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Clash publicou uma avaliação em 04/10/2026: 95
O novo álbum de Alex trabalha identidade a partir do conceito de reinvenção. Schizophonic vem da ideia de um som que soe diferente, quando Fleming não tem medo de mesclar extravagância com vulnerabilidade. A matéria-prima do projeto parece vir de fama, desejo, euforia e uma certa instabilidade. Enquanto a faixa-título garante um manifesto de uma nova perspectiva ou jeito de ser, “Impression” apresenta a necessidade de ser visto. Tudo se encaixa no propósito de mostrar que, às vezes, identidade também é performance. Em “Heresy”, sua energia pública é amplamente mais trabalhada, quando o cantor entende que, para controlar sua própria narrativa, talvez o segredo esteja em transformar tudo em uma enorme caricatura. Com uma irreverência quase camp, mas que não ousa atingir o superficial, a música brinca com aquilo que esperam de Alex e com a própria imagem que ele construiu. Só que, conforme o álbum avança, essa persona começa a parecer menos como uma resposta e mais como uma das várias partes que existem por baixo dela. A reinvenção não apaga necessariamente quem ele era antes, e o disco parece interessado justamente nessas fragmentações. “Happy Ending” é importante nesse sentido porque apresenta uma espécie de limite. Não existe necessariamente uma resposta para tudo, nem toda mudança precisa levar a algum lugar específico. Alex parece entender que algumas coisas simplesmente não podem continuar da mesma maneira. E “Ivory Tower”, no final, leva isso ao extremo. Depois de passar o álbum inteiro entre imagem, desejo, fama e diferentes versões de si mesmo, ele finalmente parece cansado de todo o processo. Não é exatamente uma vitória ou uma rejeição de tudo que viveu, mas uma vontade de parar. Deixar ego, fãs, troféus e expectativas para trás para finalmente olhar para aquilo que ficou machucado. Talvez seja justamente por isso que Schizophonic não precise terminar com Alex completamente resolvido. Mudanças acontecem, pessoas mudam e algumas versões ficam para trás, mas nem sempre nós mesmos conseguimos entender tudo o que está acontecendo dentro da gente. O álbum parece aceitar essa falta de resposta. Existe um Alex por baixo de toda a performance, mas ele também é feito dessas próprias fragmentações. No fim, mais do que encontrar uma nova identidade, Fleming parece finalmente permitir que todas essas partes existam ao mesmo tempo. E depois de passar por todo esse processo, talvez ele só esteja cansado. Cansado de ser visto, de se reinventar e de precisar transformar cada parte de si em alguma coisa. Schizophonic termina, então, não com uma resposta, mas com a possibilidade de simplesmente descansar.

American Songwriter publicou uma avaliação em 21/09/2026: 98
“Schizophonic” é o nome do quinto álbum de estúdio lançado pelo cantor e compositor Alex Fleming. Após o bem falado “STAR”, ele traz um novo projeto com 13 faixas e de sonoridade Dance, Pop e Various. O disco do artista busca explorar um novo lado seu, após extensivos bloqueios criativos e rupturas em sua vida. “Impression”, escrita em parceria com Noan Ray, inicia o álbum com bastante intensidade. A faixa traz um Alex versátil e sensual, e usa disso como forma de abordar a nova pessoa que ele se tornou após tanto escrutínio e dor. Sonoramente, a faixa passeia pelo R&B com influências Pop e traz Hooks e Refrão contagiantes. “Schizophonic” é carro-chefe do projeto e traz consigo a grande mensagem que eleva e norteia o ouvinte diante o projeto: A canção parece uma extensão da anterior e coloca Alex em uma pista de dança contagiante, encarando seus demônios e seu passado sem medo, enquanto entrega algo renovador ao seu catálogo extensivo. Sonoramente, a canção traz o Dance e Pop com fortes influências europeias. O refrão pode ser facilmente capturado como algo que tocaria em uma festa contagiante em Ibiza, enquanto o hook (ring the alarm) se assemelha a trabalhos de grandes artistas Dance, como Kylie Minogue e Robyn. “Potential” traz um clima de reflexão, um pouco de relutância e deixa de lado a culpa e a dor, aqui a abraçando e assumindo que nem sempre sua vida vai ser marcada por momentos de felicidade extrema. Escrita por Alex junto a Colen, é fácil entender a influência do artista em beber da fonte do Eurodance ao mesmo