HELENA Elle Blanc R&B, Pop, Hip-Hop202410 músicas

All Music 80

Depois de um longo período de espera, Elle Blanc lança seu tão aguardado álbum de estreia intitulado “HELENA”, um projeto R&B que soa bastante interessante. O compilado que tem 10 faixas conta uma viagem melancólica sobre suas experiências pessoais. A faixa de abertura, “Love in Me”, traz a dualidade da experiência de amar, fazendo assim o eu lírico experimentar um sentimento de insatisfação. É uma ótima faixa para abertura do compilado, onde podemos encontrar uma lírica certeira e na medida vindo da artista. “Painful Hope”, uma das melhores do disco, onde Blanc discorre sobre um relacionamento tóxico e aborda sua dependência emocional. A faixa tem uma lírica visceral e totalmente emocional, fazendo o ouvinte mergulhar totalmente na faixa e entender o que o eu lírico expressa. "Self-Seeker” tem uma proposta interessante e inteligente, mas que poderia ser desenvolvida de uma melhor forma, tanto liricamente como em sua estrutura por completo. Mas, mesmo assim não é uma faixa que podemos descrever como ruim. Em colaboração com o rapper Malo, "Heartbeats Racing" nos surpreendente em entregar uma mudança lírica abrupta das faixas anteriores. A letra oferece um contraste interessante à melancolia do álbum, resultando em uma colaboração animadora e deliciosa. “Memories” apresenta uma lírica sincera, onde o eu lírico enfrenta um conflito interno sobre revelar ou não seus sentimentos ao amado. A letra é cativante, e Elle Blanc se expressa de maneira formidável em seus versos ao longo da faixa. “Princess” traz todo o luxo que podemos vivenciar ao se entregar ao amor. O eu lírico se joga ao lado lúdico do amor, nos agraciando com um ótimo pop com influências de hip-hop. “Maybe I Like” tem uma intenção inteligente e interessante, além de um poderoso refrão pop chiclete, mas desliza em clichês que fazem a canção ser um dos pontos mais baixos do compilado. “Scarlet Silk”, uma colaboração com Sofia Grady, traz uma lírica mais apaixonante entre as canções. As artistas exibem seus sentimentos e fazem uso de metáforas formidáveis, resultando em um grande acerto no álbum. Em "Magnetic Body”, Elle Blanc luta de forma esperançosa em busca de de encontrar novamente o caminho do amor, esse caminho que em algum momento ela se perdeu. Aqui temos uma lírica limpa e na medida, sendo uma ótima finalização do álbum. O visual, produzido por Effie e TAMMY, é polida e deslumbrante, sendo um grande ponto positivo na obra. O visual casa perfeitamente com o conceito do álbum, sendo uma das melhores produções do ano. “Helena" é uma estreia interessante para Ellen Blanc, mesmo que a obra deslize em alguns pontos líricos. O álbum tem um grande apelo visual, e no conjunto o álbum funciona bem, apresentando canções notáveis. Este trabalho nos deixa esperançosos pela contínua evolução da artista.



