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The Guardian publicou uma avaliação em 16/08/2026: 93
Com seu primeiro projeto completo, Julie Welt, faz sua estréia na indústria com o tão aguardado "The Ego Suicides", seu primeiro álbum de estúdio. Aqui nada é entregado de mão beijada. As letras são bem compostas e muito bem construídas, com diversas nuances e altos e baixos, mas aqui o baixo não é bem um ponto negativo, e sim um ponto a ser refletido, algo que Julie trás justamente para incomodar e pescar os seus ouvintes mais desatentos. Todo o álbum é composto, produzido e mixado por JW que aqui teve um grande trabalho, colocar suas expectativas pra fora dos papéis. É definitivamente um álbum muito complexo e muito avassalador. Começando pela arte do projeto, Julie decidiu nos trazer algo um pouco diferente de seu primeiro single, e mais próximo do segundo, mostrando que algumas vezes durante uma era o artista pode tomar rumos diferentes e manter a estética invicta. Visualmente é o melhor trabalho de Julie, atrás apenas de "Violence", que cá entre nós foi o ápice de produção da cantora até então. Seguindo o visual e estética do disco, Welt coloca sangue, flores, violência e um grande desejo de matar seu próprio ego na capa e banner. Aqui tudo mescla e tudo funciona, nada fica destoando, é quase como uma viagem para a mente de Julie, onde ela materializa e visualiza o álbum como um todo e podemos bater o martelo que é um grande visual. Quando adentramos para o conceito do álbum, ele anda de mãos dadas com as letras das canções. Como a própria cantora descreve o álbum, ele é visceral, teatral e muito dramático, é quase como uma ópera interligada à um público dramático, o álbum conversa com o seu ouvinte. Em "What You Want?" Julie apresenta uma faixa agressiva e catatônica, já apontando sua enorme raiva contra uma pessoa que já levou muito do eu lírico mas ainda quer levar mais, e a cantora cansada de tanto dar e nada receber, apenas aceita que é um produto no relacionamento. Já em "Violets Over The Garden" a letra é mais melódica e saudosista, mostrando um lado mais vulnerável de Julie, algo que a cantora queria que voltasse, um tempo que para ela, foi tão bom quanto ver um campo de violetas no pôr do sol. Descendo mais para a faixa "Playin' Guitar", Julie mostra um sentimento quase impossível de lidar, o ciúmes e a inveja de alguém que um dia já esteve sob suas asas e agora não anda mais nos mesmos trilhos que a cantora, é emotiva e tem um cargo emocional bem denso, quase como um gatilho para que a cantora faça alguma besteira, em meio a pensamentos tão problemáticos, ela não consegue se segurar, ela quer saber como está tudo do outro lado do mundo. "Hopeless Romantic" é uma faixa chave para esse álbum se não a que mais dita as regras de como seguir com a escrita, é quase um fluxo de rio, ele leva o ouvinte a conhecer de fato a narrativa: Uma menina extremamente apaixonada mas que já não aguenta mais se doar, dar de si e ter menos ainda quando termina, de fato um dos pontos mais altos no disco. Quando chegamos em "Violence", Welt entrega o melhor e maior verso do álbum no primeiro verso da música com "Mamãe tinha romances nas mãos sempre que chorava//Então, apenas aprendi que nunca deveria escrever sobre amor". "Gardenias" é o momento em que Julie vê que seu grande amor não vai voltar, e ela se pergunta diariamente se tudo que ela sentiu, a pessoa sentiu também, e se tudo foi real como na cabeça dela."Nunca será bom o bastante como eu fui pra você" é a frase mais marcante do álbum justamente por vir de uma música de 15 minutos, é a canção mais visceral, abre a segunda metade do álbum, e traduz exatamente o que vem por ai, muito magoada, JW aqui tenta catar os pedaços que sobraram de si mesma em "Black Thusday". Em "Ego Death" ela finalmente entende que tudo não passou de um momento longo e sangrento para Julie, e que ela é muito mais que apenas um "produto que perdeu a validade". Nas últimas três faixas, o Ego passa pelo momento de arrependimento, por todos os momentos mais idiotas e inúteis que os ventos levaram, Julie tenta deixar tudo pra trás mas vive remoendo tudo e falha em seguir em frente. É a parte mais intimista do álbum, onde só tem ela e sua mente. No fim, o álbum é coeso e bem estruturado, Julie fez um excelente trabalho ao colocar suas emoções em forma teatral, de forma que as vezes tenha facilitado para a própria cantora digerir tudo. Se é que tudo foi digerido...Um salve para "Turn The Page". Pontos altos como "Violence", "Hopeless Romantic" e "Black Thusday" merecem definitivamente sua atenção e carinho.

