Out Of This World outtathisworld Pop, Dance, Outro202412 músicas

All Music 88

“Out of this World” é o novo álbum de Outtathisworld, lançado no dia 5 de Dezembro de 2024 pela Reunification Media. Descrito como um álbum que revela as batalhas mais intensas de Outta consigo mesma, o projeto se inicia em “Savage Atmosphere”. É uma canção boa, mas extremamente extensa e poderia funcionar bem melhor se fosse melhor estruturada. “RPG” se perde no mesmo sentido: muito extensa e poderia ser melhor resumida. “Out Of This World” é um grande respiro. A sua musicalidade funciona muito bem e o saldo da faixa, num total, é positivo, sem soar muito extensa. “Joyride (The Monsters)” é uma faixa boa, mas não se destaca tanto assim no projeto por soar um pouco batida, por vezes pouco cíclica na tracklist mesmo. Mas o seu refrão é um grande atrativo. “The Fugitive” em parceria com PRAYØR é uma excelente adição ao projeto, sendo bem composta e com momentos bem fortes nela. “Identity Seeker” faz o que é comprometido a ela, sendo uma bela carta de Outta a si mesma. É o grande destaque do disco, até o momento. “Antidote” segue a tracklist com um novo atrativo: uma faixa bem composta e bem construída no disco. “In Rogue” é íntima e bem forte. É uma boa adição à tracklist pela sua pessoalidade. “Kenopsia” agora se destaca pela sua forma única de ser e estar na tracklist. É uma composição límpida e fluida, sem mais nem menos. “Entropy” é mais experimental que as já vistas. Mas o que mais pega a atenção do ouvinte é a sua estrutura pouco usual. É bom, mas se fosse um pouco mais mexido, seria imperfeito. “Kilonova” e “End of Time” finalizam o projeto. Ambas conseguem prender a atenção do ouvinte, com mais ênfase a segunda por ser mais única. O visual, produzido pela própria artista, é bem bonito e se destaca pela sua edição mais segura e pouco fora da curva, pois isso acaba funcionando muito bem para o terreno que o disco está. Num geral, o quarto álbum de Outtathisworld é muito bem feito, mesmo com seus deslizes em faixas do início.



Los Angeles Times 91

'Out Of This World' é o mais recém, e quase autointitulado, álbum da multiartista outtathisworld, projeto que marcou o retorno da mesma a cena musical após anos de afastamento. O lançamento conta com 12 faixas, sendo uma verdadeira odisseia espacial e emocional, retratando diversas facetas da artista e de sua escrita e sendo composto e produzido quase que inteiramente apenas pela própria, com exceção de The Fugitive que conta com a participação do lusitano PRAYØR. Sob as intensas camadas de sintetizadores e instrumentos digitais, a artista explora seus sentimentos, experiências e inseguranças, além de mesclar isso com uma estética lírica e visual tecnológica, espacial e futurista, fazendo isso com uma certa maestria. Canções como a faixa título, Entropy e Kilonova são os maiores expoentes quando se tratam de fundir metáforas espaciais e científicas para falar sobre questões pessoais – dando um ar um tanto quanto interessante para esse registro. Já The Fugitive – em parceria certeira com PRAYØR, Antidote e End Of Time possuem uma abordagem mais mitologica e etérea, casando super bem também e criando uma distinção que serve para ilustrar um terço da versatilidade de sua criadora. Identity Seeker, Kenopsia e In a Rogue contrastam bastante com as obras aqui mencionadas por trazerem um tom mais confessional e sendo um tanto mais diretas ao ponto, nos permitindo criar uma conexão mais profunda com a grandiosa artista. Mas nem tudo no álbum é tão denso e sério, as obras Savage Atmosphere e RPG trazem descontração e um tom bem mais leve ao trabalho, sendo que RPG representa muito bem todo o conceito deste registro: uma outta constantemente saindo de sua personagem, mas sem bagunçar a linearidade. Para além da odisséia lírica proporcionada pela artista, somos agraciados também com uma aventura visual e sonora. Visualmente apurado, tão diverso quanto suas composições e minuciosamente bem produzido – nada que seja divergente aos padrões criados por outta. A artista merece também parabéns por ter sido meticulosa até mesmo com os arranjos e os áudios das faixas, sendo eles produções da própria também. Out Of This World é um projeto interessante, muito bem construído, pessoal e visualmente lindo – um visual de deixar a todos boquiabertos. Sendo um ótimo memorando do porquê ela é uma das maiores artistas da história.



