| # | Título | Tipo | Streams | |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Single Oficial | 1,460,940,083 | ||
| 2 | Mallone | Remix | 110,215,199 |
CAP III - TAKE’19
A faixa funciona como um documentário íntimo dos últimos dias de Mallone antes do desaparecimento público.
O título TAKE’19 transforma a própria vida em uma gravação, cada “take” representa uma tentativa de entregar a versão perfeita de si mesma para o público, para a gravadora e para a indústria.
A letra desmonta o imaginário romântico do estrelato, onde produtora pede mais sorrisos, o agente vende uma “autenticidade comercial”, a imprensa transforma sofrimento em entretenimento e até o Grammy divide espaço com um diagnóstico de burnout. Tudo aquilo que em DIABLO parecia uma recompensa agora se revela parte do contrato.
Há também uma crítica à forma como o sofrimento é consumido, quando ela canta “Me pediram pra chorar numa cena, e eu chorei / Mas foi real”, a fronteira entre performance e vida desaparece e a sua dor é recebida como espetáculo.
O refrão liga diretamente esta faixa ao seu debut álbum ao mencionar Sangría, hit presente em Después de la Oscuridad.
CAP. III - Produção musical
Musicalmente, TAKE’19 acompanha esse colapso. O latin pop preserva a dimensão grandiosa de uma estrela, enquanto o rock introduz tensão e ruptura.
A canção alterna momentos de contenção e explosão, o encerramento falado rompe definitivamente a ilusão cinematográfica, quando Mallone diz que “Hollywood virou um delírio em VHS”, ela reconhece que toda aquela narrativa gloriosa já pertence ao passado e o desejo de “voltar ao meu país” não representa apenas um retorno geográfico, mas uma busca pela própria origem.
É justamente aqui que o EP muda de direção, até então a história mostrava apenas a degradação, já em TAKE’19, a personagem deixa de lutar para permanecer naquele mundo.
16/10/2025
℗ 2025
Wild Music Group


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