on the Dancefloor\", \"People Princess\" e \"Last Night the DJ Saved My Life\", que são canções bem divertidas e está na proposta apresentada, mas, outrora, não traz um diferencial, uma experiência em potencial que pode diferencia-las uma das outras, pois todas passam a mesma mensagem pro ouvinte de que "isso aqui é uma festa e só". No entanto, grandes canções fugiram dessa monotonia e trouxe algo de especial pra noite, como a grande faixa \"Erotica\", com colaboração com o cantor Nick Diaz, que explora algo mais sexual, um jogo sexual, e com trechos bem envolventes e bem escritos, pode-se concluir que ambos fazem uma grande dupla; A faixa \"Replay\", pelo título, trouxe um sensação que voltaria pra o que já havia abordado, mas a cantora nos surpreende com uma história muito curiosa sobre um experiência marcando em uma dessas noites retratadas, apesar do instrumental dance, a letra traz uma sensação de algo misterioso, subliminar acontecendo, definitivamente o maior destaque do disco. \"Shooting Star\", \"Come & Take It\" e \"Tension\" também são canções que se destacam no album, com diferenciais, mas não tão únicas como \"Erotica\" e \"Replay\", que trouxeram uma personalidade que poderia ser seguida em todo o álbum. O visual é deslumbrante, é festivo, e traz uma Penelope mais madura esteticamente; Os detalhes, o encarte com a imagem da cantora com os amigos, é visualmente muito chamativo. A cantora nunca decepciona quando o assunto é entregar um visual incrível. Por fim, \"NIGHTMUSIC\" é um bom sucessor de \"BOMBSHELL\", traz uma mulher mais madura, adulta e mais livre; Liricamente muito morno e não muito bem aproveitado, mesmo com as oportunidades que cada faixa trouxe; É visualmente impecável, sendo seu melhor disco visualmente enfatizando. Penelope nasceu pro Pop e Dance, são dois gêneros que a cantora sabe manusear, só precisa de mais de foco lírico que acompanhe sua habilidade de produtora.
Los Angeles Times 82
Após anos sem um novo projeto de canções, Penelope lança o seu novo álbum, NIGHTMUSIC. Composto por canções que vão desde ao amor mais simples até sentidos sensuais mais fortes, Penelope mostra seus dotes como parte da música pop ao longo das onze faixas, e seu prólogo cita: “Se eu tivesse apenas mais uma coisa a se fazer pelo resto da vida, certamente seria dançar, sem hesitações.” O caráter do projeto parece ser colocar sua vida na pista e todos os seus sentimentos em jogo. Doors Are Open é a chamada para tudo isso, aqui Penelope brilha com uma letra provocativa, que mostra seu poder pelo refrão intenso. Em músicas como Divine Pop Music a sua escrita brilha com um bom destaque, com a segunda tendo linhas ótimas como “The applause for a night fills me, it's a fair exchange/Let it run through your veins, no fear, no danger”. Esse rumo de Penelope é muito presente durante todo o disco, mas em certos momentos isso pode parecer cansativo. Folie a Deux, parceria com a diva alternativa LASHAE, tem versos bem construídos e mesmo sendo pequena é um destaque muito claro! People Princess é uma que promete muito mas não sai da melhor maneira, seu refrão é cansativo e os versos não parecem funcionar como nas anteriores. Avançando um pouco na listagem, Tension surpreende com sua energia provocante e refrão sensual, uma letra que faz sentido no álbum. Love on the Dancefloor tem pontos ótimos, como o segundo verso, e é o maior destaque do álbum junto a Come & Take It, que tem a participação de Profound. Erotica com Nick Diaz é a mais explícita e direta, com versos ainda mais safadinhos e picantes, sendo bom citar o verso maravilhoso de Nick. Canções como Replay e Shooting Star acabam trazendo aquele ar cansativo citado lá em cima, com letras que entregam pouco conteúdo e trazem mais dúvidas do que respostas. O visual produzido por Penelope é muito bonito, usando fotos provocativas e bonitas e juntando isso a texturas agradáveis, como em todo álbum pop mais convencional, porém esse tendo isso um pouco mais que outros. Então, NIGHTMUSIC é um projeto de acertos e erros, mas funciona como um lembrete das maiores qualidades da artista que sabe se moldar sem mudar suas raízes, e lembrete de se atentar a forma que ela pode desenvolver o conceito de uma forma melhor aproveitada.

