
87
Durante uma carreira de altos e baixos, Astrid Major parece finalmente ter acertado e se achado como artista, essa é a sensação que temos ao ouvir “Rewind”, seu melhor trabalho de longe até o momento. Ao entrar de vez no dance/pop, a artista agora entrega o que era esperado e mostra que a espera valeu e sua evolução realmente aconteceu, após sair da era “Watercolor” que dividiu muitas opiniões e levantou em nós questionamentos se a cantora iria sair da sua zona de conforto e apresentar algo além de letras monótonas e comuns, parece que a mesma considerou e mudou, e a mudança foi muito positiva. Rewind é apresentado com uma estética oitentista com uma influência forte da pop art e do disco, fazendo com que a artista nos apresente algo que nunca foi feito em sua carreira antes e se arriscar manteve a coesão forte, talvez tenhamos um dos melhores visuais do ano sem dúvida. Em suas músicas, mais uma vez Astrid nos traz um coisa comum em sua discografia, um álbum que conta uma história, onde vemos sua trajetória por sentimentos de insegurança, medo e decepção, o interessante aqui é que a temática de saúde mental não é algo comum de ser ver dentro do gênero dance e ainda abordada de forma tão coesa e sem se prender a melancolia, temos aqui uma narrativa que não é alegre mas que não se rende a tristeza, sendo puramente a expressão de momentos da vida da cantora, trazendo pontos positivos para a obra. As faixas “Wonderland Crisis” e “I Forgive You” talvez sejam as melhores do projeto, não sendo o ápice lírico do projeto e mesmo separadas elas servem para entender de forma completa o disco e conseguir resumir toda a obra o que é algo louvável. Outros destaques também são as faixas “Blue” e “Almost There” que mostram mais uma vez a fragilidade da cantora e como ela agora pode falar sobre. Astrid superou qualquer expectativa que existia antes de “Rewind” e não podíamos estar mais ansiosos para ver sua jornada no próximo projeto, a cantora agora se firma como um forte nome no Dance e como artista de modo geral. Composição: 20/ 25 – Visual: 25/30 – Criatividade: 19/20 – Coesão: 23/25

90
A genialidade e a sutileza de Astrid são destaques em \'Rewind\', seu mais novo álbum de estúdio. Trazendo nova roupagem para sua carreira, o álbum tem como propósito ser leve e dançante, ao mesmo tempo que conta uma história, onde observamos as várias facetas da protagonista, podendo-se dizer até que ela passa por geadual evolução espiritual, até lihertat o espírito de dança que há dentro dela. Logo de começo, é importante salientar, o acerto da artista em trazer algo divertido, os instrumentais, acompanhado das letras, tornam escutar o \'Rewind\' uma experiência única, é interessante o enfoque que Astrid deu em nos contar que as faixas não tem pausas umas para as outras, pois é como se presenciando uma festa em forma de álbum. Entrando na parte das composições, a cantora apostou em simplicidade, melodia e ritmo para elas, o que não significa que elas estejam rasas, pelo contrário, em faixas como \'People Don\'t Know\' é possível notar os sentimentos da protagonista por trás da roupagem oitentista. \'Almost There\' é um dos ápices do álbum, com versos curtos e melódicos, a artista nos contou sua realidade e como ela verdadeiramente se sente sobre sua carreira. \'Blue\' destoa do álbum por trazer assunros que não parecem encaixar com a narrativa iniciada, sendo um dos únicos erros de coesão na tracklist. \'Discorcise\' e \'Rewind Button\' são as músicas mais inteligentes do disco, as referências estão muito bem colocadas e enchem os olhos de quem está lendo, principalmente quando a própria cantora Dua Lipa é citada em uma das canções. Outro grande destaque do projeto é \'Blood On The Dancefloor\', ela mantém o clima dançantes do álbum e traz um dos tons mais fortes de influências dos anos setenta e oitenta do trabalho. \'I Forgive You\', apesar da composição consistente, acaba por ficar perdida e ser engolida pelo conceito do \'Rewind\'. Na parte dos visuais, o trabalho realizado é impecável. A festa de cores combinou muito com o álbum, mesmo com tantas informações visuais, nada soa desconexo ou forçado, é um visual quente e em sincronia com o disco, enchendo os olhos do espectador desde o primeiro momento. Por fim, Astrid Major nos apresenta um projeto divertido, despretensioso e, ao mesmo tempo, genial. Trazendo referências bem colocadas aos anos setenta e oitenta, visuais impecáveis e composições melódicas, Astrid rebobina o ouvinte ao seu modo, nos convidando para à festa que é o Rewind. COMPOSIÇÃO: 26 / COESÃO: 20 / CRIATIVIDADE: 24 / VISUAL: 20

