
84
O segundo álbum de Bronx é uma grande prova de que o artista tem tudo para se tornar um grande nome da indústria em um futuro muito próximo. \"As I Am\" é um álbum que visa o amadurecimento tanto artístico quanto pessoal, isso fica explícito pelo fato da faixa \"1344 Lyman PL Street, NY\" ser a primeira após a introdução, a qual é em suma uma reflexão sobre tudo o que o cantor passou até chegar ao estrelato, possuindo uma mensagem extremamente comovente que foi construída de uma forma cativante. Além disso, o disco passa por algumas letras mais ligadas a relacionamentos como \"Handcuffed\" e \"Candy Crush\", além da romântica interlude \"Solitude/Stronger/Soul\". No aspecto lírico, todas as faixas que são possíveis de serem lidas por completo são muito bem construídas, isso é inegável, sendo \"CULTURE\" e \"Handcuffed\" os grandes pontos altos. No entanto, o fato de nem todas as faixas serem acessíveis foi um problema. No aspecto coesivo, todas as faixas possuem uma ligação com um eixo temático comum. Todavia, nem sempre elas conversavam entre si na tracklist. Já o visual é o ponto mais fraco do disco, ele deixa a desejar na maioria das páginas do encarte, a tipografia utilizada é muito simples e não procura transmitir nada único, o que seria algo muito interessante se o conceito do disco fosse levado em consideração, além das colagens serem nitidamente feitas de uma maneira pouco sofisticada, elas poderiam ter sido inseridas de uma maneira mais uniforme e coesa com o fundo original. Nesse contexto, o disco é um grande potencial em todos os aspectos, só precisava de uma lapidação maior para ser épico. Abordagem temática: 80 Coesão: 90 Conteúdo lírico: 89,375 (x2) Conteúdo visual: 70 Média: 84

80
Uma das maiores figuras do rap atual lança mais uma obra e chama nossa atenção. Bronx é conhecido por seus raps marcantes e bem estruturados desde o início de sua carreira, sendo uma marca do artista. Ao lançar \"AS I AM\", Bronx mostra mais uma vez que consegue se superar a cada nova obra mostrando sua versatilidade ao se apresentar de uma forma mais aberta e crua ao mundo; sendo um trabalho com uma boa estrutura narrativa, vemos um conteúdo lírico que cativa a querer conhecer o rapper mas alguns momentos em certas faixas ainda destoam um pouco do trabalho mesmo seguindo na temática abordada, e mesmo que não seja algo que prejudique a experiência, vale se ressaltar; existem faixas coesas que casam como se contassem uma história e são essenciais para a narrativa que ao ser dividida, mostra a vida do rapper desde o início até os dias atuais nos dando uma perspectiva, \"BETTER\" é uma das mais bonitas e bem desenvolvidas faixas do disco, juntamente com \"1344 Lyman PL Street, NY\" formam os pontos altos do disco. Apostando em um visual simples e coeso, sem muita poluição visual, o artista cria um introspectivo com o público agregando um tom mais pessoal ainda no trabalho que agrada ao olhos. \"AS I AM\" é um grande trabalho, talvez o melhor album do gênero do ano, Bronx soube como trabalhar seus conceitos e acertar onde havia errado anteriormente trazendo assim, um trabalho de alta qualidade.

80
Bronx é sem dúvida um dos maiores rappers do jogo, ele sutilmente obtém o destaque que necessita para manter esse posto e sabe bem como fazê-lo, lançando seu segundo álbum “As I Am”. Narrando uma longa trajetória acerca de sua vida e sua carreira, Bronx disserta sobre como a vida difícil e problemática conseguiu ser modificada para uma nova fase de outras problemáticas e logo sem seguida para os frutos que ele colheu com o sucesso e com sua carreira, a jornada lírica pode até soar confusa em alguns momentos devido ao mal posicionamento de algumas faixas ou até mesmo a temática delas não estarem totalmente de acordo com o ato, mas em grande parte ela segue uma linha coerente. O lirismo é forjado com uma densa camada de versos sinceros e bem esquematizados, em alguns momentos sentimos melhor empenho enquanto em outros não, exemplo do último foram as parcerias, não conseguimos definir até que ponto elas “funcionaram” neste projeto; em “CULTURE” ele traz consigo grande parte da realeza do Hip Hop atual, mas a faixa ainda nos soou um pouco desconexa, ela não é ruim ou mal trabalhada, mas na obra não sentimos o peso necessário que seria atribuído nos versos e na construção da temática, “AK 47” mais nos soou como uma filler do que necessariamente uma canção que atribua peso ao projeto. De todo modo, as faixas melhor construídas são as que ele disserta sobre seus sentimentos, sobre problemáticas pessoais e intrínsecas, acreditamos que esse seja o melhor caminho para ele. A produção melódica é coesa, ela tem uma pegada mais urbana que segue a proposta do projeto. A melhor canção, sem dúvidas é Candy Crush, a forma como ela foi construída e repleta de referências inteligentes que estão aliadas a uma abordagem importante, também é importante citar nossa escolha de Best New Track “Better”, ela foi extremamente singular no que se propõe a abordar, ele recapitulou uma série de acontecimentos marcantes em sua carreira e consolidou seus versos de maneira voraz. Os visuais são simples, elaborados com a perspectiva do projeto, mas não são muito lineares, um ponto positivo são as fotos e imagens que representam grande parte do conteúdo que está escrito. De modo geral, Bronx ainda se mantém um nome de peso na indústria, talvez ainda precise reajustar a forma que elabora suas parcerias para que elas sejam um impulso a obra; esperamos ansiosamente por novos trabalhos.