The Line Of Best Fit 85
PENELOPE sai rapidamente do rock n' roll e volta de onde nunca deveria ter saído, o bom pop dançante no seu terceiro disco, "NIGHTMUSIC". Abrindo o trabalho encontramos a canção "Doors Are Open", que funciona como um convite para o ouvinte entrar no universo criado pela cantora mexicana de forma alegre e positiva, contendo versos interessantes e é algo feito para as pistas de dança, um ponto positivo e muito bem aproveitado pela cantora. A segunda faixa do disco, que também serve como seu lead single "Divine Pop Music" é divertida e contém uma letra bem interessante. Cantando sobre como todos esperavam que a artista voltasse ao pop, pois somente ela pode entregar o que todos querem: uma música pop divina. Os versos e o refrão são envolventes e fazem qualquer um cair na dança ao escutar, mostrando que PENELOPE está certa, ela sabe entregar uma música pop divina. O visual também é muito bonito e possui uma edição muito bem feita pela cantora, que também é a produtora. "Folie à Deux", em colaboração com a cantora Marion LaShae é uma canção sensual e poderosa em muitos sentidos, aqui as duas artistas cantam livremente e com versos simples, porém dignos de uma canção pop. Mas, um ponto negativo da faixa é um pouco da falta de sintonia das duas artistas, onde elas parecem estar distantes durante a canção e fez com que a canção não tivesse totalmente o seu potencial aproveitado, afinal um feat entre as duas artistas é algo muito esperado por todos os fãs. Em parceria com o cantor Profound, "Come &Take It" aparece com uma das melhores, se não a melhor canção do álbum. A composição é muito bem feita e bem pensada, trazendo metáforas muito boas e super interessantes para o contexto da faixa. A sensualidade dos versos e do refrão é algo que os dois artistas conseguiram transmitir de uma maneira espetacular, sendo um possível single com muito potencial. Em sua nova parceria com o artista Nick Diaz, "Erotica" surge como uma canção bem executada dentro do disco, sendo sensual, provocativa e forte. Os versos dos dois são muito bem desenvolvidos de uma forma geral, sendo então um destaque dentro do trabalho. "Last Night the DJ Saved My Life" encerra o trabalho de forma divertida e bem alegre, sendo uma maneira muito positiva de encerrar o álbum pop da cantora. O visual do trabalho produzido pela própria artista é bem bonito e apresenta toda a atmosfera presente no trabalho da cantora. A capa é belíssima e extremamente elegante, sendo o seu ponto alto no quesito visual. Já o encarte consegue manter a mesma linha de qualidade de uma maneira interessante, sendo no geral um bom trabalho, não é excelente, mas consegue ser ótimo para o disco. No geral, "NIGHTMUSIC" é um trabalho perfeito para aqueles que gostam de música Pop e Dance, sendo um prato cheio para os clubes e as baladas do mundo inteiro. O foco do trabalho não é composição, mas ele consegue ser muito bom nesse quesito, contendo canções bem escritas e bem pensadas pela artista, mantendo um nível ótimo de qualidade durante todo o trabalho. PENELOPE mostra mais uma vez o porquê de ser uma das maiores artistas pop da história da indústria musical com seu novo disco, mas gostaríamos de ver a artista se arriscando mais em conceitos no seu próximo trabalho.

