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Pitchfork publicou uma avaliação em 12/04/2026: 85
Depois de lançar o Extended Play “Metropolis”, Hermez lança seu primeiro álbum de estúdio intitulado “FUNTAZTIK”. O compilado de 12 canções tem como gêneros principais o pop, R&B e hip-hop e traz faixas que abordam diversos assuntos relacionados às suas experiências e desafios para construir sua imagem. O britânico, nesse novo projeto, apresenta uma lírica mais direta em comparação com as canções do “Metropolis”. Hermez entrega letras de fácil compreensão, mas que se destacam por sua imponência e construção bem alinhada. O novato que segurou a estatueta de Best New Artist em mais de uma premiação nessa temporada traz mais o hip-hop em sua forma de compor durante todo o álbum, o que até nos lembra a forma do Bronx, padrinho artístico do Hermez, de escrever canções. A construção narrativa é bem executada, nos entregando grandes canções provocadoras como “Unveilum”, “Len Wickwar”, “Sensory Overload” e a brilhante intro que nos entrega honestidade e um grande companheirismo, “Csárdás”, que tem como locutor o Bronx. Como em “Metropolis”, o artista se arrisca em produzir seu próprio material, nos entregando uma produção gráfica ousada, mesmo que não seja perfeitamente polida, e que acrescenta à narrativa lírica do álbum, fazendo o público entender o que Hermez quer nos contar tanto visualmente como liricamente. Por fim, “FUNTAZTIK” é um trabalho que marcará a carreira do Hermez. Cheio de autenticidade, o álbum demonstra uma nova persona do artista, com canções que fazem o público mergulhar em toda sua narrativa, por mais que tenha algumas faixas que acabam não se sobressaindo. O britânico brilha ao demonstrar uma lírica diferente do que esperávamos dele, e isso é um grande ponto positivo para alguém que quer firmar seu nome na indústria.

Sputnikmusic publicou uma avaliação em 12/04/2026: 90
FUNTAZTIK não soa como um simples álbum de estreia. Ele funciona como um posicionamento claro. Hermez entende que está sendo observado e usa isso a seu favor, construindo um projeto que parece acessível na superfície, mas que carrega uma tensão constante por baixo. A ideia central é direta e bem executada. A fama é tratada como um ringue. Não há glamour real, apenas disputa, desgaste e sobrevivência. Essa metáfora sustenta o disco do início ao fim sem parecer forçada, porque está integrada tanto na sonoridade quanto na narrativa. O que começa como espetáculo logo revela suas marcas. Musicalmente, o álbum transita entre pop, R&B e hip-hop com uma base muito inspirada no início dos anos 2000. Existe uma referência clara a esse período, mas não como nostalgia vazia. Hermez utiliza essa estética como estratégia, quase como um disfarce. As músicas são convidativas, dançantes, fáceis de consumir, enquanto o conteúdo aponta para um cenário bem menos confortável. A introdução com Csárdas Intro já estabelece esse direcionamento. A presença de Bronx funciona como um guia inicial, alguém que antecipa o que está por vir. Em seguida, faixas como Manstar e Funkified mostram a construção dessa persona moldada para o consumo. Há um certo exagero proposital, uma artificialidade que não tenta se esconder. Conforme o disco avança, essa estrutura começa a se desgastar. Sensory Overload marca esse momento com mais clareza. A exaustão deixa de ser implícita e passa a ser parte central do discurso. A sensação de controle começa a ruir, preparando o terreno para o ponto mais decisivo do álbum. Uppercut é essa ruptura. A escolha por um registro mais cru, quase documental, muda completamente o tom do projeto. A dor deixa de ser metáfora e se torna concreta. A crítica social, que antes aparecia diluída, ganha um peso direto e inevitável. É o momento em que o álbum abandona qualquer conforto. Nem todas as decisões funcionam com a mesma força. Len Wickwar se alonga além do necessário e perde impacto, enquanto Himeros soa deslocada dentro de um conjunto tão coeso. A decisão de ocultar uma faixa também compromete a imersão, criando uma quebra em uma narrativa que até então se mantinha bem estruturada. Ainda assim, o ato final recupera o controle. Unveilum apresenta uma escrita mais afiada, com uma crítica mais consciente e bem direcionada. Fin encerra o álbum de forma consistente, trazendo um artista que já não está mais no mesmo lugar do início. Há dúvida, há pressão, mas também há lucidez. No geral, FUNTAZTIK é um projeto que entende sua proposta e trabalha bem dentro dela. Hermez equilibra estética comercial e crítica com precisão, sem depender de excessos para validar sua mensagem. Não é um álbum perfeito, mas é seguro, bem construído e, principalmente, intencional. É um início que não pede atenção, ele exige.

