Importante: não é permitido o uso de Inteligência Artificial (IA). Utilizamos mecanismos de análise para identificar conteúdos produzidos ou significativamente auxiliados por IA. A crítica deve ser inteiramente autoral, refletindo suas próprias percepções e utilizando suas próprias palavras.

AllMusic publicou uma avaliação em 04/10/2026: 88
Mallone finalmente retorna com "AURUM", um Extended Play de 6 faixas que funciona como uma extensão e uma resposta tardia ao seu álbum de estreia. Misturando gêneros como Dark Pop, Reggaeton e Música Regional Mexicana, o trabalho acompanha a queda e o reencontro da artista com sua própria identidade depois de anos afastada da indústria musical. A construção das seis faixas funciona bem porque a história vai mudando junto com a própria Mallone. O projeto começa no ambiente de dinheiro, poder e controle da indústria, passa pela culpa e pelo desgaste psicológico e chega ao momento em que a personagem percebe que já não consegue separar sua imagem pública de quem realmente é. Depois disso, o álbum abandona esse universo aos poucos e se aproxima da família, da casa e das raízes mexicanas. A sonoridade acompanha esse movimento, saindo do Dark Pop e do Reggaeton mais carregados para dar cada vez mais espaço aos elementos regionais. Algumas ideias poderiam ser desenvolvidas além do que é apresentado, mas isso não compromete a construção do trabalho, que consegue conduzir sua história da queda ao retorno às origens de maneira inteligente. Liricamente, AURUM mantém uma qualidade bastante consistente. Mallone alterna momentos mais diretos com imagens bem construídas, principalmente em “MEDIANOCHE”, “TAKE’19” e “CASA”. São faixas em que a letra não precisa explicar tudo para transmitir o que está acontecendo. “SANGRE Y ORO” também se destaca por mudar o significado do ouro apresentado no começo: aquilo que antes estava relacionado ao dinheiro e ao poder passa a representar sangue, família e pertencimento. “DIABLO”, apesar de ser importante para estabelecer o conflito do álbum, acaba sendo mais direta em suas imagens e não alcança o mesmo nível de elaboração lírica encontrado em outros momentos do Extended Play. Visualmente, o trabalho chama atenção pela produção assinada pelo britânico Austin Thomas. A combinação dos diferentes elementos cria uma identidade visual marcante e ajuda a ampliar a leitura sobre AURUM, principalmente ao trazer um olhar mais afetivo para a história de Mallone. No fim, AURUM funciona porque sua história não termina simplesmente com Mallone deixando tudo para trás. Ela volta para casa, mas leva consigo todas as versões que existiram no caminho. É um projeto curto e bem amarrado, que consegue transformar uma experiência pessoal em uma história sobre fama, identidade e origem, sem perder de vista a artista que existe por trás de tudo isso. E isso faz com que a indústria crie grandes expectativas para o próximo álbum de estúdio da Mallone, um dos maiores nomes do cenário latino atualmente.

Variety publicou uma avaliação em 13/09/2026: 90
“AURUM” emerge de uma necessidade de Mallone, uma das vozes mais definitivas do gênero Latino, de retomar a sua narrativa e abraçar sua essência ao explorar toda a sua psique. “DIABLO” inicia o projeto com uma faixa que abandona bastante sua lírica do disco de estreia e investe em algo que mescla o obscuro, proibido e sexual a um visual cheio de velas. Um dos maiores singles da atualidade, a artista traz algo diferente, não necessariamente impecável, mas que abre a narrativa com um tom de curiosidade. “MEDIANOCHE”, com J.Olly e Helenna, continua a crescente trazendo algo fresh, intenso e liricamente inteligente. As artistas vibram consigo mesmas e entregam uma faixa fresh e interessante ao conseguir emaranhá-la ao conceito do EP. “TAKE'19”, talvez uma das canções mais fortes de sua discografia, Mallone consegue dissecar seu peito em uma melodia agressiva, lírica ambiciosa e não necessariamente gloriosa. É uma faixa que representa a virada da narrativa, e isso é plausível. “Fantasía” e “CASA” se complementam. Enquanto Mallone foca em dissecar seu peito em “TAKE19”, em “CASA” ela abraça seu interior sem precisar ser áspera consigo mesma. É uma faixa que brilha pela simplicidade e pelo sentido gráfico de sua letra, que consegue colocar a artista em um ar mais simples e bonito. “Sangre y Oro” finaliza o projeto e consegue trazer um desfecho que ainda abre um ar de mistério para o que Mallone reserva para o futuro. Até mesmo trazendo paralelos para “TAKE’19”, que saiu meses após dela, a compositora prova que nem sempre complexidade faz uma música ser necessariamente boa. Investir no simples pode ser a melhor jogada. Com um visual esteticamente favorável e uma edição promissora, o que pode-se dizer sobre AURUM é que Mallone pode explorar cada vez mais suas facetas; isso a faz chegar mais longe como artista. É um EP com pontos altos; talvez um entrave seja não conseguir beirar a singularidade em alguns momentos líricos, que soam um pouco comuns demais, mas isso é apenas uma impressão.
Fazer Login