tempo que mescla com um liricismo remetente de projetos mais complexos. Sonoramente, tudo se traduz, com um instrumental viciante e um refrão cada vez mais pegajoso. Agora indo mais a fundo e refletindo em destaques, ler o projeto te faz questionar a natureza de Fleming diante tantos tópicos e como ele consegue amarrar tudo em algo coeso. Isso se materializa em “Happy Ending”, um deep-cut inegável que entrega consigo o seu melhor conteúdo lírico desde “Dissonant Band”. Sonoramente a canção busca algo obscuro, dançante e que parece explorar o passado sem medo do que isso possa significar. Alex não se nega a despir-se de seu ego, e é isso que o faz um compositor cada vez mais único. “Physical” vai de contraste e em um momento mais cedo na tracklist. Enquanto em “Happy Ending” Alex explora o passado e o reflexo disso no presente, em “Physical” ele vê o passado como uma válvula de escape sexualmente falando. Uma composição com estrutura e enredo Pop, sonoramente explora o R&B Pop e consegue se evidenciar como algo de fácil deleite aos ouvintes mais novos e também aos mais antigos. “Achilles” parece dialogar com o lírico do projeto de forma surpreendente. Alex não se vê limitado a narrar sobre um amor que chegou ao fim, e usa de referências mais gerais para aproximar o ouvinte do que sente. Isso o faz um compositor palpável e destemido. Sonoramente e liricamente, o projeto traz o inesperado e junta os dois com algo que consegue dialogar por Fleming sempre ser metódico e assumir seu papel em seu trabalho. Visualmente, é um projeto com uma direção de arte invejável e que se destaca diante o que é visto na atualidade. Páginas mostram diversas faces do artista, enquanto a capa traduz uma celebração de dançar diante a reflexão, algo muito intenso no lírico do projeto. O disco, portanto carrega uma produção visual que condiz com seu conteúdo lírico, mostrando que Alec Weaver e Tammy se atentaram aos detalhes e não apenas entregaram algo convencional. Por fim, “Schizophonic” é um excelente álbum. É sagaz, impuro, divertido e reflexivo, evidenciando Alex como um compositor extremamente cheio de si e que assume sua parcela de culpa em suas histórias de amor pela primeira vez em muito tempo. Alex torna a pista de dança a evidência de quem ele é.

Sputnikmusic publicou uma avaliação em 21/09/2026: 98
Após grandes trabalhos o antecedendo, Alex Fleming lança o álbum “Schizophonic”, o quinto de sua carreira. O projeto se inicia com a faixa “Impression” que fala sobre reintrodução usando o flerte como metáfora. R&B/Pop, a canção segue com um bom conteúdo lírico que não se estende de uma forma cansativa. Um bom início para o projeto. “Schizophonic” continua o trabalho distanciando Fleming do coração partido e o aproximando da pista de dança. É uma excelente canção Pop, bem escrita e que consegue intensificar a mensagem que ele vem formando no projeto. “Potential” fala sobre bloqueio criativo e usa dele para se desprender das amarras de sua mente, assumindo a culpa e a dor enquanto faz o ouvinte dançar com isso. É uma canção excelente, com co-composição de Colen. Evidenciando que o cantor não deixou de lado a qualidade lírica em um projeto mais Pop. “Falling” é a mais ambígua por não dizer do que se trata. Aqui, Alex parece falar sobre relacionamentos e sobre ambição de forma mesclada, e se sustenta no Dance R&B com cortes melódicos bem posicionados. “Physical” retorna a pegada da primeira faixa, mas agora falando sobre masturbação e memórias sexuais. Extremamente Pop, fácil de cantar e liricamente exposta e versátil. “California” retrata o estado da Califórnia como palco de falsidade e escrutínio. Alex e MOE harmonizam e entregam um excelente momento ao projeto. “Heresy” chega ao ápice do projeto. Alex cospe na cara de quem tem coisas demais mas sem substância alguma sobre ele. O resultado é uma faixa Pop Dance intensa e que causa um efeito positivo e produtivo a tracklist. “Hollywood” investe agora em partes mais obscuras e fala sobre a indústria. O artista consegue se sobrepor diante das adversidades e catapulta sua raiva em versos amargos. “In-Between” fala sobre a deterioração de uma amizade em virtude da fama. A faixa mais curta do álbum até então, usa do drama e da melancolia como um artefato para evidenciar as palavras de Fleming em relação a tal pessoa. “New York” entrega Alex