American Songwriter publicou uma avaliação em 02/08/2026: 96
Com The Ego Suicides, a cantora, compositora e também produtora Julie Welt traz ao mercado seu tão aguardado álbum de estreia, um projeto que exige do ouvinte tempo para dissecação e completo entendimento da obra, mas que o recompensa com uma narrativa excelentemente interessante. A começar, a divisão do álbum em duas metades e uma intersecção, nomeadas como "The Romance" e "The Violence", vai além de um simples recurso estrutural, pois da linearidade a narrativa e torna a jornada emocional vivida pelo personagem principal, nomeado como "Ego", em algo mais visceral, sentimental e, como a própria atmosfera do álbum pontua, violento. Como introdução ao projeto, "What You Want" é eficiente, apresentando o eu-lírico como uma figura fragilizada, e a referência à obra de Franz Kafka é a cereja do bolo. "Violets Over The Garden" e "Playin' Guitar" trazem um tom a mais de delicadeza a narrativa. A primeira explica um sentimento doce e recorrente na obra, a nostalgia. Já a segunda, apresenta uma forma de solidão na origem. A lírica de Julie Welt é sem sombra de dúvidas sua maior virtude, e Playin' Guitar não falha em nenhum momento em apresentar a dor que corrói através da lembrança. "Hopeless Romantic" é mais um dos singles da obra, e também uma de suas canções mais interessantes ao apresentar uma figura indelicada, graças ao amargor da fúria contra o chamado "romântico em série". A narrativa progride através de imagens, seguindo o mesmo contraste entre paisagens da costa oeste e leste dos Estados Unidos, como visto na faixa anterior. "Violence" é o magnum opus da artista, que encontra sua voz na violência sanguinolenta que usa de metáfora a paixão. A construção lírica da faixa não pode ser descrita como nada além de excelente, seguindo uma progressão linear que justifica o receio e, por fim, mostra este se quebrando. "Gardênias" dá fim a primeira metade do álbum, e o instante que a armadura da ironia e violência se desfazem com a dúvida, a revelação dos receios e certeza definitiva de uma ausência, onde mora a resposta, e este talvez seja o momento do disco que revela mais as referências da artista na música alternativa. Se "Violence" é a melhor faixa do projeto, "Black Thusday" ocupa sem dificuldades o segundo lugar, abrindo a metade que encerra o disco, e também torna a narrativa numa agridoce mais interessante. A faixa ocupa um lugar no projeto, a tão aguardada "morte do ego" que dá nome a obra. As referências da faixa servem como ponte para uma viagem no tempo, diretamente para a época do cinema mudo. Tudo em Black Thusday serve como peça fundamental na construção de sua atmosfera melancólica, que progride com a pergunta "Você tinha certeza que eu faria qualquer coisa por você", e o melhor outro de todo o projeto, encerrando a canção de forma magistral. Progredindo, "Ego Death" é uma canção mais "pé no chão" por se dizer, ao apresentar um eu-lírico que agora enxerga suas ações como sem propósito, e a lembrança, que anteriormente causava saudade, agora causa angústia, explicitando a evolução do personagem principal, em decorrência aos eventos descritos no álbum. Pós morte do Ego, "Everything I Wanted" soa como um palanque de contemplação, ao que fora vivido durante a jornana do projeto como também ao luto pelo que foi perdido no processo, não apenas o outro como as versões de si mesmo. Neste ponto, o projeto perde um pouco das inúmeras imagens que o tornam característico, e as diversas referências que a artista não poupa palavras em adicionar as estrofes. "Wildfire" é uma das canções mais diretas do projeto, à medida que apresenta-se quase como uma declaração, uma confissão direta ao ouvinte: O personagem principal não é uma vítima, mas sim um participante ativo da própria fragmentação. Essa revelação mora na metáfora da faixa, que a nomeia também. E por fim, como finalizador do projeto, "Turn The Page" é a realidade agridoce de um "novo normal", a tentativa de seguir em frente apesar das adversidades. A produção visual, assinada pela própria artista, é bem executada. Os aspectos violentos marcantes das letras do projeto também estão presentes nos visuais, quase como marca registrada do projeto. The Ego Suicides é um projeto denso, e segue muito bem sua narrativa sem fugir do eixo, com referências que tornam o trabalho denso e rico, mas que exigem tempo para serem entendidas e é claro, processadas, não à toa, podem confundir ouvintes que não estejam devidamente preparados para as reflexões que o álbum entrega. No entanto, em um cenário musical que a superficialidade e letras com críticas óbvias compensam o ouvinte com dramas desnecessários, The Ego Suicides presenteia com riqueza, e uma extensa bagagem cultural ganha junto a obra. Sem sombra de dúvidas, Julie Welt entrega um álbum excelente.

