Velvet Reveries Hurrance Evans Pop, Alternative202410 músicas

All Music 95

Voltando de surpresa para a indústria com o álbum "Velvet Reveries", uma obra muito pessoal e intimista, refletindo as experiências e emoções de Hurrance Evans ao longo de um período conturbado de criação. A descrição do álbum como um universo lúdico de escapismo e fantasia sugere uma abordagem artística interessante, que busca oferecer um refúgio frente à monotonia da realidade. A influência de outros artistas e obras cinematográficas na criação do álbum mostra uma ampla gama de referências que moldaram a visão e o estilo da intérprete. A faixa título, "Velvet Reveries", estabelece bem o tom do álbum como uma introdução a esse mundo imaginário e lúdico. No entanto, a questão levantada sobre até que ponto vale a pena escapar para esse mundo de fantasia pode indicar uma reflexão mais profunda sobre os temas abordados. As músicas "Homesick" e "Ghostbusters" exploram temas de nostalgia e aventura, respectivamente, oferecendo diferentes perspectivas emocionais ao longo do álbum. A canção "Ethereal Melodies" destaca o processo de composição da artista, revelando um lado mais íntimo e reflexivo da criação artística. A faixa "Celestial Ballet" traz uma reflexão filosófica sobre a existência humana diante da vastidão do universo, adicionando uma dimensão mais profunda ao álbum. A música "Santa Monica" é apresentada como a primeira canção escrita para o álbum e estabelece o tom do projeto, transmitindo um sentimento de liberdade e jovialidade inspirado pelo local favorito da artista na Califórnia. Essa música é um ponto de partida energético e otimista para o álbum, capturando a essência despreocupada e vibrante da juventude e da liberdade. "Dear Charlie" revela um aspecto emocional e pessoal mais profundo do álbum, sendo uma carta dedicada ao companheiro canino da artista que faleceu recentemente. A música expressa a conexão especial entre o artista e seu animal de estimação, destacando os momentos compartilhados e a importância desse relacionamento para o artista. "Neon Dreams" introduz uma atmosfera mais sombria e reflexiva ao álbum, inspirada por uma experiência negativa durante uma noite agitada na cidade grande. A música questiona a efervescência da vida noturna urbana, sugerindo uma abordagem mais crítica e contemplativa em relação aos aspectos menos positivos da vida moderna. A faixa "Victor" aborda a preocupação e apoio do artista a um amigo diante de uma situação delicada envolvendo uma "bad trip". Essa música parece explorar os perigos da busca pela fuga da realidade e destaca como essa tentativa de escapismo pode ter consequências negativas. No entanto, a artista busca transmitir uma mensagem positiva e de conforto em meio às dificuldades enfrentadas pelo amigo. Por fim, "Roots N Wings" encerra o álbum com uma reflexão sobre a jornada da artista desde suas origens no sul de Londres até Los Angeles. Essa música representa um olhar otimista para o futuro, mantendo um respeito pelas raízes que moldaram a identidade de Hurrance. "Velvet Reveries" oferece uma variedade de temas e emoções, desde a liberdade e jovialidade até a perda, reflexão e amadurecimento. A diversidade de experiências e sentimentos explorados ao longo do álbum contribui para uma narrativa emocionalmente rica e complexa, que reflete a jornada pessoal e artística do artista. Em resumo, é um disco pessoal e reflexivo, que busca oferecer um espaço de escapismo e imaginação. A influência de diversas fontes criativas e o processo criativo detalhado revelam uma obra complexa e multifacetada.