Spin 70

Em seu primeiro álbum de estúdio, Elle Blanc aborda a narrativa pessoal com o álbum "Helena" para mergulhar em um mundo mágico, discorrendo histórias de amor em torno da sua vida pessoal. O projeto contém uma lírica e abordagem mais frágil, e esse foi o maior problema do "Helena". O álbum inicia em "Love in Me", onde Elle abre seu coração em versos modestos sobre o fato do amor ser a parte que mais lhe machuca. Apesar de seu segundo verso ser intenso e complexo, a música peca um pouco na falta de complexidade sobre os sentimentos da cantora, onde a sensação final é que a artista não adentrou profundamente em seus sentimentos na hora da composição. "Painful Hope" mostra um pouco dos sentimentos mais profundos de Elle, diferente da anterior, de forma mais intensa; onde a artista conta uma história mais detalhada em seus versos. Porém, os versos acabam ficando repetitivos ao decorrer da música, se tornando redundante, algo que parece que já foi dito diversas verses na mesma música. "Self-Seeker" tem uma proposta bastante interessante, mas que precisa ter seus versos lapidados para que os versos se tornem mais atrativos. Como por exemplo, o refrão da música tem uma estrutura estranha e quebrada, e ao mesmo tempo, poderia ter sido melhor elaborada. "Heartbeats Racing" em parceria com Malo é uma parceria refrescante, com versos que se completam e a adição do rapper foi necessária, onde seus versos complementam bem os versos de Elle a música. "Memories" soa como uma canção adolescente apaixonante, e talvez esse seja o maior pró e também o maior contra da música, pois não tem um tom de uma composição madura, mas ao mesmo tempo, é cativante pela artista estar notavelmente entregue à paixão. "Princess" contém os mesmos problemas da anterior, e em alguns versos é notável um progresso lírico, principalmente em seu refrão e terceiro verso, mas os versos iniciais dão um tom muito raso para a música. "Scarlet Silk" e "Magnetic Body" chegam juntas como as melhores músicas do álbum, onde a primeira contém uma atmosfera sensual que a artista se conecta com Sofia Grady como nunca. Os versos parecem ser ponderados na medida certa, e tanto os versos de Blanc e de Grady andam junto em qualidade. Já "Magnetic Body" se conecta com a sensualidade da música anterior e contém versos mais maduros, onde é possível sentir toda a vulnerabilidade sensual de Elle, ao mesmo tempo que está feroz em metáforas. Apesar de ser uma composição incrível, "Grieving" está mal colocada na tracklist e não soa bem como uma faixa de encerramento, principalmente toda a sensualidade das duas faixas anteriores. Considerando isso, a faixa tem uma lírica forte, os versos dos artistas se completam perfeitamente e suas emoções estão cruas. Sua parte visual é o seu maior triunfo no "Helena". As cores laranjas e amarelo chamam a atenção para Elle, e valoriza muito todo os eu projeto; e a capa do álbum é incrivelmente bem elaborada, sendo a melhor já apresentada por Elle. Entretanto, o maior problema do "Helena" é a falta de complexidade na narrativa de Elle Blanc nas suas composições, onde acaba caindo em um tom mais comum, e faz com que as suas composições não impressionem como deveriam, ou muito menos se conecte com o ouvinte de alguma forma intensa. Por exemplo, músicas como "Self-Seeker" e "Love in Me", ou até "Painful Hope", que tinham grande potencial de impacto, acabaram tendo uma abordagem morna. A artista tem um grande potencial para percorrer, mas é necessário entender que se afastar de versos mais inofensivos é importante para que a composição ganhe força, ganhe vida; e isso acabou faltando em algumas músicas. "Helena" é um álbum de estreia que mostra que Elle está no caminho certo, mas que infelizmente alguns erros acabaram prejudicando o desempenho final.