95
Após pintar sua aquarela de um jeito pouco artístico e sólido, Astrid Major volta não apenas com um dos lançamentos mais esperados do ano, mas sim com a sua redenção dentro do mundo da música. Convidando para a pista de dança lá na década de 70/80, Astrid mostra que é possível sim manter a nostalgia dos patins das famosas Rollers Disco com os sintetizadores e a tecnologia. Com um lírico vanguardista, a artista conta sobre suas experiências passadas que envolvem seu trabalho, sua imagem e claro, sua pessoa e dentro disto, Rewind é discorrido sem parar, como se estivéssemos em uma pista de dança sentindo e relatando os sentimentos dela. Com ‘People Don’t Know’, Major abre com uma declaração poderosa sobre sua carreira, e sobre as pessoas prejulgarem ela por trabalhos anteriores, dando o primeiro pontapé da rebobinada, servindo como faixa chave para abrir um disco e de supetão, somos pegos com um dos grandes destaques do disco, ‘Almost There’ reafirma seu poder da faixa anterior e conversa com o ouvinte sobre a famosa sensação de estar “Quase Lá”, a faixa possui um lírico interessante que poderia ter recebido um empurrãozinho para se tornar a grande estrela do disco, mas com versos sagazes podemos dizer que Astrid chegou “lá”. Começando como uma faixa clichê e comum sobre o sentimento da tristeza, ‘Blue’ consegue se diferenciar da tristeza do mundo afora e convida você a sentar ao lado de Major e assistir seus filmes de época favoritos, elevando a inteligência da artista nos versos, conseguimos captar que não é só mais um álbum nostálgico, e sim um álbum que abraça o ouvinte com novas sensações que é ligada a ‘Discorcise’, recheada de paráfrases e metáforas em um workout eletrizante e descontraído. Entrando dentro da sua pista de dança pessoal com mais firmeza, ’Lean On Me’ não é uma faixa fraca, mas entra nas sombras de ‘Song To Dance To’ ao trazer uma faixa que nos faça triunfar sobre a pista de dança e ignorar nossos problemas, dentro desse contexto ‘Blood On The Dance Floor’ acaba por soar um tanto “o mais do mesmo”, mas de um jeito inteligente, apesar de bastante repetitiva, a faixa brinca com metáforas de um campo de batalha e damos um ponto a isso. Após canções que construíram o psicológico de Astrid, ela está pronta para virar a página em ‘Wonderland Crisis’ que transparece parte de sua visão política sobre o mundo, é uma faixa interessante. Pronta para seguir sua vida com novos rumos, Major desprende dos patins e evoca sua maturidade que segue pelas próximas faixas, ‘Animals’ entra como a mais fraca do disco, não soa como um acréscimo e sim como um obstáculo, apesar de cantar sexo, acaba por parecer um tanto rasa dentro do projeto como um todo. A grande estrela do álbum chega e nos surpreende com a inteligência de Astrid nos versos calmos e solidários – mas não fazendo o outro soar como um coitado, e sim como alguém que está aberto a mudanças, ‘I Forgive You’ mostra uma ambiguidade, a compositora parece estar conversando consigo e se desculpando pelas coisas que aconteceram no passado, mas também se desculpando com quem fez mal a ela nas últimas tracks, a decepção que ela traz é que poderia ter sido usada como um grande single para era, e não um mero promocional. A cereja no bolo – ou melhor, a luz da discoteca encerra o álbum perfeitamente ‘Rewind Button’ faz com que o ouvinte queira pressionar uma, duas, três vezes o rebobinar para reaproveitar toda a história que Astrid contou em 12 faixas. Visualmente não tem muito o que se falar, Kaleb e Astrid fazem um trabalho perfeito dentro do encarte, puxando a atenção do leitor a cada página e detalhe nas cores que é usado, pode-se dizer que Rewind têm além do maior visual dance do ano, mas também um apanhado de canções que nos fazem abraçar a excelência que a artista mostrou. COMPOSIÇÃO: 24 / CRIATIVIDADE: 27 / COESÃO: 19 / VISUAL:25.