Spin 94

Sem aviso prévio, Hurrance nos presenteia com “Velvet Reveries”, seu terceiro álbum de estúdio. O compilado de 10 faixas que passeiam com maestria pelos gêneros Pop e Alternativo traz em seu conteúdo lírico vivências e sentimentos pessoais, como de costume em trabalhos da artista, dessa vez enfatizando como conceito a fantasia, está sendo o refúgio iluminado e lúdico da escuridão que a monotonia da realidade causa. A faixa título “Velvet Reveries” abre o disco. Com uma lírica cativante e singela, Hurrance nos apresenta um portal lúdico para nos transportar dessa realidade monótona e poder relaxar e se divertir em um local feliz e colorido, onde tudo parece ser mais atrativo. Logo depois temos o single “Homesick”, com uma letra que chega a ser fofa e delicada trazendo a saudade da infância, onde tudo era mais divertido, nos fazendo viajar pela nostalgia de ser criança, apenas vivendo suas fantasias. Evans, entrega uma canção poderosa e cativante, sendo uma ótima escolha para o primeiro single. “Ghostbusters” traz em seu lírico a forte ligação de amizade que a artista tem com seus amigos de uma forma única, fazendo uma analogia fofa e engraçada de como mesmo morta não abandonaria eles, dando um jeito de assombra-los como fantasma. Nessa faixa, Evans consegue nos colocar de frente com todo o conceito do LP, já que transforma uma situação embaraçosa em algo lúdico. “Ethereal Melodies” aparece como uma quebra de narrativa que o álbum vinha construindo, mas no fundo não é, já que de forma lúdica nos é mostrado como é o processo de composição. Nesta canção o eu lírico mostra o que acontece por trás de toda a cena já montada, cantando sobre como é todo o seu ritual para a magia da musicalidade acontecer. É uma letra inteligente é interessante explicando todo o amor e cuidado que a artista tem pelo que faz. “Celestial Ballet” aqui em meio a metáforas inteligentes e reflexivas, o eu lírico nos mostra de forma inteligente como somos pequenos em comparação com o universo, trazendo em suas frases e versos a busca por algo significativo no meio dessa imensidão vazia de incertezas da vida. Uma canção madura e poderosa que poderia ser aproveitada dentro da era. A sexta faixa do álbum é “Santa Monica”. Uma canção curta e simples, mas que traz novamente o conceito do álbum de forma clara. Tratando-se de cantar sobre um lugar especial e favorito, onde tudo ali faz você se sentir feliz e confortável. Uma bela canção para ouvirmos em nossos locais preferidos em uma tarde fresca. Novamente temos uma canção fofa sobre a ligação forte do eu lírico com alguém especial, mas desta vez não sendo amigos, mas sim, o companheiro animal, seu cachorro que partiu e deixou saudades no coração da grande artistas Hurrance Evans. A lírica de “Dear Charlie” é cativante, fazendo os amantes de pets se identificarem em casa frase cantada pela artista. “Neon Dreams” aparece com uma lírica diferente das faixas anteriores, o eu lirico aqui é menos lúdico e mais real. Cantando de forma direta e seca uma experiência negativa que vivenciou em uma noite. Aqui entendemos porque talvez o eu lírico prefira viver em sua fantasia, já que a sobriedade traz nas maiorias dos dias péssimas experiências. Continuando com faixas diferenciadas do álbum, encontramos “Victor”. Com uma estrutura diferenciada e uma lirica que exibe uma visão dualista, Hurrance entrega uma canção sóbria e de certa forma corajosa onde apoia seu amigo em uma situação difícil. É uma canção intrigante em meio a tantas que possam te fazer somente aproveitar a sua mensagem. Finalizando o compilado, “Roots & Wings” tem em suas frases um pouco de cada canção apresentada até aqui, trazendo como conceito a carreira da Hurrance até aqui. Fazendo uma grande reflexão em meio a versos inteligentes e otimistas visando um futuro feito da melhor maneira, a maneira Hurrance Evans. A artista acertou em cheio em escolher esss faixa para encerrar seu mais novo capítulo na indústria fonográfica. O Visual do álbum é exuberante e intrigante ao mesmo tempo. Assinado pela renomada produtora Outtathisworld, que utilizou screenshoots importadas do filme Beau Is Afraid de forma magnífica traz em seu conceito visual uma história a ser narrada, onde podemos usar a imaginação, conceito principal do projeto, para viajar por ela. O encarte tem um encaixe muito bem executado, entregando um belo visual para um ótimo conteúdo lírico. Em sumo, após 8 anos sem apresentar um compilado de canções aos seus fãs, Hurrance Evans presenteia-os com um ótimo e significativo álbum pop alternativo. Evans, demonstra sua poderosa habilidade lírica em canções curtas, conseguindo em curtos versos se comunicar com o ouvinte o fazendo entender e se conectar com cada conceito e sentimento colocado em cada faixa. A artista em seu terceiro álbum prova que canções curtas também podem entregar conceito, qualidade, poder e impacto, assim atingindo um alto patamar.



