Los Angeles Times 91
Em seu décimo álbum de estúdio, Kaleb Woodbane nos introduz a “No Happily Ever After” — um disco com 11 canções que exploram o Pop junto ao Eletrônico e Alternativo. “You Get to Live” inicia o disco com uma composição bem reflexiva e com uma boa melodia atrelada, falando sobre as angústias e dúvidas que o ato de simplesmente viver traz. “Human Nature” segue as boas melodias da anterior, aqui colocando em pauta a vida num pretexto que inclui pecados, características, medos, etc. É uma canção bem escrita e bem posicionada no disco. “True Romance” mostra a ruína de um amor, mais enfaticamente em um amor onde Woodbane dava mais que o seu parceiro, e assim ele reconheceu que aquilo não era algo positivo, em meio a tanta fantasia e idealização. “This House” lida com um lado que fala sobre relações familiares e no contraste do preconceito de um pai com o filho, aqui mostrando como o eu-lírico construiu uma fortaleza para se proteger dessa maldade e preconceito. É a melhor letra do disco até agora, com excelência paralelos e uma ponte muito reveladora. “Fade” disserta o amor de Woodbane pela sua mãe, aqui confessando seus erros e tecendo a história com muito cuidado e sentimentalismo. É outro destaque no disco, principalmente pelo já citado sentimentalismo que ela carrega. “Inner Violence - Interlude” e “No Happily Ever After”, a faixa título, continuam a linha de pensamento do disco. A primeira traz algo bem agressivo e com bastante ira atrelada, enquanto a segunda continua com essa agressividade meio que presa na garganta, aqui com um pessimismo diante a vida e com o eu-lírico mantendo as “expectativas baixas”. Essa em si é uma canção bem interessante, principalmente pela sua mensagem de certa independência, mesmo que com ela venham verdades um pouco amargas, como na ponte. “When Hunger Strikes” é bem intensa e traz uma lírica que segue a faixa anterior, aqui com algo mais agressivo ainda. O eu-lírico é insaciável, e isso se aplica a diversas esferas de sua vida, como no amor. “The Worst Person You'll Ever Know” mostra a instabilidade do eu-lírico com mais intensidade, aqui com mais ênfase num lado amoroso. É uma canção bem forte e com recursos líricos simplistas, mas bem efetivos. “Manipulate” expõe uma relação onde Woodbane se sentia pouco valorizado e miserável, e por isso ele acaba por “perseguir” e fazer com que essa pessoa sinta tudo que ele sentiu, ou até mais. É uma faixa com uma boa condução tanto nos fotos expostos, tanto nas expressões e estrutura, podendo ser um grande destaque no disco. “To Regret & Forget” retrata o passado, presente e futuro no que se diz sobre as questões mais dolorosas da vida, ciclos e situações, assim como a perspectiva mais limitada do que há de acontecer. É uma canção boa para finalizar o disco, mas que ainda parece deixar algumas lacunas. O visual, produzido pelo próprio Kaleb, é bonito e tem uma edição bem interessante, com recortes e a inclusão da tipografia em diferentes abordagens, mesmo que não seja tão perspicaz quanto os encartes de “Amazing” e “Pure Feeling”. Num geral, “No Happily Ever After” é um disco sólido tanto visualmente quanto liricamente, seguindo os lançamentos frequentes de Woodbane de maneira positiva.