American Songwriter 91

“Out of This World”, enquanto primeiro LP da cantora quase homônima Outtathisworld — em uma referência prontamente situada e comentada no próprio encarte do projeto mais tarde como uma grande alegoria a “o espaço sempre ter sido Outta e Outta sempre ter sido o espaço” —, retrata uma jornada de exploração externa e retorno às raízes para o eu lírico desenvolvido aqui pela artista. Tal experiência se inicia visualmente, com uma produção de grande esmero feita pela própria cantora e que possui inúmeras menções e alusões visuais a filmes situados no espaço sideral; Outta brinca com todas as perspectivas possíveis nesse quesito e serve um visual cheio para os olhos de seu público. A experiência sonora, por sua vez, se inicia com a faixa “Savage Atmosphere”, que explora os anseios da protagonista em vivenciar novos momentos e novas perspectivas dentro de seu universo utilizando-se de um cenário sedutor envolvendo seu ouvinte. A temática exige desenvoltura para não deixar o conteúdo monótono, e a cantora faz isso muito bem, mantendo a atenção do começo ao fim. “RPG”, faixa número 2 do álbum, se propõe um caráter mais leve e divertido enquanto também comenta seriamente sobre como a autora se disfarça em personagens de roleplay para ter outras vivências e entender os limites de sua criatividade e de sua vontade de escapar do que a assombra em momentos do passado. É uma das composições de maior destaque no CD, pois além de ser, de fato, divertida, também é reveladora em modos que a faixa anterior não aparentou ser. Em seguida, temos a faixa-título e lead single da era, demonstra um estilo de escrita mais longo de Outta, contando sobre suas impressões mais instantâneas e, depois, as mais definitivas, sobre sua estadia num espaço metafórico onde ela se sente mais deslocada do que incluída. Trata-se de uma letra mais complexa, mas não menos compreensível por tal. “Joyride (The Monsters)” é inventiva no modo como ilustra batalhas internas da artista com seus próprios medos colocando-os em personificações de monstros vivos que a levam a lugares diferentes do que ela está acostumada; é uma faixa que adiciona muito à narrativa e à psique da cantora conforme vista pelo ouvinte. “The Fugitive”, 6ª faixa do álbum, é uma colaboração com o cantor e compositor PRAYØR; a justaposição entre os versos dos artistas é uma ótima adição à atmosfera da canção, com Outta lamentando seu aparente cansaço de correr de suas responsabilidades e PRAYØR servindo como um fiel conselheiro que conduz os passos da protagonista. Em “Identity Seeker”, Outta inicia uma “virada de chave” em sua narrativa de busca iniciada no álbum; aqui, seu liricismo é estelar nos versos, ainda que se esvazie um pouco durante seu refrão, que parece perder fôlego dentro do caráter confessional e empoderador da faixa. “Antidote”, lançada anteriormente como o terceiro single da era, justifica sua escolha como música de divulgação por seu conteúdo mais universalmente interpretado e por um refrão pegajoso que se mantém na cabeça do ouvinte enquanto pensa sobre os versos, que detalham um conflito entre querer ou não se distanciar de um elemento perigoso para sua vida. “In Rogue” traz um sentimentalismo quanto a uma pessoa que aborda sua vida com a proposta de torná-la mais leve, e Outta consegue empregar bem a sensação de alívio em um romance durante seus versos, ainda que demonstre saber que tal história não terá como durar muito. “Kenopsia” segue a tracklist; lançada como o quarto single do disco, é uma das letras mais cativantes não só do álbum como também da carreira da artista, pelo modo como coloca em palavras a sensação de se estar deixando memórias de um lugar e de uma vida no passado porque não cabem mais em seu presente. “Entropy” possui uma estrutura diferente das demais em sua construção lírica, enquanto discorre sobre os sonhos e esperanças da cantora rumo a uma nova experiência de vida que ela possa ser madura o suficiente para saber lidar com ela. “Kilonova” se enche de referências espaciais para expandir a narrativa de novos tempos na vida do eu lírico, e tal complexidade se baseia, também, na entrega e no carisma de sua intérprete para se sair bem com o ouvinte. “End of Time” contrasta com a faixa anterior no modo como, apesar de também aparentar uma esperança já ambientada no set mais recente de músicas, também soa como uma odisseia de dúvidas, como se Outta se sentisse pronta para caminhar em uma névoa desconhecida por ela — quando toda névoa traz uma aura desconhecida por si só a ser explorada, ou não. “Out of This World”, em suma, trata-se de um álbum extremamente competente no que se propõe, sendo pessoal ao mesmo tempo que é sideral, e sendo universal ao mesmo tempo em que é específico, formando qualidades para um projeto que tem o potencial de perdurar pelo tempo que for.