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Retornando com seu terceiro álbum de estúdio, Astrid Major nos entrega um trabalho razoavelmente idêntico a um repertório de DJ marcado pelas influências do Dance nos anos 70 e 80, o “Rewind”. O disco aborda a ligação entre a expectativa e realidade, mostrando a evolução da artista em sua vida, especialmente por trazer composições ótimas e bem maduras, fazendo com que Major entregasse um trabalho excelente. Suprindo as expectativas diante deste projeto, somos presenteados com ótimas faixas, tais como “Blood On The Dance Floor”, “Animals” e “Rewind Button”. Durante a reprodução do álbum, nós percebemos que sua tracklist, embora apresente musicalmente uma “playlist de boates”, suas letras apresentam um desfoque um pouco tímido, o que é ótimo até determinado momento. Porém, quando chegamos na faixa nove, nos deparamos com uma mudança brusca de tema de uma canção. Mesmo sendo uma das faixas preferidas da nossa redação, é inegável a sua mudança de tema repentina no disco, conquanto que esteja presente na última parte (divisória pela própria artista), nós sentimos que a canção adentrou por uma campo diferente de tudo abordado anteriormente no mesmo trabalho, contudo, acreditamos que há uma leve conexão com o disco representando principalmente um método de superar tudo, ou então, um método encontrado pela artista para superação – mas ainda ressalto o distanciamento perante o restante do projeto. Seus métodos de alusões utilizadas em vários canções somam vários pontos em sua análise, foi algo bem perspicaz. Enquanto isso, o seu conceito geral é simples, porém apresenta um desenvolvimento ótimo, além de, também, somar um acréscimo sobre as referências as pistas de danças. Agora vale citar que a parte mais encantadora desse disco fica para seu visual. Algo simples, elegante e coeso com o tema central. Suas cores em trabalhos comuns serviriam para destronar todos os pontos no quesito, enquanto aqui, elas apenas servem para garantir a nota máxima. As combinações estão perfeitamente em sincronia, além de ser algo muito admirável. Após momentos ruins em sua carreira, Astrid Major retornou para mostrar para todos sua evolução. Evolução presente na composição, produção e em sua própria vida pessoal. “Rewind” é um grito de vitória para todos as críticas feitas a sua carreira no passado e serve apenas como consolidação de seu futuro, onde tudo foi trabalhado para desenvolver um disco ótimo, e essa meta foi bem cumprida pela artista. COMPOSIÇÃO: 26 / CRIATIVIDADE: 17 / COESÃO: 20 / VISUAL: 25
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A estrela teen Astrid Major marca uma virada em sua carreira, desde o seu envolvimento no gênero pop e dance, até a evolução pessoal de expressão artística com seu mais recente álbum “Rewind”. Com influências marcantes do movimento de discoteca, Astrid entrega uma trajetória lírica relatando seu processo de superação a caminho da sua própria autossuficiência, não se limitando a um percurso tão delimitado, mas seu conceito se apresenta de maneira livre e volátil. A entrada do álbum se dá com duas canções, “People Don’t Know” e “Almost There” que funcionam como o pontapé da pseudotrama de resiliência que virá a seguir, mesmo que tenhamos uma grande aproximação com a intimidade da artista, acreditamos que são as faixas menos chamativas da obra, seja por repetições além da conta ou por figurações nada instigantes, um exemplo de condução de uma faixa mais introspectiva que poderia ter sido adotada para ambas está em “Blue” e “I Forgive You”. Mas não tiramos o crédito da artista em aplicá-las no trabalho, pois são uma peça fundamental no projeto e expressão da artista. Em seguida temos uma sequência brilhante onde a artista mostra seu verdadeiro potencial