Billboard 63

“Helena” é o lançamento que marca a tão esperada estreia da artista Elle Blanc no cenário musical. Contando com 10 faixas e co-compositores que vão de nomes como Sofia Grady à Zane, o disco, segundo a artista, é um projeto pessoal que narra as suas várias vivências. Na abertura do trabalho nós temos “Love in Me”, single co-escrito em parceria com o astro do rock Steve Bowie. A canção, por meio de suas linhas, trata das complexidades do amor. Ilustrando os seus aspectos positivos e negativos, além da sua necessidade e deixando claro que o mesmo existe também em meio a dor. Tudo isso enquanto reflete sobre a jornada emocional do eu lírico em direção à autoaceitação e sua própria cura. Embora tenha um conceito interessante, a canção soa fraca para a iniciação de um disco. Na sequência somos apresentados a “Painful Hope”, uma co-composição com Sofia Grady, nome que aparece de forma tão frequente no disco quanto o de sua criadora. Com uma letra que retrata um relacionamento caracterizado por decepções e expectativas quebradas, vemos aqui que a temática amor se repete e que há um certo padrão também. Assim como na primeira, a obra soa repetitiva, também tenta investir em algumas metáforas que não funcionam, e mesmo que tenha um certo desenvolvimento, acaba se tornando cansativa. “Self-Seeker” avança e mantém a mesma narrativa de um relacionamento, porém agora lida com o eu-lírico descobrindo que a pessoa com quem se envolve é abusiva. Os mesmos erros de faixas anteriores se repetem aqui, em especial as metáforas que não funcionam bem, por exemplo, como é o caso das seguintes linhas: “Que você era apenas uma miragem/Uma viagem egocêntrica/Uma barragem sem alma”. É visível o esforço de ambas as compositoras – Blanc e Grady – porém essas linhas não emplacam. “Memories”, mais um single e dessa vez com co-Composição de Danny Wolf, chega e é inegável que ela não adiciona muita novidade ao registro, além disso apresenta uma das letras mais fracas até aqui. “Heartbeats Racing”, com Malo, e “Princess” são mais dois pontos que não fogem da curva. Ambas as canções se mantém na narrativa de relacionamento, porém a primeira retrata um casal em seu primeiro contato. Apesar da faixa tentar ilustrar o momento de uma forma mágica, a falta de uma emoção genuína na escrita acaba dando-lhe um aspecto meio travado e robótico, algo como se o que ali está retratado nunca tenha sido vivido por seus autores. Já “Princess”, mais uma obra co-composta por Sofia Grady, acaba soando como uma canção que ilustra o relacionamento das duas artistas. Liricamente os mesmos problemas já apontados persistem. “Maybe I Like” e “Scarlet Silk” dão continuidade ao lançamento que, a essa altura, já se faz exaustivo de tantas voltas em círculos que acaba dando. Entretanto, “Maybe I Like”, apesar de não fugir da linha temática das outras, acaba por ser uma grata surpresa e o grande destaque lírico do trabalho até o momento. Com uma letra mais sólida, descontraída e sincera. Entretanto, peca por ser mais uma composição de Elle Blanc com outra pessoa, dessa vez com a também novata Emma Miller. Já em “Scarlet Silk”, finalmente uma parceria propriamente dita com Sofia Grady, temos uma mudança na abordagem do disco, uma canção mais sensual e que ilustra a química do casal Grady x Blanc. Essas duas são, em disparada, as melhores e mais coesas do disco até aqui. “Magnet Body” e “Grieving” com Jaehyuk e Coline marcam o desfecho desse lançamento de longa duração. Enquanto a primeira, que tem os créditos da composição divididos com o astro ZANE, regressa com força para a temática relacionamento, ela se destaca por sua lírica consistente e o bom uso de metáforas, fazendo desta a melhor canção do presente trabalho. Em contrapartida, Grieving, a faixa de encerramento, que é um remix de “Memories”, acaba não só repetindo o tema como todos os erros já pontuados aqui. Se tratando de seu visual, a produção de Effie foi certeira. Fazendo do disco algo muito belo, com um bom uso dos recursos e uma precisão na edição. Em tudo, desde a escolha da paleta até o uso dos filtros e texturas, você pode notar que houve um imenso de sua responsável. O html imersivo de Tammy também foi de grande importância para ajudar a ampliar a experiência visual criada por Effie. Em resumo, “Helena” não consegue transpassar a genuinidade de um projeto taxado como pessoal e autointitulado, além disso, ele tem seus erros, bem como acertos, e nos deixa perguntando como seria um lançamento inteiramente idealizado pela srta. Blanc.



Rolling Stone 60

Elle Blanc apresenta seu primeiro álbum de estúdio, "HELENA", como uma jornada musical que transcende os limites entre R&B, Pop e Hip-hop. O trabalho, que é construído liricamente principalmente por Elle Blanc e Sofia Grady, busca explorar as vivências da cantora, misturando realidade e imaginação. Desde baladas melancólicas do R&B até batidas contagiantes do Pop, o álbum traça um retrato íntimo da vida de Elle, passando por decepções, conexões renovadas, paixões inesperadas e a vida após a fama. Os gêneros musicais utilizados no disco refletem os interesses artísticos de Elle Blanc, com uma abordagem que oscila entre o emocionalmente carregado R&B e a acessibilidade do Pop e Hip-hop. O conceito do álbum é claro: é uma narrativa coesa que mergulha nos altos e baixos da vida da artista, oferecendo aos ouvintes uma visão autêntica de suas experiências pessoais e sua jornada criativa. Adentrando no álbum, a primeira impressão que fica evidente é que Elle Blanc demonstra uma tremenda coragem e determinação artística em seu álbum de estreia, o que é muito louvável. Embora o trabalho possa apresentar temas genéricos dentro do contexto do público-alvo adolescente, é admirável ver Elle abraçando sua identidade e oferecendo exatamente o que seu público espera. O disco é um reflexo autêntico da imagem influente que Blanc deseja projetar, mostrando uma artista que está pronta para compartilhar seu mundo com o público. Destacando-se no repertório, a faixa 'Self-Seeker' se sobressai como a melhor do álbum. Nela, Elle, com apoio lírico de Grady, abordam a decepção amorosa com uma honestidade cativante e uma escrita assertiva, sobretudo quando se fala de um assunto muito popular e de fácil identificação: “Eu permaneci na sua sombra, enquanto você permanecia alto, nosso amor foi como um maremoto… Ele caiu sobre nós”. No entanto, algumas faixas como 'MEMORIES', 'Magnetic Body' e 'Heartbeats Racing' não mantêm a mesma qualidade, caindo em clichês previsíveis e um tanto quanto “descartáveis”. Isso revela uma necessidade de refinamento na seleção das músicas ou em ajustes na composição, sobretudo em conteúdo, estrutura e proposta. O aspecto visual de "HELENA" é verdadeiramente notável, sendo o ponto alto do disco. Effie entrega uma produção visual impressionante, repleta de cores marcantes, efeitos bem justificados e sobreposições criativas que capturam a atenção. Embora o visual possa superar a qualidade de algumas músicas, ele contribui significativamente para a atmosfera geral do álbum. Sendo assim, "HELENA" é um lançamento promissor para Elle Blanc na indústria musical. Como seu primeiro álbum, ela revela sua coragem em expor suas letras e vulnerabilidades. Embora a obra não seja excepcionalmente marcante, possui vários pontos positivos que o destacam dentro da sua geração. Elle Blanc demonstra potencial para evolução e crescimento no cenário musical, sugerindo que há muito mais a ser explorado em sua carreira.