destrinchando o próprio coração diante um amor que chegou ao fim. Ao mesmo tempo que fala sobre como a pessoa o tratou negativamente, no final Alex assume a sua parcela de culpa. É uma excelente forma de trazer mais emoção ao projeto, em uma balada puxada ao R&B. “Happy Ending” é uma quebra de expectativa ao externo: Alex assume que nunca vai ser o final feliz da história de ninguém, incluindo dele mesmo. O Disco e o Pop se encontram e Alex se fomenta de um sentido já conhecido, mas discorre diante dele com singularidade e personalidade. “Achilles” é construída em uma comparação de um relacionamento a história mitológica do amor entre Pátroclo e Aquilles, que dividiu as opiniões dos historiadores se seria verdadeira ou não. Alex usa disso para falar sobre um relacionamento que acabou, mas termina com um sentimento de “dever cumprido”. “Ivory Tower” fecha o capítulo com uma composição por vezes dolorosas mas por vezes esclarecedora. O cantor assume estar cansado de tudo que viu, e decide deixar tudo de lado em busca da sua sanidade. Alec Weaver e Tammy assinam a arte do projeto e o resultado é um trabalho cuidadoso e de bom gosto, que traz frescor a carreira do artista. “Schizophonic” vai além do esperado, sendo um disco Dance Pop que explora também outros gêneros e perspectivas e marcam Alex Fleming como um dos melhores compositores da atualidade.

slant publicou uma avaliação em 30/08/2026: 92
Schizophonic é um álbum que se sustenta principalmente pela sua identidade e pela evolução emocional de Alex Fleming ao longo das faixas. À primeira vista, parece um trabalho sobre liberdade, sexo, fama e uma nova fase artística; conforme avança, porém, o disco se revela muito mais melancólico e reflexivo, falando sobre culpa, relações destruídas, desgaste e a dificuldade de continuar sendo a pessoa que os outros esperam. Impression e Schizophonic estabelecem muito bem essa ideia de renascimento. Alex aparece mais confiante, provocador e disposto a mudar completamente a própria imagem. Só que Potential começa a desmontar essa segurança ao falar sobre potencial desperdiçado, insegurança e fracasso. É uma das faixas que melhor mostram que o “novo Alex” não nasceu completamente resolvido. Falling e Physical levam o disco para o campo do desejo, mas Physical é especialmente interessante porque transforma sexo em memória. A música não fala apenas sobre atração, mas sobre como uma experiência do passado continua presente no corpo e na imaginação. É provocativa, mas existe vulnerabilidade por trás dela. California e Heresy representam o lado mais agressivo do álbum. São músicas de confronto, ironia e ego, em que Alex parece transformar ressentimento em espetáculo. Funcionam muito bem para a construção da persona, embora sejam justamente as faixas em que o excesso proposital pode, em alguns momentos, ofuscar a profundidade que aparece no restante do disco. A partir de Hollywood, Schizophonic fica mais interessante. “Amigos viram inimigos num piscar de olhos” resume uma das principais feridas do álbum: a dificuldade de distinguir afeto verdadeiro de interesse. In-Between aprofunda isso ao mostrar alguém sendo percebido apenas quando está vulnerável ou quando existe alguma utilidade em sua presença. Mas, New York é um dos grandes momentos do disco justamente porque Alex admite: “fui eu quem estragou tudo”. Essa responsabilização impede que o álbum vire apenas uma coleção de acusações. Existe culpa, arrependimento e ainda existe amor. Achilles leva essa emoção ainda mais longe ao transformar uma relação perdida em uma tragédia quase mitológica, com uma das declarações mais bonitas do projeto: “Eu sempre serei o seu Pátroclo, você sempre será o meu Aquiles.” Happy Ending funciona como uma espécie de constatação amarga: talvez algumas histórias simplesmente não tenham o final desejado. E Ivory Tower encerra essa trajetória de maneira muito coerente. Depois de tantas músicas falando sobre ser visto, desejado, reconhecido e atacado, Alex finalmente deseja distância. “Deixei para trás o meu ego e os meus amigos, todos os troféus e os fãs” é praticamente a conclusão de todo o álbum. O maior mérito de Schizophonic é justamente essa transformação. O disco começa com alguém dizendo que um novo homem nasceu e termina com alguém cansado de tudo aquilo que precisou ser para sobreviver. Ele começa buscando