para a composição, destacamos “Discorcise” e “Lean On Me”, parceria com o cantor RAWAK, como destaques do trabalho, a artista sabe trabalhar com as referências e esses aspectos tornam a sua canção ainda mais interessante. Temos uma nova crescente no trabalho com “Wonderland Crisis” onde o eu lírico trabalha a festividade em uma espécie de abstração absoluta, nos soa interessante, misterioso e com certo diferencial. O disco se encerra com “Rewind Button” one é nítido o aspecto de maturidade que o eu lírico buscou ao longo do disco, nela vemos versos confiantes e atraentes para um clássico convite a pista de dança. No geral, vemos o aspecto lírico do disco como bem executado, em alguns momentos isso se eleva e depois decai, acreditamos que a escolha das faixas de trabalho não refletem no excelência do disco como um todo, pois as melhores faixas do disco não são as investimento comercial até então. Há momentos que percebemos certa monotonia, como entre as faixas “Song To Dance To” e “Blood On The Dance Floor”, mesmo bem executadas, não acrescentam diferencial por si só ao trabalho como um todo. Visualmente vemos um grandioso investimento da artista para entregar algo consistente, adoramos os contrastes das cores escolhidas, a maneira como os elementos estão expostos respeitando os espaços sem que se mostrem como uma poluição visual. Outro ponto está que, mesmo com diversas referências trazidas pela artista, ela consegue entregar uma identidade própria que de maneira nenhuma soaria como plágio, é bem elaborado, desde a tipografia outros detalhes, trazidos com minimalismo. Pontuamos por fim, que “Rewind” é um divisor de águas na carreira de Astrid, e que a mesma já alcançou sua própria posição, esperamos que a cantora seja reconhecida por seu esforço e dedicação. Composição: 22 Criatividade: 14 Coesão: 20 Visual: 25

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Astrid Major retorna a indústria musical com uma poderosa coletânea, intitulada de \"Rewind\". O LP traz fortes referências e marcas da era disco, ocupando sua sonoridade com sintetizadores e batidas dançantes, fazendo com que o ouvinte \"viaje no tempo\". \"Rewind\" começa com a canção \"People Don\'t Know\", onde revela resumidamente a proposta sonora e lírica que o álbum irá passar pelas próximas faixas, ademais, é nossa canção favorita da coletânea. Passando em seguida para as faixas: \"Almost There\", \"Blue\", \"Discorcise\" e \"Lean On Me\", que apesar de serem canção com letras pouco trabalhadas, são totalmente aceitáveis pela proposta que o álbum quer transmitir. E reforçando mais ainda essa ideia pela música \"Song To Dance To\", que possui uma temática simples porém bem centralizada, fazendo com que saliente ainda mais seu conceito. \"Blood On The Dance Floor\" e \"Wonderland Crisis\" são muito bem tematizadas, possuindo seus próprios núcleos dentro de seu lírico, a intérprete trabalhou bem para deixa as canções com a mesma linha de raciocínio da coletânea. Entretanto, a faixa \"Animals\" foi a que menos vimos criatividade lírica, comparado ao resto das faixas de \"Rewind\". A canção remete muito a música em off \"Physical\", tanto por sua estrutura quanto por seus versos, essa problemática abaixou a proposta da canção, que se fosse mais trabalhada, conseguiria atingir uma ótima obra. E nas faixas \"Pure Royalty\", \"I Forgive You\" e \"Rewind Button\", Astrid executa um ótimo final de álbum, com atenção para \"I Forgive You\", possuindo versos muito bem pensados, sendo sem dúvidas uma das melhores músicas da coletânea. Já no aspecto visual de \"Rewind\", a cantora \"serviu\". Com uma arte totalmente desenhada, ornando com a fotografia escolhida e com a proposta seguida do álbum, o visual de \"Rewind\" é sem sombra de dúvidas o trabalho mais bonito da