Variety 65

Após um longo periodo de espera e de singles, Elle Blanc nos traz seu tão guardado primeiro álbum. Intitulado de "HELENA", o disco nos traz uma Blanc que nos apresenta suas diversas facetas em uma variedade de narrativas, prometendo o ouvinte uma verdadeira experiência singular transitado em vários gêneros. Entretanto, quando você traz uma vasta variedade de temáticas em um mesmo disco você corre um risco dessa variedade acabar se desorganizando e infelizmente é o que acontece em "HELENA". O disco em suas 10 faixas acaba por parecer um emaranhado de pensamentos em que não se é possível notar uma união entre eles. Talvez se Elle tivesse inserido algumas transições, interludes ou talvez colocasse um ponto que servisse de oração para a sua narrativa, as faixas poderiam ter um senso de união melhor entre si. O próprio fato de abrir com 'Love In Me', faixa co-escrita com Steve Bowie, já acaba sendo um erro, porque as faixas que vem a seguir quebram toda uma narrativa iniciada em sua faixa de introdução. Importante mencionar que talvez a presença de diferentes co-compositores nas faixas, como Steve Bowie, Sofia Grady, Danny Wolf e ZANE, acabou deixando a gente sem saber que pensamentos realmente pertencem à Elle Blanc, qual a sua identidade? Qual o seu estilo de compor? Ainda mais no disco de estreia ao qual é tão importante para um artista. Os grandes destaques do disco, de forma individual, são "Memories" e "Self-Seeker", com o segundo trazendo uma narrativa recheada de metáforas bem utilizadas, talvez um grande ponto forte da composição de Elle... mas por se tratar de uma faixa co-escrita com Sofia Grady, fica dificil de afirmar totalmente isso. O visual é o ponto mais positivo do álbum. Produzido por Effie e Tammy, encontramos aqui um trabaho de ótima qualidade com um encarte com uma fotografia muito bem escolhida e com seu escrito sendo distribuído de forma exemplar. O HTML complementa muito bem o álbum, não deixando ele tomar conta e sobressair ao visual, mas se colocando como uma dupla perfeita à ele. A única crítica ao visual é que ele tem muitos elementos já familiares da produção de Effie, como a fonte e o design, em seus trabalhos autorais, se tornando um visual que é possível imaginar na discografia da cantora trocando a artista da Elle pela da Effie. Effie deve se atentar mais a sair um pouco de sua zona de conforto para não reproduzir elementos repetidos, mas não dá para negar que a cantora é uma grande produtora. Em resumo, a obra acaba por pecar em seu ponto mais importante que é a composição e a falta de identidade da artista. Por se tratar de um álbum de estreia é compreensivo tais erros, mas é algo que Elle Blanc deve se atentar-se se busca se tornar uma grande estrela, porque o potencial para isso a cantora tem. "HELENA" é um álbum belo em seu visual e adoraríamos ver essa beleza ser transferida para o seu conteúdo lírico também.