The Boston Globe 90
Kaleb Woodbane retorna com seu décimo álbum de estúdio, "No Happily Ever After", um projeto que segue os passos do premiado "Amazing". Neste novo lançamento, Woodbane continua a explorar o terreno da música pop com nuances eletrônicas e alternativas, apresentando um conjunto de 11 faixas que abraçam a temática da solidão, acompanhada por sentimentos de nostalgia e desapego emocional. A jornada musical de Kaleb é evidente neste álbum, refletindo sua maturidade como veterano da indústria musical. O disco "No Happily Ever After" mantém a qualidade característica de Woodbane, oferecendo uma abordagem profunda e cativante sobre temas que, embora populares e próximos do clichê, são habilmente contornados pelo artista. A narrativa do disco flui naturalmente entre as faixas, explorando os diversos matizes da solidão com sofisticação e sensibilidade. Entre as faixas de destaque, 'Human Nature' e 'Fade' emergem como os pontos altos do álbum. 'Fade' se destaca como um lead single impressionante em termos líricos, demonstrando a evolução contínua de Woodbane, sendo o melhor de sua carreira nesses quesitos até então. Em 'Human Nature', somos conduzidos por uma jornada apoteótica que captura os extremos da solidão, revelando um dos momentos mais poderosos do disco. A letra ressoa com uma dor reconhecível e consoladora ao mesmo tempo, refletindo sobre a sensação de desamparo em um mundo vasto e solitário: “Sempre precisando de alguém… Não há lugar para chamar de lar, o mundo inteiro é seu, mas tudo se foi“. No quesito visual, o álbum se mostra simples, porém meticulosamente projetado para complementar a temática introspectiva. O artista demonstra mais um talento artístico ao brincar com estéticas e cores vibrantes que ecoam a emoção contida nas músicas. O visual, embora básico, cumpre seu propósito ao transmitir uma identidade coesa que reflete a profundidade das composições. Dessa forma, "No Happily Ever After" é mais um exemplo do talento versátil de Kaleb Woodbane. Embora talvez não seja um álbum extremamente marcante, possui um valor significativo em sua carreira, elevando-o como um dos grandes artistas contemporâneos. Este disco é uma prova da habilidade de Kaleb em abordar diversas temáticas de maneira criativa e emocionante, revelando sua capacidade contínua de reinventar e consolidar seu lugar na indústria musical. "No Happily Ever After" não busca grandiosidade, mas transborda em autenticidade, fixando a reputação de Woodbane como um dos maiores talentos de sua geração e de todos os tempos.
All Music 88
O mais recente álbum de Kaleb Woodbane, "No Happily Ever After", mergulha profundamente na temática da solidão e nos sentimentos associados a ela. O álbum oferece uma abordagem multifacetada desse tema central, transitando habilmente entre momentos de melancolia, autodescoberta e até mesmo vingança. Kaleb não busca reinventar a roda, mas sim executar com maestria aquilo que se propõe. Enquanto outros artistas podem se perder em conceitos grandiosos, ele permanece ancorado na honestidade emocional e na entrega de sua mensagem. Isso não apenas ressoa com autenticidade, mas também destaca sua habilidade em criar uma identidade musical coesa. Liricamente, o álbum apresenta momentos de destaque, como o envolvente refrão de "You Get to Live" e os versos bem elaborados de "Human Nature". A faixa-título, "No Happily Ever After", encapsula magistralmente a essência do álbum, transmitindo a importância de manter expectativas realistas e aceitar as complexidades da vida. À medida que o álbum avança, a mudança de tom em "When Hunger Strikes" adiciona uma camada de obscuridade e raiva, mostrando uma nova faceta da narrativa emocional de Kaleb. Embora a princípio a faixa possa soar estranha, o artista se recupera rapidamente, entregando uma sequência de músicas que mantêm o ouvinte imerso em sua jornada emocional. "No Happily Ever After" se encerra de maneira concisa, oferecendo uma última reflexão sobre as consequências de nossas ações e os desafios de superar os arrependimentos do passado. O álbum, embora longo do ponto de vista estrutural das canções, consegue manter a atenção do expectador ao longo de sua duração, revelando-se uma obra coesa e envolvente. Além disso, destaca-se a meticulosidade na construção visual. Mesmo que menos extravagante do que em trabalhos anteriores, Kaleb continua a demonstrar seu talento em transmitir uma estética refinada e coesa, complementando perfeitamente a atmosfera do álbum. Em suma, Kaleb mais uma vez se firma como um dos principais expoentes da música contemporânea, demonstrando sua capacidade de evoluir e se reinventar a cada projeto. "No Happily Ever After" é uma prova de sua maturidade artística e sua habilidade em transmitir emoções genuínas através de sua música.