Variety 98

Com "Velvet Reveries", seu terceiro álbum de estúdio, Hurrance constrói um disco art pop e alternativo que se revela como um refúgio em meio à monotonia da realidade. Sua música nos transporta para um universo lúdico de escapismo e fantasia, onde cada faixa convida à exploração dos recantos mais íntimos da mente. Este disco é um testemunho poderoso do papel transformador da música, oferecendo uma trilha sonora para almas cansadas que buscam uma pausa na desordem cotidiana. Explorando gêneros como os já citados pop e o alternativo, "Velvet Reveries" mergulha em temas de imaginação e introspecção. As influências de álbuns como "No Shape" de Perfume Genius e "Daddy's Home" de St. Vincent são palpáveis, moldando uma sonoridade que se dissolve na bruma da imaginação, reforçada por uma narrativa poética que ecoa elementos cinematográficos. Ponto muito interessante nessa obra e que ressalta um Q artístico pouco visto na indústria atualmente. Dessa forma, Hurrance retorna à indústria musical após um período distante, revelando um disco com temáticas profundas, ainda que às vezes familiares. Ela apresenta um fluxo narrativo habilmente mantido, fluindo de faixa em faixa com nuances que enriquecem a experiência. É um testemunho da constante evolução artística da cantora, mantendo uma qualidade marcante, sinônimo de Evans. No decorrer das faixas, destacam-se "Santa Monica", "Homesick" e "Ethereal Melodies" como as melhores em aspecto lírico do álbum. Construção de narrativa, desenvolvimento e estrutura dando um show de técnica para quem já é veterana e sabe fazer bem. Em particular, "Ethereal Melodies" brilha mais com sua composição e evolução intrincada, onde Hurrance expõe seu processo criativo com maestria. Nessa faixa em específico ela trata do seu próprio processo de criação enquanto artista e aborda dessa metalinguagem com excelência. Isso fica mais evidente no trecho: “Então criar é o que alimenta minha humilde alma… pode ser pop, jazz ou até rock and roll, meu coração bate ao ritmo dessa música e se você conhece a letra por favor cante junto”. Aqui sua capacidade de criar uma conexão emocional com o ouvinte é evidente, com letras que nos convidam a mergulhar, junto com ela, nas suas histórias. No quesito visual, "Velvet Reveries" é magnífico em sua simplicidade, combinando cores vibrantes com uma estética imaginária que ecoa a temática das músicas. O trabalho visual de Outtathisworld enriquece a experiência, proporcionando um ambiente visual coeso e cativante que complementa a jornada sonora. As cores aqui fazem um trabalho de realce sem igual, atrelado a profundidades e contrastes que fazem toda a diferença. Noções básicas de edição como enquadramento, iluminação, paleta e tipografia dão uma verdadeira de tão bem colocado e realizado. No todo, "Velvet Reveries" é mais um triunfo para Hurrance, a mantendo firme como nunca na indústria musical. Apesar de temas que podem parecer não interessantes de primeiro contato, o álbum é moldado de forma criativa e emocionante. É um trabalho bem pensado em todos os aspectos, transbordando em qualidade e potencial. Surpreendente seria a palavra certa que cabe perfeitamente nesse disco que faz do imaginário um imenso livro de grandes sonhos e aventuras deslumbrantes. Tornando de Hurrance uma artista que mais uma vez prova a sua versatilidade e habilidade em construir álbuns com potenciais de ótimas memórias afetivas. "Velvet Reveries" é uma obra que certamente marcará sua carreira, com uma identidade única e um valor artístico indiscutível.