The Boston Globe 78

Com "HELENA”, Elle Blanc se apresenta para os holofotes da indústria da música com um projeto R&B instigante e marcante. Em suas palavras, o trabalho da jovem artista traz uma visão imaginativa e cheia de frescor em dez faixas que embarcam em uma viagem melancólica sobre suas vivências pessoais. O álbum, por sua vez, pode ser definido por quem o ouve como uma jornada agridoce entre a visão criativa de Blanc – encharcada de sentimentos conflituosos – e a visão emocional da mesma com base em suas experiências. A primeira faixa, "Love in Me", explora a complexidade do amor e como esse sentimento pode ser devastador na vida da intérprete. A carga visceral de suas emoções é elevada em “Painful Hope”, uma das melhores do disco, onde Blanc discorre sobre um relacionamento tóxico e aborda sua dependência emocional. "Self-Seeker" segue a mesma linha temática das duas faixas anteriores, mas não consegue entregar uma performance lírica equiparável. Posteriormente, temos o já conhecido sucesso entre a cantora e o rapper Malo. A colaboração "Heartbeats Racing", oferece um contraste surpreendente e uma mudança de temática nem um pouco sutil. A letra, em si, oferece um contrapeso interessante para a temática tristonha que o álbum vinha tomando com suas canções iniciais, mas aqui ainda não é o pico lírico do disco.Em "Memories”, Elle Blanc discorre sobre a angústia do início de seu relacionamento e entrega outro grande destaque do LP. “Princess”, por sua vez, muda um pouco a narrativa do álbum e traz uma letra cheia de opulência. A habilidade de Elle aqui é algo muito positivo a ser destacado. “Maybe I Like” é a faixa mais desinteressante do projeto, mas está longe de ser ruim. A sua escolha como single inicial é bastante duvidosa, tendo em vista o material que ela já produziu. A sensual e catchy “Scarlet Silk”, sem sombra de dúvidas, ocupa o posto de melhor do LP. A combinação divertida e audaciosa de Sofia Grady com os versos ousados de Elle Blanc eleva a atmosfera do disco apresentando um balanceamento de temas muito singular no contexto do projeto. Finalizando, “Magnetic Body” traz um ótimo encerramento para o álbum. Com a participação de ZANE na composição, é uma faixa deliciosamente desenvolvida e fecha o trabalho da cantora em um nível mais elevado de que quando se iniciou. A produção visual, assinada por Effie e Tammy, é o carro-chefe desse material. A utilização dos elementos, cores, fontes denotam a maestria das excelentes produtoras para a composição desse disco. É um forte concorrente para as premiações visuais. Sumariamente, “HELENA” é uma amalgama de sentimentos conflitantes sobre um relacionamento conturbado e o processo de redenção de Elle ao buscar em si mesma o amor que não fora dado. É uma ótima aposta de debut na indústria, mesmo com carências na parte lírica. O grande recado, no final de tudo, é que a Elle está cravando seu nome no mundo da música e promete ser um grande destaque com potencial para o presente e para o futuro.



Pitchfork 70

Após uma sequência de lançamentos notáveis na indústria, Elle Blanc está de volta com seu primeiro álbum de estúdio intitulado de “HELENA”, dividido em 10 faixas com participações de Coline, Jaehyuk, Malo e Sofia Grady. Iniciando pelo single promocional “Love In Me”, a canção narra uma jornada de autodescoberta de amor próprio ao descrever os estágios de tal condição, soando um tanto quanto interessante em alguns pontos, mas um pouco mal executada em outros. “Painful Hope”, é a segunda faixa do disco e é basicamente sobre a sensação de platonismo ao se apaixonar por alguém sem que haja correspondência. É uma faixa interessante, mesmo que peque por se assemelhar um pouco com faixas presentes no “The One” de Sofia Grady, co-compositora da faixa em questão. “Self-Seeker” e “MEMORIES” são as faixas subsequentes e representam a mesma áurea já encontrada no projeto até aqui, com destaque a “MEMORIES” que é bem conhecida previamente pelo público, mas, mesmo com o melhor potencial do “HELENA” até aqui, ainda tendo pontos onde seus imbroglios soam mais alto. “Heartbeats Racing” é sua parceria com Malo e é novamente o ponto mais interessante do disco após “MEMORIES”, aqui pela primeira vez tendo de fato o mais próximo da alma de Elle Blanc que o público espera conhecer, mesmo que se desconecte com o resto do escopo do disco.“Princess” e “Maybe I Like” possuem premissas interessantes, mas acabam por se apoiarem em muitas ramificações de clichês, não conseguindo desempenhar um bom funcionamento de uma coesão esperada por faixas com tais propósitos. Parecem ser faixas que quase engatam, mas nunca saem da ideia de explosão.“Scarlet Silk” é uma colaboração com Sofia Grady, e é um tanto quanto ousada, tendo os versos mais bem construídos por Ele aqui, mas ao mesmo tempo, o contraponto de Sofia por não se encaixar tão bem a proposta da faixa. Mas ainda sim, é uma boa escolha para se estar na tracklist e, ainda uma possível de próximo single. “Magnetic Body”, e “Grieving”, são as faixas que finalizam o projeto e, a primeira soa interessante, ao passo que a segunda se resume em: “era necessário?”. “Grieving” possui a mesma letra de “MEMORIES”, com apenas a adição das vozes de Coline e Jaehyuk mas sem mais novas surpresas. Um final um tanto quanto anticlimático. A visual é sem dúvidas o grande ponto do álbum, com produção de Effie e HTML de TAMMY, dando vida e profundidade para o “HELENA”. O uso de cores, manipulações e polidez traz um refinamento bem audacioso, possivelmente sendo um dos mais bonitos do ano. Em sumo, “HELENA” é um projeto que poderia ser mais interessante se fosse encurtado ou executado de outra maneira, como por exemplo tendo a presença mais efetiva de Elle Blanc na parte lírica que, por muitas vezes, pareceu não traduzir a proposta de ser um álbum pessoal, uma vez que a presença de co-compositores em todas as faixas ocupasse uma lacuna de personalidade maior do que a artista principal, mas, que em um futuro projeto, possam ser polidos e melhor desenvolvidos, assim mostrando todo o potencial de Blanc.