Billboard 88
Com uma das carreiras mais longevas da história da indústria musical, Kaleb Woodbane apresenta um novo projeto onde parece se sentir à vontade o suficiente para manter a abertura emocional advinda de seus LPs mais recentes. Em “No Happily Ever After”, seu 10º álbum de estúdio, o artista instaura temas relacionados à solidão e promete, já no encarte visual da obra, focar mais nos sentimentos pessimistas que ele prefere chamar de realistas. A primeira canção do CD, “You Get to Live”, pega emprestados elementos do eletrônico mais alternativo e traz uma lírica onde Kaleb convida o ouvinte a aceitar a dureza de uma vida onde talvez não se consiga administrar todas as suas emoções com clareza, restando ao interlocutor apenas viver tudo sem processar de imediato. A abordagem simplista pode fazer parecer que o conteúdo é mais superficial do que se imagina, porém Kaleb importa a história de modo que o ouvinte se sinta aberto a inserir experiências próprias nela. “Human Nature” mantém a linha de pensamento da faixa introdutória no modo como a vida ainda é tratada como pessimismo, mas aqui, a justificativa se embasa em como as coisas, segundo o artista, precisam ser da maneira que são devido à natureza do ser humano em destruir tudo o que toca. O desenvolvimento dos versos aqui supera o esperado e traz uma canção com bom potencial para futuro single. “True Romance”, por sua vez, direciona a nova visão de Kaleb sobre as nuances da vida para o campo romântico; dentro de um relacionamento, o eu lírico começa a sentir que precisa sair do mesmo antes que perca uma essência que ele vê se esvair de suas mãos. A ponte da faixa é seu momento de maior força, onde todas as ideias se concentram em quatro linhas onde cada uma traz seu impacto (“Eu cuido das minhas próprias cicatrizes, essa é a parte fácil / O que é difícil é pensar que eu deveria cuidar das suas / Preciso parar de pensar ou tudo ficará escuro / E eu vou me convencer de que isso é o amor que ainda dura”). Em “This House”, o artista explora não um pessimismo, mas um rancor por alguém de dentro da sua família por quem ele já teve apreço anteriormente, mas cujo sentimento se ruiu quando sua própria sexualidade não foi aceita dentro da casa. O conteúdo mais afiado da letra traz a faixa ao título de ápice criativo dentro do CD, tendo sido single presumidamente pela força que possui propriamente. A narrativa da relação de Kaleb com sua família prossegue em “Fade”, canção que ainda ecoa o motif do título do álbum, mas traz um lado mais vulnerável do cantor, dando ênfase no papel da matriarca de sua casa e nos sentimentos doces que ele ainda possui por ela em meio a separações e desavenças. As adversidades ecoadas na letra trazem um frescor à história e configuram uma das composições mais íntimas do projeto. Depois desta, Woodbane divide a narrativa com um interlúdio intitulado “Inner Violence”; o eu lírico instiga o ouvinte em maneiras similares à faixa “You Get to Live”, mas com ordens de manter seus pensamentos mais perigosos e violentos para si em nome de um sistema que não permite uma livre expressão. Torna-se curiosa a escolha desse tema para permear um mero interlúdio, mas sem a expansão de suas descrições, o mistério se mostra provocante. A faixa-título, “No Happily Ever After”, inicia o lado B do disco e continua as mensagens que Kaleb deseja transmitir ao seu ouvinte sobre suas visões sobre relacionamentos e detalhes da vida; o artista opta por não oferecer uma esperança para o fim das histórias de amor e se insere na narrativa para justificar o porquê de dar tais conselhos, portanto, sua intenção pode soar dividida para os que ainda acreditam nessa esperança e pode atingir em cheio os que, assim como o eu lírico, também sentem a solidão como uma presença mais forte. “When Hunger Strikes” se utiliza da música eletrônica em sua forma mais agressiva para incorporar o papel de uma pessoa com tendências quase que canibais de se alimentar de outras pessoas, seja metaforicamente, seja fisicamente. Sua agressividade é o ponto forte da faixa, que traz um ponto de vista interessante, ainda que por vezes repetitivo, sobre o que quer dizer. Em “The Worst Person You’ll Ever Know”, o artista ainda assume a persona mais sádica instaurada na faixa anterior, mas aqui, ele se destina mais a sentimentos de vingança e rancor perante ao outro lado da linha de comunicação. O refrão é cativante e os versos acresentam detalhes ao que o artista que cantar, tornando a faixa uma escolha interessante de inclusão no CD. Na penúltima música da excursão, “Manipulate”, Kaleb se utiliza do electro-pop e uma mensagem de voz sarcástica para expressar prazer em manipular os corações de outras pessoas; ele se porta como uma figura cuja personalidade