Sputnikmusic publicou uma avaliação em 26/07/2026: 75
The Ego Suicides é o álbum debut da cantora, compositora e produtora Julie Welt. Como abertura, "What You Want?" é eficaz porque apresenta uma protagonista cuja identidade já está profundamente fragilizada. Em vez de começar contando uma história de amor, a faixa estabelece o vazio que permitirá ao relacionamento ocupar todo o espaço da vida do personagem. O trabalho segue com "Violets Over The Garden". Se a canção anterior é intensa, aqui Julie mostra um maior controle narrativo, a letra aborda lindamente que a nostalgia se torna mais poderosa ao ser construída com detalhes e símbolos que aos poucos começam a se dissolver. "Playin' Guitar" confirma o que, até então, seria a maior qualidade do trabalho: o poder de transformar simples objetos do dia a dia em emoções. Se na faixa anterior fala sobre idealização do amor, aqui é explorado o vazio que fica quando alguém segue em frente, deixando quem ficou preso ao lugar onde tudo aconteceu. A música apresenta alguns versos um pouco mais abstratos, como "retrogosto" e "poder na balança", o que dá impressão de busca por profundidade, mas no final, soam menos claros que a composição como toda. "Hopeless Romantic" é a primeira grande ruptura emocional do álbum. Se as canções anteriores eram marcadas pela saudade ou uma mera tentativa de compreensão de perda, aqui Julie deixa que todo e qualquer ressentimento venha sem filtro, trocando qualquer sutileza por impacto imediato, o que faz todo sentido, já que vemos a idealização dar espaço à raiva. Tendo como referência as faixas "Violets Over The Garden" e "Playin' Guitar", esta é menos imagética. A repetição de espaços geográficos (Manhattan, Central Park, Califórnia, Nova York) reforçam a ambientação estadunidense da composição, mas em alguns momentos parece mais decorativa do que indispensável à narrativa, e por fim, o verso "Você sempre será a segunda opção, porque não tem valor" me chamou um pouco atenção por destoar do restante da escrita, já que é excessivamente literal. Levando em consideração a sequência apresentada, as músicas costumam ser mais interessantes quando deixam o ressentimento emergir através de imagens e ações, e não de julgamentos diretos. Chegamos em "Violence", a força conceitual do álbum. Mais do que nos contar o fim de uma relação, Julie esmiúça o cerne da destruição emocional, propondo que a violência da qual o protagonista tenta fugir não tem origem só pelo outro, mas vem de núcleos afetivos pessoais que relembram à infância. Essa mudança aprofunda significativamente o trabalho e impede que ele seja uma coleção de letras sobre o término de um relacionamento amoroso. Provavelmente esta é a faixa que mais sofre com excesso de ideias. Entre poucos versos aparecem infância, literatura, Hitchcock, estações, sinais vermelhos, antologias, mares, borboletas, febre, carcaças e violência, aqui algumas metáforas competem entre si. "Gardenias" é, até aqui, o momento de maior maturidade composicional de The Ego Suicides. Julie não se faz usar pela intensidade ou confronto, ela encontra força na contemplação e no que não foi dito. Aqui, somos apresentados a um retrato sofisticado do instante em que alguém percebe que já perdeu aquilo que mais amava. "Black Thursday" é um dos momentos mais impactantes de The Ego Suicides, transformando a vivência em uma narrativa sobre cinema, teatro e colapso. A letra exibe o verdadeiro desastre, e não estamos