Rolling Stone 100

Com um grande retorno surpresa na indústria, Hurrance Evans lança o"Velvet Reveries”, reunindo o escapismo e magia para lidar com seus pensamentos mais íntimos. O projeto possui 10 faixas mergulhadas no Pop e Alternativo. A faixa título tem o cargo de iniciar o disco, e nos conta sobre o o desejo da artista de ter recorrido a esse lugar para se proteger de todos os seus medos, aflições e monstros. "Homesick” é o primeiro single do disco e a segunda faixa, onde retrata a nostalgia e as lembranças permeadas pela saudade de sua infância, destacando sua família e seus costumes naquela época. É uma faixa pessoal e bonita, com um poder lírico bastante elástico, sendo um grande marco na carreira da artista. "Ghostbusters", propositalmente ou não, possui o mesmo nome da famosa série de filmes, mas, aqui tem o propósito de descrever uma espécie de jogo entre ela e seus amigos próximos, sendo uma faixa com áurea fresh e ao mesmo tempo clara. "Ethereal Melodies” e "Celestial Ballet" são faixas completamente distintas, onde na primeira Hurrance descreve os imbroglios em relação a criação de seu trabalho, enquanto na segunda a presença de referências a cosmologia pode ser tida como o momento onde a artista recupera essa sua habilidade e aplica suas técnicas de maneira exuberante para narrar tal tema. Uma dupla extremamente impactante dentro do projeto. "Santa Monica” é uma homenagem ao lugar predileto da cantora, passeando pelas memórias e acontecimentos no píer, contando com a presença de personagens que enriquecem a narrativa. "Dear Charlie” talvez seja a canção mais pessoal ao ser dedicada ao animal de estimação da cantora que partiu, dando um tom ainda mais pessoal para o “Reveries”, sendo outro grande destaque até aqui. "Neon Dreams” e "Victor” também são faixas que não se assemelham conceitualmente, mas que possuem grande potencial em conjunto uma vez que no primeiro caso é uma canção que retrata o sentimento de sonhos de porcelana, ou seja, inconcebíveis, com metáforas sobre luzes neon que endossam tal afirmação, enquanto no segundo caso, Evans nos apresenta mais uma homenagem, mas dessa vez ao seu amigo, possuindo mais um grande momento de introspecção dentro do projeto. "Roots & Wings" tem como missão encerrar a trajetória do disco e, cumpre o papel de maneira brilhante ao narrar sua história ao discorrer sobre o nascimento de seus sonhos em pubs em Londres até chegar aos holofotes em Los Angeles. É um ótimo encerramento para a narrativa do projeto. Visualmente temos produção assinada por Outtathisworld e, uma mistura de dição com a inserção de visuais retirados do filme surrealista “Beau Is Afraid”. A junção das imagens ao conceito do projeto se encaixou de forma impecável, ampliando os horizontes do universo criado por Hurrance em suas letras, sendo um dos visuais mais bonitos do ano. Concluindo, “Velvet Reveries” é a brisa de frescor que a indústria precisava. O álbum é o exemplo claro de como se conectar conceito, lírica e visuais de forma objetiva e simples, sem que a complexidade seja perdida ou deixada em um segundo plano. Em seu grande retorno, Hurrance apresenta um dos melhores discos do ano.



TIME 91

"Velvet Reveries" é o disco que marca retorno da grandiosa Hurrance Evans aos holofotes e a indústria da música. Recorrendo a um estilo mais poético, fantasioso e com uma grande referência ao mundo lúdico infantil, a artista britânica regressa em alto estilo e com que figurará facilmente entre os melhores registros do ano. A sua abertura é feita pela faixa-título, uma obra muito bem escrita e construída, que versa sobre recorrer ao fantasioso para fugir da dura e triste realidade. A canção faz um uso sagaz das rimas – coisa que abrilhanta demais todo o full-length, além do uso cirúrgico das referências e menções ao clássico infantil "Alice no Pais das Maravilhas". Por ser o abre-alas, a faíxa título dita o estilo que veremos ao longo do trabalho e "Homesick" vem para reforçar isso, retratando a saudade de um ambiente familiar da infância e os momentos de pureza dessa fase. Dando sequência ao trabalho, nós temos "Ghostbusters" e aqui a artista menciona seus amigos Marco, Ali, Anneliese e Outtathisworld numa letra divertida, que mantém a visão inocente e pura que foi trazida com a faixa anterior. O duo "Ethereal Melodies" e "Celestial Ballet" apresentam uma Hurrance mais reflexiva, se na primeira temos a artista pensando acerca do impacto da música em sua vida, na segunda vemos a artista refletindo a cerca da nossa desprezível dimensão em comparação ao universo. Já em "Santa Monica" e em "Dear Charlie" podemos ver a artista pagando tributos para coisas que ama. Na primeira, Evans presta homenagem para a sua cidade favorita, a efervescente Santa Monica, e na segunda podemos ver a estrela homenageando seu amigo de quatro patas que acabou falecendo. "Neon Dreams" e "Victor" dão o pontapé nas faixas sobre a vida noturna. Se em "Neon Dreams" temos a artista dizendo que o mundo dos clubes noturnos não é pra ela, "Victor" vem para evidenciar porque a artista teme a mesma. Pois a mesma retrata um momento de crise de seu amigo, após consumir narcóticos. "Roots & Wings" faz o desfecho dessa obra diversa e aqui a Hurrance Evans celebra ninguém mais e ninguém menos que a própria Hurrance Evans. É um hino sobre a sua jornada até os dias de hoje. Muito bem escrito, com um uso bem interessante de rimas e de temas pessoais da sua própria criadora, "Velvet Reveries" é um disco que ilustra bem que a sinceridade e simplicidade, quando bem utilizada, podem sim gerar um disco de peso e impacto. Visualmente falando, a produção de Outtathisworld é simplesmente fantástica. A produtora entrega um trabalho excepcional, com requinte e todo um cuidado com a edição. Além de todo o trabalho certeiro com os detalhes, o universo lúdico visualmente elaborado pela produtora casa perfeitamente com toda a atmosfera do disco. Com este disco, a outta consegue ter facilmente as duas maiores produções do ano – "Nemo" da Asha se junta a este álbum. Em geral, "Velvet Reveries" é poético, é irreverente e é único. Ele se disfarça na fantasia, mas traz ali um ar melancólico e de dor em suas letras que cria um contraste interessante e genial.