sádica e desalmada nunca irá mudar, feliz com a própria solidão e disposto a causar o mesmo em todos aqueles com quem se relaciona. A faixa funciona no modo como complementa a violência da canção anterior trazendo um ponto de vista mais mundano sobre o que foi visto. “To Regret & Forget” marca o final da tracklist e traz uma radical mudança de pensamento. Kaleb, ao final da jornada, parece mais sóbrio quanto aos pensamentos deixados em escrito nas dez canções anteriores e reconhece que o arrependimento também faz parte de sua própria vilania e melancolia apresentadas, colocando-se no lugar do ouvinte enquanto entende que nem sempre pode deixar o rancor vencê-lo, trazendo um fechamento de ciclo que beira ao impecável. Quando a produção lírica passa por altos e baixos enquanto traz alguns dos momentos mais introspectivos da carreira recente de Woodbane, a produção visual chega para dar uma completada e uma sensação de finitude nostálgica ao que foi lido; produzido pelo próprio artista, o visual de “No Happily Ever After” foca em imagens provocativas, iluminadas e em contextos praianos que relembram estéticas de décadas como as de 1990 e 2000, trazendo uma ambientação inesperada para o pano de fundo das canções. Por fim, o que o ouvinte pode extrair do décimo disco de Kaleb Woodbane é a sensação de que ele ainda tem muito o que falar sobre o que aprendeu com a vida e que sua postura de oráculo narrativo apenas serve para que cada parte de seu público se encaixe nas lacunas das histórias contadas.
TIME 86
Após adiamentos, o décimo álbum do cantor Kaleb Woodbane, "No Happily Ever After", é finalmente lançado. Como o título sugere, o disco trata sobre a perspectiva pessimista do eu-lírico sobre sua vida, abraçando diversas emoções que permeiam o sentimento de não se sentir parte de um futuro ideal. "You Get to Live" estabelece o tom da obra, Kaleb mostra que sua lírica não envelheceu após anos. A letra é trabalhada e a forma com que o cantor guia a perspectiva sobre a temática é apreciável. "Human Nature" é um oceano de reflexões, mas com menos força lírica do que a anterior, o refrão poderia ser um pouco mais elaborado, menos ordinário. “True Romance" é melancólica e ávida, destacando-se entre as demais, pela composição sensível sobre o fim de um amor. "This House", consegue tocar o coração de quem a ouvir, os versos diretos que brincam com palavras são como esculturas de mármore. A temática do ser defensivo e sensível, é algo que conseguimos enxergar nitidamente e até se relacionar. Após "Fade" e o interlúdio "Inner Violence — Interlude”, o álbum começa a girar em seu próprio eixo, mas diferente do planeta Terra, não há nada envolta. Em "No Happily Ever After", temos reminiscências de outras faixas já apresentadas, além de que a letra desta é de longe a mais cansativa, característica até então nova no conjunto. "When Hunger Strikes" traz um toque diferente a peça, um tom ácido e crítico, que oscila entre momentos fortes e fracos, como o refrão e o segundo verso, respectivamente. Até agora, o destaque negativo. "The Worst Person You'll Ever Know" é a faixa mais emocionalmente carregada, com versos que às vezes soam como ameaças diretas para alguém, o que traz um elemento bem caricato e dramático. Como é uma análise do álbum e não da psiquê de Kaleb, a canção acaba saindo com saldo positivo. “Manipulate” é outra que soa como um afronte direto, e estranhamente o artista faz isso muito bem, mas diferente da anterior, esta soa mais morna. A faixa final, "To Regret & Forget", se solidifica como uma resolução de tudo que fora apresentado, mas o que poderia ser um arco de redenção, soa mais como uma história de origem de vilão. O visual, produzido pelo próprio, como o esperado, entrega simplicidade em uma estética nostálgica com elementos contemporâneos e cores vivas. Não achei relações com o conteúdo lírico, ainda mais pela escolha de imagens. Tecnicamente não há falhas ou deslizes, mas a execução ainda soa mediana em comparação ao potencial anteriormente apresentado. Além disso, gostaria de apontar que os banners estão terrivelmente desconfigurados, com as fontes sem espaçamento, deixando impossível a leitura das canções em inglês. Em suma, “No Happily Ever After” é um disco bom que trabalha bem a dualidade, uma pessoa sensível que pode ser machucada, mas que também não tem receio algum em retribuir essa dor. Em alguns momentos o álbum fica repetitivo conceitualmente, e às vezes surpreende, principalmente quando remete a construção de um personagem vilanesco. Também, a obra mostra os pontos fortes e fracos de Kaleb em relação a sua composição, caracterizando-se como um disco balanceado. Com certeza será bem recebido pelos fãs e pode ter um impacto considerável nas premiações.