falando do fim da relação, mas da descoberta que ela sempre esteve sustentada por uma dinâmica desbalanceada, em que o Ego existia como suporte para o outro. Esta é uma faixa muito intensa e em alguns pontos, a quantidade de imagens como "cinema mudo", "musa", "auditório", "carpete", "castelo", "fantasmas", "aquarela" e "chamas" faz com que as metáforas propostas não sejam desenvolvidas de fato. Mesmo assim essa faixa tem um ponto positivo, diferentemente de "What You Want?" ou "Violence", as imagens compartilham uma mesma linguagem, o que evita confusão ou dispersão. Também existem ajustes de revisão que fortaleceriam a escrita: "ensinuadas" = "insinuadas", "porta retrato" = "porta-retrato", mas são questões de acabamento, não de concepção, ou seja, não considero como pontos a desconto de nota. Em "Ego Death", Julie deixa de lado a narrativa sobre um relacionamento para buscar o que resta quando alguém desconhece a própria identidade, temos então alguém que continua vivendo como uma versão incompleta de si, como uma "casca vazia", mas principal obstáculo da faixa é justamente sua ambição. Há uma insistência em concentrar muitas metáforas em sequência, o que faz alguns trechos difíceis de assimilar à primeira vista. Se compararmos com "Gardenias" ou "Black Thursday", que permitem que determinadas imagens se desenvolvam ao longo da letra, aqui algumas aparecem e desaparecem rapidamente. Chegamos então na que eu considero uma das melhores faixas do álbum."Everything I Wanted" funciona como um parco instante de contemplação em um trabalho tomado pela autodestruição. Julie Welt amplia o alcance emocional de The Ego Suicides e nos mostra que o trânsito do Ego não resultou apenas em perder o outro, mas também abandonar versões de si mesma. Mesmo sendo menos ousada do que as grandes faixas dessa metade, a simplicidade é justamente sua maior qualidade, permitindo que o álbum respire antes do encerramento, substituindo a violência emocional por uma melancolia resignada. Substituindo a culpa pela responsabilidade compartilhada, Julie Welt nos apresenta "Wildfire", uma das maiores realizações artísticas de The Ego Suicides. O incêndio não é mais um desastre provocado por outro, mas sim um processo pessoal pelo qual o protagonista reconhece ser simultaneamente a força destrutiva, a vítima e o observador de sua própria ruína. Alguns versos poderiam ganhar maior precisão ("Reasisto esta cena" provavelmente seria "Reassisto esta cena"), mas são detalhes de acabamento, reprisando a importância dessa etapa. Julie Welt nos apresenta então um final honesto, ela nos mostra que seguir em frente não é apagar o passado, mas sim entender como carregar as cicatrizes causadas por ele sem deixar que elas nos atrapalhem no presente e futuro. "Turn The Page" transforma páginas rasgadas, flores mortas e diários antigos em símbolos de reencontro pessoal, encerrando o álbum sem negar nenhuma de suas dores. O trabalho visual tem um HTML bem feito e as edições são compostas por elementos que me causaram um pouco de incomodo, o que não é um grande problema, uma vez que me parece que isso é proposital. Em The Ego Suicides, Julie Welt trabalha seu conceito de forma agradável mantendo sua narrativa coesa ao longo das faixas. Embora haja excessos líricos e a necessidade de maior refinamento em certos momentos, a segunda metade do trabalho compensa essas limitações e revela uma compositora com uma identidade artística muito bem definida.