American Songwriter 96

Hurrance Evans, uma das grandes artistas veteranas da indústria, retorna à cena musical com seu terceiro álbum de estúdio, "Velvet Reveries". Neste álbum, Evans nos leva a uma jornada através de um universo de escapismo e fantasia por meio de suas músicas. Iniciando falando sobre o seu visual, ele se mostra um dos visuais mais surpreendentes e criativos do ano. A escolha da fotografia e a sua edição torna o encarte uma verdadeira obra de arte, com a fonte se adaptando as fotos, uma forma bem esperta de garantir que nenhuma fique ilegível para o ouvinte. A produção de outtathisworld acertou em cheio, entregando um visual belo e polido. O HTML no disco é usado de forma discreta, sendo mais notado em seu Sobre e no Track-By-Track, não se é um dos populares HTML imersivos adotados pela cantora em demais trabalhos, mas o álbum de Hurrance não sofre com a falta disso nem um pouco. Entrando em seu campo lírico, encontramos canções que brincam com a nossa imaginação usando um mecanismo lúdico que se mistura com o reflexivo. Desde "Velvet Reveries" até a útima faixa, somos transportados para um espaço particular de Hurrance Evans, onde as fronteiras entre o consciente e o subconsciente se tornam borradas. Cada música do disco se mostra importante para entregar esse conceito que é realizado muito bem, com foco para "Homesick", "Roots & Wings", "Ethereal Melodies" e "Santa Monica" como as maiores estrelas do disco, destacando as habilidades de composição de Hurrance. Outro ponto extremamente positivo do disco é que a cantora consegue fazer com que músicas de conteúdo pessoal sejam facilmente compreendidas por qualquer pessoa por meio de sua narrativa lírica, permitindo que o ouvinte possa se identificar e se compadecer com aquela situação independente se passou por tal ou não. É possível dizer que o álbum também se trata de um projeto ousado, por apresentar um conteúdo diferente do habitual presente atualmente na indústria, e é feito com maestria, sendo uma brisa fresca inesperada e muito bem vinda. Um ponto que não chega a ser um defeito mas que a cantora deve se atentar é de não deixar sua linguagem melancólica acabar ficando um pouco melosa demais, "Dear Charlie" por exemplo. É uma canção linda, não há dúvidas disso, mas que acaba andando numa corda bomba do ponto mencionado anteriormente, mas felizmente consegue se encerrar sendo uma boa canção. Em conclusão, podemos dizer que "Velvet Reveries" não só atinge, mas supera as expectativas, proporcionando uma experiência totalmente única, que só Evans conseguiria fazer. Que este lançamento represente não apenas o retorno triunfante de Hurrance Evans à cena musical, mas o sinal que teremos mais trabalhos de grande magnitude em qualidade tal qual o entregado pela cantora, tanto pela própria artistas como por cantores inspirados po ela.