American Songwriter 85
Retornando aos holofotes com seu terceiro álbum, \"NIGHTMUSIC"\, Penelope apresenta uma ode à liberdade noturna e à autenticidade. Destacando como a música e a vida noturna foram catalisadores para sua emancipação criativa, a artista revela uma jornada de autoexpressão e resistência aos padrões da indústria. \\"Doors Are Open"\\, a faixa que introduz o projeto, revela uma cantora segura de si. A atmosfera envolvente da música cria uma entrada épica para o álbum, com uma composição que convida o ouvinte a explorar o mundo noturno. O eu-lírico estabelece o tom, indicando que as portas estão abertas não apenas para a sua música, mas também para o ouvinte. Continuando, anunciada como o primeiro single do projeto, \\"Divine Pop Music"\\ segue a mesma temática de pistas, contudo, seu quê narcisista cria uma certa complexidade. A faixa comprova a confiança da artista ao se definir como precursora da música (pop) divina. O instrumental, um show à parte, torna a experiência ainda mais intensa. Com influências da década de 70 e flertando com a era disco, \\"Folie a Deux"\\, colaboração com a renomada LaShae, é uma viagem atmosférica entre as duas intérpretes. Através de uma sinergia inebriante, a faixa possui uma das composições mais interessantes do long play, trazendo à tona uma uma representação literal dos sintomas da síndrome que intitula a música. De volta a narrativa, \\"People Princess"\\ retoma a mesma temática das duas primeiras faixas. Sem o mesmo impacto de suas antecessoras, a cantora faz uma declaração ousada: se declara a princesa do povo. É uma perspectiva interessante retratar como súditos todos que estão dançando ao redor, contudo, esse narcisismo acaba caindo na mesma fórmula já apresentada no LP. Descritiva e completamente catchy, \\"Come & Take It"\\ surge como um clássico flerte. Colaborando com o irreverente Profound, a composição se destaca ao dar vida a um ambiente noturno e repleto de sensualidade. Os versos são sugestivos e provocativos, com Penelope dando tudo de si para conquistar seu objetivo. Seguindo formidávelmente com o álbum, \\"Tension"\\ demonstra, pela primeira vez, vulnerabilidade. Versos como \\\\\"My heart is armored"\\\\\ e \\\\\"That's why I dance backwards"\\\\\ conseguem transportar o ouvinte para um momento íntimo e totalmente romântico dentro de uma boate. É uma visão extremamente inteligente sobre como continuar abordando um mesmo tema de suas mais variadas formas. \\"Love on the Dancefloor"\\ é uma sequência que concretiza todos os sentimentos que foram apresentados até aqui. É uma faixa que simboliza de forma direta a paixão, mesmo que por uma única noite. Bruscamente, \\"Shooting Star"\\ se desvia da temática que vinha sendo abordada, deixando claro que apesar da fragilidade, Penelope sempre será uma loba solitária em busca de sua próxima presa. Não é uma faixa original, pois reafirma coisas que já foram ditas, contudo, pode ser vista como uma forma de estar no controle. Em \\\"Erotica"\\\, parceria com Nick Diaz, o prazer é exposto sem pudores. Falando sobre sexo e sem rodeios, a canção opta por aprofundar um tema que já estava sendo desenvolvido e agora, através de uma ótima lírica, consegue se destacar. \\"Replay"\\ reflete sobre o passado e o presente. É uma faixa de autoconhecimento, onde a cantora narra suas inseguranças e como quer ser vista pelo mundo. Um relato sincero e um dos pontos altos do disco. Encerrando uma jornada caótica, \\"Last Night the DJ Saved My Life"\\ não se despede apenas do ouvinte, mas também das pistas. Assim como a composição, é uma forma agridoce de encerrar o projeto, narrando uma situação completamente corriqueira: aquele exato momento em que a música leva alguém ao êxtase, o determinado momento em que ela se torna um verdadeiro hino de vidas. No visual, o efeito alaranjado e saturado transmite toda a vibração da vida noturna, com as luzes ao fundo reforçando a estética já estabelecida. Há de se elogiar a capa, que entrega uma edição marcante, referenciando suas influências de maneira absolutamente divina. Por fim, \"NIGHTMUSIC"\ marca um ponto de virada na carreira de Penelope, expandindo seus horizontes musicais de maneiras surpreendentes. Mesmo que, em determinados pontos, a experiência se torne repetitiva, o LP destaca uma fusão inovadora, desde batidas pulsantes até melodias etéreas. Com um cenário em constante mudança, Penelope continua a ser uma força impulsionadora, deixando sua marca distintiva na música pop, moldando o gênero com sua abordagem e visão única.

