Obsolete SUHUKI Alternative, Trip Hop • 2026



Sua crítica será publicada em nome de uma revista, logo sua identidade não será revelada.




popmatters publicou uma avaliação em 30/08/2026: 90

'Obsolete', novo single de SUHUKI para seu vindouro álbum de estreia 'cursed, but dreaming' apresenta uma materialização criativa quase que precisa do segundo estágio do luto de Kübler-Ross. Apresentada como matriz de seu debut, a obra é uma música sobre rejeição, mas, principalmente, sobre a experiência humilhante de perceber que você foi profundamente importante para alguém em determinado momento e, ainda assim, pôde ser substituído com uma facilidade quase ofensiva. A sagacidade e maestria de Lee Suhuki em relação à faixa se deve totalmente à honestidade e franqueza das linhas, apresentando um eu-lírico completamente relacionável e repleto de camadas, construindo na canção uma narrativa completamente intrigante, verdadeira, muito bem elaborada e sobretudo sincera. O visual também assinado pela própria não é o mais preciso, podendendo ser um pouco vazio para todo o significado e qualidade que o lirismo possui, mas não deixam de ser esteticamente agradáveis e dentro do padrão de qualidade da discografia da cantora nipo-coreana. SUHUKI afirma acreditar que esse trabalho teria valor para apresentar a sua evolução artística, mas 'Obsolete' vai muito além e coloca a sua capacidade de corporificar os seus sentimentos em xeque e prova ser o pontapé inicial perfeito para uma nova era.



DIY publicou uma avaliação em 23/08/2026: 91

SUHUKI traz uma mudança de narrativa em sua carreira extremamente curiosa com "obsolete", seu mais novo single e que torna-se definitivamente o início de uma nova era musical para si. O foco desta vez está nos sentimentos que permanecem no eu lírico após um relacionamento onde sua individualidade e sua personalidade foram quase que anuladas em sua totalidade por seu parceiro, que a domou, a conquistou e a despiu de todas as suas qualidades porque elas não eram "perfeitas" para ele, até que, encontrando outra pessoa para moldar à sua própria vontade, ele abandona o eu lírico, que percebe todo o mal que lhe foi causado no passado. Com uma lírica menos rebuscada, mas não menos impactante, SUHUKI inova em suas métricas ao trazer uma história contada de forma mais pessoal e que busque mais a sinceridade do que a perfeição, um espelho ideal para o que o enredo representa para sua vida.