Los Angeles Times 96

Após um longo tempo de hiatus da indústria, Hurrance Evans nos apresenta seu novo álbum de estúdio "Velvet Reveries" que mergulha nos gêneros Pop e Alternative, com dez faixas em sua estrutura. "Velvet Reveries" abre o disco de forma grandiosa, com metáforas muito bem usadas e uma estrutura exemplar, a canção discorre sobre como a artista recorre a um escapismo de tudo aquilo que lhe prende, com uma letra muito impactante e direta, é uma ótima iniciação para o disco. "Homesick" fala sobre a saudade da artista dos tempos de quando era criança, fazendo alusões a seus familiares, a faixa apresenta uma ideia muito boa em si, sendo mais um ponto álbum pro disco até o momento. "Ghostbusters" fala como a artista imagina uma brincadeira onde assusta seus amigos como um fantasma, fazendo referência a pessoas do convívio de Hurrance, a faixa é muito bem executada em todos os seus versos, principalmente em seu primeiro. "Ethereal Melodies" refere-se ao ato de criar músicas de forma habitual, onde a artista conta seu processo de criação e dificuldades que relacionam o tema, os versos da faixa são muito bem feitos e articulados, sem muitos erros. "Celestial Ballet" fala sobre a beleza e mistérios relacionados ao cosmos, onde os versos da faixa são muito bem feitos e com metáforas visuais bem aplicadas, sendo mais uma faixa indiscutivelmente ótima do disco. "Santa Monica" retrata o lugar favorito de Hurrance, onde descreve os melhores momentos vividos no por do sol da cidade, com referências a personagens, a faixa apresenta uma ideia muito bem feita e refinada, apesar de ser uma faixa muito curta em geral. "Dear Charlie" é uma canção dedicada ao animal da artista que partiu em momentos anteriores, como uma homenagem bem feita, a canção é bastante impactante e emocionante, com todos os seus versos sendo bons, sendo um futuro single muito potencial para o disco. "Neon Dreams" usa a metáfora de "luzes de neon" que tentam vender sonhos, mas que acabam escondendo a verdade, possuindo uma iniciação muito boa, a faixa não decepciona em termos de qualidade, sendo um acerto em cheio de Hurrance até aqui. "Victor" possui uma homenagem ao amigo de longa data da cantora, onde busca confortar seu amigo nos piores e melhores momentos, a faixa apresenta três versos que continuam a narrativa emocionante da canção em si, sendo uma das melhores até aqui. "Roots & Wings" encerra o álbum de forma clara e direta, onde a artista vê o futuro com otimismo pelas ruas de Londres, a faixa encerra lindamente o álbum, com ênfase para seus últimos versos que passam claramente a mensagem que a artista quer passar. O visual do álbum é indiscutivelmente perfeito em inúmeras camadas, o encarte é muito bem encaixado e idealizado pelo uso de cores sólidas que casam muito bem entre si e pela textura usada, que adiciona muito na história que é narrada, um acerto muito grande da produtora outtathisworld. Em suma, Hurrance nos apresenta um disco muito bem idealizado em sua estrutura, com canções objetivas e diretas, mostrando muito bem que o legado ainda continua de pé, consolidando-se como um dos melhores discos do ano.