80
Bronx é sem dúvida um dos maiores rappers do jogo, ele sutilmente obtém o destaque que necessita para manter esse posto e sabe bem como fazê-lo, lançando seu segundo álbum “As I Am”. Narrando uma longa trajetória acerca de sua vida e sua carreira, Bronx disserta sobre como a vida difícil e problemática conseguiu ser modificada para uma nova fase de outras problemáticas e logo sem seguida para os frutos que ele colheu com o sucesso e com sua carreira, a jornada lírica pode até soar confusa em alguns momentos devido ao mal posicionamento de algumas faixas ou até mesmo a temática delas não estarem totalmente de acordo com o ato, mas em grande parte ela segue uma linha coerente. O lirismo é forjado com uma densa camada de versos sinceros e bem esquematizados, em alguns momentos sentimos melhor empenho enquanto em outros não, exemplo do último foram as parcerias, não conseguimos definir até que ponto elas “funcionaram” neste projeto; em “CULTURE” ele traz consigo grande parte da realeza do Hip Hop atual, mas a faixa ainda nos soou um pouco desconexa, ela não é ruim ou mal trabalhada, mas na obra não sentimos o peso necessário que seria atribuído nos versos e na construção da temática, “AK 47” mais nos soou como uma filler do que necessariamente uma canção que atribua peso ao projeto. De todo modo, as faixas melhor construídas são as que ele disserta sobre seus sentimentos, sobre problemáticas pessoais e intrínsecas, acreditamos que esse seja o melhor caminho para ele. A produção melódica é coesa, ela tem uma pegada mais urbana que segue a proposta do projeto. A melhor canção, sem dúvidas é \"Candy Crush\", a forma como ela foi construída e repleta de referências inteligentes que estão aliadas a uma abordagem importante. Os visuais são simples, elaborados com a perspectiva do projeto, mas não são muito lineares, um ponto positivo são as fotos e imagens que representam grande parte do conteúdo que está escrito. De modo geral, Bronx ainda se mantém um nome de peso na indústria, talvez ainda precise reajustar a forma que elabora suas parcerias para que elas sejam um impulso a obra; esperamos ansiosamente por novos trabalhos.