The Boston Globe 86
Após um extenso intervalo desde o lançamento de seu segundo álbum e várias promessas e mudanças de sonoridade, Penelope finalmente retorna ao Dance/Pop com "NIGHTMUSIC" acompanhada por nomes como Lashae, Profound e Nick Diaz. O álbum apresenta uma proposta simples, anteriormente explorada por outros artistas, mas entrega qualidade e coesão ao longo de suas 11 faixas. A obra inicia com a excelente "Doors Are Open", transportando-nos para a atmosfera de uma boate. A faixa é bem divertida e introduz muito bem a narrativa que será contada no decorrer das faixas. A junção entre Penelope e LASHAE foi um ponto certeiro. O dueto entre as duas, “Folie A Deux”, é um romance psicodélico, super imersivo, e com referência ao clássico “Alice No País Das Maravilhas”, que narra a busca do eu-lírico por uma loucura à dois. Algo que permeia todas as músicas presentes nesse projeto é a simplicidade. Nada de conceitos mirabolantes e palavras eruditas, não, aqui a cantora segue um lado mais simplório. Embora isso não seja necessariamente negativo, em alguns casos essa simplicidade torna-se monótona, como nas faixas "People Princess" e "Shooting Star", esta última sendo a mais fraca devido à sua má construção e versos muito rasos e curtos. No entanto, o álbum destaca-se positivamente no universo Dance e Pop, especialmente em sua faixa principal, "Divine Pop Music", onde Penelope assume seu papel de Diva Pop, entregando uma letra envolvente. Outro destaque é a colaboração com Profound em "Come & Take It", uma faixa bem cativante, os dois se conectam muito bem no dueto e, por mais que a letra seja simples, ela é muito bem executada. Logo após o excelente dueto entre Penelope e Profound, o álbum flui para a hipnotizante "Tension", a letra bastante sexual exala tensão em sua lírica. Ela envolve o ouvinte e deixa uma enorme vontade de permanência nessa atmosfera erótica. O que volta a acontecer, porém de uma forma desajeitada, na faixa “Erotica”, uma colaboração com o cantor Nick Diaz. A letra desta colaboração é bastante rasa, não oferece a vastidão que o conceito planejado pelas artistas desejavam. Os versos do Nick Diaz é o ponto alto da faixa, indo para o lado que faria desse feat um acerto dentro do álbum. O encerramento ocorre com a cativante "Last Night The DJ Saved My Life". Penelope descreve o fim de uma festa, após ela ter uma noite de muita diversão e esquecido de todos os seus problemas. O único defeito é ela ser tão curta, talvez ela poderia ser bem mais explorada. Porém, foi uma ótima escolha para finalizar o álbum. O visual do disco harmoniza-se com o projeto, apresentando fotos da cantora em clubes e encarte bem elaborado. Em resumo, Penelope consegue condensar ideias simples em um álbum notável que pode deixar sua marca no cenário Pop, dependendo da direção que a cantora seguirá com o disco. Sem duvidas esse é um grande acerto na sua discografia.