AllMusic publicou uma avaliação em 12/04/2026: 95
FUNTAZTIK não é apenas uma estreia; é uma afirmação de controle. Olhando de perto, o debut de Hermez se revela muito mais denso do que uma audição casual sugere. O que poderia parecer um projeto tateando entre a intenção e a prática é, na verdade, uma obra que habita seu próprio universo com uma segurança impressionante — mesmo quando decide testar os limites do desconforto. O Ringue como Vitrine A jornada começa com a “Csárdás Intro”, e a metáfora aqui é cirúrgica: o ringue não é um palco para aplausos, é uma vitrine de exposição. A carta do pai de Hermez funciona como um contrato emocional, um aviso real sobre o preço de se deixar ver. Não é só um "alô" para os fãs; é a tese do álbum. Ela legitima cada soco e cada queda que vem a seguir. Para um primeiro disco, esse nível de consciência narrativa é raríssimo. O que mais chama a atenção é como essa estética do boxe não fica presa só na letra. Ela transborda para o visual. O suor, o sangue, o corpo caído após o gongo e o cinturão — que aqui brilha tanto pela conquista quanto pelo desgaste — formam uma narrativa paralela. O visual não "enfeita" o álbum; ele o completa. É um trabalho de construção de imagem que faz todo o sentido dentro do caos. Nostalgia e Metalinguagem Musicalmente, Hermez mergulha sem medo no pop dos anos 2000. O risco de soar datado ou apenas "mais do mesmo" existe, mas o diferencial está no olhar. Ele não está apenas revisitando o passado; ele está reescrevendo essas referências dentro de um contexto novo. O que poderia ser dependência vira linguagem própria. Liricamente, o controle é absoluto. Em faixas como “Funkified” e “Unveilum”, vemos um artista que entende perfeitamente a engrenagem onde está metido. Ele reconhece a artificialidade do jogo e escolhe jogar assim mesmo. Esse conflito entre estar lúcido e estar submisso é o que sustenta o disco. Em “Len Wickwar”, isso fica ainda mais sofisticado: a metáfora da roupa que não serve, mas precisa ser vestida, é o retrato perfeito da violência silenciosa de tentar caber em padrões. Do Desejo ao Social Quando o álbum entra em territórios como “Manstar” e “Himeros”, Hermez assume o risco da teatralidade. O limite entre a crítica e o fetiche é propositalmente borrado, e o desconforto que isso gera não é um erro — é o objetivo. Já em momentos como “Sensory Overload” e “What About the Children?”, o olhar se volta para o sistema e a exploração. Embora a transição do íntimo para o social nem sempre seja suave, as ideias têm peso e propósito. Até os interlúdios, como “Clinch” e “Uppercut”, ganham novo significado no conjunto da obra. Eles funcionam como pausas documentais, fissuras na narrativa que mostram o cansaço de quem está lutando há vários rounds. O Veredito O fechamento com “Fin” amarra tudo. A reflexão sobre o rótulo de “prodígio” ser, na verdade, uma prisão, ecoa a introdução e dá um novo sentido à caminhada. A pergunta que fica no ar — “quando um elogio vira uma gaiola?” — é o soco final. No fim das contas, FUNTAZTIK é um álbum que não só pensa, mas articula com clareza. Hermez demonstra uma compreensão de estética e posicionamento muito acima da média para um estreante. As pequenas irregularidades não pesam contra; elas só mostram um artista em movimento, com uma identidade que já nasceu forte.

