
Pitchfork 90
Estreando com o pé direito na indústria musical, Bruce lança seu primeiro disco de estúdio, intitulado Human Awakening, compilado de onze faixas. Em sua primeira canção, intitulada “The Pied Piper", o irlandês utiliza elementos sensoriais que trazem a imaginação de estar em uma eterna viagem noturna pela rodovia Ventura, com versos extremamente bem encaixados, Bruce consegue cativar bem os olhos do público com a primeira faixa, sendo bem impactante e sincera, as metáforas são muito bem colocadas em sua maioria. "White Pony" possui uma metáfora extremamente bem sucedida no uso do “pônei branco” como um refúgio da dor e uma busca pela paz interior, o refrão da canção funciona muito bem, principalmente em linhas como: “O meu pônei branco se repousa todas as noites / Em meu quintal, e então eu penso em mim / Penso se posso sustentar minhas palavras / E atiçar a dor de minhas lágrimas e feridas”. “Grace” terceira faixa do Long Play, possui inspirações centradas no clássico “Amazing Grace", em geral a canção apresenta uma estrutura clássica e bem sólida, com versos diretos e bem pensados, sem dúvidas o apogeu da faixa chega em sua ponte, que, evoca sem dúvidas os sentimentos que o cantor quer passar. A quarta faixa do disco, “Impressions” traz versos que descrevem a solidão e alienação em meio de pessoas, onde Bruce se sente em uma constante luta para reestalensvet conexões verdadeiras com as pessoas, usando a melancolia subjacente como uma fachada de celebração, os versos da canção trazem constantes pensamentos e reflexões por parte do artista, que usa elementos bastante significativos que contribuem para o desenrolar da faixa. “Fall Song” é uma canção bastante peculiar, onde o irlandês usa o outono como metáfora principal, trazendo elementos da época principalmente, trazendo a mudança e aceitação de deixar o passado para trás, o cantor se mostra disposto a abandonar as antigas tradições e abrir caminhos para uma nova fase de sua vida em si, a referência fica clara em seu refrão, onde o artista usa toda a sua criatividade em grandes aspectos em geral. “Crimson" traz uma atmosfera mais diferente das demais faixas, onde Bruce se sente perdido e fora de sua "zona de conforto", mas aí mesmo tempo relutante em deixar a situação no passado, usando metáforas de fotografias, a faixa possui versos bem pensados e que, em sua maioria, se encaixam bem, principalmente em seu segundo verso. "Symptoms" sétima faixa do disco fala sobre um relacionamento que vive em altos e baixos, onde Bruce reflete sobre a intensidade de seus sentimentos ao longo da música onde tal sentimentos fica mais evidente em sua ponte, onde suas primeiras linhas são claras e determinadas a seguir o roteiro da faixa. “Joe The Sailor" traz elementos de luto e consequentemente a dor de não ter aproveitado o tempo que restava juntos mas onde Bruce encaixa tais sentimentos em um relacionamento, onde busca consolo de que a pessoa amada está em um lugar melhor do que ele, trazendo um ar de nostalgia. "But Life Continues" parceria com Courtney traz em sua raiz a autodescoberta, onde ambos artistas busca seguir em frente, apesar de tantos empecilhos em sua frente, os versos da canção são extremamente bem feitos e pensados, principalmente os versos de Courtney que sem dúvidas casam muito bem com os de Bruce. "Down by the Bay" penúltima faixa do disco busca sentir uma conexão efêmera com alguém, onde Bruce busca aproveitar cada momento e quer enfrentar todos os sacrifícios junto da pessoa que tanto ama, seu refrão é o apogeu da canção, onde linhas como "eu queimarei querosene com você / se isto não é para a eternidade / espero que seja ao menos emprestado / descendo pela baía, eles cantam esta canção". "Éxtasis" última faixa do disco busca uma sensação de plenitude e realização da pessoa amada, onde o artista deixa as preocupações de lado e tem em mente que não tem poder sobre elas, como o próprio título da canção evoca, a canção tem um êxtase grande, onde em geral revela que o amor eleva as limitações além de nossas realidades, sendo uma faixa extremamente bem estruturada e bem feita. Os visuais do disco não deixam a desejar, principalmente por suas páginas lindas e bem feitas, com cuidados de Moe e Tammy, onde a dupla consegue passar muito bem a mensagem do disco. Em geral, BRUCE nos apresenta um disco extremamente bem feito, que bem dizendo, é quase sem defeitos e passa extremamente limpo e coeso em geral, nos deixando ansiosos para um segundo disco do artista irlandês.

Variety 85
Human Awakening é o álbum de estúdio lançado por Bruce no dia 20 de Outubro de 2022, em gêneros Folk, Blues e Rock, cuja produção fica por conta de MOE e Tammy. A primeira faixa The Pied Piper introduz o LP numa caminhada a algum destino guiado pela melodia de um flautista, que serve como metáfora. A ponte é muito especial por ser agressiva, mas parece destoar do ue parecia muito delicado e romântico, mas talvez como uma reviravolta, isso possa contribuir até o final da tracklist. White Pony é uma aventura, embasada na ideia da idealização de algo que se quer se atenta ao próprio bem-estar. Parece alucinógena, já que a letra emana o carnal e petrifica o espiritual, mesmo que por uma vez Bruce se perca na complexidade de impor isso na escrita, mas logo retoma num furioso último verso e destrói. Impressions aparece no álbum como um momento de ponto cego, onde Bruce canta estar meio a uma multidão de interesseiros torcendo por atenção por alguém, este que Bruce tem uma paixão. O verso dois da faixa expressa sucintamente o que ele quis dizer em toda a duração da música, que ele tentou se aproximar mas tudo o barrava, tornando-o até mesmo desacreditado. É uma boa faixa. Curiosamente, a faixa Crimson aparece como uma humana canção de amor, segundo Bruce, e realmente todo o viés poético perde-se e dá lugar a uma crua letra de devoção. O Carmesin de Bruce diz que não quer nem gravar as cenas de sua vida com quem ama, pois eles querem viver cada momento, lindo trecho, mas nem assim a canção se destaca dentre as demais, é fofa, mas não é uma obra-prima. But Lifes Continues, colaboração com Courtney, falha em não ter um refrão tristemente explosivo, daqueles que cantamos às alturas, chorando, sofrendo, pela realidade. A letra da faixa é totalmente desesperançosa e racional, onde a emocionalidade do amor fica em falta e a dupla escreve em plena sobriedade. A atmosfera crua retorna nesta faixa, característica já apresentada anteriormente, e reforça o poder do título Human Awakening. Uma quente overdose finaliza com Éxtasis uma crônica dividida em partes maleáveis. Com diversos sentimentos no desenrolar do disco, Bruce finaliza com uma canção nostálgica e alucinógena que simplesmente quer dizer que ele é humano, super racional, mas mesmo que não sinta nada, pela sua frieza, quer construir sua quenticidade de qualquer forma. é um encerramento cirúrugico e ideal. A produção, assinada por MOE e Tammy, mostra que a simplicidade e união de formas, texturas quase inexistentes, tipografias do graphic-design atual contrastando com a genial cor azul-pastel, relatando palidez e avatares sem cor, como várias faixas, e imagens polidas. é uma produção contrastatória, eficaz. Faz sentido. Human Awakening pode ser definido como a mais crua visão da vida de Bruce, que vai desde o exagero poético e metafórico, ao rascunho e simplicidade da realidade da vida.