Billboard 85
PENELOPE deixa de lado a cena rock e volta a encarar as pistas pop em "NIGHTCLUB", seu novo álbum. Abastecendo sua discografia com mais ritmos ambientalizados na música eletrônica, a artista abre o disco com "Doors Are Open", que é tão alto astral quanto a atmosfera da presença da cantora em qualquer evento. Com versos instigantes como um clássico pop, a faixa definitivamente abre os trabalhos do disco de forma perfeita, com trechos chicletes que te convidam e envolvem em algo extremamente dançante. O single "Divine Pop Music" é uma exaltação da mulher na música pop como ápice do que é ser precursora de tal. Com a mesma excitação musical de "Rush" de Troye Sivan, PENELOPE já está na lotada pista de dança, local onde o pop faz morada, e localiza sexo, transe, êxtase e magia, como canta no segundo verso intenso. A colaboração com LASHAE, "Folie à Deux" é cativante e instigante, mas parece que nenhuma das duas souberam passar a mensagem de ser induzido a um transtorno delirante, que dá o nome da música. Na verdade, LASHAE é a que mais se aproxima, fazendo uma analogia não proposital com drogas alucinógenas. Mesmo assim, é um feat que dá certo. O pré-refrão é um evento a parte. "Tension" é autoexplicativa e preza pela tensão sexual entre duas pessoas. É um acerto, é uma canção mais simples liricamente, mas é pop, puro frenesi. Em "Erotica" PENELOPE some para Nick Diaz brilhar. A divina deusa da música pop esquece de ambientalizar a canção na pista de dança e é salva pelo gongo de Diaz logo na primeira linha de seu verso. Há uma sinergia entre a dupla menor do que o smash hit "False God", porém a vibração sexual é real e muito gostosa, apesar do refrão fraco. "Last Night the DJ saved My Life" é um hino da saideira do fim de semana. PENELOPE parece estar começando a ficar sóbria depois de uma noite calorosa na boate, e essa faixa traz a sutileza e as características de um DJ set que parece ser feito pra você em contextos extraordinários. É um canção final perfeita para o "NIGHTMUSIC". O encarte do disco traz a atmosfera clubber principalmente no fundo e nos avatares de PENELOPE. A tipografia é muito bonita, combina e casa com a diagramação. Porém, esse álbum seria ainda mais perfeito caso, visualmente, fosse mais semelhante ao LP de Maddie Taylor "LOVE&LUXURY", intenso nas cores e na vibratilidade. Diferenciando, aqui, manteria a ilusão escura, acrescentando fumaças, e algo que remetesse a lotação de uma pista de dança. No final, é um booklet bom, mas não extraordinário. O conjunto da obra entrega o melhor que um álbum de música Pop eletrônica poderia entregar, com faixas que pegam do clichê e transformam numa originalidade única de PENELOPE. Faixas que se conectam fazem da noite musical de PENELOPE o puro suco noturno dos clubbers e baladeiros do mundo inteiro.

Pitchfork 78
Após uma era apoteótica como a “BOMBSHELL”, conhecida pela marca deixada em números e condecorações conquistadas, Penelope passou por momentos de experimentação musical em outros gêneros, até retornar à pop music. Agora, com seu terceiro álbum de estúdio, ela clama retomar a si mesma com “NIGHTMUSIC”, seu primeiro disco lançado de forma independente. No prólogo, a artista comenta sobre como se sentiu viva novamente quando voltou a frequentar boates onde a música a libertava mais do que nunca, e sobre como essas noites a inspiraram em seu novo disco, que também possui a premissa de ser ainda mais sucinto e lúdico em suas letras, sem grandes complexidades prometidas. Isso é transferido de forma direta na produção visual: assinada pela própria Penelope, é uma beleza que não atinge os mesmos níveis de seu álbum predecessor, mas não necessariamente possui defeitos. A fotografia possui uma polidez diferente, e apesar de sua repetição em alguns momentos, não deixa a desejar. “Doors Are Open” é a faixa de abertura do álbum, e além de ser um óbvio convite ao universo de “NIGHTMUSIC”, também possui um conteúdo de empoderamento próprio já visto anteriormente em trabalhos da artista, mas dessa vez, tirando o foco dela mesma e colocando no ouvinte como o centro das atenções da festa detalhada na faixa, sendo esse detalhe altruísta um ponto positivo. “Divine Pop Music” é a canção que sucede a abertura, e que também possui um caráter introdutório à festa, mas dessa vez, retomando as atenções para a figura de Penelope como a pessoa capaz de