| # | Título | Tipo | Streams | |
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| 1 | Single Oficial | 518,688,767 |
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i-D publicou uma avaliação em 04/01/2026: 85
Tomando como inspiração a Praga de 1518, conhecida como a Praga da Dança, Hurrance Evans prepara-se para seu novo disco e retorna à indústria com “Dancing Plague”, uma música que renova o tempo e batiza um delírio como um rito moderno. Na composição, Hurrance entrega uma renovação e um teor moderno para o que quer contar, tomando sua inspiração à risca. A artista dispõe com bastante firmeza uma mudança, como se aqui a música atingisse o espírito do tempo e conversasse com ele, transmitindo meticulosamente cada detalhe. A faixa é divertida e marca uma surpresa na carreira de Evans. É como se fosse incessante. O estilo é claro, e “Dancing Plague” se torna algo especial. O seu visual, que utiliza uma gravura de Hendrik Hondius em sua composição, também é engenhoso. A estética deixa de lado uma roupagem quase clássica de Hurrance em prol de algo novo, satisfatório e diferente. Em suma, a canção é divertida e entretém a todos com sua criatividade. Hurrance Evans renova seu público e nos deixa ansiosos para o que está por vir.

Rolling Stone publicou uma avaliação em 30/11/2025: 85
Com Dancing Plague, Hurrance Evans se joga de corpo e alma na estética industrial, metamorfoseando a epidemia de 1518 em algo claustrofóbico e hipnótico, tal como uma experiência da coreomania. A letra funciona como uma engrenagem, construindo um cenário onde o suor e o sangue se misturam com uma iconografia religiosa obscura. Evans arrasa ao descrever o horror físico da situação em versos como "flesh and bones crumble from within", criando uma imagem visceral que casa perfeitamente com a proposta mecânica e repetitiva do gênero. O auge da escrita é, sem dúvida, o verso "God didn't give us a second chance". No meio de todo o caos rítmico, essa frase aterra a música em um fatalismo cruel. Ela deixa claro, ora, que não é celebração, mas uma sentença. A estrutura cíclica da letra, com seus mantras recorrentes, serve muito bem ao propósito de simular o transe da coreomania, fazendo o ouvinte sentir a exaustão dos personagens que dançam sem parar. A menção a Frau Troffea na ponte é outro acerto, trazendo um pedaço de história real para dentro desse pesadelo eletrônico. Se houver um pequeno ponto fora da curva, é a decisão de ser tão direta nos pós-refrões. Enquanto os versos constroem todo um mistério com "sombras rastejando" e "rituais antigos", frases como "possessed by the dancing plague" parecem excessivamente explicativas. A música já tinha estabelecido o tema com tanta competência através da atmosfera que não precisava soletrar o nome da "praga" para o ouvinte entender o conceito. Mas isso é apenas um detalhe em uma composição que, no geral, é extremamente eficaz. Os visuais do single ampliam esse impacto. Outtathisworld parte da famosa gravura de Hendrik Hondius e a cerca de cores vibrantes, texturas digitais e referências a flyers de rave, criando um choque intencional entre passado e presente. O resultado traduz visualmente o mesmo caos ritualístico da música, como se a praga atravessasse séculos para ganhar novas formas aqui. É uma estética que reforça a sensação de colapso, movimento e desorientação que o single já entrega em sua lírica. Hurrance Evans, de fato, construiu um hino obscuro, prendendo você na repetição de propósito e te fazendo encarar a danação até o fim.

VOGUE publicou uma avaliação em 23/11/2025: 90
Após um pequeno hiato desde o lançamento de Velvet Reveries, a cantora e compositora Hurrance Evans retorna com “Dancing Plague”, o carro-chefe de seu quarto álbum de estúdio. A faixa apresenta uma releitura dançante e sombria do episódio histórico da praga dançante de 1518. Musicalmente, “Dancing Plague” aposta em um techno industrial, gênero até então inédito na discografia da artista. O resultado é uma combinação envolvente: ao mesmo tempo em que a faixa é dançante, carrega uma aura macabra, sustentada por versos fortes e marcantes. É, sem dúvida, um dos maiores acertos de Hurrance Evans, especialmente pelo modo como a música cresce progressivamente a cada verso. Ainda assim, a canção não passa ilesa a ressalvas. A ponte, apesar de bem inserida e funcional dentro da obra, sofre por ser excessivamente abstrata. Com um desenvolvimento mais concreto e incisivo, poderia elevar a faixa ainda mais. Não compromete, mas deixa clara a margem de aprimoramento. Com “Dancing Plague”, Hurrance Evans reafirma que mesmo artistas veteranas ainda têm muito a explorar e a dizer, trazendo frescor e nostalgia na mesma proporção. É um lembrete da importância da experimentação — algo que a indústria atual carece profundamente.