Pitchfork 90
"No Happily Ever After" trata-se do décimo álbum de estúdio do camaleão Kaleb Woodbane e nunca vimos o artista seguir tão a risca com uma premissa quanto neste disco. Ao longo de suas 11 faixas, o projeto lida com a tristeza, solidão, rejeição, problemas familiares, desordens psicológicas, desilusões amorosas, violência e uma certa falta de perspectiva. Tais sentimentos que em muitos momentos são suprimidos, aqui acabam sendo liberados e conduzem tudo. A abertura do mesmo se dá com "You Get to Live" e, apesar da ausência de uma explicação de seu autor, se faz visível que a canção é uma ode a desesperança. Deixando explícita em suas linhas que não há muito o que possamos fazer, a não ser viver. Na sequência temos "Human Nature" e, como seu próprio título diz, ela lida com a dualidade quase amarga que tange a existência humana – como é dito pelo próprio artista na letra "é como temer e querer a chama". A terceira obra contida nesse trabalho de longa duração é "True Romance" e aqui somos apresentados a uma letra sobre uma desilusão amorosa, que parece ilustrar a entrega emocional do eu lírico para uma relação danosa e quando o mesmo se atentou a isso, tentou desvencilhar-se e acabou lidando com um trágico desfecho. Dando continuidade, agora vem o single "This House" e aqui somos apresentados a um lar desestruturado e uma família não funcional, o toque de pessoalidade dessa obra faz com que ela seja um grande destaque com muita facilidade. A quinta faixa, a lindissima "Fade", mostra ainda mais esse lado pessoal do artista e revela a relação com sua mãe, as preocupações dela, a ausência e a solidão do próprio artista. A interlude "Inner Violence" traz uma virada neste lançamento e ela versa sobre conter os seus instintos mais selvagens, primitivos, abrindo alas para o lado mais cru e visceral do trabalho. A faixa-título sucede "Fade" e retoma o tom desesperançoso do início, porém o eleva a um novo patamar. Kaleb basicamente nos diz "não há um felizes para sempre", apesar do soco no estômago que ela nos dá, a mesma também nos deixa uma lição, pois viver o agora porque tudo é incerto – pessoas vem e vão, ciclos começam e terminam. "When Hunger Strikes" vem com um tom mais violento, brutal, aqui o sr. Woodbane tem um apetite voraz e ele não vai se importar em te usar como um mero aperitivo. Seria melhor ter cuidado? "The Worst Person You'll Ever Know" consegue, de uma certa forma, se conectar com a sua antecessora e aqui ele avisa: "eu não presto, eu vou te machucar sim e o farei porque acho divertido". Falando em machucar "Manipulate" segue pela mesma linha, com o artista cantando sobre brincar com as emoções e os desejos de um outro alguém apenas para conseguir uma certa satisfação pessoal. No desfecho de toda essa trajetória, somos apresentados a "To Regret & Forget" e a mesma funciona como um desbafo – tendo um tom quase que de conselho – onde se deixa claro que tendemos a não encarar as consequências do que fazemos, preferimos tentar esquecer tais coisas. Terminando essa odisseia lírica no qual emergimos. Visualmente falando, o full-length tem uma produção polida e feita pelo próprio astro. Apostando numa estética que se apoia muito nos anos 2000, é algo simples contudo se torna prazeroso de ver por ser muito bem editado e caprichado. Não fugindo do padrão Kaleb de qualidade. Em termos gerais, "No Happily Ever After" é um disco grandioso e liricamente, tal como visualmente, impecável; apresentando uma visão mais obscura do artista para o público. Entretanto sentimos a falta da apresentação da visão do artista sobre as faixas do projeto.