TIME 67

Após um longo tempo desde sua estréia oficial na indústria, a artista estadunidense Elle Blanc nos apresenta seu primeiro álbum de estúdio intitulado “HELENA” fazendo referência ao nome de batismo da artista, o compilado possui onze faixas em sua estrutura e parcerias com Sofia Grady, Coline, Jaehyuk e Malo. A primeira faixa do disco intitulada “Love in Me” é composta por Steve Bowie e Blanc, onde a artista fala como se sente presa sem um relacionamento que lhe causa dor e questiona a importância disso em sua vida, se o seu esforço em fazer dar certo é algo a se seguir, a estrutura da faixa é muito boa, apesar de apresentar uma ideia bastante clichê em muitos pontos ao seu decorrer, apesar disso, é uma ótima iniciação para o disco. "Painthful Hope" demonstra como a artista se sente em um relacionamento, abordando o mesmo tema da faixa anterior, sendo um tanto quanto redundante em muitas partes, principalmente em seu refrão, que apresenta as mesmas ideias e acaba por não conseguir se desenvolver muito bem como os primeiros versos da faixa, que são bem escritos. "Self-Seeker" segue uma linha mais direta e rebuscada, onde os versos da faixa revelam o como a artista se sente "culpada" por tudo aquilo que causou no relacionamento, trazendo um ar de apontamento para si mesma, revelando seus pontos fracos, mas também destacando que o seu parceiro também teve culpa em tudo o que aconteceu, a canção usa muitas metáforas visuais que são bem aplicadas, mas que alguns momentos um pouco deslizantes, como em seu pré refrão. Abordando o mesmo conteúdo de faixas anteriores, “MEMORIES” traz um aspecto mais emocional ligado para como a artista se sente em relação ao amor, perguntando ao seu "diário" se deve dar mais uma chance ao amor, assim, correndo riscos de sua escolha, a faixa apresenta versos clichês, muito repetitivos e confusos. "Heartbeats Racing" colaboração com Malo, segue a linha mais puxada ao amor e como a artista se sente com tantas adversidades ligadas ao tema, descrevendo a experiência da primeira vez que duas pessoas apaixonadas se encontram, causando um sentimento único para ambos, a faixa apresenta versos muito rasos e sem profundidade, onde acaba por ficar no mesmo lugar, sem prosseguir muito adiante, as linhas de Malo apresentam um ar que casa mais com a faixa, sendo a melhor parte da canção. "Princess" sexta faixa do disco, trata de como Blanc se sente em relação a sua esposa, descrevendo ela como uma "princesa", trazendo momentos de luxo, amor e sexo, usando metáforas um pouco sem nexo como: "Nosso amor é como um favo de mel delicadamente esculpido" que acabam por soar diferentes da canção em si. "Maybe i Like" apresenta uma história de como a artista se sente em relação a tentações, fazendo assim gostar de coisas "proibidas" para pessoas como Blanc, onde se sente convencida a "talvez" ir de acordo com o proposto pelo seu círculo, sendo uma faixa bem direta, apresentando poucos elementos em sua raiz. "Scarlet Silk" colaboração com Sofia Grady possui um tom mais apaixonante e amoroso comparado as demais faixas, onde ambas artistas apresentam como se sentem e fazem metáforas visuais bem aplicadas, passando sem muitos erros e sendo uma aposta boa de single para o álbum. "Magnetic Body" listada como penúltima faixa do disco apresenta uma lírica muito bem feita e refinada, onde são muito bem ajustadas em sua grande maioria, apresentando versos longos que casam muito bem entre si, sem dúvidas sendo a melhor faixa do álbum até aqui, a colaboração entre Blanc e ZANE na escrita casa muito bem. "GRIEVING" colaboração com Coline & Jaehyuk possui uma releitura da faixa “MEMORIES”, a harmonia entre os três artistas é bastante presente, apesar dos mesmos erros da faixa original permanecerem. O visual do álbum é muito bem apresentado e ajustado, onde o encarte passa extremamente limpo e sem muitos erros, marcado principalmente pela alta criatividade de Effie em sua criação e também pela presença de Tammy em questões técnicas, apesar disto, a capa do disco possui tons exagerados e um visual poluído, causando uma confusão inicial, apesar do encarte ser extremamente bem feito e lindo. Em geral, Elle Blanc nos apresenta um disco com faixas pouco expressivas, mas que apesar disso, faixas como “Scarlet Silk” e “Magnetic Body" elevam em níveis estratosféricos o nível de composição do disco até aqui, apesar do álbum apresentar algumas faixas confusas e rasas, mas que, nos deixam ansiosos para futuros trabalhos da artista e para sua evolução completa.