cantora, reforçando ainda mais sua qualidade. O que podemos dizer sobre \"Rewind\"? Astrid Major fez esta coletânea com o intuito de fazerem as pessoas dançarem sem parar, que tocassem o álbum repetidamente com sua sonoridade dançante, todas as letras se conectam em apenas um sentimento, a pista de dança. A intérprete mostrou que nem todo álbum precisa ter músicas muito trabalhadas para se ter uma qualidade melhor, mas sim apenas seguir o seu destino do começo ao fim, assim como ela fez com esse álbum. Composição: 31 | Visual: 24 | Coesão: 18 | Criatividade: 16 | Nota total: 89

78
Em seu novo álbum de estúdio, Astrid Major mergulha no universo disco-dance e nos rebobina de volta aos anos 80’s entre músicas dançantes e algumas letras inspiradoras. Em um álbum que merece bem maior que o seu primeiro, Major lança o ‘Rewind’ com um conceito fora da caixinha, pensado com seus detalhes específicos e mesmo assim, parece repetir os mesmos erros criticados no seu álbum de estreia, sendo como exemplo, algumas músicas remetem muito à música original do seu instrumental, tanto em versos como na construção da música, o que acaba fazendo que todo o projeto sofra um pouco pela falta de originalidade, mesmo que não aconteça em todas as faixas e isso será explicado uma por uma. ‘People Don’t Know’ é uma faixa de introdução otimista, com versos claros e contagiantes, sendo entre todas as faixas, a melhor introdução que poderia ter sido escolhida. ‘Almost There’ tem uma boa composição e um bom ideal, mas é uma das primeiras faixas que acabam lembrando seu instrumental original, no caso ‘Love Again’ da Dua Lipa, que também é usado como instrumental, onde suas semelhanças em alguns versos são notáveis. ‘Blue’ é uma faixa que pode dividir opiniões, porque o primeira parte da letra parece ser mais rasa do que a segunda após o refrão, onde a melhor elaboração do primeiro verso poderia deixar a música mais rica; mas ainda continua sendo uma boa faixa. ‘Lean On Me’ é uma das melhores faixas do projeto, onde a composição confiante é contagiante e os versos de RAWAK acrescentam bastante na qualidade da música, sendo um ponto positivo no álbum. A sequência ‘Song To Dance To’ e ‘Blood on the Dance Floor’ são as melhores faixas do álbum, onde Major demonstra habilidade em compor músicas para dançar que realmente lhe façam dar vontade de se movimentar. ‘Song To a Dance To’ é uma música carismática que parece ser necessária para fazer o ‘Rewind’ crescer nesse ponto, e a sua sequência é muito conexa. ‘Wonderland Crisis’, apesar de ser bem intencionada, é a música que parece mais desconexa com todo o restante do álbum pelo o seu conteúdo, sendo uma música que poderia ser retirada do álbum facilmente. ‘Animals’, que vem logo em seguida, é a música mais fraca do álbum; além de ter uma semelhança imensa com ‘Physical’ de Dua Lipa (podendo notar intensamente no seu refrão), a música não faz jus ao talento que sabemos que Major tem. ‘Pure Royalty’ é outra música que lembra bastante a ‘Future Nostalgia’ da Dua Lipa, e nisso em seus versos, apesar de ser uma boa aposta com Serina. ‘Rewind Button’ é a faixa que engloba todo o conceito e parece uma ótima faixa de encerramento. O álbum parece manter uma linha coesiva em seus instrumental e suas letras, apenas pecando em pequenas partes como citadas acima, que mesmo tentando não seguir um esteriótipo, uma ou outra acaba ficando muito avulsa em relação as outras, como o caso de \'Wonderland Crisis\'; mas em um geral, o álbum não peca muito nisso. Notando todas as músicas, é inegável que Astrid buscou inspirações para criação do projeto, e isso não tem problema nenhum, aliás todos buscamos inspirações para tudo; mas você precisa ter a noção da linha que não pode cruzar para que a faixa não se torne muito fiel à sua inspiração e