The Line Of Best Fit publicou uma avaliação em 19/07/2026: 96
Em The Ego Suicides, álbum de estréia da cantora Julie Welt, possui um objetivo claro, descrever o processo de descaracterização de alguém em função de algo. As principais influências moram no rock e música alternativa, ritmos que a artista já é reconhecida por trazer em seus lançamentos anteriores, mas desta vez, numa roupagem bem mais própria. O disco se divide em 2 metades, que ageupam as faixas de acordo com seu objetivo: The Romance descreve sentimentalismos, relações de dependência e uma forma de nostalgia muito própria, que gera saudade; The Violence descreve a dor, a solidão que pesa e a nostalgia aqui é melancólica, invés de bela como na primeira metade. O projeto começa com "What You Want", uma canção dramática sobre as expectativas sociais e a frustração com a vida. Já "Violets Over The Garden" é conhecida, e trás a nostalgia como força maior. "Playin' Guitar" é um dos destaques do álbum, a medida que descreve um sentimento agridoce de quase inveja, de enxergar algo que você é incapaz de fazer. "Hopeless Romantic" é mais uma das conhecidas, e trás mais uma das narrativas interessantes do álbum ao construir a imagem de um "romântico em série", completamente incurável. "Violence" surpreende, descrevendo o amor como uma força imparável e, como o nome sugere, violenta. A 7° faixa, "Gardenias", é uma extensão da primeira metade do álbum para se conectar a segunda, trazendo o momento que o romance deixa de fazer sentido, e sobra apenas a dor. "Black Thusday" sem sombra de dúvidas é a faixa mais carregada de todo o projeto, a dor caminha lado a lado com as referências utilizadas como a grande depressão e cinema mudo. "Ego Death" é um dos momentos mais animados do álbum para uma letra também tão melancólica. "Everything I Wanted" é semelhante a Playin' Guitar em seu objetivo. "Wildfire" é um momento de contemplação da própria psique, e a razão da dor. "Turn The Page" encerra o projeto com uma mensagem amarga, que a dor continua a existir mesmo quando se tenta escapar. Em suma, The Ego Suicides é um clássico instantâneo, e Julie Welt se coloca no centro de uma geração de novos artistas ao ser capaz de construir um álbum tão único e marcante.

Variety publicou uma avaliação em 19/07/2026: 97
Como era de se esperar, em "The Ego Suicides", Julie Welt presenteia o mundo com a versão mais dramática, visceral e cinematográfica de seu trabalho até o presente momento, com lirismo de ponta, esperado desde o momento que a artista lançou o primeiro single, "Violets Over The Garden". Mas a primeira medida, o projeto se apresenta para o público como algo sangrento, carregado de uma violência inerente a expressividade dos sentimentos descritos no projeto, e isto se estende a uma estética sombria, que por momentos remete a um caótico filme de terror. A artista brilha na produção completamente autoral, encontrando um ápice estético impressionante em comparação a seus outros projetos. Quanto as faixas, elas apresentam uma narrativa linear da morte de uma figura simbólica, o ego do personagem principal, que fora moldado, amassado e sucateado, apenas para que coubesse na minúscula caixa que representavam as expectativas do mundo ao seu redor, e da paixão que se desenvolverá em algumas das faixas apresentadas. A primeira faixa é um retrato da frustração, "What You Want" é auto explicativa quanto a sua mensagem. A segunda faixa, "Violets Over The Garden", é doce a medida que melancólica, e este sentimento acompanha "Playin' Guitar". "Hopeless Romantic" continua sendo um dos destaques do projeto, mas agora divide palco com o single "Violence", uma narrativa acerca do medo de se apaixonar. "Gardenias" é um ponto de virada do disco, apresentando uma história doce de amor, que se desfaz em uma tardia melancolia. A atmosfera nostálgica paira por quase todo o projeto, mas o grande destaque vai para "Black Thusday", a alma do álbum, com a letra mais melancólica e cinematográfica do projeto. "Ego Death" ocupa o lugar do coração do projeto, que descreve o processo que dá nome ao disco. "Everything I Wanted" e "Wildfire" abordam o momento pós colapso, acalmando as águas. Por fim, "Turn The Page" é direta quanto ao seu objetivo, descrevendo o sentimento de querer deixar algo de lado, mas ser incapaz disto. "The Ego Suicides" é uma demonstração completa do que significa superar as expectativas, num álbum que o único pecado é explicar um pouco demais o seu conceito tão bem elaborado, mas que não perde sua excelência e demonstra, sem sombra de dúvidas, que Julie Welt veio para ficar.


















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