The Line Of Best Fit 90

“Out of This World” é o novo álbum da cantora Outtathisworld, lançado no dia 5 de Dezembro de 2024 (Ano 13), pela Reunification Media. Projeto composto por doze faixas, ele se inicia com “Savage Atmosphere”. É uma faixa feroz e intensa, que fala sobre o que a artista mais buscava em se aventurar. É uma excelente canção, com uma composição bem dosada. “RPG” continua a linha da anterior, agora falando sobre o termo RPG ao pé da letra. É uma composição boa, mas possui alguns deslizes consideráveis, como o refrão que soa mediano. “Out of This World”, faixa-título e carro-chefe, traz um storytelling invejável e intenso, com um acerto grande em todos os seus versos. É uma excelente canção. “Joyride (The Monsters)” traz uma composição forte e cheia de sentimentos, com destaque ao refrão pegajoso. “The Fugitive” com participação de PRAYØR funciona muito bem no projeto, com uma química incrível entre os dois artistas. Por mais que soe um pouco deslocada em alguns momentos, é uma boa adição. “Identity Seeker” é a busca e o encontro de Outta com o que ela desejava de si mesma. É uma faixa bem reflexiva, e funciona bem no disco. “Antidote” contém um sample de Asha e traz uma faixa evocativa e intensa, aqui brincando com diversas palavras simbolizando situações da artista. É uma canção incrível. “In Rouge” segue o caminho da anterior. Faixa que fala de uma paixão que soava errada e com fim marcado desde o início, é uma boa adição ao disco. “Kenopsia” mira em outro sentido no disco. É uma canção forte e provocadora, funcionando bem no projeto. “Entropy” traz ainda mais a essência do disco; é evocativa e forte em todos os sentidos. É uma composição forte e bem direcionada. “Kilonova” traz um momento de desejo e simbologia ao disco mais uma vez. É uma faixa que soa um pouco como algo já visto, mas por outro lado é bem interessante. “End of Time” fecha o disco com mistério e provocação. É uma faixa bem forte e funciona bem como última canção do disco. O visual, produzido pela própria artista, é bem viajado e realmente teletransporta o leitor a uma nova órbita, sendo até agora o maior contender para levar Álbum do Ano no VMAs. Em síntese, “Out of This World” é um grande retorno, com faixas coesas e deslizes que acontecem, mas não tanto quanto os acertos… que são certeiros!