Rolling Stone 95
Após um período desde o lançamento de seu último disco, Kaleb Woodbane lança "No Happily Ever After" que mescla os gêneros Pop/Alternative/Eletronic, com onze faixas em sua estrutura. A primeira música do compilado, intitulada "You Get to Live" traz a luta interna onde o artista enfrenta suas disparidades interiores, questionando sua existência e em busca de um significado para enfrentar tudo aquilo que vê em sua frente, pontuando a sensibilidade como chave de sua vida, a música possui um estilo lírico muito bem característico e organizado, sendo um ponto alto de início do álbum. "Human Nature" reflete a ideia da dualidade humana, buscando o dinheiro e o desafio eles enfrentar sua própria companhia, tornando se de certa forma inerentes as condições humanas, trazendo versos muito bem estruturados e idealizados, a faixa transita muito bem em inúmeros aspectos, marcando principalmente seu segundo verso como um ponto alto. "True Romance" relata uma experiência amorosa bastante complicada e dolorosa, onde o artista se sente aprisionado confrontando suas dores e cicatrizes, reconhecendo a necessidade de se libertar da toxidade de seu parceiro, a faixa apresenta versos longos e muito bem idealizados, onde a história não sofre muitas falhas. "This House" marca uma letra extremamente muito bem feita no projeto, onde o artista deixa sua marca principal no refrão da música, onde sem dúvidas vemos a qualidade da faixa em sua raiz, englobando bem o que refletiu na faixa em si. "Fade" reflete a relação do artista com sua mãe, destacando o amor incondicional que sente por sua figura materna, lamentando por não estar mais presente na vida dela, a música faz um contraste muito bem usado em suas linhas com metáforas bem usadas e mitadas, com destaque para seu pós refrão. Descrita como sexta faixa do disco, "Inner Violence — Interlude" enfatiza a importância de manter os sentimentos intrusivos contidos dentro de si mesmo, independentemente de seu estado de espírito o verso presente na faixa é bastante impactante e sincero, elevando o nível de qualidade da interlúdio em si. "No Happily Ever After" faixa título do disco aborda as expectativas não atendidas e a mudança de vida por parte de Kaleb, onde compartilha suas perspectivas diante de temas que o doem, onde o artista se sente desacreditado de tudo aquilo que fazia bem, o primeiro verso da faixa é muito bem estruturado e pensado, apesar do primeiro pré refrão da faixa ter alguns deslizes, mas que, sem dúvidas não diminui a qualidade da faixa. "When Hunger Strikes" retrata a natureza voraz e sede de poder e dominação, onde o artista admite seu ego e que faria de tudo para buscar seu parceiro em uma tentativa de saciar de uma vez por todas a sua "fome" por ele, mesmo que isso signifique coisas ruins para si mesmo. "The Worst Person You'll Ever Know" é sem dúvidas a melhor faixa do álbum até aqui, onde Kaleb consegue expressar todas as suas emoções da melhor forma possível, onde se vê como uma pessoa obscura e perigosa, capaz de causar dor e destruição em algumas pessoas, mesmo aqueles que ama, em geral a faixa possui uma boa estrutura e é sem dúvidas uma boa aposta de futuro single do disco. "Manipulate" descreve a entrega a tentação de brincar com a solidão, buscando vingança e manipulação, onde Kaleb revela ter sido ferido no passado e agora deseja infligir a mesma dor em outras pessoas, acompanhando a mesma qualidade da faixa anterior, a canção apresenta aspectos muito bem articulados, onde notamos a qualidade lírica novamente presente. "To Regret & Forget" traz a reflexão sobre a raiva e aceitação do mal, onde o artista se sente arrependido e busca entender a sua vida, enquanto busca uma tentativa para superar tudo aquilo que aconteceu consigo, o refrão da música é muito bom, com destaque para seu segundo verso em linhas como: "O conhecimento não surge do nada / Pare de fingir que você não se importa / É um jogo longe de ser justo / Cuidado com o que você compartilha / Alguns não querem ver você no seu melhor". O visual do projeto é muito bem idealizado e preparado, onde a escolha de cores é ótima, apesar da simplicidade do encarte, consegue passar bem todo o visual em sua maioria. Em suma, Kaleb nos apresenta mais um disco estável e muito bem planejado, onde todas as faixas casam bem e trazem um adicional a mais de tudo aquilo que o artista sente, se tornando assim, um álbum muito bom em todos os aspectos.