American Songwriter 67

Em seu primeiro álbum de estúdio, Elle Blanc entrega “HELENA” — projeto composto por 10 faixas, que incluem participações de Coline, Jaehyuk, Malo e Sofia Grady. A primeira faixa é “Love In Me”, composta por Steve Bowie e por Elle. É uma canção com um conceito muito interessante, mas na prática é uma faixa muito rasa e sem uma aura especifica; como se fossem pensamentos e pensamentos jogados à mesa sem muita conectividade ou intencionalidade. “Painful Hope”, composta por Sofia Grady e Elle Blanc, fala sobre amar alguém que apenas sabe te machucar: um amor unilateral e sem sentido num geral. É uma faixa boa, mas um ponto a ser observado é que ela parece muito mais uma canção de Sofia do que de Elle; a artista não parece deixar sua marca nela, passando então despercebida. “Self-Seeker” traz uma parte mais forte de Elle, aqui mostrando suas características, mas é uma canção mal desenvolvida por cair em caminhos muito previsíveis e também em questões pouco produtivas. “MEMORIES” volta ao paradoxo visto nas anteriores; é uma faixa interessante, com boas camadas… mas simplesmente não parece dizer nada sobre Elle. Danny Wolf executa bem o seu trabalho, mas Elle fica de lado por simplesmente não soar coeso ao que ela propõe. “Heartbeats Racing” sofre do mesmo, mas aqui o problema se atenua; o verso de Malo é muito bem escrito e segue bem o conceito, mas o restante da canção é extremamente raso e sem sentido, até mesmo indo em um caminho diferente do que é previsto no Sobre; é uma faixa dispensável e disfuncional no projeto. “Princess” soa promissora no seu início, mas ao longo do seu desenvolvimento acaba deslizando e caindo em mais clichês, clichês esses que não ajudam em nada na canção. É uma faixa dispensável dessa forma, mas se fosse retrabalhada seria interessante. O grande problema no disco, até agora, são descrições extremamente diferentes e incondizentes ao que realmente está escrito nas letras, o que faz com que as canções se dissipem e o projeto se torne algo oco e sem conteúdo pertinente. “Maybe I Like” possui uma intenção e até mesmo um refrão legal, mas mais uma vez escorrega em clichês que não ajudam na construção e nem no fundamento da faixa. É uma canção mista, numa linha entre o dispensável e o “quase”. “Scarlet Silk”, parceria com Sofia Grady, é bem interessante. Por mais que os versos iniciais de Blanc não soem tão bons, logo a faixa vai se desenvolvendo e no final temos uma canção bem poderosa. É esse tipo de faixa que Elle deveria ter investido; se arriscando, mantendo a crescente sem caminhos íngrimes. “Magnetic Body”, composição de ZANE e Elle Blanc, funciona bem… mas mais uma vez não se vê tanto assim de Elle, algo que já foi abordado aqui. Talvez um alongamento e uma inclusão mais direta das características da artista ajudariam nesse ponto. “Grieving”, em parceria com Coline e Jaehyuk, finaliza o projeto com uma pergunta: qual seria o sentido de incluir a mesma composição (aqui, no caso, MEMORIES), como faixa finalizando o projeto? Coline e Jaehyuk não são nem ao menos delegados a algum verso em específico, tornando a inclusão dessa faixa no projeto sem sentido. O visual, produzido por Effie e TAMMY, é bem bonito e traz uma produção de bastante cuidado. Entretanto, o visual não parece casar com o lírico da forma certa. Talvez a presença do vermelho sem o excesso de dourado seria algo que mudaria isso. Em síntese, “HELENA” é um disco de estreia que promete, mas no final cumpre apenas parte do prometido. Elle deve se atentar a compor letras que digam mais sobre ela; nesse projeto em si, não foi visto tanto quanto desejado, principalmente quando se é um disco de estreia.



