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The Guardian publicou uma avaliação em 31/05/2026: 98
SAINT RECORDS marca o retorno de MONI a indústria após longos anos de seu último LP e esse é um álbum que praticamente te arrasta pela mão para dentro de uma noite que parece não ter fim, cheia de excessos, paranoia, dor e momentos de euforia. Nesse segundo disco, MONI entrega uma história completa, daquelas que te fazem mergulhar de cabeça no universo da artista. Desde KAWAII VIOLENCE, a gente percebe que a viagem não vai ser tranquila. A faixa já chega pesada, intensa e caótica, mostrando uma personagem consumida pelos próprios demônios. E o mais impressionante é como tudo parece fazer parte de um grande quebra-cabeça. Nada está ali por acaso. Conforme o álbum avança, músicas como SNRI, BIOHAZARD e EMERGENCY! mostram uma artista sem medo de expor suas feridas. MONI fala sobre vícios, crises, remédios, sexo, fama e solidão de uma forma muito crua, mas ao mesmo tempo extremamente artística tornando a obra desconfortável e fascinante ao mesmo tempo. A parte central do disco é um verdadeiro mergulho na autodestruição: AUTOPHILIA e MUGSHOT mostram uma personagem cada vez mais perdida dentro de si mesma, enquanto o mundo acompanha sua queda como se fosse entretenimento. É pesado, mas é impossível não ficar preso na narrativa. Quando chega em OXYMORON, o clima muda. A loucura ainda está lá, mas agora vem acompanhada de uma grande tristeza. É como se a cantora finalmente olhasse para os próprios destroços e tentasse entender o que sobrou dela. Já em SAINT ORION, tudo ganha uma dimensão quase espiritual, transformando o caos em algo bonito e assustador ao mesmo tempo. Essa é sem dúvidas uma das melhores músicas do projeto. E aí vem BSOD, provavelmente um dos momentos mais fortes do álbum. É quando toda a máquina quebra de vez, quando não existe mais festa, glamour ou fantasia. Só sobra a verdade. Mas o que faz SAINT RECORDS ser tão especial é o jeito que ele termina. REQUIEM não é uma despedida triste. É um recomeço. Depois de passar por tanta dor, a personagem finalmente encontra alguma paz dentro dela mesma. Não porque tudo foi resolvido, mas porque ela aprendeu a continuar existindo apesar de tudo. No fim das contas, SAINT RECORDS é um álbum sobre cair, se perder e tentar se encontrar de novo. É sombrio, intenso, provocador e muito bem construído do começo ao fim. MONI mostra que não tem medo de se expor e transforma suas experiências mais difíceis em arte de verdade. Esse é sem sombra de dúvidas um dos maiores comebacks dos últimos anos.
























































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