Pitchfork 92

Após mais de oito anos in-game sem um LP em toda a sua extensão para espalhar seus pensamentos mais íntimos, Hurrance Evans retorna, quase que sem aviso, à indústria musical com seu terceiro álbum de estúdio. Intitulado “Velvet Reveries” e produzido por Outtathisworld, o CD chega ao mercado com uma premissa da própria artista sobre ser uma coleção tão pessoal quanto suas anteriores no que concerne a pensamentos tidos por ela durante seu tempo de ausência do show business, empregando os lados mais sentimentais e humorados de sua personalidade. A imersão lírica se inicia com a faixa-título, onde Hurrance imagina sua entrada em uma utopia mais pacífica do que a realidade que enfrenta. Entre versos sobre estar preocupada com suas vestimentas e sua excitação em procurar algo que a faça feliz, a artista sintetiza suas ideias em ótima forma e soa convidativa para a jornada. “Homesick”, segunda canção da tracklist e primeiro single oficial da era, lançado junto com o LP, retrata Evans com saudade de tempos que ela considera terem sido mais simples em sua vida, junto a sua família, seus costumes e suas rotinas. Sendo uma ótima escolha como single pela sua lírica fácil do público se identificar ao mesmo tempo que exala uma pessoalidade inesperada, é uma faixa que se constrói sozinha ao imaginário. “Ghostbusters” explora um lado mais leve e humorado da cantora, que liricamente tenta brincar de caça-fantasmas com seus amigos sendo ela mesma uma das figuras andantes que assustam outros. Com referências a outros artistas da indústria e um tratamento irônico com sua própria seriedade dentro do tema, é uma faixa que surpreende pelo quão envolvente pode ser dentro do universo que constrói. “Ethereal Melodies”, por sua vez, mostra Hurrance dedicada a falar do que sente dentro do processo criativo de uma canção em si. Seu teor metafórico e inserido dentro de si mesmo pode afugentar alguns ouvintes em sua duração, mas é uma faixa interessante e que vale a inclusão dentro do álbum para se entender a mente da artista por trás. “Celestial Ballet” descreve a sensação de Evans quanto à diminuta existência da humanidade em comparação com o tamanho do universo que rodeia a ela e aos outros; a reflexão é válida e torna a faixa um momento introspectivo e interessante de se observar se considerar a carreira da artista como um todo. “Santa Monica” traz um ambiente nostálgico da mente de Hurrance em relação a um lugar que parece trazê-la paz e tranquilidade não só na vivência como também na memória. É uma canção construída de forma mais curta, mas descreve o suficiente para explanar as sensações desejadas na narrativa. Em “Dear Charlie”, a atenção é direcionada a uma história que se aproxima do fim trágico que é a perda de um animal de estimação; Hurrance reconta pequenos momentos que ela aprecia mais enquanto vê que seu cachorrinho está prestes a partir da vida terrena e entrega um dos pontos mais emocionalmente difíceis de se processar por seu teor. “Neon Dreams” traz uma mudança de perspectiva no modo como a cantora escreve sobre as sensações negativas de se estar numa noite barulhenta; enquanto as características típicas das letras de faixas anteriores aparecerem aqui, o efeito se mantém positivo apesar de rodear em si mesmo perto do final. “Victor”, penúltima faixa do álbum, é também uma das mais diferenciadas. Possui uma estrutura lírica sem refrão definido e dá uma ênfase nas palavras de encorajamento que Hurrance tem a seu amigo em um momento complicado, que pode ser interpretado como o efeito pós-uso de alucinógenos ou também uma questão emocional. É justamente essa dualidade que eleva o nível da faixa para seu posto de destaque. “Roots & Wings” encerra a jornada narrativa do disco com uma olhada em torno da carreira da artista; relatando suas origens na música, os sentimentos dentro da fama e as esperanças para seu futuro enquanto criadora de arte, Hurrance resume várias ideias de faixas anteriores enquanto dá a entender que pretende continuar na indústria no seu próprio tempo, oferecendo uma faixa conclusiva de esmero. No que se refere ao quesito visual, “Velvet Reveries” surpreende pela criatividade em referenciar o filme “Beau Is Afraid” em seus cenários que beiram o kitsch, mas se confinam a um conceito de oferecer um retorno às raízes antes de rumar direto a um novo caminho, algo traduzido muito bem pela produtora Outtathisworld no encarte. Como um álbum pop, “Velvet Reveries” busca inspirações em outros estilos para torná-los mainstream; Hurrance Evans prova suas capacidades criativas no modo como compõe para falar de suas vivências enquanto permite que qualquer ouvinte tenha não só suas interpretações individuais como também mergulhe as suas próprias.



