キラキKIRA-KIRA! MOE HyperPop, EDM, Grunge202610 músicas
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Spin publicou uma avaliação em 25/03/2026: 96

A nipo-britânica retorna a música com seu sexto álbum de estúdio, tão ousada quanto nunca antes, mas também nunca tão próxima de suas origens, não por menos, seu foco nesta gravação está na reinvenção, e qual melhor forma de se redescobrir como artista do que apostando no e-alternativo japonês? Apostando numa provocação que se disfarça no maximalismo "kawaii" da gravação, e uma auto confiança narcisista quase performática, "キラキKIRA-KIRA" é polido em vulgaridade. A faixa de abertura do álbum, com a canção SWEET SUGAR HIKARI é uma introdução direta a honestidade brutal da artista, e cumpre seu papel de acostumar a narrativa com excelência. Na segunda faixa, uma interlude com narração a respeito do cansaço de Bjork com os holofotes e sua rebelação contra a mídia, é um paralelo direto ao que MOE propõe no disco. Masc4Masc e Pink Pussy Lobotomy possuem temáticas parecidas, com críticas escrachadas ao modus operandi masculino e a busca por validação. Em SUPER MUSIC MAKER, a artista soa Gyaru mesmo sem nomear com palavras claras, numa canção que cheira e transpira a animal print. Fucking Vulgar e Chateau Bunny se esbandam em cultura pop e soam como canções direcionadas, apesar de agradáveis ao ouvinte, é claro que são direcionadas a ouvidos específicos. First Person Shouter é outra exposição visceral da raiva direta de MOE. Heartbreak in Stereo se distância da explosão lassciva de raiva, ao expor a vulnerabilidade de artista e sua paixão pela música, enquanto a finalização do álbum, Valentine, trás a sua paixão. KIRA-KIRA é um projeto que viaja da provocante fúria a amargura, da amargura a paixão, e como qualquer projeto, possui seus altos e baixos, mas para um projeto repleto de acertos, se torna difícil menciona-los. MOE mais uma vez não decepciona, e tão próxima como nunca de suas raízes, ainda são genuína como de costume.