Spin 95
Após uma era mais reclusa com “Amazing” e, um adiamento por problemas na confecção das cópias físicas, Kaleb Woodbane está de volta com seu décimo álbum de estúdio intitulado de “No Happily Ever After”. Descrito como um álbum pautado em sua essência pela solidão, temos 11 faixas que caminham entre subtemas como vingança, melancolia e amor. A começar, temos “You Get To Live”, faixa que aborda certa reflexão acerca de como o título adianta, responder perguntas sobre como se manter vivo diantes de suas próprias dúvidas e anseios. Em seguida temos “Human Nature”, canção onde aborda situações cotidianas atreladas ao espectro humano, narrando uma espécie de barganha ao descrever tais situações, até possuindo tom crítico em alguns momentos, como no refrão “É, a natureza humana / Temer e querer a chama / É, a natureza humana / Pegar o nome de outra pessoa”. “True Romance” é uma faixa melancólica, onde reflete sobre essa história passada, com o eu-lírico o descrevendo como o único que era verdadeiro e fiel a suas emoções. “This House” é sem sombra de dúvidas até aqui, a faixa mais consistente e interessante do projeto, possuindo versos claros e interessantes, narrando essa história sobre “a casa” de maneira que prende a atenção ao mesmo tempo que provoca a reflexão sobre o que o cantor está tentando nos dizer. Seguindo a mesma proposta, temos “Fade” como canção descrita e pautada na relação entre mãe e filho. A melancolia e solidão aqui presentes, dão um novo tom ao projeto, escapando um pouco dos temas apresentados previamente ou de tudo que conhecemos na indústria sobre esse em específico. É uma bela faixa, demonstrando certo apreço e admiração por essa pessoa, ao mesmo tempo que seus arrependimentos se tornam parte do eu-lírico. Outra grande adição ao disco. “Inner Violence” e “No Happily Ever After” podem ser definidas como complementos, onde no primeiro caso, a interlude prepara o espectador para o que está por vir, a faixa-título, a qual a propósito, pode ser tida como outro grande acerto por ter combustível o suficiente para alimentar toda a alma do projeto até agora e além disso, reunir e sintetizar todas as reflexões propostas até aqui. “When Hunger Strikes” e “The Worst Person You'll Ever Know” são dois subtons interessantes ao projeto, onde assim como “Human Nature”, descrevem comportamentos e sentimentos mais intrínsecos ao comportamento humano, mas aqui, de forma mais raivosa e agressiva, construindo a ideia de que o ego e a raiva podem transformar aquele que alguém conhece em uma personalidade irreconhecível. “Manipulate” poderia se encaixar ao grupo anterior de canções ácidas e viscerais, mas, ela possui sua áurea própria e, é a mais interessante do projeto como um todo. O eu-lírico inicia a faixa com uma gravação de áudio descrevendo tudo sobre essa determinada pessoa, com adição de versos sagazes e um pós-refrão imediato, pronto para as rádios. “Aprenda a ficar / sozinho assim que puder / Passe noites sem dormir para entender / A solidão é uma maldição que todo mundo recebe / Aprenda como revidar quando a sua bater”. Um grande potencial para um single futuro. Concluindo a parte lírica do projeto, temos “To Regret & Forget”, música que assim como a primeira do “No Happily Ever After”, promove certa reflexão do eu-lírico, mas dessa vez, de forma interpessoal, fazendo com que o ouvinte permeie seus pensamentos e questionamentos sobre decisões e comportamentos em relação a vida. Um ótimo encerramento. Na parte visual, temos Woodbane explorando novos elementos dentro de sua discografia. Aqui encontramos referências visuais aos anos 2000 e 2010, com o emprego de fontes distorcidas e tons verde neon em contraste com o preto. A escolha do photoshoot pode parecer desconexa com o conceito do disco, mas na verdade, pode ser uma escolha intencional ao representar a natureza humana e as decisões que tomamos ao nos encontrarmos em situações solitárias. Nessas ocasiões, nos despimos de julgamentos externos e passamos a conviver com nossos próprios questionamentos e vontades, tal conceito podendo ser explicado por fotos onde há presença de fotos “íntimas” e “cruas” é evidente, sendo outro grande ponto visual na carreira do cantor. Em sumo, ter dez discos em uma discografia e fazê-los diferentes entre si a medida que o frescor e a inovação ”é um dos requisitos” para que sua relevância seja mantida, não é uma tarefa fácil. Mas, Kaleb Woodbane prova com o “No Happily Ever After” que tais argumentos não irão existir nesse momento.