trazer o tipo de pop music que o mundo pede. Enquanto a produção é estelar e a condução do conteúdo é bem feita, a artista parece se colocar em um pedestal que remove a identificação com o público em partes de seus versos, e o ego excessivo do eu lírico prejudica a faixa, que também foi lançada como lead single da era e talvez tenha transmitido a ideia errada do que o CD viria a ser por conta disso. “Folie a Deux”, que vem logo em seguida, é uma colaboração com a cantora LASHAE e uma ode ao clima de sedução, não só por um parceiro, mas também uma sedução pelas próprias vibrações da noite; a dupla interpretação é um ponto chave para elevar a já ótima qualidade apresentada pelas duas artistas na música. “People Princess” executa muito bem a externalização de uma figura feminina autossuficiente e que se deixa levar pela música da noite mais do que a própria Penelope, que deseja conhecê-la e entender como ela age dessa forma; é uma das composições mais bem polidas de todo o álbum justamente por uma profundidade não vista anteriormente. “Come & Take It” apresenta mais uma colaboração no disco, dessa vez, com o cantor Profound, que não é estranho à música eletrônica em sua carreira; a canção é a que mais exala tensão sexual até o momento da tracklist, e impressiona pelo quanto os dois artistas entregam versos igualmente provocativos e que, unidos com a produção musical impecável, seriam parte da melhor faixa do “NIGHTMUSIC” caso a repetição do tema não se esgotasse dentro do seu próprio decorrer narrativo, mas isso não diminui seu potencial. A próxima canção, “Tension”, possui letras concisas sobre como a tensão construída em “Come & Take It” também é a mesma que afasta a cantora de seu parceiro na hora da conquista, e o avisa para ser cauteloso com isso assim como ela promete ser; apesar de seu conceito interessante, a faixa passa a impressão de não ser tão importante quanto as demais apresentadas até aqui, sendo possível ser retrabalhada para elevar seu potencial. “Love on the Dancefloor”, por sua vez, prega a ideia de um romance que dura apenas o tempo necessário de uma noite de festa, não sendo possível que Penelope continue a história com seu novo parceiro quando o momento acaba; as referências culturais a MOE e filmes famosos são pontos que chamam a atenção mais do que o próprio conteúdo lírico, mas ainda tornam a faixa um deleite para as pistas de dança especialmente após as 2h da manhã, quando o público precisa de uma música que eleve os ânimos ainda mais. “Shooting Star”, oitava faixa do projeto, é uma das mais chamativas em toda a sua ideia; desde a produção musical eletronicamente agressiva às letras afiadas, Penelope promete deixar sua marca ainda que não fique no momento por muito tempo, algo que se reflete até mesmo na extensão dos versos, que não são muitos, mas suficientes. “Erotica” apresenta a última faixa colaborativa do álbum, uma parceria com Nick Diaz advinda dos tempos em que os dois já haviam colaborado no sucesso “False God”, encabeçado por Diaz; os versos de Penelope aqui parecem ser de impacto menor do que os apresentados pelo artista convidado, que além de resgatar o conceito da primeira collab dos dois em suas letras, também expande mais o conceito erótico do título; é a faixa mais liricamente instável do álbum. “Replay”, penúltima faixa do CD, dá abertura aos versos mais emocionais de Penelope, que reflete sobre o impacto que a noite teve sobre si mesma e sobre como ela gostaria de reviver o que a fez se sentir viva pela primeira vez em muito tempo; a ponte da faixa é a representação perfeita dessa metáfora, sendo sua melhor parte. “Last Night The DJ Saved My Life” encerra o “NIGHTMUSIC” continuando o teor mais intimista trazido na faixa anterior, desta vez, redirecionando as emoções da cantora para a música em si, em como a libertação através dos ritmos a fez ter mais consciência de si mesma. A combinação das duas canções finais do álbum é o contraste ideal ao hedonismo apresentado em todo o álbum. Em suma, “NIGHTMUSIC” é, conforme prometido em seu encarte, o projeto mais simplista liricamente e visualmente de Penelope. A falta de traduções das letras pode prejudicar o ouvinte mais casual de entender os significados, e com a inclusão delas, teria-se uma expansão maior do propósito da artista com este disco: trazer o mundo de volta às pistas de dança nas quais ela tanto ama se incluir.