acabe se tornando mais do que isso, e algumas músicas citadas beiraram ultrapassar. Quando você se inspira na música do instrumental e usa na mesma música, acaba ficando mais evidente durante os versos e foi isso que aconteceu. Também não é a primeira vez que isso persegue a cantora, como já foi citado no seu álbum anterior, Astrid precisa tomar cuidado com essa mesma linha caso não queira perder a originalidade do seus trabalhos. Seu visual é cativante, é bem trabalhado, colorido, chamativo, parece o visual necessário para chamar a atenção de quem vê e parece combinar com o álbum. No ‘Rewind’, Astrid é uma artista que parece estar seguindo uma trilha necessária para atingir o seu potencial, e acreditamos que apesar de alguns erros, ela está se esforçando para isso. Mesmo precisando aprender com o passado, não podemos negar o tamanho em evolução que o ‘Rewind’ significa, se não uma das maiores já vistas. Composição: 24 / Criatividade: 13 / Coesão: 19 / Visual: 22

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Astrid Major retorna ao cenário musical e junto à si, traz uma sonoridade oitentista e setentista. Esse é \"REWIND\", a máquina do tempo mais contemporânea que temos no mercado. Inicialmente, nos deparamos com \"PEOPLE DON\'T NOW\", uma faixa relativamente amena em termos de composição. \"ALMOST THERE\" líricamente se assemelha à última canção, mas diferente dela, essa possui uma letra vagamente familiar; ressalto que, pelo menos, a cantora conseguiu manter sua proposta até o último verso. \"BLUE\" se difere das outras duas que a antecedem, sem perder coesão, mas ainda há pontos a serem levantados. De um lado, temos um desenvolvimento lírico muito inferior, principalmente nos versos um e dois. Do outro, o tema abordado chega a ser bastante interessante, e até certo ponto, é explorado de forma satisfatória. \"DISCORCISE\" pode ser compreendida de duas maneiras: uma música divertida; uma música descartável. É notável que a intenção era fazer algo dançante e descontraído, sem intenções de ser uma música super profounda. Contudo, ao tomar essa narrativa, a cantora quebra o vínculo criado nas três primeiras faixas, como se estivéssemos entrando em um álbum diferente. \"LEAN ON ME\" marca definitivamente a transição para uma premissa diferente. Contudo, a parceria com Rawak, rende uma boa composição. A melhor entre as quatro canções anteriores. \"SONG TO DANCE TO\" é um show de referências de épocas passadas, um acréscimo interessante, fazendo-a não se perder — totalmente — em uma semelhança perigosa com \"DISCORCISE\". Agora, com \"BLOOD ON THE DANCE FLOOR\" temos a fixação da atmosfera extrovertida, tanto em composição, quanto em produção auditiva. A premissa é envolvente, a letra poderia ser mais rica, recheada de metáforas, etc. Ainda é uma das melhores. \"WONDERLAND CRISIS\" é sem dúvida alguma, a canção mais avulsa de todo o projeto. Contudo, também é a que possui a melhor letra entre todas as outras. Agridoce, é uma ótima definição. Próximo ao desfecho do álbum, temos \"ANIMALS\" e \"PURE ROYALITY\", e com elas, um aviso: inspirações são sempre bem-vindas, mas é importante tomar cuidado para a música não se transformar em uma réplica. \"I FORGIVE YOU\" é uma ótima canção, um instrumental menos frenético seria mais ideal, por tanto, não afeta tanto na experiência. \"REWIND BUTTON\" contém um ótimo conceito para encerrar o álbum, mas infelizmente, a cantora ainda parece hesitante na hora de explorar os seus versos. Se ficar atento aos detalhes, é possível ver que a cantora se prendeu mais às suas inspirações, bloqueando um pouco a luz de sua verdadeira essência. Algo notado em todo disco, é o fato da cantora parecer se prender demais aos instrumentais, o que infelizmente, prejudica suas composições. Pode-se dizer