The Line Of Best Fit 88
Depois do adiamento do seu lançamento, finalmente os fãs podem apreciar o décimo álbum do cantor Kaleb Woodbane, intitulado "No Happily Ever After". Tendo como enfoque principal tratar experiência com a solidão, seja ela associada à nostalgia, desapego emocional ou vingança. A abertura do disco, "You Get to Live", é uma faixa que pode ser considerada uma explosão no que condiz o tema principal, a solidão; Kaleb mergulha em dúvidas, receios e arrependimentos, em reviravoltas nos versos, refrão e na bem estruturada ponte. Em uma canção mais metafórica e que aprofunda mais na reflexão, "Human Nature" prossegue em um ritmo mais tranquilo e suave. Outrora, é em "True Romance" que o ritmo vira uma melancolia cativante, onde o eu-lírico explora um quebra de relacionamento onde se é intitulado um verdadeiro romance; Um coração quebrado em sua fase mais sensível da solidão, um grande destaque lírico. A quarta faixa e, também, um single de trabalho, "This House" tem um estrutura lírica muito marcante de Kaleb, que lembra seus discos anteriores, com versos mais diretos, mas que ao mesmo tempo brincando com dualidades; Nesta, pode-se notar uma dificuldade de aproximação por alguém que sempre esteve na defensiva, reativa, então foi preciso construir uma barreira pra que o eu-lírico pudesse continuar sua trajetória. O single "Fade" traz um peso emocional familiar muito presente na vida de qualquer adolescente que está na sua metamorfose pra vida adulta, uma canção linda e ao mesmo tempo traz um sentimento de solidão, base do projeto. Em uma reviravolta mais raivosa, no interlúdio "Inner Violence — Interlude", um questionamento sobre cobranças e pressão, e sob conter a violência, a raiva, ainda sim; Estaria a faixa preparando o terreno pra algo mais agastado? No entanto, o eu-lírico decide voltar pra narrativa de abertura, onde na faixa título "No Happily Ever After" aborda-se uma questão sobre conhecer pessoas e se decepcionar, ou não saber lidar com relacionamentos; Uma canção que demostra singularidades e sentimentos pessoais do cantor, pode ser facilmente enxergada como um desabafo. Não veio anteriormente, mas o tom ácido e mais autocrítico veio a partir da faixa "When Hunger Strikes", onde o cantor faz um julgamento sobre sí mesmo, em versos repetitivos e sem muito aprofundamento. Todavia, em "The Worst Person You'll Ever Know" a fúria toma a lírica por completo, o eu-lírico está com sangue nos olhos e a solidão incentivou um desejo de vingança; Um refrão poderoso, assim como versos, mas uma ponte que poderia ser mais trabalhada. Ainda com a vingança a flor da pele, Kaleb traz uma história antiga, acredita-se, em "Manipulate"; O cantor se coloca numa posição de explorar a solidão de outrem, brincar com essa condição que assombra a outra pessoa; A canção traz um tom obscuro agradável e uma premissa criativa ao abordar sobre solidão nessa história. Fechando o disco com a simples "To Regret & Forget', enfatiza a importância de sentimento de se arrepender e esquecer, os versos são simples e o refrão é repetitivo, traz um sensação de não convencimento por completo sobre a questão tratada. O visual foi produzido pelo próprio cantor, e traz uma textura mais vintage, especificamente começo dos anos 2000, com uma estrutura muito bem feita e fontes intrigantes no bom sentido; As páginas traz imagens mais sensuais, apresentando Kaleb explorando um pouco de nudez e um certo apelo corporal, o que traz um toque mais casual, no entanto, confuso em relação ao que se é tratado liricamente no álbum. Por fim, o décimo álbum do cantor Kaleb Woodbane, "No Happily Ever After", é mais um dos seus brilhantes álbuns que surfam em grandes lirismo e apego emocional, onde o cantor brilha com facilidade; Tratar sobre um assunto apenas e suas nuances, as vezes, pode fazer com que os artistas possam soar repetitivo em algumas faixas, aqui acontece uma ou outra vez, porém não a ponto de fazer com que o disco se desprenda; O visual é muito bem feito e chamativo, mas como dito antes, parece desarmonizar com o conteúdo lírico, não retratando visualmente a solidão, nem seus subtópicos, onde as imagens que compõe o encarte soam avulsas. Ainda sim, dificilmente isso afastará "No Happily Ever After" de ser um dos grandes destaques masculinos do ano.