AllMusic 84
Após quase 4 anos on, Penelope surpreende a indústria com o lançamento inesperado de “NIGHTMUSIC” – sua nova coleção de inéditas odisseias das suas noites mais festivas. “Doors Are Open” inicia o disco com um gosto agridoce; mesmo que possua um excelente enredo, a musicalidade é mediana, algo que é necessário (musicalidade) para canções do gênero. É interessante ver Penelope com novos ares líricos, mas uma dosagem e uma polidez nas linhas faria a track brilhar de verdade. “Divine Pop Music” consegue trazer uma verdadeira e divina canção pop: melodia contagiante, conteúdo lírico condizente e um enredo entusiasmante e sem exageros, uma verdadeira celebração de sua imagem no gênero citado com uma aura clássica, que faz sentido no disco. “Folie a Deux” traz um ar anestesiante, mas fato é que a canção carece de um desenvolvimento chave: a harmonização das artistas, aqui Penelope com a participação de LASHAE, que parecem soar muito separadas em uma canção com uma intenção tão energética, sensual e química, fazendo com que as expectativas não sejam verdadeiramente saciadas. “People Princess” decepciona com seus versos mediamente previsíveis e também um refrão muito raso e sem conteúdo pertinente; é como se a canção fosse um rio em um período de racionamento, tentando manter as coisas “hidratadas”, algo que acaba quebrando um pouco da magia criada. A letra, além disso, também sofre por ser muito curta, sem um ápice ou um momento marcante para salvar a sua cena na experiência. “Come & Take It”, em parceria com Profound, recupera o sentido do disco com uma composição descritiva, sensual e com uma verdadeira química entre ambos, sendo visível a sua intenção positiva no disco em trazer um dueto que marca um lado direto e ao ponto. “Tension” diminui a velocidade das coisas num momento certo e estratégico; é uma canção que explora o melhor da paixão, do sexo e do tesão, com linhas que trazem muito conteúdo sendo breves e curtas. É a faixa mais bem polida e harmônica até agora. “Love on the Dancefloor” traz um pouco de cada faixa anterior, mas aqui o útil se junta ao agradável em uma canção despojada, cheia de referências divertidas e uma composição descontraída, que traz muito do que a Penelope mostra ser. “Shooting Star” apresenta uma narrativa excelente, porém acaba cedo demais; uma ponte poderia mostrar a sua potencialidade na listagem, ainda mais com uma canção que fala sobre um “sexo desprendido” e com mais foco no prazer momentâneo, um tema bem comum em ambientes mais festivos. “Erotica”, com a participação de Nick Diaz, explora o sexo com mais forma explícita e direta; é sexual, profana e ainda mais, bem pensada, mesmo sendo curta, funciona. “Replay” acaba soando muito parecida com as anteriores, sem trazer tanta novidade ao disco. Não faria diferença fora da tracklist; na verdade, deixaria o disco mais sucinto. Talvez uma reformulação junto ao conceito ajudaria a elevar seu sentido aqui. “Last Night the DJ Saved My Life” finaliza o long-play como esperado, trazendo uma canção que mostra as canções como escapismo e fonte de prazer para a artista, agradecendo pelo êxtase que elas a trazem. Visualmente, o disco traz o ouvinte à pista de dança e ao ambiente festivo; luzes, sensualidade e o que houver de adicional. As páginas são bem dimensionadas e editadas, mas em certos momentos a texturização poderia ser diminuída. Também (o encarte) poderia ser mais bem explorado, com takes de penelope sem muitas informações escritas, e mais sensuais para a ambientação. Num geral, “NIGHTMUSIC” sintetiza Penelope na imagem provocativa e popular que a mesma possui. Sem amarras, ela replica o que já deu certo em sua carreira, mas traz mais pontos inéditos (como letras mais polidas do que o seu antecessor). Mesmo que no início o disco possa ser maçante em momentos, o restante consegue ser harmônico.