atenção e termina buscando paz. Nem todas as músicas têm a mesma força, e algumas ideias acabam se repetindo, principalmente na primeira metade. Ainda assim, o álbum encontra seus melhores momentos quando abandona a provocação e deixa Alex simplesmente admitir que está machucado, arrependido ou perdido. Um álbum muito bom, com conceito, personalidade e uma trajetória emocional bastante clara. Não considero uma obra perfeita, mas considero Schizophonic um trabalho que consegue ir além da estética de “renascimento” e revelar algo mais interessante: o preço emocional de tentar se reinventar enquanto o mundo continua cobrando a versão antiga de você

AllMusic publicou uma avaliação em 30/08/2026: 90
Schizophonic é o último disco de Alex Fleming lançado sobre o selo da WMG, com uma sonoridade parecida com o que o cantor naturalmente lança, se expõe de forma recorrente. O disco mistura Dance, Dance/Pop e influências Groovy anos 2000. O álbum é um convite a entender por onde andou Alex nos últimos tempos, depois de uma grande e massiva chuva de críticas ao seu último álbum. Como todo cantor, é natural que ele coloque isso pra fora de alguma forma, é a arte saindo de seu corpo na forma mais pura, e no final das contas, todos são um pouco agressivos quando se trata da indústria e sua maldade disfarçada de "conselhos". Nessa review, vamos analisar suas composições e produção visual/arranjo técnico e vocal. Quando pensamos num álbum "Dance", logo nos vem a mente algo que podemos dançar a noite toda e criticamente falando, não se preocupar muito com a questão lírica de onde o trabalho anda seguindo; aqui é diferente quando passamos de faixa por faixa. Não acho o ideal fazemos uma "track by track" neste álbum e sim pontuar seus altos e baixos. As tracks que mais chamam atenção são: "Physical", "Califórnia", "Hollywood" e "Achilles". Já as que deixam o álbum mais "morno" são: "Happy Ending" e "In-Between". Quando a gente usa o termo "morno" não é algo ruim, só não é algo espetacular. E chega um ponto que numa carreira com muito o que dançar, fica sem o olhar de novo para um possível horizonte. Passando pelas faixas que são notavelmente muito, mas muito boas, podemos ver uma evolução lírica e produtiva de Alex, é quase como um colírio para tanta coisa sem graça que outros artistas andam lançando, um verdadeiro deslumbre do que o artista pode alcançar com seu potencial máximo. "Physical" é de longe a faixa mais interessante e astuta, ela não promete muito, ela não tem um grande significado e é exatamente por isso que ela se destaca, ela tem algo novo, um ar muito sensual e único de Alex, a produção conta com a ajuda de Tainy, o que eleva a canção com maestria. Ela pode até ser algo não tão intimista, mas que revelação magnífica de Fleming nesse projeto. O projeto conta com a ajuda de Julie, Noan, Tammy e Colen e MOE, de longe o melhor time que Alex poderia montar para um álbum vívido, cativante e avassalador. O visual é bem o rosto de Fleming e Tammy acerta em cheio na produção, principalmente do banner, que dá toda a vida ao projeto. Os compositores são certeiros e deixam a marca mais bela e adequada ao projeto, com um grande A+ para a ajuda de Julie Welt na faixa "Heresy"! Quanto às outras 3 faixas citadas como um acerto enorme, "Achilles" é uma para ficarmos de olho, facilmente pode ser a fan favorite para um futuro próximo: é sentimental, é gentil e muito emotiva, e ele consegue encaixar o "Pop" de forma magnífica e muito aberta, é de fato uma carta aberta à um processo difícil para o cantor."I just sometimes wish I'm/ buried with your ashes,/So we can love each other,/So we can fall in love again" é uma frase de se apaixonar e morrer de dó pelo que foi transmitido. Um verdadeiro ato de coragem para um homem em uma indústria viril e negacionista. Já as faixas que poderiam ter sido melhores, não atrapalham a execução e final do trabalho como um todo, apenas estão ali, vagando, talvez um remix nelas caiam bem. O projeto é muito honesto e de longe um dos melhores de Fleming, talvez a gota final restante do que poderia ser um álbum perfeito ficou preso no que Alex já é acostumado a fazer e decidiu manter, queremos ver você totalmente despido de amarras Alex Fleming, por enquanto, vamos dançar bastante com o "Schizophonic" por aqui!
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