Rolling Stone 85

“HELENA” marca a estreia de Elle Blanc no cenário musical, apresentando um álbum que tece uma narrativa entrelaçada entre o mundo real e o imaginário da artista. Este trabalho envolvente transita desde faixas melancólicas, envoltas pelo ritmo cativante do R&B e suas vertentes, até canções contagiantes com batidas Pop que se fixam na mente dos ouvintes. A faixa de abertura, "Love in Me", mergulha na complexidade do amor, destacando como esse sentimento pode ser culpado pela insatisfação de Elle em sua vida. Embora apresente um tom melancólico evidente, a música não aprofunda totalmente esse contexto. Em um retrato de relacionamento tóxico, "Painful Hope" captura um momento sensível entre Elle e seu parceiro, revelando uma dependência emocional que a prende. A letra aborda diretamente essa dinâmica de forma sentimental e direta. Seguindo essa narrativa, "Self-Seeker" dá continuidade ao tema anterior, com o eu-lírico reconhecendo a natureza egocêntrica de seu parceiro. Embora essa característica já tenha sido sugerida na faixa anterior, ela é mais enfatizada aqui. A colaboração "Heartbeats Racing", com a participação do rapper Malo, surge como uma contraposição surpreendente ao tom melancólico e sombrio estabelecido anteriormente na track-list. Nesta faixa, os artistas exploram um mundo vibrante e apaixonado, envolvendo-se em um relacionamento magnético e repleto de paixão. Essa mudança de atmosfera pode parecer confusa após a intensidade de "Self-Seeker". Por outro lado, "MEMORIES" traz um tom juvenil e amoroso, capturando a ansiedade e a excitação dos primeiros passos em um relacionamento. Esta música é encantadora e bem estruturada, oferecendo uma pausa reconfortante na sequência do álbum. A ousada reviravolta de "Princess" introduz uma visão de luxo no contexto do amor, explorando os pontos altos e glamorosos de um relacionamento. Elle Blanc se entrega ao sonho e à fantasia neste pop viciante e com influências hip-hop. Entretanto, em "Maybe I Like", apesar da abordagem inicial de um relacionamento apaixonado, a falta de aprofundamento e os versos clichês fazem com que esta faixa soe como uma versão menos interessante da música que a precede. Em "Scarlet Silk", com a participação da companheira de Elle Blanc, Sofia Grady, somos apresentados a uma perspectiva encantadora de flertes entre o casal. Este dueto, embora simples, transmite uma doçura genuína, adicionando uma camada adorável ao álbum. Finalizando o disco com "Magnetic Body", Elle Blanc busca reacender a chama do amor que ela própria deixou se dissipar. A música reflete a vontade da artista de encontrar novamente a paixão, desta vez sem os obstáculos que a impediram no passado. O visual do álbum, concebido pela própria Elle em colaboração com a talentosa produtora TAMMY, emerge como um dos destaques visuais do ano. Com tons areados e a combinação de vermelho com laranja, o design evoca a imagem de uma chama ardente, transmitindo uma sensação de calor e paixão. Esta escolha estética harmoniza perfeitamente com a temática central do álbum, que gira em torno do amor, resultando em um trabalho visual de qualidade excepcional e coesão impressionante. "HELENA" mergulha profundamente na temática do amor, apresentando uma primeira metade coesa e envolvente, mas eventualmente se torna repetitivo, explorando a mesma premissa com poucas variações. Os singles pré-lançados, em comparação com as faixas do álbum, parecem menos inspirados, sugerindo que "HELENA" pode ter sido mais refinado após o lançamento dos seus singles de trabalho, que soam como se o caminho ainda não estivessem claros. Como álbum de estreia, Elle Blanc lida habilmente com as letras, mas as músicas poderiam beneficiar de uma maior individualidade e diferenciação entre si. No entanto, o destaque indiscutível é o visual, que é explosivo, criativo e único. "HELENA" representa um passo significativo no autoconhecimento de Elle Blanc, embora seus desafios sejam reparáveis e apenas exijam mais atenção.