Variety publicou uma avaliação em 25/03/2026: 87
Ganhador do prêmio de "Melhor Novo Artista" em diversas premiações, Hermez de pouco em pouco se torna uma figura que dispensa apresentações, e com seu álbum de estréia, o britânico em fim tem seu "cartão de visitas" para o mundo, manchado em sangue vivido. FUNTAZTIK passeia por um tempo que antecede o nascimento do artista, mas bebe diretamente de uma análise meticulosa da carreira de Timbaland, e seus icônicos trabalhos como The Dutches e Loose. Muito além de um disco pop convencional, a intersecção com hip-hop e r&b é a essência fundamental do álbum, um convite direto para o ouvinte conheça as entranhas da fama e a sociedade como um todo, oculto através de uma analogia pouco convencional, um ringue, mas não por menos, a ideia que britânico deseja transmitir é clara: O jogo da fama é um ringue, e o sistema manchado de sangue prevalece através disto. O artista se aventura ao longo das faixas nos próprios anseios e ingenuidade, quase como se estivesse descobrindo o mundo junto do ouvinte, mas isto logo se desfaz a medida que a experiência o obriga a amadurecer, jornada está que culmina em Uppercut, as gravações desarranjadas de um momento em que o mundo de Hermez desabou. No entanto, o grande brilho do projeto está escondido na primeira metade do disco, a meia dúzia de faixas que introduzem o projeto. A voz orgulhosa de Bronx ao dar seu voto de confiança ao estreante — "E mesmo que você avance sem olhar para trás, minha voz permanecerá ali, como um eco, como seu abrigo [...]" — soa quase reconfortante. A faixa seguinte, Manstar, é sexy e vulgar, mas seu sabor azedo é seu Ás, não poderia ser de outra maneira para uma canção que introduz a ascenção, e Funkfied, a rápida percepção da bagunça a qual o eu-lírico agora faz parte, são um contraste perfeito, que imprimem a real essência do que este projeto se trata. Sensory Overload, outro dos destaques do álbum, se destaca em expor vulnerabilidade e incerteza frente a fama — "A cadeia alimentar está fechada e meu espírito está baixo" — temática que retornará na faixa que finaliza o disco. Len Wickwar soa expositiva de maneira que tornasse excessiva, enquanto Himeros, uma faixa com menos seriedade, cumpre o papel de "filler" da gravação. As faixas finais do disco são introduzidas por Uppercut, o nome é suficiente para entender, e a mensagem visceral do emaranhado de emoções introduz bem o ato final do disco, a reflexão. "Unveilum" soa genuína, um dos destaques inegáveis do álbum frente a insatisfação com um mundo tão mecânico. A faixa que finaliza o disco, "Fin", narra a incerteza de sua posição na indústria, frente ao peso que o foi posto. Com 12 faixas, onde há um destaque claro em algumas destas, FUNTAZTIK é uma experiência visual sanguinária e bem elaborada, brilhando notavelmente mais quando se esconde em metáforas invés de palavras tão diretas.

DIY publicou uma avaliação em 18/03/2026: 90
FUNTAZTIK é o primeiro álbum de estúdio do cantor e produtor Hermez. O artista entrega um projeto de 12 faixas que transita perfeitamente pelo pop, R&B e hip-hop, convidando o ouvinte para uma pista de dança que, aos poucos, se revela um ringue de boxe. Sonoramente inspirado no pop hipercomercial e nas batidas do início dos anos 2000, o álbum é um engenhoso cavalo de Troia, com uma sonoridade dançante e letras polidas que escondem uma crítica ácida sobre a luta de classes, a desumanização do capitalismo e o esgotamento. O álbum inicia com “Csárdas Intro”, com o monólogo do mentor Bronx que estabelece a tese central do álbum. O verso “The ring isn’t a stage it’s a showcase” alerta sobre os perigos do espetáculo, introduzindo a narrativa de ambição e perda de identidade. Logo em seguida, presenciamos a ascensão dessa persona em faixas como “Manstar” e “Funkified”, onde Hermez se molda conscientemente como o produto perfeito para o consumo. Em “Funkified”, a adaptação a esse ambiente ganha contornos de uma performance artificial com os versos “If I stop moving, does it break the spell? / If I don't smile, can you still sell?”, escancarando a venda do próprio corpo. Conforme a narrativa avança, a estética que parece impecável começa a pesar. Em “Sensory Overload” e no interlude “Clinch”, a exaustão toma conta, preparando o terreno para quando o projeto dá seu maior e mais doloroso salto conceitual, com a faixa “Uppercut”. Rompendo com o maximalismo das faixas anteriores, a música traz um áudio real e cru do artista desabafando sobre a falta de recursos para o tratamento de câncer de seu pai. A dor na frase “It’s not fair that the right to live is destroyed for those who don’t have money” tira a obra do campo das metáforas sobre glamour e nos joga na realidade dolorosa da desigualdade. É preciso pontuar que, no meio de tamanha coesão narrativa, a decisão de ocultar a oitava faixa como um conteúdo exclusivo protegido por termos legais da gravadora soa como um artifício que quebra a imersão de um disco tão bem costurado. Além disso, a faixa “Himeros”, soa um pouco mais datada quando comparada ao restante do conjunto. Ainda assim, o ato final do projeto sustenta e consagra a maturidade do artista. Em “Unveilum”, a força da escrita de Hermez atinge um alto nível no verso “They sell you a dream, then they raise the rent / Call it freedom, but it’s just consent”, resumindo as armadilhas do mundo moderno. O encerramento acontece com “Fin”, um monólogo mais vulnerável que expõe um artista lidando com o peso das expectativas antes mesmo de entender quem é. A reflexão “I keep wondering when does a compliment turn into a cage?” finaliza a narrativa de forma provocativa e amarrando bem tudo que foi construído anteriormente. No conjunto, FUNTAZTIK é um projeto brilhante que demonstra uma alta qualidade conceitual e prova que Hermez não é um artista que fica refém de seus projetos anteriores. O artista usa essa novaa roupagem comercial como a melhor estratégia para fazer o mundo ouvir todas as feridas que ele tem. É um álbum corajoso, de alto impacto e que consegue consolidar Hermez como um artista de peso.










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