que, Astrid, se perdeu no meio no disco, que começa com uma proposta, segue com uma totalmente diferente e finaliza com outra. O visual é bom, seria ainda melhor se ele remetesse mais às época que a artista botou em questão na sonoridade. Em vez de anos oitenta, a produção acertou nos anos noventa — principalmente nos photoshoots escolhidos — e também deixando zero resquícios dos anos setenta. Mesmo com diversos erros de coesão, escassez de criatividade, composições que oscilam entre a média e abaixo, a cantora entrega um disco divertido, que funcionará bem para os charts e pista de dança. Composição: 19 | Criatividade: 10 | Coesão: 10 | Visual: 19

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Em seu terceiro álbum de estúdio, Astrid Major faz um retorno exuberante à forma da velha escola e entrega às pessoas o que elas querem: escapismo e nostalgia. Esse é o Rewind, o melhor e mais interessante disco de sua carreira. O álbum conta com 12 faixas, e soa de forma elegante, divertido, moderno e camp; todas as coisas que podemos esperar em um trabalho inspirado no disco. A primeira metade de Rewind, em particular, tem uma energia irresistível e contempla as melhores composições da carreira da cantora. Tudo nesse primeiro ato é energético, astuto e inteligente. Trazendo referências da cultura pop, que vão além da música, resgatando a filosofia e a cinemática em um conjunto de inspiração enriquecedor. Tendo forte influência na carreira de Madonna, Michael Jackson, Cher & outros ícones da cena mainstream. Enquanto Astrid, canta em versos: “Como ela pode ser mais dramática do que é agora? O trabalho dela nunca é bom o bastante” - trecho retirado da faixa “People Don’t Know” - A cantora exala que durante anos se viu subjugada pela mídia e pela crítica, e demonstra uma persona frágil já na abertura do seu disco. Fragilidade essa que se tornou a sua maior força, para provar a si mesma mais do que nunca, de que é capaz de qualquer coisa. Temos uma certa dificuldade de elencar as melhores músicas dessa primeira metade, todas as faixas são realmente incríveis, no entanto a peculiaridade de “Blue”, “Discorcise” & “Blood On The Dance Floor”, entregam de fato o que há de melhor nesse trabalho. Onde concluímos que a faixa 7 é a melhor de todo o trabalho, e certamente deverá ser trabalhada como um futuro single. A segunda metade do álbum apesar de perder um pouco de força em sua progressão, ainda entrega canções de ponta, e composição que revelam toda a habilidade da cantora. No entanto o disco segue um outro direcionamento, o qual acreditamos que foge da narrativa proposta inicialmente, quebrando de certa maneira a coesão intacta na primeira metade. Nada que afete o trabalho como um todo, no entanto é facilmente perceptível essa sensação. Os destaques aqui são mais fáceis de serem escolhidos, com honras para “Wonderland Crisis” & “Rewind Button”. Astrid pode não ter conseguido atravessa toda a pista de dança, mas escolheu o caminho mais brilhante para a sua ressureição após dois álbuns mornos. A cantora enfrenta a si mesma e demonstra um autoconhecimento e busca pela reinvenção. A estética do disco é admirável e completa, trazendo cores vibrantes assim como as composições aqui presente. Tudo segue uma arte visual coesa e entrega tudo o que um álbum disco necessita. Ousadia e criatividade. Rewind é um álbum realmente inebriante, que pode ser apreciado em sua totalidade e não cortado em singles de sucesso” – Onde suas tracks soam melhores e mais vivas que os singles escolhidos. Astrid chegou em seu ápice ao criar sua própria odisseia pop-dance em um clima tão vibrante e autoexplicativo. O disco é uma vingança, um grito de guerra em sua própria pista de dança. NOTAS: (COMPOSIÇÃO 30/35) - (VISUAL 30/30) - (COESÃO 15/20) - (CRIATIVIDADE 12/15)