| # | Título | Tipo | Streams | |
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| 1 | Single Oficial | 1,705,328,614 |
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slant publicou uma avaliação em 13/09/2026: 99
Sakura busca se despir do glamour e da intensidade dos holofotes em “Ginkgo”. Uma faixa que beira o esotérico, brinca com sentidos que mesclam o terapêutico ao complexo de sentir. A japonesa consegue fluir em versos melodicamente inteligentes e com um bom repertório. O que torna a música singular não é apenas isso; é a forma como Sakura consegue falar de tantas coisas de uma forma límpida, sintetizada e inteligente. Um refrão rico, poético e intensamente emocional, que é acompanhado por versos ríspidos e reveladores. A artista flui muito bem, mostra o que sabe fazer de melhor e, ao mesmo tempo, vai a um contraponto de “Angel Dust”, que beirava algo mais dançante e para os clubes. Em síntese, a artista se firma como a compositora mais perspicaz e cheia de si da indústria asiática e também uma das mais singulares da atualidade.

Variety publicou uma avaliação em 13/09/2026: 90
“Ginkgo” encontra sua força ao transformar a contemplação em matéria-prima. Em vez de tratar a natureza apenas como cenário, a faixa coloca a árvore no centro de uma reflexão sobre tempo, memória e a fragilidade da existência. A ginkgo surge como uma presença que permanece enquanto tudo ao seu redor muda, criando um contraste entre a duração quase interminável da natureza e a instabilidade da experiência humana. A composição não depende de uma narrativa tradicional para transmitir essa sensação. Nuvens, folhas, um cervo, frutas, o corpo e diferentes marcas deixadas pelo tempo aparecem como fragmentos de uma memória que parece estar sendo reconstruída. Essa escolha torna a letra particularmente interessante: seus elementos nem sempre se conectam de maneira óbvia, mas juntos formam a imagem de alguém tentando encontrar uma referência fora de si mesma. Talvez o aspecto menos surpreendente esteja justamente na construção musical. A faixa mantém elementos próximos da fórmula apresentada anteriormente, o que faz com que sua evolução pareça mais gradual do que radical. Porém, essa familiaridade não prejudica o resultado; aqui, ela serve para mostrar maior segurança dentro de uma identidade que já começa a se estabelecer. “Ginkgo” é uma obra sensível e visualmente coerente, que encontra beleza na passagem do tempo sem tentar transformá-la em algo grandioso demais. Mais do que procurar respostas, a faixa simplesmente contempla a existência e é nessa ausência de respostas que encontra sua maior força.

The Line Of Best Fit publicou uma avaliação em 30/08/2026: 93
“Ginkgo”, de Sakura, representa um afastamento da ansiedade e do excesso de controle para olhar aquilo que existe além do próprio indivíduo. Através da figura da árvore, a artista constrói uma faixa que utiliza natureza, memória e passagem do tempo para refletir sobre a própria existência. A referência a Silent Friend, de Ildikó Enyedi, ajuda a compreender essa perspectiva, apresentando a ginkgo não apenas como uma árvore, mas como uma testemunha de um tempo que ultrapassa a experiência humana. A composição também se destaca pela maneira como utiliza diferentes imagens para construir essa experiência: nuvens carregando memórias, folhas mortas, um cervo, frutas, marcas no corpo e a própria ginkgo aparecem ao longo da faixa. Mesmo sem seguir uma narrativa completamente linear, esses elementos conseguem transmitir a sensação de alguém tentando se reconectar com o mundo enquanto perde a própria referência. Os versos sobre medo, fragilidade, perda de identidade e ausência de direção reforçam essa busca por algo que exista além de si mesma. A combinação de J-pop e dream pop, tendo “little bugs”, de temachii como referência, parece se encaixar nessa atmosfera delicada e etérea. Entretanto, apesar de apresentar uma proposta conceitual diferente, a construção da faixa segue praticamente os mesmos moldes apresentados no single anterior da artista, fazendo com que Sakura permaneça em uma zona de conforto, a escolha por repetir uma fórmula que já funcionou anteriormente não chega a comprometer a identidade da música, mas reduz a sensação de evolução e descoberta dentro de sua própria discografia. E o campo visual acompanha a identidade contemplativa da faixa, com uma composição imagética e uma produção alinhada à proposta, criando uma conexão clara entre aquilo que a música pretende transmitir e aquilo que é apresentado. Ainda assim, quando observada em conjunto com seu trabalho anterior, “Ginkgo” evidencia uma artista que parece mais interessada em aperfeiçoar uma fórmula já estabelecida do que em ultrapassar seus próprios limites. Sakura apresenta em “Ginkgo” uma identidade conceitual forte e uma atmosfera bastante coerente, mas ainda demonstra certa estabilidade, o resultado é interessante e sofisticadobporém deixa a sensação de que existe ainda mais espaço para a artista explorar além da fórmula que já conhece.

Clash publicou uma avaliação em 16/08/2026: 97
Explorando a relação entre a existência humana e a natureza, existe uma delicadeza particular em "Ginkgo", segundo single do aguardado álbum de estreia de Sakura. A árvore que dá nome à faixa funciona como uma testemunha silenciosa do tempo, colocando a brevidade da experiência humana diante de uma existência que atravessa séculos. No entanto, a composição vai além dessa reflexão ao absorver memórias, momentos íntimos e pequenas imagens do cotidiano, construindo uma narrativa delicada e profundamente pessoal. A letra se destaca pela fisicalidade de seus versos. Folhas, frutas, vento, marés e o próprio corpo transformam sentimentos abstratos em imagens quase palpáveis. Há também uma certa estranheza em sua estrutura, como em \\"Sweetness undefeated"//, frase que ganha força justamente por permanecer aberta. Musicalmente, Miyawaki aproxima o J-pop do dream pop, criando uma atmosfera etérea que acompanha a natureza contemplativa da composição. Inspirada pelo filme "Silent Friend", a faixa encontra beleza na passagem do tempo, na memória e na coexistência entre mudança e efemeridade. Visualmente, o projeto é tomado pelo rosa e pelo verde, criando um contraste interessante com a melancolia presente na letra. Há uma certa doçura em sua estética, que suaviza a densidade da composição sem se afastar de sua identidade. "Ginkgo" não oferece respostas ou uma fuga para suas inquietações. É, antes de tudo, uma obra sensível sobre estar no mundo e perceber a própria existência diante de algo muito maior.
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