The Line Of Best Fit 87

De surpresa, chocando todos seus fãs, a queridinha do Pop Alternativo, Hurrance Evans, faz seu retorno com o seu terceiro álbum estúdio intitulado "Velvet Reveries". Descrito como um refúgio da monotonia, convidando o ouvinte pra um universo de escapismo. Hurrance sempre se destacou pela seu talento de levar o ouvinte à lugares que este nunca imaginou, com sua criatividade e forma de escrita, e isso se concretiza de primeira com a faixa introdutória e que leva o título do projeto, "Velvet Reveries", retratando um estado de fantasia, onde o eu-lírico se encontra em um lugar de paz e agradável, como se estivesse em um sonho; Os versos aqui são curtos e sem muito aprofundamento, mas deixando um gosto de anseio pra o que vem a seguir. "Homesick" segunda faixa e carro-chefe do disco, provoca um sentimento de nostalgia por momentos felizes e familiares do passado. A cantora relembra com carinho os momentos com sua família, assim como refeições da sua avó, uma canção delicada e muito tocante. Enquanto "Ghostbusters" aproxima-se de um clima de suspense e terror, mostrando uma aventura assombrosa; A todo momento o eu-lírico entra nessa brincadeira, mas ao mesmo tempo alerta dos perigos. É engraçado que o grande destaque lírico até o momento, a faixa "Ethereal Melodies", retrata exatamente uma celebração ao o processo criativo de compor; Hurrance descreve o ambiente, os instrumentos usados e até mesmo um acompanhamento de um vinho; A canção é chique, um destaque lírico e que só a mesma conseguiria trazer. "Celestial Ballet" é uma faixa cheia de referência a astrologia, algumas frases avulsas e transparecendo um significado vazio que não consegue expressar com exatidão essa busca por significado e pertencimento dentro desse mundo cósmico, não sendo uma escrita que surpreende. Em uma canção que pode ser descrita com um romance incompleto, "Santa Monica" foi a primeira faixa escrita do disco e que deu o pontapé inicial pro seu desenvolvimento; A faixa descreve paisagens e até mesmo uma pessoa denominada John, atividades e locais; Mesmo sendo uma música muito bonita, acredita-se que uma ponte seria um grande diferencial aqui. Outrora, "Dear Charlie" se destaca como uma das canções mais tocantes do álbum, ao homenagear um animal de estimação da cantora que veio a falecer; O tom é sentimental, mas não triste, Hurrance tenta o máximo em destacar momentos e sentimentos felizes que passou ao seu lado. Retomando a um clima mais sombrio, "Neon Dreams" retrata sobre o medo da noite, seus fantasmas, seu perigos; Inspirada em um acontecimento real, aqui o eu-lírico alerta que a pressão social o faz buscar por essa experiência, ao mesmo tempo que esta se denomina cética. Uma reflexão e ao mesmo tempo um crítica social muito bem aplicada sem exageros. "Victor", uma faixa curta, mas impactante, mostra um momento que pode ser desesperador, relatando um momento agonizante sobre o uso de drogas; Os versos são gatilhos, mas necessário. Finalizando com "Roots & Wings", a cantora relembra seu inicio no sul de Londres até seu estrelato; Aqui há uma determinação de firmar suas raízes britânicas mesmo com todo o seu sucesso e reconhecimento, uma faixa que resume um pouco de uma trajetória e conclui de forma coesa. O talento da renomada Outtathisworld é evidente no visual produzido para o álbum, que retrata um mundo fantasioso, utópico e artisticamente rico em cores e expressões. Os encartes parecem transportar os espectadores para dentro de um filme que é uma extensão direta da atmosfera do álbum. Sem dúvida, esse visual se torna instantaneamente icônico. Por fim, "Velvet Reveries" é um disco liricamente diferente dos discos anteriores da cantora e compositora Hurrance Evans. Aqui as canções são breves, rápidas e não muito exploradas, apesar de conseguir mandar seu recado. Algumas músicas parecem frágeis, sem aprofundamento, algo que era característica da sua escrita. Mesmo entrando nesse conceito de escapismo e na busca de levar o ouvinte numa imaginação, o disco trata muito de assuntos pessoais, que não cumpre esse objetivo. "Velvet Reveries" é sobre Hurrance e o que ela passou nos últimos anos, retratado de si mesma, como ela encara o seu legado, seu trabalho, assim como homenagem e reflexão sobre relacionamento, tanto pra amigos como até mesmo com seu animal de estimação, tendo algumas faixas que realmente trazem uma mensagem de refúgio da realidade. Todavia, "Homesick", "Ghostbusters" e "Dear Charlie" são os grandes destaques líricos do projeto. Hurrance está em seu conforto lírico, sem surpreender, mas também não decepcionando; Por outro lado, trazendo um dos visuais mais incríveis já feitos. "Velvet Reveries" não é brilhante, mas, ainda sim, ganhando um espaço como um grande álbum na estante da cantora Hurrance.