79
AS I AM, o mais novo álbum de estúdio de Bronx, trata da jornada de auto-descobrimento paralela à ascensão do artista ao estrelato. Trazendo uma mescla de pop, r&b e hip-hop, o ábum pode ser entedido como o trabalho com a proposta mais intimista e sincera da carreira do rapper até então. Dividida em três partes que representam diferentes momentos de sua vida (confessamos que este recurso não é nada atraente), a peça traz canções que representam conflitos que vão desde o campo do amor aos impasses promovidos pela fama. O álbum abre brilhantemente com a faixa \'1344 Lyman PL Street, NY\', que faz uma retomada a Bronx no início de sua trilha artística, ao passo que também traz iluminação para aqueles que, assim como ele, não vêm de um lugar muito fértil para os sonhos florescerem. Outras de destaque são \'CULTURE\', que reúne grandes nomes para a celebração do legado do hip-hop na indústria; \'Candy Crush\', uma faixa que mescla doçura no título com bastante sensualidade em seu conteúdo; e \'Chateau Marmont\', que transparece bastante honestidade e nos transporta ao tempo e espaço em que acontece. Por outro lado, podemos apontar negativamente as faixas \'Expectations\', \'Karma\' e \'AK-47\', que não acrescentam efetivamente nada a AS I AM, perdendo-se entre faixas mais contagiantes e bem elaboradas. \'AWESOME\' encerra o trabalho com menos força do que se exprime em seu início, mas é uma música apreciável. Já na produção visual, Bronx apresenta um material bastante simplório. Acreditamos que o uso de algumas ilustrações ao longo do encarte não casou bem com as imagens e o design em geral, sendo que apenas as fotografias em polaroid junto com as usadas como plano de fundo poderiam criar um aspecto visual mais agradável e conciso. De modo geral, AS I AM enfrenta altos e baixos ao longo do seu desenvolvimento, falhando com sua proposta crua em alguns pontos. Entretanto, o álbum consegue evidenciar vulnerabilidade em Bronx, e acima de tudo comprova o seu potencial enquanto compositor de rap. O artista, que já é um nome famoso na indústria, se coloca no caminho certo para se engrandecer ainda mais. COESÃO GERAL: 79 APLICAÇÃO & APRESENTAÇÃO DO CONCEITO: 76 PRODUÇÃO LÍRICA: 82 PRODUÇÃO VISUAL (×0,5): 77 NOTA FINAL= TOTAL/3,5: 79 *Pontos Positivos: composições interessantes e boas rimas; tentativa de abordagem mais honesta e próxima ao público; parcerias produtivas com Rawak, Remy C, Victer Saint e Stormi. *Pontos Negativos: uso de interludes que não acrescentam em praticamente nada à peça; uso de elementos distrativos e dispensáveis na produção visual (ex.: ilustração de arma na seção de \'AK-47\'); falta de atenção a detalhes da organização do álbum (ex.: diferentes tamanhos e formatações para os títulos das faixas nas páginas).

84
Bronx finalmente lança seu segundo álbum de estúdio intitulado de “AS I AM”, e oferece mais de uma hora de musicalidade de um dos artistas mais talentosos da indústria. O disco é um mix de pop/R&B e Hip-hop e contou com a participação de grandes artistas como Victer Saint, Rawak, Naomi, Teyana T, Guilherme Bhermes, Malo, Stormi, Leonardo Davi, Remy C e sua amada Marie Vaccari. Com uma grande variedade de compositores, o disco não é tão consistente. Entretanto, há tantos destaques que superam o seu álbum anterior. Este é um trabalho íntimo e feito com amor, Brox claramente fez por si e por uma resposta para a indústria, que visivelmente desencadeou uma energia negativa no cantor por tanto tempo. Mas que desta vez está se libertando de todo mal que lhe causaram. A sua sonoridade é impressionante, e é fácil se perder nela com toques e melodias viciantes, muitas vezes o ouvinte se prende nelas e esquece por um minuto a melodia. O que é um erro banal, tendo em vista a complexidade e profundidade das letras presentes nesse disco. Bronx nunca foi tão pessoal e sensível, o ouvinte fica tão preso a narrativa do cantor, que é como se o artista fosse um melhor amigo e estivesse desabafando os seus problemas, alegrias e anseios. As faixas de destaques ficam por conta de “1344 L ST. NYC” , a qual mostra uma vulnerabilidade do cantor até então não vista. Seguindo pela excelente “CULTURE” uma parceria sem igual com os cantores Victer Saint, Remy C e Rawak, e a faixa “BETTER” que é impressionante bela. “AS I AM” não é um grande passo artístico, mas reafirma a estrutura de Bronx como uma estrela do pop talentosa e presciente. A sua estética é muito bem trabalhada e desenvolvida. E reafirma o que foi dito, Bronx consegue passar uma intimidade com o ouvinte e com seus fãs, tanto musicalmente quanto esteticamente. Ao encher o disco com fotos de sua transição rumo a fama e fotos pessoais da sua infância. O encarte é belo e conversa bem com o material ali presente. Bronx divide o álbum em blocos de construção para novas metáforas, explorando todas as brechas semânticas e fonéticas possíveis para o humor, amor, reflexão e superação, puxando várias referências do pop e das artes para novos contextos surpreendentes. O disco é cheio de jogos de palavras ousados e divertidos e muitas ideias bem executadas, permite ao ouvinte um gosto emocionante e sem desculpas pela arte e liberdade, desejando a Bronx o melhor. Pode-se facilmente escolher entre as 14 faixas, 12 para concluir o álbum. De uma forma mais coerente; esse registro provavelmente teria um impacto maior – Mas também seria meio doloroso cortar alguma faixa, tendo em vista as suas profundidades. O cantor mais uma vez entrega um ótimo trabalho, o qual vai lhe render bons frutos. Aguardamos impacientemente os próximos desdobramentos na carreira do cantor. Mas até que isso aconteça, estaremos ouvindo a linda voz de Marie Vaccari na interlude de “SOLITUDE, STRONGER, SOUL”.